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Os Maiores Eventos de Corrida do Brasil (2017)

Para acabar a série dos dados das provas brasileiras em 2017, publico agora os maiores eventos de corrida do país em 2017. Nas últimas semanas publiquei os dados das Maratonas e maratonistas brasileiros, os números das Meias Maratonas do Brasil e quais são as 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil.

Não é surpresa a liderança de nossa corrida mais tradicional. A São Silvestre muito provavelmente apenas em 2 dos seus mais de 90 anos de existência perdeu esse título (uma vez para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e outra pra Nike 10K Human Race nos anos 2000).

Nesta lista vão apenas os eventos que somam mais de 10.000 concluintes somadas todas as distâncias em suas provas paralelas. Em 2015 esses eventos eram 9, em 2016 chegaram a 11 e agora voltam a ser nove.

Diferentemente de 2015 e 2016 não houve eventos exclusivamente para mulheres, mas uma delas é noturna (Corrida de Reis). Apenas 3 têm distâncias únicas (São Silvestre, 10km Tribuna FM e Volta da Pampulha), somente 3 ficam fora do eixo Rio-SP, 6 têm transmissão pela TV e 2 entraram pela primeira vez na lista (Corrida de Reis e Maratona de SP).

Veja a lista completa abaixo!

*A Wrun (SP), as Night Run (SP), a Vênus (SP) e a M5K (SP) são provas que já figuraram na lista.

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As 50 maiores corridas de rua do Brasil (2017)

O Recorrido publica com exclusividade (aqui completo) os dados das 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil em 2017. Este é um levantamento único no nosso mercado e busca principalmente dar números, apontar em quais cidades acontecem, as distâncias mais procuradas e de maior sucesso, além de listar quais são as nossas maiores corridas de rua sem depender dos números de pouca credibilidade das organizadoras que quase sempre inflam estes valores.

Comparando com 2016:

– Das 50 provas 14 entram na lista (9 pela primeira vez desde 2014, data do primeiro levantamento);

– O número de concluintes caiu 3,4% (308.000), o pior desde 2014;

– As provas de 5km continuam sendo as mais frequentes na lista;

– Mulheres são maioria em 17 das provas sendo que 6 dessas são exclusivamente femininas.

Já a localização destas provas mostra-se bem concentrada. 28 em São Paulo e 12 no Rio de Janeiro. Apenas essas duas, Brasília (3) e Belo Horizonte (2) são locais de mais de uma prova.

Nenhuma fica na Região Norte, apenas Florianópolis no Sul e somente Santos (SP) fora de capitais.

Outra característica é notar que 3 organizadoras possuem 32 das 50 corridas! E das 6 maiores, todas já foram exibidas ao vivo na TV, mostrando a força desse fator em determinar o sucesso de um evento.

Porém, organizar corrida não é algo fácil nem garantia de muito lucro, vale destacar que mais uma vez 4 das maiores corridas do país em 2016 foram descontinuadas em 2017. Ou seja, é um investimento que está longe de ser garantia de sucesso!

Para ver todos os números, fica aqui o convite para você ver o Infográfico das 50 Maiores Corridas do Brasil em 2017!

 

*aqui você tem ainda o infográfico das Maratonas e aqui o das Meias Maratonas.

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Os números das Meias Maratonas brasileiras em 2017: o perfil do corredor brasileiro

Publico hoje no Recorrido (aqui completo) o relatório das Meias Maratonas Brasileiras. Este é um levantamento único no nosso mercado de corrida e busca dar números a uma das distâncias preferidas pelos corredores brasileiros, os 21km. No ano de 2017 que se passou podemos destacar:

– Um número recorde de concluintes (pouco menos de 140.000, aumento de quase 20%);

– Um número recorde de provas (135);

– A participação feminina que só crescia, se estabilizou.

Se nossas provas ainda não são gigantes como as internacionais, elas estão cada vez maiores e mais femininas. Como tem sido praxe, a Meia Internacional do Rio de Janeiro (Yescom) aproveita a força da TV para ser com folga a maior prova do país.

Das 10 maiores provas, 8 estão no eixo Rio-SP.

A Golden Run Brasília (8ª) é a maior fora do eixo.

A soteropolitana Shopping da Bahia Farol a Farol (10ª) a maior do Nordeste.

A Meia de Floripa (13ª) é a maior da Região Sul.

A Meia Maratona de Manaus é a maior no Norte (32ª).

