Arquivo da categoria: Atletismo

Inferno, doping, ingenuidade e não somos mais crianças

Dan Brown é um baita escritor. Seu livro mais conhecido, O Código Da Vinci, vale ser lido! De todas as críticas que já li, o dono era sempre um pedante necessariamente possuidor de um diploma universitário, como que para nos lembrar de que ele não cai em truques do entretenimento. Por isso pedante, pois só assim para ignorar que Brown fez pesquisa de primeira e a usou em uma obra de ficção, por definição com liberdade poética. É o típico chato que quando vê Star Wars fica nos lembrando que explosões no espaço não geram barulho.

O livro tem um personagem central que participa de 4 de seus livros (praticamente sem ligação entre eles). O mais recente dessa série, Inferno, também virou filme. Nele há uma frase interessante de um dos personagens centrais. Harry Sims diz: “Os jovens me decepcionam. Só os tolero por volta dos 35 *.

Semana passada tivemos duas notícias muito importantes no mundo do atletismo. Domingo caiu mais uma vez o recorde mundial da Meia Maratona entre as mulheres. Já mais para o final dela uma bomba: era pega no exame antidoping o primeiro peixe-grande queniano, a campeã da última Maratona Olímpica.

Existem levantamentos BEM interessantes que mostram como a adoção de testes antidoping influenciou diminuindo o ritmo competitivo em provas como os 10.000m, por exemplo. Existem algumas certezas: uma é que o doping funciona muito bem no aumento do desempenho. Outra é que um número muito baixo de dopados é pego em exames. Outra certeza é ainda que se você GARANTE que um grupo de elite não se dopa, o ritmo deste grupo NECESSARIAMENTE cai. *Por isso ainda se você quer bater a barreira das 2h00 na Maratona com um grupo de atletas, há um conflito de interesse perigoso…

Por isso que as duas notícias, apesar de importantes, vieram acompanhadas de uma sensação de “mais do mesmo”, com desinteresse. É uma pena. Isso porque foi o maior nome já pego e outra porque um recorde mundial deveria ser sempre especial. Sempre. Mas não é mais. Há muito acabou a época da inocência no atletismo. Este esporte virou um grande teatro, muitos torcem, acompanham, mas quando caem as cortinas você sabe que era tudo uma grande encenação, você não fica bravo querendo agredir a Adriana Esteves ao vê-la no supermercado, pois você sabe que na novela como vilã ela apenas atuava, era tudo falso. O atletismo caminha em direção ao ciclismo, ao halterofilismo, ao fisiculturismo, com a diferença que no atletismo ainda imaginamos haver mais atletas limpos. Mas já não sabemos mais quem interpreta e quem não atua.

Não é só isso. Assim como quando assistimos ficção não copiamos tudo o que se passa na tela ou no livro, no atletismo não deveria ser diferente. Porém, um dos maiores males do doping nesse esporte passa despercebido. O doping proporciona ao trapaceiro níveis de força, de resistência e de recuperação inalcançáveis sem o uso dos recursos proibidos. O doping faz assim que sejamos impossibilitados de entender bem como funcionam as diferentes cargas e metodologias de treinamento.

Mas o que eu vi dias depois da queda do recorde foi alguns veículos e pessoas compartilharem com interesse as sessões de treino da nova recordista. O mais incrível é que muito da gente que deveria ser a mais interessada no assunto simplesmente dava de ombros. Por quê? Porque está claro que é tudo um show, uma mentira. São 2 os motivos principais: primeiro é que detalhes de um indivíduo pouca informação nos dá em função da (sempre ela) individualidade biológica. Mas o mais importante é que um organismo dopado suporta cargas não só mais altas, como em uma frequência muito maior. Por isso que amadores se deliciam com a informação, os profissionais pouco comentam.

Basicamente é assim: não há o que tirar de lição quando você é de carne e osso e a pessoa que serve de exemplo e estudo não é. Não é uma questão de metodologia, mas um exemplo de realidades tão diferentes que não vejo outra coisa senão ingenuidade pensar muito diferente. Você analisar esses treinos é o mesmo que analisar o treino de um atleta de força que carrega cargas com o auxílio de um amigo sem você saber. Ou estudar o treinamento de um velocista que dá tiros em descida também sem você saber. Ou você é inocente ou você ainda não entendeu muita coisa.

