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Trilha: Menos é Mais. E vale para exame médico também!

Este final de semana fui para Campos do Jordão (SP). Não sei quanto a vocês, mas eu gosto muito da cidade, apesar de achar que lá se come muito mal e sempre ficar lotada no inverno. O problema é que sempre que eu chego lá um pouco da minha esperança na humanidade se esvai um pouquinho. É tudo MUITO jeca… fazia sol e pouco frio, mas ainda assim as pessoas usavam roupas com se estivessem no inverno de Genebra. Estou velho para essas coisas, não tenho mais como disfarçar minha (falta de) paciência.

Eu fui lá na 6ª feira depois do almoço porque fui manter minha média de correr uma ou duas provas de trilha por ano, acho MUITO salutar. A INDOMIT São Bento do Sapucaí foi uma prova linda que entregou o que prometeu a organização! Muito barro, muitas dificuldades, organização e um cenário incrível que te faz parar e agradecer ao Cara lá de cima.

Mas a turma que vai correr trilha padece do mesmo mal daqueles que sobem a serra como que para usar as roupas de frio que compraram a alto preço em algum lugar. Por quê? Havia as distâncias de 12km, 21km e 50km. Quem corria 12km tinha 2 postos de água, sendo que apenas uns 6km eram em trechos “longe da civilização”. Ainda assim, MUITOS dos que fizeram a distância menor saíam equipados com gel (havia isotônico e frutas secas nos postos), água, isotônico, mochila, sticks

Menos é mais na corrida. A corrida é um esporte super simples, onde vence aquele que corre mais rápido um percurso em questão. Há uma enorme correlação positiva de volume de treino (de corrida) e também uma inversamente proporcional com o peso do atleta. Resumidamente quem corre mais no treino ganha E quem pesa menos, corre mais rápido na prova.

Trail-Running-Gear_214611_imagePois sempre tendo a achar que o amador insiste em treinar de menos (dando importância desproporcional a outros fatores como tênis e nutrição) e a se sobrecarregar de mais com tralhas. Ou seja, ele atua negativamente nas duas principais variáveis da corrida!

Se você paga um treinador, ele teria que arrancar de você cintos de hidratação, mochila, sticks e lembrá-lo do básico: é para correr!

Obviamente que nos 21km e 50km há necessidade de equipamentos. Mas olha só que interessante… eu fiquei na chegada e justamente os mais rápidos vinham “à seco”, sem nada nas mãos! Os mais lentos precisam de algo, sim! Mas nos 12km? Não mesmo! Se você não é capaz de ficar 2h30 sem um kit de sobrevivência, você JAMAIS estará a salvo nem mesmo na cidade grande!

Exames Médicos – menos é mais, parte II.

Um dos aborrecimentos de quem foi correr a INDOMIT era ter um exame médico liberando para corrida. Uma burocracia que tem que acabar! Não serve para nada! Era uma incontável quantidade de atletas com exames falsos, enquanto tantos outros tinham exames meia-boca pagos para o médico fazer um troco sem olhar na sua cara.

Precisamos parar com essa ideia de que uma lei resolve nossos problemas. A comunidade médica quer exames obrigatório, afinal ganha milhares de clientes na canetada, e a organização finge ter alguma preocupação sincera com a gente. E enquanto isso os corredores ganham um motivo para NÃO fazer atividade física. Faz algum sentido? Não, não faz. Entendo médico defendendo, só não entendo gente de bem achando que é bom alguém te atrapalhando…

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