Já a das Cataratas do Iguaçu (18ª) é a maior fora das capitais.

Para quem acha que é fácil ganhar dinheiro organizando provas de 21km, vale lembrar que nenhuma prova apenas cresceu no período 2011-2017. E das 15 maiores, somente 4 não têm outras distâncias correndo em paralelo, o que mostra como é difícil organizar provas muito rentáveis nessa distância.

Por fim, com a entrada de novos corredores, mais inexperientes, a velocidade mediana do meio maratonista brasileiro cai. E hoje ela está em 2h19 (~6´35″/km) entre as mulheres e 2h04 (~5´50″/km) entre os homens. O que isso significa? Que se você, homem ou mulher, corre ao menos 1 segundo mais rápido que essas marcas, você chega à frente da metade (50%) de todos os demais corredores brasileiros.

Ainda falando em velocidade, se você busca uma boa marca, talvez devesse dar uma chance à Meia Maratona de Florianópolis, à de Porto Alegre e à Run City Brasília, as 3 mais rápidas do país.

Para esses e maiores detalhes, entre e confira o exclusivo infográfico das Meias Maratonas Brasileiras.

 

*aqui você tem o levantamento com as Maratonas brasileiras!

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Os números das Maratonas Brasileiras em 2017 & O perfil do maratonista brasileiro

Hoje publico o relatório com os números das Maratonas Brasileiras e o perfil do corredor brasileiro de Maratonas. Este é um levantamento único e exclusivo no nosso mercado (aqui você tem ele completo) e busca principalmente colocar um pouco de luz dando números na prova mais famosa da corrida de longa distância.

Nossos números são muito distantes dos das realidades americana, japonesa (maior número de concluintes no mundo) ou da de muitos países europeus, como a Inglaterra, que presenciam muito mais gente e proporcionalmente bem mais mulheres. Mas há pontos dos dados brasileiros a se destacar:

Número recorde de maratonistas nas provas brasileiras (quase 26.000) aumento de 29%!

Aumento substancial de mulheres que hoje são mais de 20% dos concluintes, quando eram 14% 5 anos antes.

É difícil explicar os 2 crescimentos. Um deles é o aumento dos concluintes em provas como ado Rio de Janeiro e Porto Alegre (ambas com forte presença feminina) e a consolidação da SP City Marathon.

Com exceção de 2013/2014, o mercado brasileiro de 42km cresce forte e consistentemente e 2017 viu um número recorde de provas oficiais (23).

Outro fato é o aumento dos brasileiros correndo no exterior, após a queda ano passado em função da forte recessão econômica que enfrentamos em 2016. Somando-se com os pouco mais de 6.000 concluintes brasileiros no exterior, podemos então dizer que o perfil do maratonista brasileiro é:

– Homem (80%);

– Idade entre 30 e 49 anos (70%);

– Correndo no Rio de Janeiro, em São Paulo ou no exterior (67%);

– Corre os 42km em 4h19:50.

Já a brasileira média faz a mesma distância em 4h44:58. E ano a ano, com a entrada de novos corredores, o desempenho do brasileiro médio novamente caiu.

Aliás, Porto Alegre é novamente a maratona mais rápida do país!

Buenos Aires, Berlim, Chicago, Disney e Santiago são, nessa ordem, os destinos preferidos dos maratonistas brasileiros no exterior. Outro ponto que também vale destaque é que apenas Boston e Lisboa são as provas que vêm crescendo desde 2011 em participação brasileira.

Para ver todos os números, fica o convite para você ver o Infográfico das Maratonas Brasileiras clicando aqui.

*se acha que eu me esqueci de algo, não deixe de falar nos comentários!

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Correndo com os Etíopes – parte 9: Nutrição.

Logo que cheguei à Etiópia, ainda no aeroporto, algumas coisas me chamaram a atenção. Uma delas era pessoas em forma, nada de obesos, saudavelmente magros. Além disso, não havia restaurantes fast food no local. Soube ainda depois que o Mc Donald´s não desembarcou no país. Quando fiz uma associação dessa ausência com o baixo índice de obesidade, um desses comentaristas que escrevem em 4 apoios disse:

 

Energúmeno, qual a renda média? Os caras não comem, não comem nem calorias nem proteínas. São magros por desnutrição.

