Leituras de 6a Feira

Flo-Jo é a recordista mundial dos 100m. Fez suas marcas quando qualquer mulher podia competir turbinada com hormônios de cavalo. Ainda assim IAAF e COI não têm o que fazer com esse elefante branco no meio da sala. Então fingem não haver um problema de doping comendo solto no esporte e falam apenas de seu ineditismo fashion. O esporte por vezes é sangrento e nojento! *dica do Helio Shiino.

Uma pesquisa da Runner´s World com 500 corredores fala sobre os hábitos deles com seus tênis. Como sempre, alguns números impressionam…

O que não falta na corrida são os wannabe-celebridades… Ou seja, pessoas que querem que suas corridas sejam produto de interesse de outros corredores. Eis que chego em uma matéria da Runner´s World falando de 25 perfis de Instagram de cachorros corredores.

Mais um curto documentário, desta vez do COI, sobre o pequeno vilarejo queniano que domina as corridas de longa distância pelo mundo. *dica do Helio Shiino.

Dias atrás conversava com uma amadora que me contava sobre uma corrida com inscrições esgotadas na qual ela acabou fazendo com número de uma amiga mais velha que havia se machucado. Sinceramente? Não vejo problema nenhum! As organizadoras odeiam, lógico, pois dá trabalho, diminui as vendas. O que me assustou foi o que veio depois. Ela corre bem. Com um número de uma categoria acima, mais fraca que a dela, eis que ela acabou equivocadamente se classificando no pódio. Até aí tudo bem. Bastaria ir e avisar quando houve o anúncio dos premiados. Não. Ela ficou quieta, depois de tarde avisou sua amiga (que não estava no evento) que por sua vez dias depois foi toda feliz na organização pegar o “seu” troféu! Eu não consigo entender. Tentei, não consigo. Era outra pessoa, outra categoria. É uma sequência de erros de duas pessoas. É complicado inibir esse tipo de trapaça porque você tem que pensar diferente. Ainda estou atordoado. Juro. Uma pessoa foi impedida de ser premiada… Por dentro do mundo dos trapaceiros é o belo texto na Runner´s World britânica!

A análise das parciais da final dos 100m masculinos do Mundial de Atletismo de Londres de meses atrás.

Um comercial bem bacana da Brooks! *dica do Helio Shiino.

Etiquetado ,

Discutir estratégia da Maratona com o Treinador is the New Black

Nós perdemos nossa habilidade de pensarmos por nós mesmos. (…) Nós nos tornamos reativos em vez de pensar. Essa é a frase que li hoje de um dos mais pertinentes treinadores americanos que conheço, ainda que ele não estivesse falando de maratona. Nada mais sintomático, porém.

Faz poucos dias que foi realizada a Maratona de Berlim. Agora outras centenas de brasileiros irão à Chicago, Buenos Aires e depois Nova Iorque encarar 42km de desafio. E o que observo com frequência é sempre a mesma recomendação: converse e defina a estratégia de prova com seu treinador.

Mas… não vou ser eu quem vai correr?

A corrida é de longe um dos mais individuais esportes que existem. É também um dos mais básicos. Sempre que há essa aura, essa tentativa de querer lhe dar um ar de complexidade é como se quisessem quase que por insatisfação tirar essas características tão intrínsecas de simplicidade da modalidade. Tal como me disseram: as coisas hoje precisam ser complicadas, caras e sempre depender de um saber capitalizado. Nesse caso, o treinador a quem você paga.

Às vezes me sinto meio alienígena, porque eu nunca, jamais, nem mesmo em UM ÚNICO momento da minha vida tive um treinador que me falasse de tática ou estratégia de prova. Era um “boa prova” ou no máximo um “tente passar a primeira volta em X:XX“. E talvez haja aqui uma informação que seja fundamental: eu nunca paguei diretamente um treinador (foram sempre pagos por um outrem). Esses profissionais nunca tinham então que capitalizar seu conhecimento comigo.

Estamos jogando basquete!?

Porém, hoje os amadores e assessoria se reúnem, se encontram (meu Deus, que morte dolorosa) para discutir tática. Como assim?! Sim, alguns atletas mais novos que me conhecem menos sempre soltam um “vamos discutir a prova”. Mas não há o que ser discutido! Quando der a largada, você corre o que vinha correndo. E se prepare para sofrer horrores no último terço ou quarto da prova.

Se você precisa de alguém te falando que na subida você irá ver reduzir o ritmo ou falar que no oitavo quilômetro há uma ladeira, ou seja, que você ou não sabe o básico ou não consegue sequer enxergar o básico, então você não deveria sequer estar correndo uma maratona!

Certas coisas não precisam ser discutidas. Prova é replicar o treinamento. E é difícil não achar que a forma como se orienta atualmente o amador é responsável por parte disso. Como disse outro treinador: a melhor tecnologia de análise e orientação na corrida é um “gadget” que fica entre as suas orelhas. Quando você corre 100% dos seus treinos com um GPS calculando e ditando seu ritmo, uma cinta dizendo a quantos batimentos está seu coração, é improvável que você consiga “sentir” sua corrida e seu corpo, que você esteja apto a ditar e entender o que significam os diferentes ritmos.

