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Os maiores eventos de Corrida de Rua do Brasil – 2019.

Para encerrar a série dos dados das provas brasileiras em 2019, publico agora os maiores eventos de corrida do país em 2019. Nas últimas semanas publiquei os dados das Maratonas e maratonistas brasileiros, os números das Meias Maratonas do Brasil e quais são as 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil.

Não é surpresa a liderança de nossa corrida mais tradicional. A São Silvestre muito provavelmente apenas em 2 dos seus mais de 90 anos de existência perdeu esse título (uma vez para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e outra para a extinta Nike 10K Human Race nos anos 2000).

Nesta lista vão apenas os eventos que somam mais de 10.000 concluintes somadas todas as distâncias em suas provas paralelas. Em 2015 esses eventos eram 9 e agora chega a um teto histórico de 16 (*em 2016 e 2018 chegaram a 11).

Desses 16 eventos, 4 são de maioria feminina, apenas 2 ficam fora do eixo Rio-SP (Santos e BH), 3 são em distâncias únicas (São Silvestre, 10km Tribuna FM e Volta da Pampulha) e nenhum é noturno.

Veja a lista completa na imagem abaixo ou clique aqui!

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As 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil – ANUÁRIO 2019

O Recorrido publica com exclusividade (aqui completo) os dados das 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil em 2019. Como sempre vem sendo este é um levantamento único no nosso mercado e busca principalmente dar números, apontar em quais cidades acontecem, quais são as distâncias mais procuradas e de maior sucesso, além de listar quais são as nossas maiores corridas de rua do país.

Comparando com 2018, temos:

– Das 50 provas 12 entram na lista (8 delas pela primeira vez desde 2014, ano do primeiro levantamento);

– O número de concluintes aumentou 6% (333.000);

– As provas de 5km continuam sendo as mais frequentes na lista;

– Mulheres são maioria em 25 das provas sendo que 5 dessas são exclusivamente femininas.

Já a localização destas provas mostra-se bem concentrada. 26 em São Paulo e 14 no Rio de Janeiro. Apenas essas duas, Belo Horizonte e Brasília são locais de mais de uma prova.

Nenhuma fica na Região Norte e somente Santos (SP) e Maringá (PR) fora das capitais.

Outra característica é notar que 3 organizadoras possuem a absoluta maioria das 50 corridas! E das 6 maiores, todas já foram exibidas ao vivo na TV, mostrando a força desse fator em determinar o sucesso de um evento.

Para ver todos os números, fica aqui o convite para você ver o infográfico das 50 Maiores Corridas do Brasil – Anuário 2019!

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Quanto correr antes dos 42km? – parte 3

Em dezembro escrevi 2 posts (aqui e depois aqui) porque os leitores sempre perguntam sobre volume dos maiores Longos no treinamento pra Maratona. Um ENORME erro conceitual de MUITOS corredores (e mesmo entre treinadores!) é considerar que nosso corpo, nossa fisiologia, responde aos estímulos da DISTÂNCIA, quando na verdade na fisiologia o TEMPO é que é soberano.

Escrevi aquilo no vácuo de um estudo BEM legal de Barry Smith e colaboradores que encontrou numa amostragem de 9.000 que quanto mais LENTO o corredor, MENOR precisam ser os longos (em quilômetros, não tempo!). A explicação é BEM simples. A fisiologia de Eliud Kipchoge ou de sua amiga que corre em 5h26 obedecem a regras BEM similares quando falamos em TEMPO, mas MUITO distintas quando falamos em quilômetros.

Como a resistência de longa duração vai de pouco menos de 2h00 até cerca de 6h00 (segundo Valdivielso), o Longo teria que ser calculado por TEMPO, não quilômetros. Kipchoge faz 30km, já os lentos podem ficar com BEM menos (23km segundo o levantamento).

 

QUE ENTREM CAMILLE HERRONS E O RAFA MAIORAL

Herrons é a ultramaratonista americana que vem assombrando o mundo. Em texto da Canadian Running ela reforça a NÃO-linearidade dos longos, ou seja, 30km NÃO é o mesmo que 22+8km. Um grande querido, o Rafael Maioral, que corre como ela, diz que a metade da Maratona é o 30km (impossível não concordar!), OU SEJA, os 12km finais equivalem a 30km! É a NÃO-linearidade!

O que o amador NÃO gosta de admitir é que FISIOLOGICAMENTE seus 42km está mais próximo de Herron nos 100km do que dos 42km de Kipchoge, Mas de quem ele copia o padrão? Pois é… você entendeu meu ponto.