 

Pois o mais legal de jogar com números, algo que eu adoro, é você poder colocar em teste alguns dos conceitos que temos bem arraigados. Um deles é antigo e não sobrevive nem a uma pesquisa preguiçosa. Por exemplo, quando cruzamos a lista de dados dos países organizados pelo ranking de IMC (um índice comparativo este que é pouco confiável quando olhado individualmente, mas que ajuda demais quando trabalhamos com populações heterogêneas) é que colocado lado a lado com o ranking de ingestão calórica você observa que não há um padrão claro. Ou seja, que consumir mais calorias não tem uma correlação positiva com mais obesidade. Ou ainda nas palavras de Nate Silver em sua obra mais famosa, O Sinal e o Ruído: “parece haver indícios restritos para uma associação entre obesidade e consumo calórico; pelos testes padrões, tal relação não seria qualificada como “estatisticamente significativa“.

O que isto quer dizer? Que a magreza etíope não se explica somente pelo baixo consumo calórico (o que é um fato), uma vez que há países que comem menos calorias e têm IMC maior e países bem obesos que consomem menos calorias que outros países magros.

Seria o baixo consumo proteico etíope, então? Hoje há uma espécie de cruzada entre os que acreditam na nunca testada e provada tese da gordura (ou das calorias) como engordativa quando é o carboidrato quem impacta o metabolismo de gordura. Como muita gente que se diz especialista no assunto não aceita quebra de paradigmas, abrem mão até de um dos nutrientes pouco lembrados na questão, a proteína. E, novamente, está acessível para quem gosta do tema: quando colocamos prevalência de obesidade com consumo proteico, voilà, aparecem paradoxos. Paradoxo nada mais é que um jeito chique de você não aceitar algo que vai contra sua teoria. Apesar do baixo IMC da Etiópia, você encontra vários países que consomem muito menos proteína que esses africanos.

Uma passagem muito bem descrita de uma pesquisa americana relatada em “Por que Engordamos“, livro ignorado por quem finge estudar o assunto, fala do trabalho de um pesquisador que ficava perplexo de como havia crianças desnutridas sendo carregadas por mães brasileiras claramente obesas que TAMBÉM não tinham muito o que comer nas favelas.

Obesidade (ou magreza) não se explica por quantas calorias comemos, que é o que diz esses rankings da ONU, mas QUAIS comemos. As mães faveladas brasileiras da pesquisa comiam pouco, mas consumiam muito açúcar. Suas crianças, comiam poucas calorias, pouca proteína e também pouco açúcar.

Cada um acredita no que quiser, até que controle de peso é sobre calorias, não sobre O QUE se come. Porém, para isso deverá ser feito um malabarismo lógico e argumentativo uma vez que dietas hipocalóricas têm um rico histórico de ineficiência.

Propositadamente, ignorei aqui o argumento da questão da (baixa) renda, até porque dentro da mesma sociedade desde sempre é sabido que os mais ricos são mais… magros! Desconsiderados os bolsões de miséria, renda não deveria ser questão central nesse debate.

Pelo que pude ver em minha experiência em Adis Abeba, os corredores sabem de duas coisas que deveriam ser sempre bem lógicas: comer de modo saudável é o mínimo que você deveria fazer se deseja correr bem. Mais: corrida é sobre coRRer, não sobre coMer. Não há debate sobre o que comer ou beber. Não havia suplementos, não há BCAA, não havia gel nem isotônico! Isso é coisa de atleta que corre de menos e de nutricionista que sabe de menos. Após nossas sessões de treino, quem tinha mais fome comia alguma banana, bebia algo e era isso! Os que estavam se sentindo bem, iam embora sem a tarefa de comer na “janela de oportunidade”, falácia essa que deveria já ter morrido na década passada, mas que ainda sobrevive entre alguns “especialistas”.

Enfim, corrida é o esporte mais simples que existe. Para correr bem você precisa rodar muito (volume), estar magro (em forma) e ter paciência e consistência. Os etíopes fazem tudo isso. Eles comem de modo saudável que os deixa magros. Quem quer achar algum atalho que não existe cai no golpe da dieta personalizada, equilibrada, BCAA, Glutamina, etc. Não aprendem nunca.

*durante meu período lá, não vi nem comi açúcar branco (refinado), no máximo vi o do tipo cristal. Não vi fast food, não vi sorvete, não lembro de ter visto muito chocolate. Apesar da fama ofensiva a eles de que passam fome, vi mais banana, laranja, tomates, avocados e iogurtes do que já vi no Brasil. É difícil você engordar quando você não consome justamente aquilo que te faz engordar: açúcar e alimentos processados e/ou ricos em amido.

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