Estou eu dizendo que o novo recorde é uma fraude? Não mesmo! Nem tenho como! Por outro lado a pessoa não tem também como provar que competiu limpa. Mas a essa altura pelo desinteresse delas acho que você imagina o que acham da nova marca algumas das melhores pessoas do meio.

*Young people are disappointing. I find them become tolerable around 35.

Etiquetado , , , , , ,

Fotos do Atletismo olímpico

Como é quase de praxe vou fazer a minha lista daquelas que considero as melhores fotos do atletismo olímpico!

A chegada dos 400 femininos foi emocionante. Minha aposta, Allyson Felix, agora a maior medalhista da história do atletismo olímpico, foi superada na chegada pela líder mundial Shaunae Miller (Bahamas). Seu mergulho quando ela travava nos metros finais foi inteligente e essencial!

Shaunae-Miller_src

Coloque uma capa no recordista mundial do decatlo Ashton Eaton e nessa foto ele vira o Super-Homem.

thumbnail_IMG_20160819_131215

Thiago Braz. Thiago Braz. Thiago Braz! Que foto! Que monstro!

IMG_20160816_090703

Pela primeira vez na história 3 americanas fecharam um pódio olímpico. A seletiva americana dos 100m com barreiras ultimamente costuma ser tão ou mais forte que o Mundial.

Kristi-Castlin_src

O 4x100m feminino brasileiro foi tão desastroso que carregou consigo o time americano que apelou e pode correr novamente a prova. Sozinhas. Ficou a imagem curiosa.

thumbnail_IMG_20160818_191832

Uma imagem que não gostei tanto, mas que encantou a todos: Bolt correndo um temporal sorrindo para Andre DeGrasse que batia ali o recorde canadense. *DeGrasse não conseguiu melhorar sua marca na final e fica a dúvida: ele não deixou passar um trem que não volta mais?

Thompson-Gladwell-RioOlympics-PartIII-2-1200

Você pode treinar, se dedicar o que for, pode dar o seu melhor e ter o azar de competir com alguém que sorri e ganha de você.

bolt smiling

Para nos despedir dos posts olímpicos, se Usain Bolt é o mais dominante da história do atletismo olímpico. Com 9 ouros em 9 finais* não é ele quem deveria beijar a pista, e sim o contrário… (*ele ainda pode perder o ouro do revezamento de 2008 por doping de Nesta Carter e ele foi eliminado nos 200m na 1a rodada em Atenas/2004)

bolt4_src

Etiquetado ,

42km – split negativo ou positivo?

Qual a melhor estratégia para se correr uma maratona? A segunda metade mais rápida (split negativo)? Ou ser mais agressivo e ir mais rápido já na primeira metade (split positivo)?

É um sonho de muito amador mais experiente tentar atingir o Santo Graal da maratona fazendo um split negativo, ou seja, fazendo uma segunda metade mais rápida, acelerando depois da metade. Isso porque os tempos mais rápidos do mundo na elite são assim. Mas seria mesmo essa a melhor estratégia?

É improvável que tenhamos um dia a resposta, pois o modelo de estudo a ser feito tornaria a pesquisa quase inviável. Mas vejamos. Desde 1998 os recordes mundiais nos 42km são feitos em split negativo, portanto a resposta parece fácil e simples…

Porém, um texto MUITO legal do Ray Charbonneau veio questionar isso. Com uma série de cálculos bem interessantes e embasados ele mostra que uma primeira metade mais rápida poderia ser mais interessante e eficaz, apesar de mais arriscada. Mas visto com calma, a fisiologia TAMBÉM dá certo suporte a ele!

Para entender a estratégia que ele preconiza, veja o gráfico abaixo. Veja ainda que o atleta com split positivo (em vermelho) sai mais forte e termina a prova com uma velocidade menor, em queda. AINDA ASSIM, a velocidade média durante os 42km é maior do que aquele atleta que faz uma velocidade uniforme ou mesmo com split negativo.

Split Positivo

Voltemos a um pouco mais de teoria…

Dentre as provas olímpicas os 100m e o 200m têm também split negativo. Isso porque os atletas saem parados (a fase de aceleração tem um custo muito grande), agachados e, no caso dos 200m, porque a física da curva ainda faz a elite perder até cerca de 0,5s a mais do que caso corresse em uma reta. Já nos 400m a ordem se inverte (split positivo). Mas é nos 800m que a coisa começa a ficar interessante.

