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Live/Palestra Beneficente: vamos ajudar? (Coronavírus)

Nesta 3a feira 26 de maio às 19h00 (amanhã!) vou realizar uma live em forma de palestra interativa (aberta a perguntas) totalmente beneficente! Tema? Treinamento de Corrida com aplicações práticas a quem deseja bater seu recorde pessoal nos 5km e nos 10km.

Todo o valor arrecadado com as inscrições será revertido em prol ao Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil.

A aula terá duração de cerca de 1h00 e será transmitida via YouTube (em link fechado compartilhado com os inscritos duas horas antes). Para ajudar é bem simples! Basta se inscrever neste link aqui.

São apenas R$50 que podem fazer a diferença a quem precisa!

Posso contar com sua ajuda??

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Os maiores eventos de Corrida de Rua do Brasil – 2019.

Para encerrar a série dos dados das provas brasileiras em 2019, publico agora os maiores eventos de corrida do país em 2019. Nas últimas semanas publiquei os dados das Maratonas e maratonistas brasileiros, os números das Meias Maratonas do Brasil e quais são as 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil.

Não é surpresa a liderança de nossa corrida mais tradicional. A São Silvestre muito provavelmente apenas em 2 dos seus mais de 90 anos de existência perdeu esse título (uma vez para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e outra para a extinta Nike 10K Human Race nos anos 2000).

Nesta lista vão apenas os eventos que somam mais de 10.000 concluintes somadas todas as distâncias em suas provas paralelas. Em 2015 esses eventos eram 9 e agora chega a um teto histórico de 16 (*em 2016 e 2018 chegaram a 11).

Desses 16 eventos, 4 são de maioria feminina, apenas 2 ficam fora do eixo Rio-SP (Santos e BH), 3 são em distâncias únicas (São Silvestre, 10km Tribuna FM e Volta da Pampulha) e nenhum é noturno.

Veja a lista completa na imagem abaixo ou clique aqui!

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As 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil – ANUÁRIO 2019

O Recorrido publica com exclusividade (aqui completo) os dados das 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil em 2019. Como sempre vem sendo este é um levantamento único no nosso mercado e busca principalmente dar números, apontar em quais cidades acontecem, quais são as distâncias mais procuradas e de maior sucesso, além de listar quais são as nossas maiores corridas de rua do país.

Comparando com 2018, temos:

– Das 50 provas 12 entram na lista (8 delas pela primeira vez desde 2014, ano do primeiro levantamento);

– O número de concluintes aumentou 6% (333.000);

– As provas de 5km continuam sendo as mais frequentes na lista;

– Mulheres são maioria em 25 das provas sendo que 5 dessas são exclusivamente femininas.

Já a localização destas provas mostra-se bem concentrada. 26 em São Paulo e 14 no Rio de Janeiro. Apenas essas duas, Belo Horizonte e Brasília são locais de mais de uma prova.

Nenhuma fica na Região Norte e somente Santos (SP) e Maringá (PR) fora das capitais.

Outra característica é notar que 3 organizadoras possuem a absoluta maioria das 50 corridas! E das 6 maiores, todas já foram exibidas ao vivo na TV, mostrando a força desse fator em determinar o sucesso de um evento.

Para ver todos os números, fica aqui o convite para você ver o infográfico das 50 Maiores Corridas do Brasil – Anuário 2019!

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3×15 = 42km ?!?

Sempre tenho enorme dificuldade de explicar aos corredores como que uma pessoa treinando usando velocidades de provas de 5km pode ajudar alguém a correr 42km. Eu poderia talvez usar o exemplo da musculação. É bem claro na cabeça dessa pessoa que treinando sempre levantando muito peso por – sei lá – 5 repetições, torne fácil usar cargas baixas por 20 repetições, por exemplo. Afinal, você irá usar apenas PARTE da sua REAL capacidade máxima.

Já o contrário não é verdadeiro. Pegue aquela pessoa da academia que você vê sempre fazendo 200 repetições de elevação de perna com tornozeleira de 1kg e peça pra ela fazer um agachamento com 30kg em cada lado. A lógica NÃO funciona na contramão.

