Leituras de 5a Feira

No The New York Times uma matéria sobre algo que é raro de acontecer no Brasil por causa de nossas regras, mas uma realidade em alguns eventos nos EUA: o ônibus que vem recolhendo (e desclassificando) os corredores mais lentos. Pode parecer cruel, mas lá eles são possuem limites bem mais brandos para alguém completar a distância.

7 imagens típicas de maratonistas. *não me reconheço

Auto-jabá: no outro blog eu explico como por ter a pele em jogo o Esporte é muito mais eficiente que a Nutrição naquilo a qual os 2 se propõe.

Uma bela matéria do The New York Times (e aqui traduzida para a Folha de SP) fala sobre como a repentina mudança de vida dos vencedores quenianos por vezes vem com histórias tristes de quem perdeu tudo por vacilos financeiros equivocados. *dica do Carlos Gueiros e da Adriana Piza.

Um texto interessante fala sobre o que o formato do seu pé diz sobre você corredor…

Quem é Matthew Boling? Um adolescente branco que impressionou a comunidade atlética dos EUA não só pela pouca idade com a qual quebrou (ainda que com muito vento a favor) a barreira dos 10 segundos, mas pela cor.

Um grupo de amigos pega um não-corredor e iniciam o projeto #Breaking5 para fazê-lo quebrar essa barreira na Maratona de Paris!

 

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Leituras de 2a Feira

No Runner Space um autor recapitula 50 anos de uma das maiores provas de Steve Prefontaine, o maior ídolo americano na longa distância.

Poucas notícias me deixaram mais contentes com a Maratona de Boston do que saber que uma de meus ídolos, a americana Joan Benoit Samuelson conseguiu depois de 40 anos de sua vitória naquela prova, bater sua meta pessoal e aos 61 anos correr 3h04 naquele duro percurso. Incrível! A Nike publicou um LINDO vídeo sobre ela! Abaixo!

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Tempo atrás o Luís Oliveira pediu que eu falasse aqui a respeito dos atualmente em moda rolos de “liberação miofascial”. Ele apostou que é magia negra até dando um link de uma sátira… Para mim liberação miofascial está mais para um brinquedinho de quem brinca de treinar… É mais um jeito da pessoa buscar atalho, afinal na cabeça da pessoa 10 minutos fazendo isso são 20 minutos a menos de corrida.

Você já fez liberação alguma vez com rolo? Na primeira sessão parece uma tortura medieval. Na segunda semana parece tortura chinesa. Com o tempo passa a ser… MUITO gostoso. É sério! Eu faço coisa de 2 vezes por semana.

A teoria por trás de seus benefícios é tênue, claudicante, vacilante, exige enormes saltos de fé. Para mim ela está mais para o papel de um intermediário em uma massagem porque fazer com as próprias mãos (automassagem) perde MUITO no aspecto da sensação. E quem não gosta de massagem? Sempre que olhamos a essas interferências no treinamento temos que tentar ver se não estamos deixando de observar algo importante.

Quando eu faço liberação, 2 dos exercícios (desculpe a foto de baixa qualidade, foi a melhor que achei com os 2 no mesmo quadro) trabalhamos a mobilidade do quadril, um aspecto MUITO importante do desempenho na corrida. Será que a liberação não traria assim benefícios indiretos em um aspecto assim importante?

É isso o que eu acho da liberação… é um gesto gostoso, prazeroso e que atua fatores negligenciados da maioria dos corredores amadores. O resto para mim é fé. Aqui neste texto da Outside eles discutem exatamente isso, há pouca evidência de benefício e pouco de malefício, então faça se gosta e durma o sono dos justos se não gosta.

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Leituras de 6a Feira

Longa Leitura do dia: um longo e interessante texto que fala sobre mindless me fez lembrar que tempo atrás em uma série de stories no meu Instagram (@danilobalu) eu falei dos motivos pelos quais eu NÃO trabalho com exercícios coordenativos (ou educativos) em corredores de longa distância. Trabalho um pouco com velocistas e bem mais com saltadores. Isto está relacionado com o quão natural é um gesto motor. Correr 110m com 10 barreiras de 1,07m de obstáculos NÃO é natural, saltar com vara NÃO é natural, correr muito (5km?), SIM, é um gesto natural ao humano!

Quanto mais treinado e experiente um atleta, mais natural e instintivo seu gesto motor treinado o é. Se você pede para um cara BOM naquilo que ele faz explicar COMO ele faz, ele não sabe explicar (por isso também que os melhores atletas não são necessariamente os melhores treinadores… saber fazer não significa saber explicar como fazer).

Eu não sei se é recentemente, mas as redes sociais fez surgir ao meu redor, à minha frente, um mundo de corredores amadores (e lentos) que ficam discutindo minuciosamente técnica de corrida. Eles parecem saber explicar melhor do que eu como é a técnica do Mo Farah.

Eu juro que eu não entendo. Se você pensa demais no gesto, você piora esse gesto! É como numa corrida… às vezes vejo corredor falando ao outro “faça a sua corrida”… Não! Faça a corrida com outro porque você vai deixar esse outro ter o trabalho (no sentido físico, energético mesmo) sujo. Como você dificilmente vai encontrar alguém que corra a mesma marca e o tempo todo com você, você vai dando um a um (a vários no final das contas) o trabalho de impor o ritmo (e quebrar o vento) e você assim “apenas” o acompanha. Corrida é sobre eficiência e economia de energia não sobre quem tem o braço mais paralelo ou prona menos!