1976 foi a última vez que um WR nos 800m foi com split negativo. De lá pra cá, e incluindo desde muito antes todas as provas de 5.000m e de 10.000m,  são com a segunda metade mais rápida. Aliás, de 33 de 34 dos últimos recordes mundiais nos 10.000m, o último quilômetro foi sempre o mais veloz. Vamos seguindo…

Já na Maratona, como dito, isso só virou realidade a partir de 1998 com o recorde mundial do nosso Ronaldo da Costa. Isso então seria “A” prova de que o split negativo é superior como estratégia, certo?

Porém, as características da demanda fisiológica de uma prova são determinadas PRINCIPALMENTE pela duração do esforço, não pela distância dela! Comparar um amador que corre 42km em 3h30 com um profissional que faz em 2h10 a mesma distância não parece ser muito preciso, são 2 eventos que, apesar de mesma quilometragem, têm características fisiológicas bem distintas. E aí temos que voltar aos velocistas e meio-fundistas.

Um atleta de elite que corre 800m em menos de 2´00” o faz em split POSITIVO (primeira metade mais rápida). E esse MESMO atleta nos 1.500m fazendo cerca de 3´45” corre a prova em ritmo bem constante ou split NEGATIVO. Ou seja, há um momento nesse intervalo onde ocorre uma transição do positivo para o negativo.

A coisa fica interessante quando você pega um corredor amador (mesmo treinado!) que faz 800m em cerca de 3´10”. Este JÁ faz a prova em split NEGATIVO, assim como nos 1.500m. Ou seja, mesmas provas e distâncias, porém com características distintas porque os tempos são bem diferentes, criando demandas fisiológicas também diferentes.

splits 800 1500

Nos 200m o comportamento distinto entre elite e amadores é similar apesar das distâncias iguais.

split 200

Repare que em ambos os casos há um momento de “quebra” em que reforça que é PRINCIPALMENTE a duração da prova e não a distância que determinaria qual o tipo de split possível ou a melhor estratégia.

Pensando assim, será que ao orientarmos um amador que corre 42km em 3h30 para correr em split negativo não estaríamos cometendo por azar um grande equívoco? Bom, para saber isso temos que ver uma distância em que o profissionais correriam por tanto tempo quanto um maratonista amador. Eis que entram os 50km!

Apesar da dificuldade de estatísticas e dados de ultramaratonas em asfalto, a paixão do americano por números me possibilitou compilar os resultados e as parciais (de 5km em 5km) do Campeonato Americano de 50km de 2014 e de 2015, além do Campeonato Mundial Master de 2014 e do Mundial de 100km de 2015 (Run Winschoten). Para minha sorte não só a prova tinha parciais disponíveis como foram feitas em percurso fechado (voltas), o que tira qualquer efeito da altimetria. Pois os achados são reveladores!

SPLITSDentre TODOS os resultados (121 atletas nos 50km e outros 416 nos 100km), apenas 7 (1,3%) dos atletas correram splits negativos, entre eles o campeão americano nos 50km em 2014. Ainda assim, essas parciais foram em média apenas 2´54” mais velozes para um tempo médio de esforço de 4h26.

Vale lembrar que esse atletas percorrem as distâncias de 50km e 100km no tempo equivalente que a absoluta maioria dos amadores vence os 42km. Compilando, por exemplo, os dados das 4 maiores maratonas brasileiras (Rio, SP e POA em 2016, mais Curitiba/2015), temos que somente 1% dos concluintes (143 em mais de 14.000) correm abaixo de 2h52:17 (tempo do mais veloz de toda a amostra da elite de ultramaratonistas).

Ou seja, do ponto de vista da duração do esforço e não da distância, 42km de uma amador equivale aos 50km ou 100km da elite da ultramaratona. Isso nos leva a crer que tem que ser de muito otimismo um amador que corre por volta de 3h30 achar ser capaz de correr em split negativo quando a maioria dos melhores ultramaratonistas do mundo em competição não conseguem!

É hora então de questionar com força essa busca apaixonada e não muito racional pelo split negativo nos 42km se você corre acima (ou mesmo levemente abaixo) das 3h00. Além disso, os mais rápidos têm que ter em mente que mesmo quando o recorde era na casa de 2h10, os atletas não conseguiam fazer a 2a parte mais veloz. Por que então um amador que corre a 4min/km conseguiria ou deveria?