O que estou querendo dizer? Que é MAIS FÁCIL fazer alta intensidade e ESTENDER o tempo de atividade com baixa carga do que fazer baixa carga por muito tempo e conseguir altas intensidades.

Pegue grandes nomes da história da Maratona. Kipchogue, Bekele, Haile e mesmo Zatopek. TODOS tiveram êxitos na elite mundial em provas curtas, de 3.000m a 5.000m. Os ritmos de 3.000m a 5km são os que MAIS melhoram nossa velocidade em ritmo de VO2máx (um dia falo a respeito), mudando positivamente assim praticamente TODOS os demais parâmetros.

Dias atrás me lembrei de uma famosa maneira indireta de você chegar ao seu possível limite de tempo na maratona. A conta é BEM simples! Você pega seu recorde pessoal nos 15km e faz a conta abaixo:

3x15km = Maratona (*desvio padrão de ~1 minuto)

Essa conta costuma ser MAIS precisa que baseando-se no seu tempo de Meia Maratona! E como você melhora DE FATO seu tempo nos 15km? Rodando lento por horas? NÃO. Estalando o chicote. Afinal, 15km nada mais é que um 10km saindo um pouquiiiinho mais lento. É um “Tempozão Run”. E como você melhora seu tempo nos 10km? Rodando lento por horas? Bom, acho que já entendeu meu ponto.

Você quer melhorar sua Maratona? Você PRECISA fazer aquele ritmo parecer fácil.

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O que são 2,9%?

“O erro que muitas pessoas cometem é que elas querem ficar em forma correndo distâncias cada vez maiores, mas estão ainda correndo devagar. Na minha opinião, a resistência deveria ser construída baseada na velocidade. Treine para percorrer uma milha primeiro em, digamos, 6 minutos – depois estenda a distância. NUNCA se arraste.”

O raciocínio não é meu, as aspas entregam, mas penso muito parecido. O sábado poderia ser um treino de qualidade, mas basta observar Brasil afora a quantidade de zumbis (orientados!) se arrastando em grupos para conseguir correr 2h00, 20km.

Por 9 semanas apliquei no FUNDUSP um método do qual falei nos meus stories: o Billat. Nele você usa a velocidade do teste máximo de 6 minutos em sessões de até 30 minutos (descansando o mesmo tempo corrido, ou seja, NUNCA correndo mais do que 15 minutos por sessão, por dia de treino) em estímulos (tiros) nunca maiores que 3 minutos.

O grupo somado no teste completou 29.16km, após esses 2 meses um novo teste acusou que passaram a percorrer somados 30km. Pouco? Depende. Foi uma melhora de 2,9%. Vamos colocar em perspectiva?

Alguém que corra os 5km em 20’35”, após essas 9 semanas com uma melhora de 2,9% faria 19’59”. Nos 10km, um corredor na casa dos 41’10” seria finalmente um sub-40. Legal, né? Isso tudo SEM aumento de volume de treino. (para ser mais exato, julho foi um dos meses de menor volume)

Mais dados para colocar em perspectiva. Uma vez que o ritmo de 5km é cerca de 2,5% mais rápido que o de 10km, em 9 semanas alguém que corra os 5km em digamos 25min, poderia dobrar a distância nesse ritmo! Ela faria os 10km em 50min!

O corredor amador cisma em achar que “mais é melhor”. Eu SEMPRE acho que um papel MUITO importante do treinador é saber calcular a intensidade ideal e ao atleta cabe a responsabilidade (e sabedoria) de RESPEITAR a pausa, sem dar migué (pra mais). Eu me preocupo POUCO se a pessoa está correndo na velocidade ideal, sem exagerar, porque a intensidade e pausa bem calculadas abrem pouca margem para exageros.

Veja bem, se 2,5% é TANTA coisa na corrida, exageros faz um treino de 5km virar treino de 10km. Bagunçou TUDO. Viram como a intensidade adequada é crucial?

Se 2,5% faz esse “estrago” todo, a ideia estúpida de que um tênis pode melhorar sua corrida em 4% eu deixo para comentar (provavelmente) amanhã.

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