É aqui que entram as corridas coordenadas, o meu educativo aos meus atletas. Peço que eles corram rápido & relaxado. Nessas “retinhas” eles correm pensando, mas buscando um gesto relaxado, sem fazer força, ainda que rápido. Fazendo isso dia após dia até virar algo natural. Isso porque no dia da prova o que você NÃO quer é que o atleta “pense nisso”. Quer deixar que os outros tenham o gasto de pensar por ele. A ele fica apenas a tarefa de tolerar o desconforto. E já é trabalho demais.

 

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Algo me diz que a Nike acredita menos na vitória de Mo Farah do que acreditava na vitória de Tiger Woods no master de semanas atrás. Isso porque ela tinha o vídeo para ser usado depois do título. Para Farah decidiram postar antes da Maratona de Londres de domingo. E aí!? Belíssimo o vídeo abaixo! *Aliás, para quem tem interesse em saber como é treinar na Etiópia, onde pretendo retornar com brasileiros em novembro, esse vídeo dá uma ideia beeem realista! Tirando a pista, que é do Kenenisa Bekele e você não pode usar sem pagar os U$15 de diária.

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Leituras de 5a Feira

Off-topic: Em um assunto eu vivo um conflito interno, uma esquizofrenia… parte de mim diz que eu deveria assistir mais seriados porque são muito bem feitos e parte de mim diz que a vida é curta, que devo seguir vendo pouco. Consegui finalmente neste ano tirar todo o jornalismo da minha vida. Não consumo mais isso na TV nem na internet. Não há por que não ver seriados em sua plenitude, assim como não há motivos para tirar 100% do açúcar. Neste final de semana de Páscoa quase terminei de ver a temporada de estreia do ótimo Losers na Netflix. Para quem gosta de esporte, um programão! E se você só assiste se há um pouco de corrida, saiba que um dos episódios fala da Maratona de Sables. Não dá para falar muito mais sem entregar o episódio. *minha ideia é seguir vendo menos seriado do que eu gostaria e comendo menos açúcar do que eu também gostaria.

Auto-jabá: no outro blog falo sobre ovos e a segurança de seu consumo.

Alguém colocou destrinchou os números da Maratona de Boston deste ano e o comparou com o histórico recente! Eu perdi os dados, mas Boston não é a maratona de melhor média nos EUA… *dica do Ciro Violin.

Auto-jabá 2: o pessoal do Canal Corredores me chamou para falar no programa semanal ao vivo deles sobre minha experiência treinando e correndo com os Etíopes. Foi bem legal! Aqui o link.

Auto-jabá 3: o Webrun fez uma entrevista comigo sobre o livro Correndo com os Etíopes, fruto da experiência acima!

A Raquel Castanharo fez o curto vídeo (abaixo) no canal Corrida no Ar falando -sem depreciação – o óbvio: não há razões para buscarmos tênis de acordo com o tipo de pisada (se supinada, pronada…). Isso foi coisa que a indústria inventou para vender tênis e teve o maior sucesso porque até hoje há quem acredite! A relação de amortecimento, lesões e tipo de pisada é um assunto que cada vez menos abordo. Motivo? Cada vez mais penso que o corredor amador ele não quer aprender, ele quer ser enganado. É sério, eu acho isso. Está lá nos comentários um cara que corre há décadas que diz que amortecimento previne Sim lesões. Para uma pessoa assim, e o corredor médio parece ser assim, pode vir centenas de evidências, a cada ano que passa fica mais vergonhoso para ele admitir que estava errado, então ele irá se abraçar cada vez mais e com mais força uma crença que não encontra fatos que a defendam. Nunca negue a realidade. Nunca! É meu motto atual!

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Leituras de 2a Feira

A Folha de SP traz a tradução de uma matéria bem bacana mostrando o trabalho de um americano querendo desmascarar alguns dos maiores trapaceadores da corrida de rua amadora! Bom, na 5ª feira véspera da 6ª Feira Santa eu escrevi o que acho do linchamento de um brasileiro pego..

Auto-jabá: no outro blog eu discuto se Mel é saudável.

Na The Economist: a maratona engoliu as outras corridas de longa distância. O resultado é bizarro… ouvia dias atrás um episódio do podcast Corredores do Fundão sobre “Lesões & Maratona” e a discussão era exatamente essa… o amador parece confundir “ser corredor” com “correr 42km”… aí ele não treina direito para se arrastar por horas a fio. O ser humano não é racional, não se esqueça!

Sarah Sellers foi uma das personagens da Maratona de Boston do ano passado. Enfermeira profissional, corredora amadora que estava disputando sua segunda competição na distância (a primeira havia sido 42km para conseguir o índice), acabou no pódio e por isso terminou ainda sendo patrocinada pela Altra. E a marca fez um vídeo no seu Facebook contando sua história. BEM bacana! Boston é especial por isso!

Off-topic: Eu sempre acreditei… Eu SEMPRE acreditei que ele daria a volta por cima… não importasse quanto tempo levaria… como gosto desse cara! Você é DEMAIS, Tiger Woods! *sabe por que nenhuma fabricante de material esportiva será nunca como a Nike? Nunca! Sabe por quê? Horas depois da conquista do 15º major, quando quase ninguém mais acreditava que isso seria possível, eles já tinham esse vídeo de fazer chorar.

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