Herron disse que quando migrou para as ultramaratonas ela cometeu o erro de aumentar muito o volume. Não funcionou! 2 anos depois ela viu que a abordagem precisava ser diferente. Ela decidiu voltar então à abordagem que a mantinha… rápida (intervalados e SEM longos longões). E como ela mantém volume alto sem fazer longos longões? Ela faz longos normais, “curtos” e agrega uma outra sessão. Por quê? Porque 22km+8km é diferente de 30km! Quebrando assim ela mantem a qualidade!

É POR ISSO que a base não deveria ter grandes volumes, Mas aí é pra outra hora!

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Os números das Maratonas e do maratonista brasileiro – ANUÁRIO 2019

Publiquei hoje meu relatório anual com os números das MARATONAS brasileiras e o perfil do maratonista médio brasileiro. Como vem sendo, este é um levantamento único e exclusivo no nosso mercado (aqui você tem ele completo) e busca principalmente colocar um pouco de luz dando números na prova mais famosa da corrida de longa distância.

Quando falamos de 42km, Japão e EUA são líderes mais que absolutos em concluintes. Os países somados produzem 1 milhão de concluintes anualmente, nós pouco mais de 30.000. Europeus são também quase tão bons quanto EUA e Japão em completar a distância! Em compensação ficamos à frente dos argentinos, por exemplo.

Dados a destacar:

– Número recorde de maratonistas nas provas brasileiras (quase 34.000), um aumento de 7%!
– Mulheres correndo hoje são cerca de 22% dos concluintes.

Em 2019 foram as provas fora das 7 maiores que empurraram o aumento de concluintes.

O nosso mercado de maratona vem crescendo de forma contínua e sustentada desde 2011. Para ser bem sincero nunca acreditei muito nisso. Até porque organizar um 42km traz bem menos retorno do que organizar 4 provas de 10km, por exemplo.

Mas não é só aqui no Brasil que brasileiros se testam nos 42km! Cada vez mais temos mais conterrâneos completando a distância nas principais provas do mundo. Talvez pelo preço, praticidade, fama e qualidade, a mais “brasileira” seja na América do Sul (Buenos Aires). As majors Berlim e Chicago seguem de perto.

Juntando-se os dados temos que o maratonista médio brasileiro é:
– Homem (78%);
– Idade entre 30 e 49 anos (67%).
– Ele correu no Rio de Janeiro, em São Paulo ou no exterior (57%);
– Corre os 42km em 4h16 (6’04″/km). E se for mulher, em 4h43 (6’42″/km)!

E se você quer correr rápido em solo brasileiro, sabidamente Porto Alegre sempre foi rápida, mas talvez valha dar uma chance para a Internacional de Floripa (a de agosto)!

E fica novamente o convite para acessar os dados completos do Infográfico das Maratonas Brasileiras clicando aqui!

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O que Ryan Hall aposentado nos ensina sobre corrida, força e treinamento

Circularam fotos recentes do ex-maratonista Ryan Hall. Ele ainda tem o tempo mais rápido já feito por um americano nos 42km. Ele abandonou as pistas e voltou sua enorme disciplina ao treinamento com pesos. (*não vem ao caso especular se ele fez ou não uso de substâncias proibidas a um profissional. Apenas fanboys garantem que atletas profissionais não usam anabolizantes somente porque nunca foram pegos em exames. O que ele usa ou deixa de usar é 100% problema dele)

Recorrentemente me perguntam nos stories se treino de hipertrofia gera conflito com treino de corrida. O que vocês deduzem vendo as fotos??

Há uma grande correlação entre volume muscular e níveis de força. Assim como há relação inversa entre peso corporal e desempenho na corrida. Quem treina visando hipertrofia precisa passar o maior parte do tempo em anabolismo muscular (pra ficar “maior”) e quem quer correr bem PRECISA passar boa parte do tempo em catabolismo, a vertente na direção diametralmente oposta ao anabolismo.

Basicamente hipertrofia e corrida não se conversam, elas discutem entre si!

42km É SAÚDE?

Eu acho que esse debate se maratona é saudável está mais do que superado. Não é. Nem para quem corre em 2h50. Aliás, acho que é melhor e mais saúde ser fisicamente ativo e correr em 3h50 do que ser corredor treinado para fazer maratona em 2h50.

Correr é legal? É! Faz bem? Faz! Mas não espere que ela te faça ficar forte! Na verdade ela – de novo eu usando essa expressão – e seu catabolismo fazem o corpo competir por recursos. Saiba sempre disso!

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