Leituras de 5a Feira

Um texto detalhado, belo, gostoso de ser lido! É o de Frank Shorter recontando sua medalha de prata olímpica em 1976 perdendo para um atleta que ele não esconde ter certeza de que estava dopado. Mas a lição ao final mostra uma serenidade e uma paz de espírito que eu não teria. Leia!

Um texto BEM interessante que questiona várias falsas ideias do senso comum sobre esporte e envelhecimento. Bela aula de David Epstein e Michael Joyner no sempre ótimo Propublica!

Os direitos de imagem do COI são rígidos, por isso você tem que ir ao canal deles para ver os melhores momentos que separaram de atletas como Justin Gatlin, Usain Bolt, Ashton Eaton, Christine Ohuruogu, Wayde Van Niekerk, o mergulho de Shaunae Miller e muitos outros!

A Spikes organizou um ranking por medalhas do atletismo olímpico de acordo com a marca esportiva. Nike e sua supremacia!

Abaixo mais um belo vídeo da Nike!

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O que aprendi com nadadores olímpicos…

Passei quase três semanas com alguns dos melhores nadadores do mundo que se preparavam para a competição mais forte e mais importante da vida deles. Apesar de realidades tão distintas, sempre dá para tirar muita coisa aplicável a um amador. Mas 3 coisas chamaram em especial minha atenção.

(Foco, Treino e Descanso) A primeira eu já sabia pela rotina dos fundistas quenianos: o ENORME peso que dão ao descanso e ao foco. Os atletas ou estavam treinando (duas vezes ao dia), ou estavam comendo (sempre logo após os treinos) ou descansando (dormindo ou relaxando no hotel). Nesses mais de 15 dias, apenas 2 passeios de menos de 2 horas cada. Não dá para achar que você vai treinar pesado, baladar pesado, trabalhar pesado, dormir pouco, bater perna o dia todo e conseguir competir forte. Não, não vai.

O que isso ensina? TEM que descansar. Você pode não ter vida de atleta profissional, mas na semana da prova, reduza bem o volume, tente fazer turismo DEPOIS da prova. Uma rotina saudável e compatível de sono e descanso é parte fundamental do treinamento!

(Treinador é essencial, o resto é espuma) A segunda coisa é como se eu fosse ensinar a um meu “eu” ainda estudante. Na faculdade debatíamos inconformados como no futebol dá-se uma importância grande ao massagista, por exemplo, em detrimento de outros profissionais da saúde, como o fisioterapeuta. Dentre os grupos que acompanhei, havia obviamente muitos treinadores, mas também havia muito mais massagistas que fisioterapeutas. Estranho, né? Nem tanto. Um fisioterapeuta no dia a dia, o melhor que ele pode te oferecer ou não é itinerante (material grande, pesado e caro) ou é completamente dispensável no curto prazo. Em uma situação como essa, um fisioterapeuta é quase como um boneco de posto, você o vê ali, mas não vai te ajudar muito, você quer e precisa mesmo é do frentista. Nesse caso, o médico, esse sim fundamental no caso de alguma emergência ou doença.

bonecodeposto_carnavalJá os massagistas, sempre acionados e importantíssimos, carregam com eles o material mais útil e importante: suas mãos e braços que apertam mais que um grifo e um torniquete. Hoje quando converso com meus colegas de faculdade, vejo como uma visão “cientificista” e quase ingênua da coisa é tola porque é teórica, sobrevaloriza ferramentas e ignora 100% a prática.

Temos sempre que saber que em um alto nível como esse o MAIS importante no processo de treinamento é SEMPRE o treinador. Seja ele quem for. SEMPRE. O resto é luxo. Médico é emergência. O resto é perfumaria, é fumaça. E já explico o porquê agora que chego à terceira lição que aprendi.

Com mais de 7 delegações, mais de 10 nacionalidades, havia quantos nutricionistas? Adivinhe você… Zero.

Volto novamente aos meus tempos de faculdade. A visão científica é bonita, mas é pouco prática (*veja que eu JAMAIS disse que treinador tem que ser formado em algo). Quando entrei na EEFE-USP sempre achei junto com alguns dos melhores alunos que conheci que a área do Esporte era “várzea”, até eu ir estudar Nutrição e ver que o esporte é prático e BEM eficiente. Primeiro porque seus processos são quase sempre muito facilmente mensuráveis e, mais importante, respondem diretamente pelos resultados, não pelas intenções. No esporte o melhor será aquele que ganha, ponto final. Não é considerado ideal aquele que ACHA que tem a melhor estratégia.

No restaurante desses atletas cada um se servia. No cardápio tinha que ter massa, folhas, frutas, legumes, carne… não havia segredos, era tudo aberto e acessível a quem quisesse ver! Não podia haver refrigerante, por exemplo. Um acerto. Uma Nutricionista no hotel instruiu para que não houvesse sal nas mesas. Mas havia açúcar à vontade. Não podia haver bacon, mas havia leite condensado à disposição. Sem frituras, um acerto, mas somente carnes com cortes magros. Dá para entender? Eu não consigo. O que acontecia? Atletas quando podem correm pedindo pizza e tapiocas doce. Lógico! Até quando quer acertar, a intervenção especializada na Nutrição parece errar.