Será que ao fazer a segunda metade mais rápida ele não acaba deixando alguma reserva no tanque? E existe sensação pior do que essa para alguém que quer vencer o relógio?

Etiquetado , , , ,

O peso da sorte? Da dedicação? Não, da data de nascimento.

O que é mérito no atletismo? O que é sorte nesse esporte? Não sei se é um efeito só hollywoodiano (duvido que seja!) ou se exageramos na crença “você quer, você pode”, mas a simplicidade do atletismo e o fato dele depender muito de o quanto “investimos” nele buscando desempenho, acaba que nos faz cometer o erro de achar que nossas conquistas são frutos somente de determinação, jamais de sorte.

Cansei de ver amador dizendo que “é só treinar”. Não, não é. Nem todo mundo é dotado do gene que te possibilita correr 42km em menos de 3 horas ou 100m em menos de 12 segundos. Beira o irritante ver Mo Farah postando em redes sociais que ele conquista o que conquista POR CAUSA do treinamento, e não TAMBÉM por causa disso… é como ele ignorar que ele nasceu com “genes africanos” e cresceu em um dos países mais ricos do mundo. Ele poderia com o mesmo esforço morrer numa guerra civil africana se põe lá ficasse ou ser um fundista mediano sem os genes certos.

O lugar onde você nasce vai praticamente determinar sua religião. Nascer no Brasil te faz ter contato com o futebol, na Jamaica com a velocidade e no Quênia com a longa distância. Já o quando também importa! Nascer na Europa da década de 20 do século passado, diria que você tinha grandes chances de lutar e morrer na 2ª Guerra, sem chances de correr!

Sendo mais preciso neste “quando”, nos anos 80 o psicólogo canadense Roger Barnsley viu que nas categorias de base do hóquei canadense, o mês de nascimento era determinante no sucesso do atleta nas categorias de base.

Esse padrão se repete mundo afora, a data de corte que determina uma categoria vai influenciar as chances que um atleta terá no presente E no futuro. Eu lembro quando eu era moleque: em uma temporada eu era do ano mais novo da categoria, no ano seguinte era o da turma mais velha. Ou seja, em um ano eu corria para ganhar, em outro, para entrar na equipe. Simples assim. Quando você é garoto, 10 meses de maturação faz MUITA diferença, por isso que na lista dos vencedores da base, os que nascem entre janeiro e março são mais frequentes do que entre os que nascem entre outubro e dezembro.

Fui fazer essa pesquisa na categoria menores do atletismo brasileiro com os dados de 380 atletas do sexo masculino que a CBAt disponibiliza em seu site. Os achados são incríveis.

*para entender melhor, saiba que a categoria Menores conta com atletas nascidos entre 01/01/1998 e 31/12/2000. E os dados são de competições de 01 de janeiro até 11 de outubro.

Repare no gráfico abaixo que conforme PIORA o ranking do atleta, MENOR é a idade média (em dias) dos atletas. Dá para ler ao contrário, quanto melhor a posição no ranking, maior a idade média. Mas o mais interessante é a reta em vermelho. Ela corresponde à MÉDIA de idade de um atleta ao acaso. Ou seja, simplesmente para estar entre os 20 melhores do país no ano, você teria que ser mais VELHO que a média. E todos sabemos que não há mérito pessoal ALGUM na data de nosso nascimento.

Quero dispensá-los de cálculos matemáticos chatos que posso explicar a quem interesse. Mas a mensagem do post é sobre o peso que a simples data do seu nascimento tem nas suas chances de sucesso competindo quando adolescente. E no gráfico 2 repare como o MÊS que você nasceu pesa nas suas chances de entrar no ranking.

Tendência que mostra que a idade dos melhores do ranking é maior que a dos piores

Tendência que mostra que a idade dos melhores do ranking é maior que a dos piores

 

ranking CBAt 2

O MÊS que o atleta nasceu tem peso em suas chances de sucesso. Quanto mais cedo, melhor.

 

Etiquetado , , , ,

As fotos do Mundial

Fim de mais um Campeonato Mundial, aquele período bienal que eu vejo minha produtividade cair a níveis alarmantes por 9 dias. Tudo é muito rápido e intenso, como as provas. Alguns nomes vêm e mostram o porquê estão na lista dos melhores de todos os tempos. Outros, nem tão grandes assim, nos proporcionam momentos que só o esporte parece capaz. Separei abaixo (sem ordem cronológica ou de importância) algumas fotos de momentos especiais de uma Pequim que deixará saudades.

