Arquivo da categoria: Meia Maratona

Top 25 marcas do atletismo Brasileiro (Feminino)

Usando as fórmulas de cálculo da World Athletics (ex-IAAF) fiz um ranking de marcas. Nelas entram apenas uma atleta por prova (indoor ou outdoor) excluindo-se os revezamentos.

O teto é 1400 pontos. Eu ainda normalizei as marcas de salto e velocidade em função do vento e da altitude da cidade em questão. Por isso umas marcas mais fortes nos 100m e 200m, por exemplo, ficam atrás de outras.

Por fim, vale destacar que (nessa ordem) Luciana Mendes, Keila Costa, Vitória Cristina, Maria Magnólia Figueiredo e Ana Claudia Lemos são as que aparecem duas vezes no ranking. E apenas Maurren Higa Maggi que, além de líder, aparece três vezes.

Amanhã eu trago o masculino.

 

 

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O que Tanjal nos ensina sobre treino de Maratona?

Renato Canova (que homem!) bate na tecla que maratonista bem treinado deve ser capaz de produzir QUALIDADE. Peter Coe, pai e treinador de Sebastian, deve ter levado o filho a dizer: “treinos longos e lentos produzem corredores lentos”. Canova (que homem!) pensa parecido, que correr muito e lento, AINDA QUE combinado com tiros curtos e rápidos, NÃO produz a POSSIBILIDADE de correr rápido.

A arte do treino de Maratona parece estar na dose, na modulação CORRETA entre alta intensidade e recuperação. Já escrevi antes: corredor deve MERECER o treino. O Longão NÃO deveria ter mais que 1/3 do volume semanal e deveria provavelmente GIRAR na casa de 20-25%! É uma ginástica fazer caber! Isso porque Maratona é a ÚNICA prova cujo objetivo MAIOR dos rápidos (guarde isso!) é reduzir o consumo de combustível para que dure mais tempo. Porém, amadores (98% lentos!) querem longões (>25km) antes dos 42km.

 

Mas… e o TANJAL!? Onde entra?

Tanjal é aquele suco concentrado horroroso de lata vendido quase em qualquer lugar. É RUIM tomá-lo direto puro, mas é possível bebê-lo diluído em água. Mesmo a elite NÃO corre mais que 25km em ritmo de Maratona! Porque isso traz ENORME desgaste! O fazem então a cada 2 semanas! Lembremos que esses caras são especiais e MUITOS tomam “coisas”!

A briga com amador é então eles quererem sempre fazer mais quilômetros SACRIFICANDO a qualidade que Renato-que-homem-Canova tanto defende! Tenho claro pra mim que 18km (cedo) seguidos de 10km (de tarde/noite) é MUITO superior a 28km porque assim possibilita MANTER a qualidade do treinamento.

Vivo num cabo-de-guerra com aluno porque muitos querem longos em ritmo de prova quando nem PRÓS fazem assim! MESMO alguns “tomando coisas” que os fazem aguentar maiores cargas, eles NÃO aguentam! Uma das maiores da história, por exemplo, treinava 86% do tempo ABAIXO do ritmo de Maratona! Ela FAZIA POR MERECER longos de 25km de ritmo! É o Tanjal! Ela diluía a intensidade de seu treinamento correndo MUITO volume.

Quando vc faz longos e lentos Longões (“pra ganhar confiança”), nas palavras de Canova-que-homem, você NÃO trabalha a resistência específica porque lhe faltará qualidade!

Exemplos de SUPER treinos em ritmo de 42km: 3x7km, 4x6km, 5x4km, 6x3km e 10x1km sempre descansando 1km correndo 10-15seg “mais leve”. Para durar MAIS em ritmo de prova você precisa correr MAIS tempo no ritmo dela, não apenas correr mais SACRIFICANDO a intensidade (qualidade)!

Eu daria TUDO pra saber disso 20 anos atrás…

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Os maiores eventos de Corrida de Rua do Brasil – 2019.

Para encerrar a série dos dados das provas brasileiras em 2019, publico agora os maiores eventos de corrida do país em 2019. Nas últimas semanas publiquei os dados das Maratonas e maratonistas brasileiros, os números das Meias Maratonas do Brasil e quais são as 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil.

Não é surpresa a liderança de nossa corrida mais tradicional. A São Silvestre muito provavelmente apenas em 2 dos seus mais de 90 anos de existência perdeu esse título (uma vez para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e outra para a extinta Nike 10K Human Race nos anos 2000).

Nesta lista vão apenas os eventos que somam mais de 10.000 concluintes somadas todas as distâncias em suas provas paralelas. Em 2015 esses eventos eram 9 e agora chega a um teto histórico de 16 (*em 2016 e 2018 chegaram a 11).

Desses 16 eventos, 4 são de maioria feminina, apenas 2 ficam fora do eixo Rio-SP (Santos e BH), 3 são em distâncias únicas (São Silvestre, 10km Tribuna FM e Volta da Pampulha) e nenhum é noturno.

Veja a lista completa na imagem abaixo ou clique aqui!

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As 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil – ANUÁRIO 2019

O Recorrido publica com exclusividade (aqui completo) os dados das 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil em 2019. Como sempre vem sendo este é um levantamento único no nosso mercado e busca principalmente dar números, apontar em quais cidades acontecem, quais são as distâncias mais procuradas e de maior sucesso, além de listar quais são as nossas maiores corridas de rua do país.

Comparando com 2018, temos:

– Das 50 provas 12 entram na lista (8 delas pela primeira vez desde 2014, ano do primeiro levantamento);

– O número de concluintes aumentou 6% (333.000);

– As provas de 5km continuam sendo as mais frequentes na lista;

– Mulheres são maioria em 25 das provas sendo que 5 dessas são exclusivamente femininas.

Já a localização destas provas mostra-se bem concentrada. 26 em São Paulo e 14 no Rio de Janeiro. Apenas essas duas, Belo Horizonte e Brasília são locais de mais de uma prova.

Nenhuma fica na Região Norte e somente Santos (SP) e Maringá (PR) fora das capitais.

Outra característica é notar que 3 organizadoras possuem a absoluta maioria das 50 corridas! E das 6 maiores, todas já foram exibidas ao vivo na TV, mostrando a força desse fator em determinar o sucesso de um evento.

Para ver todos os números, fica aqui o convite para você ver o infográfico das 50 Maiores Corridas do Brasil – Anuário 2019!

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Os números das Meias Maratonas (Brasil) – ANUÁRIO 2019

Publico hoje o relatório anual com os números das MEIAS MARATONAS brasileiras e o perfil do meio-maratonista brasileiro. Como vem sendo desde 2011, este é um levantamento único e exclusivo no nosso mercado (aqui você tem ele completo) e busca principalmente colocar um pouco de luz dando números em uma das provas preferidas dos corredores amadores.

No ano de 2019 que se passou podemos destacar:

– Um número recorde de concluintes (pouco mais de 168.000, aumento de 4%);

– Um número recorde de provas (191);

– A participação feminina foi recorde (32,8%).

Das 11 maiores provas, 10 estão no eixo Rio-SP.

A Meia Maratona Internacional de Belo Horizonte (10ª) é a maior fora do eixo.

A Meia de Porto Alegre (11ª) é a maior da região Sul.

A Run City Brasília (13ª) é a maior do Centro Oeste.

A Meia Maratona do Sol (16ª) em Natal é a maior do Nordeste.

A Meia Maratona do Circuito OAB de Belém é a maior no Norte (34ª).

Já a Meia Maratona das Cataratas do Iguaçú (22ª) é a maior fora das capitais.

 

Para quem acha que é fácil ganhar dinheiro organizando provas de 21km, vale lembrar que nenhuma prova apenas cresceu no período 2011-2019. E das 15 maiores, somente 4 não têm outras distâncias correndo em paralelo, o que mostra como é difícil organizar provas muito rentáveis nessa distância.

A velocidade mediana do meio maratonista brasileiro hoje está em 2h18 (~6´32″/km) entre as mulheres e 2h01 (~5´47″/km) entre os homens. O que isso significa? Que se você, homem ou mulher, corre ao menos 1 segundo mais rápido que essas marcas, você chega à frente da metade (50%) de todos os demais corredores brasileiros.

Ainda falando em velocidade, se você busca uma boa marca, talvez devesse dar uma chance à Meia Maratona Internacional Caixa de Florianópolis, à Internacional de Floripa (junto da Maratona), à Meia de Curitiba, à Golden Run SP e à Seven Run (SP), as mais rápidas do país.

Para esses e maiores detalhes, entre e confira o exclusivo infográfico com o anuário das Meias Maratonas Brasileiras 2019.

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Coenzima Q10 (CoQ10)

Acabei 4a feira outro experimento pessoal. Como sempre faço com essas papagaiadas que aparecem na corrida, terminei um período de 60 dias de suplementação com a CoQ10, a Coenzima Q10, uma das preferidas dos atuais “vendedores”.

Por que faço isso?

No começo, em meus tempos mais ingênuos, eu fazia porque acreditava. Foi ainda em 1997 que usei um tempo BCAA. Ex-professores, que não correm, não dão treino nem trabalham com corrida, apenas vendem para corredores, falavam de seus (supostos) benefícios. Então comprei (por isso ninguém tem que ter vergonha quando for enganado. Você só precisa rever por que você QUER SER enganado).

Eles ainda vivem de vender essas coisas. Deve ser duro 20 anos buscando evidências sem sucesso que não seja comissão…

Pra quem já usou palmilha de silicone, multivitamínico e até recovery pós-treino, 60 dias de Q-10 era fácil. Então comprei.

Comprei porque é mais honesto. 2 ou 3 telefonemas e teria amostras em casa (vez ou outra um desavisado me oferece “parceria” de suplemento… Ninguém elogia isso em rede social de graça!).

Primeiro efeito colateral: estou R$75 mais pobre. Único benefício observado: estou livre da ideia de que CoQ10 sirva pra algo na corrida.

Tem gente muito boa que acompanho que usa esse suplemento. Pedem que seus clientes (NÃO-corredores!) usem algumas semanas quando estão em transição de uma dieta “junk” para uma dieta low-carb.

Alguma intenção de desempenho? Não! Para evitar fadiga mitocondrial, buscando melhora de disposição e cognição nessa mudança de dieta.

Não há lógica para o desempenho. Dá um alívio ouvir isso dos 2!

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3×15 = 42km ?!?

Sempre tenho enorme dificuldade de explicar aos corredores como que uma pessoa treinando usando velocidades de provas de 5km pode ajudar alguém a correr 42km. Eu poderia talvez usar o exemplo da musculação. É bem claro na cabeça dessa pessoa que treinando sempre levantando muito peso por – sei lá – 5 repetições, torne fácil usar cargas baixas por 20 repetições, por exemplo. Afinal, você irá usar apenas PARTE da sua REAL capacidade máxima.

Já o contrário não é verdadeiro. Pegue aquela pessoa da academia que você vê sempre fazendo 200 repetições de elevação de perna com tornozeleira de 1kg e peça pra ela fazer um agachamento com 30kg em cada lado. A lógica NÃO funciona na contramão.

O que estou querendo dizer? Que é MAIS FