Leituras para o Feriadão

A Runner´s World usa 10 GIFs para contar como você se sentiu “ofendido” durante uma corrida.

A revista ainda listou os melhores documentários de corrida!

Falei aqui dias atrás do caso absurdo de um atleta nascido homem e que agora se considera garota. Pois ela ganhou uma competição de atletismo. Ela pode se considerar o que quiser, até um liquidificador, se assim quiser. O que não dá é que isso seja aos custos do sonho alheio. Esse debate terá que vir cedo ou tarde no esporte. A Gazeta do Povo trouxe traduzido um texto muito bom que pergunta: me responda, como transgêneros competindo com mulheres no esporte ajuda no empoderamento feminino??

A Outside conta uma breve história sobre a quebra dos 4 minutos a Milha.

O esporte profissional é sujo. Não só porque há trapaceiros, esses existem em todos os campos. É sujo porque quem o comanda não demonstra querer caçá-los ou puni-los. Uma equipe alemã vem fazendo revelações assustadoras do quão disseminado é o doping e desta vez o Brasil é o pivô de mais uma produção! Aqui o documentário sobre doping. * dica do Adolfo Neto.

Abaixo o belo vídeo promocional da Continental Cup deste ano!

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Na corrida: sobre bro-science ou atalhos que não existem

Há um ditado que diz que todo dia um malandro e um otário saem de casa, se eles se encontram sempre dá jogo. Faça o seguinte exercício: entre nos principais portais de corrida, abra as principais revistas de corrida, ouça o que dizem os maiores “influencers” da corrida. Eu aposto com toda segurança que você irá encontrar dicas “essenciais” de suplementos, palmilhas, bebidas, tênis, equipamentos e gadgets.

Porém, quem fala maravilhas do tênis não revela que ele não paga por um faz um bom tempo. O especialista em Nutrição não irá revelar que ganha bola para vender whey protein. O YouTuber não vai dizer que a empresa de suplemento paga para que ele fale como é essencial suplementar. O treinador não vai revelar que sua assessoria ganha isotônico para ele reforçar o quão essencial é a hidratação a cada treino. O ortopedista não vai dizer que ganha porcentagem a cada palmilha personalizada que ele recomenda. E o influencer não vai dizer que sua única fonte de informação sempre foi o release feito pela própria empresa que o presenteia de tempos em tempos.

Os tempos atuais, com internet e redes sociais, fez explodir como nunca um fenômeno antigo, mas que assumiu proporções incríveis na corrida. O bro-science (sem tradução literal) é uma expressão típica de musculação que atribui a casos anedóticos contados por “brothers” mais peso e credibilidade do que teriam evidências mais sérias, resultado de pesquisas e estudos.

Para cada fisioterapeuta que te empurra uma palmilha ganhando porcentagem sem revelar essa informação, há um nutricionista que diz que 76% de carboidrato é a proporção ideal para quem quer correr bem. Ou seja, não se pode também atribuir sempre à má fé o que pode ser atribuído puramente à incompetência. E no meio da corrida, assim como nas outras áreas, não nos falta muito dos dois. Por vezes, se convergem.

E eu acredito muito nessa conversão. Um misto de ignorância com benefícios e má fé. É a ignorância conveniente.

Arrogância, ingenuidade, ignorância. Há de tudo um pouco. Mas isso acontece por 2 motivos principais a meu ver. O primeiro é a teoria do otário saindo para mais um dia de vida. O malandro vive de enganá-lo. O malandro detecta pelo cheiro quem ele consegue enganar. E é assim há milhares de anos.

E há, arrisco eu, um segundo grupo, o maior deles, aquele que ainda não entendeu ou insiste em não querer entender como funciona a corrida e quase tudo mais na vida: não há almoço grátis. É uma busca por atalhos, por querer as coisas de um jeito muito fácil (e aí abre um mundo de oportunidades aos malandros), é uma tentativa de querer decorar uma casa antes de erguermos as paredes, é querer colocar cereja em um bolo que nem sequer foi ao forno ainda.

Um melhor desempenho na corrida, insisto sempre em dizer, passa sem nenhuma perda de prejuízo, por um longo processo (de consistência, dedicação, volume e paciência) sem a necessidade de tecnologias de tênis, suplementos, equipamentos caros e/ou especiais e equipe de apoio. Porém, não existe bom desempenho com tudo isso só que SEM o tal longo processo (com consistência…).

O debate sobre acessório e um maior conforto até cabe, não faz mal a ninguém, desde que não seja protagonista, central no processo. Não podemos perder o foco achando que há um jeito fácil que mais ninguém saberia. Quando alguém tenta te convencer do contrário ou é por ignorância, ou ingenuidade, ou arrogância ou por pura má fé mesmo.

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Leituras de 2a Feira

Na SI um trecho do novo livro de Brad Stulberg e Steve Magness explica por que mesmo amadores deveriam tirar um tempo para se recuperar caso queiram desempenhar melhor, como fazem muitos profissionais. *divulgando o lançamento do livro já li tantos trechos diferentes em veículos diferentes que logo mais acho que não preciso mais comprar o livro!

Dias atrás rolou a etapa de Roma da Diamond League. Aqui o vídeo com alguns dos melhores momentos! *dica do Helio Shiino.

Outro bem didático texto de Alex Hutchinson sobre o treinamento de nossa capacidade de suportar o desconforto. Tempo atrás falei aqui de uma síndrome que acomete pessoas que acham ser possível treinar corrida buscando algum desempenho o tempo todo com rostos sorridentes típicos de comerciais de margarina. O que Hutchinson explica em seu bom texto é que algumas sessões que reproduzem desconforto parecido e pior do que uma prova nos tornam mais resistentes à fadiga. Pense nisso quando estiver almejando um ciclo para quebrar suas marcas.

10 problemas típicos de corredores contados via GIFs pela Runner´s World.

Matéria de Guilherme Roseguini alguns dias atrás no Esporte Espetacular fala um pouco de detalhes técnicos dos 100m e a história do recorde sul-americano de Róbson Caetano que já dura quase 30 anos.

No El País matéria sobre os conhecidos Tarahumara que ainda encantam muito correndo demais com muita simplicidade nos pés e fora deles.

Abaixo mais um vídeo da nova campanha da Saucony, Run your World:

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Leituras de 6a Feira

O Correr pelo Mundo nos traz o vídeo oficial da Maratona de Santiago! Ela é a 3ª maratona em participação de brasileiros no exterior (só perde para a da Disney e a maior, Buenos Aires). Somando-se os brasileiros que correm as demais distâncias, estamos falando de provavelmente o segundo maior evento de corrida em número de brasileiros fora do país (a Meia Maratona de Buenos Aires como a maior). A prova chilena só não é maior em brasileiros correndo que as duas em SP, a do Rio, a de Curitiba e a de Porto Alegre!

Em mais um trecho extraído daquele que parece ser um livro incrível escrito por Brad Stulberg e Steve Magness, os autores explicam como pensarmos menos em nós mesmos pode nos fazer um atleta bem melhor.

Ainda dos mesmos autores, a dupla 2 lista 7 hábitos que os maratonistas bem sucedidos praticam!

A Forbes publicou sua lista anual com os 100 atletas mais bem pagos do mundo. Muita gente da NBA (32!), NFL, beisebol, futebol, F-1, golfe e tênis. Pouca mulher (Serena Williams em 51ª), apenas Neymar de brasileiro e somente Usain Bolt do atletismo.

No site do COI um vídeo para mim inédito e MUITO interessante com Jesse Owens, ao lado de Usain Bolt o maior velocista da história, falando sobre a mente de um velocista finalista olímpico.