Fui ajudar 3 atletas a comprar suplementos nesse período. Nada de mais. Ômega-3, maltodextrina e Vitamina B. Não havia lancheiras, não havia lanches a cada 3 horas, nada de shakes pós-treino, não havia refeições prontas. Diferentemente do Treinador, essencial, o Nutricionista Esportivo não é quem responde pelos resultados. Por isso você consegue enxergar o porquê mesmo entre os melhores do mundo há tanta gente que abra mão dele, mas não do treinador, nem do treinamento. Quando você enxerga o essencial, você acaba por definir quem é dispensável.

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Fotos do Atletismo olímpico

Como é quase de praxe vou fazer a minha lista daquelas que considero as melhores fotos do atletismo olímpico!

A chegada dos 400 femininos foi emocionante. Minha aposta, Allyson Felix, agora a maior medalhista da história do atletismo olímpico, foi superada na chegada pela líder mundial Shaunae Miller (Bahamas). Seu mergulho quando ela travava nos metros finais foi inteligente e essencial!

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Coloque uma capa no recordista mundial do decatlo Ashton Eaton e nessa foto ele vira o Super-Homem.

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Thiago Braz. Thiago Braz. Thiago Braz! Que foto! Que monstro!

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Pela primeira vez na história 3 americanas fecharam um pódio olímpico. A seletiva americana dos 100m com barreiras ultimamente costuma ser tão ou mais forte que o Mundial.

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O 4x100m feminino brasileiro foi tão desastroso que carregou consigo o time americano que apelou e pode correr novamente a prova. Sozinhas. Ficou a imagem curiosa.

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Uma imagem que não gostei tanto, mas que encantou a todos: Bolt correndo um temporal sorrindo para Andre DeGrasse que batia ali o recorde canadense. *DeGrasse não conseguiu melhorar sua marca na final e fica a dúvida: ele não deixou passar um trem que não volta mais?

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Você pode treinar, se dedicar o que for, pode dar o seu melhor e ter o azar de competir com alguém que sorri e ganha de você.

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Para nos despedir dos posts olímpicos, se Usain Bolt é o mais dominante da história do atletismo olímpico. Com 9 ouros em 9 finais* não é ele quem deveria beijar a pista, e sim o contrário… (*ele ainda pode perder o ouro do revezamento de 2008 por doping de Nesta Carter e ele foi eliminado nos 200m na 1a rodada em Atenas/2004)

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Leituras de ressaca olímpica

Na The New Yorker uma ode à uma belíssima prova, à especialidade que tem hoje 4 atletas fora de série. Uma ode também à Derek Drouin, o cara que pode reinventar o salto em altura. Clique aqui e veja como!

Os 8 mais incríveis feitos olímpicos da história segundo a Business Insider.

Uma análise BEM bacana do FiveThirtyEight mostra como nas provas combinadas (decatlo e heptatlo) as provas de corrida acabam valendo e pesando mais do que as de arremesso/lançamento! A matemática bem aplicada!

Na Slate o sempre pertinente David Epstein explica que Usain Bolt ganha não porque desacelera mais lento que os demais, mas porque ele é mais rápido mesmo.

7 provas do Usain Bolt que é bem provável que você não tenha visto ainda

O que deve ser talvez o último bate-papo sobre atletismo olímpico entre Malcolm Gladwell e Nicholas Thompson na The New Yorker.

O The New York Times fez uma sequência de fotos com alguns dos momentos marcantes dos Jogos!

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Leituras de uma 4a Olímpica

Para quem gosta de dados, aqui as parciais 50m a 50m na final olímpica dos 400m que resultou em recorde mundial!

O bate papo de Malcolm Gladewell com Nicholas Thopmson sobre o atletismo nos Jogos Olímpicos na The New Yorker chega ao segundo episódio.

FiveThirtyEight joga matemática nas parciais do atletismo olímpico e reforça que os atletas devem terminar forte suas provas. Já o velocistas deveriam começá-las forte!

A The New Yorker tenta responder o que faz um corredor ter uma carreira duradoura. É um papo interessante se você jamais se esquecer que a matéria tem N=2 e que ainda por cima os 2 têm uma genética mais do que privilegiada.

Um cuidadoso infográfico do The New York Times reúne na mesma pista todos os medalhistas olímpicos dos 100m na história. O domínio de Usain Bolt fica ainda mais visível.

O infográfico aí de cima do The New York Times pode dar a impressão que Jesse Owens não era tão espetacular, afinal, haveria uma grande diferença entre ele e Usain Bolt. Uma apresentação de David Epstein no TED explica bem como ele era fora de série! Abaixo você tem um desafio com Andre De Grasse, medalha de bronze nos 100m. Veja como se sai um velocista que corre na casa 9.92 quando é submetido às mesmas condições de 1936. É de surpreender!

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