A tristeza de Huddle...

A tristeza de Huddle…

A tristeza de uma Molly Huddle desolada. A experiente fundista americana que nunca ganhou medalhas em majors vinha em 3o lugar, achando que a posição era garantida, levanta os braços em comemoração. Sua compatriota vem e a ultrapassa no passo final. Pela idade, dificilmente Huddle terá uma nova oportunidade.

 

 

IMG_20150822_165440Sem patrocínio, o barreirista opta por esconder a marca de sapatilha que usa a cobrindo com as bandeiras de seu país.

 

 

 

 

IMG_20150824_112356Encontre o erro nesta foto…

 

 

 

 

O que é 1 centésimo nos 100m...?

O que é 1 centésimo nos 100m…?

 

Imagem aérea do quão apertada foi a vitória de Usain Bolt no tão esperado duelo nos 100m.

 

 

 

 

IMG_20150825_000057

O homem da dancinha, o homem imbatível nos 3.000m com obstáculos é também um showman.

 

 

 

 

 

 

 

Ela não é barefoot, acredite...

Ela não é barefoot, acredite…

Aos pés da americana Jenny Simpson, que tentava o bicampeonato mundial havia (ou faltava!) uma pequena diferença… Motivo? Confusão e sobrou pra ela que perdeu uma sapatilha no pisa-pisa.

 

 

 

 

 

Quanto vale essa moeda do meu pescoço?

Quanto vale essa moeda do meu pescoço?

A alegria do polonês campeão mundial do Martelo era tamanha, que ele encheu a cara e ao não ter dinheiro para o táxi usou sua medalha como pagamento. Por sorte, conseguiu reavê-la!

Dibaba ainda tem forças para saltar...

Dibaba ainda tem forças para saltar…

 

A superioridade de Genzebe Dibaba parecia tão grande nos 1.500m (mas provou-se não tão grande nos 5.000m), que essa foto não deixa de ser simbólica. Ela salta enquanto as demais agonizam.

 

 

 

Encontre o erro III

Encontre o erro III

No dia que a Maratona de Chicago anunciou que não teria coelhos, uma jamaicana invadiu uma raia nos 200m em cena inusitada!

 

 

 

 

Por trás é cartão, juiz!

Por trás é cartão, juiz!

Justin Gatlin tentou, mas foi um chinês fora de forma quem derrubou o Rei.

 

 

 

 

 

 

Screenshot_2015-08-28-20-28-13-1Quanto caiu a bolsa londrina quando por frações de segundos pensávamos que as chances de Mo Farah caíam por terra??

 

 

 

 

 

 

 

Legendas se fazem desnecessárias...

Legendas se fazem desnecessárias…

Ah Michelle Jenneke… há quem dizia que é minha musa… não é! Está aqui por dever jornalistico!

 

 

 

 

 

 

CNrhqvrXAAAJaBGO quarteto americano do 4x400m não é só talentoso e lindo. Ele também é criativo. Eu não conseguia parar de rir! *uma lista minha com as mais lindas do Mundial teria Allyson Felix, Sanya Richards-Ross e a Natasha Hastings, todas nesse quarteto!

 

 

 

 

CNs0Eq6UYAMekyBA foto de Ashton Eaton desabando depois de 2 dias buscando o ouro e o recorde mundial não necessita legendas.

 

 

 

 

Kenya-s-Julius-Yego-who-taught-himself-the-game-of-javelin-throw-by-watching-YouTube-videos-has-won-gold-at-the-World-Athletics-Championships-in-BeijingAtualização: no Lançamento de Dardo um queniano (!), que é o WL (!!), ganha a medalha de ouro (!!!) depois de aprender a lançar vendo vídeos do YouTube (!!!!)! Julius Yego pode ter revolucionado sua especialidade. *a foto havia me escapado durante o campeonato, mas a Adriana Piza me mandou o link!

 

 

E abaixo a foto do homem, do monstro, do mito, do Rei, do maior de todos os tempos que foi à Pequim para vencer e calar a todos que chegaram a duvidar dele. A mim incluso. Bom final de semana prolongado a vocês!

*aqui você tem uma lista que ajudei a montar com as 10 melhores provas de pista do Mundial! Diversão suficiente para rever com calma e algumas narrações do ótimo Steve Cram!

IMG-20150823-WA0002

Etiquetado , ,