Acho sempre que a “corrida engajada” quase sempre nunca entrega nada do que promete. A adidas vem fazendo campanha de um tênis produzido com lixo encontrado nos oceanos. Essa corrida engajada nos faz nos autocelebrar como defensores do ambiente sem precisarmos fazer absolutamente nada. Quer algo melhor do que isso?? Assim ficamos bonitos que é uma beleza nos posts nas redes sociais! E agora teremos uma semana para postar hashtags e torcer para que os oceanos amanheçam limpos por obra divina! Bem-vindo à corrida engajada de sempre! * obviamente que há corrida engajada que cumpre, que entrega. O maior exemplo que temos no Brasil talvez seja a tradicional prova de 10km da GRAAC. Exemplo global talvez seja mesmo a Red Bull Wings for Life! **dica do Helio Shiino.

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Leituras de 5a Feira

Segundo levantamento do Map My Run sabe qual o percurso de corrida mais usado em toda a América do Sul? A conhecida “Volta do Lago” no Parque do Ibirapuera (SP), um percurso de 3km. Nela, o período de maior movimento é às 3as Feiras às 19h00, onde várias assessorias dão treino. *vale dizer que esses dados se limitam aos usuários do aplicativo, mas são um belo norte.

Auto-jabá: no blog coirmão falo sobre a enorme, antiga e fiel folha de pagamento do Diabetes.

Meio off-topic: quer melhorar muito sua corrida? Não é sobre suplementos, sobre tênis, sobre treino à parte da corrida… é sobre dedicação ao que realmente importa. Na Outside trecho do novo livro de Steve Magness com Brad Stulberg lista 4 coisas que todas as pessoas bem-sucedidas em sua área fazem diariamente.

O que o corredor moderno espera das grandes marcas? Executivos tentam adivinhar.

OK, perdi o timing, mas aqui vai um vídeo-paródia do Tirulipa sobre Usain Bolt e seu affair nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Ao contrário de Alex Hutchinson, que já na abertura de seu texto fala não gostar de falar de impacto positivo da perda de peso no desempenho, eu gosto! Isso porque acredito demais que o desempenho na corrida de longa distância tem uma correlação positiva muito forte com (baixo) peso, (alto) volume de corrida e (alta) capacidade de dispersão de calor. Isso parece ser bem claro nos 2 últimos pontos (os melhores atletas em média rodam mais que os medianos, os atletas da elite usam pouca ou menos roupa e, por fim, os aclimatados melhoram), mas quando falamos do peso sempre alguém aparece falando em níveis musculares nos membros superiores. Dizem isso como se os etíopes fossem capazes de fazer supino com 100kg ou que quenianos fossem exímios na remada alta. Mostre-me um grande corredor com ombros de estivador. Um só! Um que tenha tríceps e trapézio de cross-fiteiro! Corra você sem nada, carregando 10kg de músculo bovino ou 10kg de bacon, e me explique a diferença dos 3. Menos peso, mais desempenho. Mas árvores não crescem até o céu, logicamente. Porém, basta uma olhada apressada no peso dos atletas olímpicos e você verá que eles chegam a níveis incríveis de baixo de peso. Dentre os muitos companheiros fora-de-série que tive, era uma preocupação constante: na hora H, na semana da prova importante, o peso TINHA que estar a qualquer custo lá no chão. É bobagem achar que não. Inclusive, os pesos nas extremidades (leia-se pés), importam ainda mais! Então se você quer correr melhor: rode mais, use pouca roupa e mantenha o peso baixo. Se duvida: corra menos, troque o volume de corrida por cross-fit (ou aulas de xadrez), vire um Rambo e corra com uma jaqueta de couro. Tente e me diga como é! *ah! Aqui o texto de Hutchinson que dá números gerais do quanto nosso peso ajuda ou atrapalha! Se você não lê inglês, saiba que em provas curtas trata-se de algo como de 2 a 3 segundos por quilômetro mais veloz por cada 1kg de peso a menos! Muita coisa!

Kilian Jornet às vezes me assusta! Sabia da sua intenção de subir o Everest “correndo” sem auxílio de oxigênio. Mas fazer isso em tempo recorde e duas vezes em uma semana?? Medo! *dica do Helio Shiino.

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