Nesses casos, o único jeito mesmo é você deixar o seu treinador determinar o ritmo que na prova você quem terá que correr. Ainda que não deveria haver ninguém nesse mundo que soubesse melhor do que você aquilo de que – olhe isso – você é capaz.

 

*eu poderia escrever um texto similar sobre provas de revezamentos quando as pessoas insistem em sentar para “discutir a estratégia”. Sempre banquei o Romário nessas horas: ”moçada, na sua vez é só correr o mais rápido que puder, essa é a tática”.

Etiquetado ,

Leituras de 2a Feira

Abaixo você tem o vídeo pós-prova da La Parisienne! Soube pelo Correr pelo Mundo que ela é a 2ª maior prova do país (a Maratona de Paris a maior)! Paris faz algumas das corridas mais legais do calendário, como essas duas, a Meia de Paris e a Paris-Versailles!

7 dicas MUITO boas na Runner´s World.

Não costumo ler muito o Let´s Run, ontem eles postaram uma leitura incrível! Aqui (e nos EUA e na Europa) temos a mania de querer controlar tudo na corrida, fazendo métricas que se mostram muitas vezes, se não inúteis, sobrevalorizadas. Soubemos agora que o dono da melhor estreia da história na Maratona Guye Adola não sabia até após o treino de 4ª feira que estava embarcando pra correr a Maratona de Berlim. Mais. Decidiu na largada acompanhar os líderes pra ver o que dava. Demais!

A Flotack em parceria com a Hoka One One fez um curto documentário vídeo sobre o atleta eritreu Futsum Zienasellassie. Acho que pouca gente entende ou valoriza o que britânicos e americanos fazem por esses atletas…

O Helio Shiino me mandou o trailer de um documentário com o meu maior ídolo no atletismo brasileiro: Joaquim Cruz. Nunca soube desse curta que retrata sua carreira ao longo de 3 outros monstros: Zequinha Babosa, Agberto Guimarães e o treinador Luiz Alberto de Oliveira. Aqui o trailer. Um filme desse escapar até de quem gosta de atletismo é um sintoma de como tratamos nossos ídolos. Nunca seremos!

Abaixo o vídeo do Fly Europe edição Roma! *dica do Helio Shiino.

Etiquetado ,

Leituras de 5a Feira

*nem eu sei o motivo pela frequência dos posts terem caído… não sei se estou ficando mais exigente com o que recomendar  a vocês

Aqui você tem a versão gratuita da revista digital Level Renner edição de setembro/outubro

A Competitor Running separou os corredores em 8 tipos. Acho que erraram… *dica do Helio Shiino.

Seriam os limites físicos coisas criadas pela nossa cabeça? Não deixa de ser curioso como Alex Hutchinson, ainda fazendo relações-públicas do evento Breaking2, tenta esticar um assunto que se prova esgotado, uma vez que o evento que poderia quebrar barreiras mentais, hoje sabemos não ter entregue isso tudo. Recorde Mundial e exceção, é coisa especial, não algo preparado e programado em laboratório ou em discurso. O colunista da Runner´s World vai se perdendo, como nesse texto do The New York Times.

Aqui uma análise de Steve Magness sobre os treinos de Eliud Kipchoge para a Maratona de Berlim. Interessante notar como o documentário recente do Breaking2 fez muita gente acreditar que tecnologia faz diferença quando na verdade tudo é tão mais simples do que parece. O que eu não consigo entender e aprendo demais vendo esses caras é como eles não precisam reduzir o volume antes de grandes provas. Isso é coisa para nós pangarés!

Etiquetado

Leituras de 6a Feira

Malcolm Gladwell sugere recordes mundiais a cada década. A ideia levada a sério é assumirmos oficialmente de vez que tudo é um grande show. Porque na verdade já é.

O canal da Salomon no YouTube mostra um curto documentário com um patrocinado correndo parte da famosa Route 66 nos EUA.

A Sports Illustrated elegeu os 50 atletas mais “em forma” do mundo. Uma lutadora brasileira, um piloto brasileiro de F-Indy e vários do atletismo! A lista é claramente feita por e para americanos, só assim para um dos maiores nomes da história da maratona estar tão atrás de alguns americanos… ainda assim, você encontra na lista: Eliud Kipchoge (47º), o saltador Sam Kendricks (45º), Galen Rupp (33º), Evan Jager (25º), Sott Jurek (20º), o velocista Wayde Van Niekerk (8º), Lolo Jones (49ª), a saltadora Caterine Ibargüen (46ª), Caster Semenya (44ª), Mary Keitany (42ª), Jenny Simpson (41ª), Emma Coburn (34ª), a heptatleta Katarina Johnson-Thompson (31ª), a velocista Tori Bowie (24ª), a saltadora Sandi Morris (17ª), a heptatleta Nafissatou Thiam (7ª) e Allyson Felix (2ª)

O acesso a planilhas de treinos da elite da elite é algo muito difícil. Por isso chama atenção que Eliud Kipchoge tenha disponibilizado o que venha fazendo para a Maratona de Berlim deste domingo. Vale a visita!

Queria dizer que vou assistir, mas o documentário da National Geographic sobre o Breaking2 ultrapassa demais meu limite de fan-boy da Nike…  Quem quiser vê-lo, o encontra aqui!

Etiquetado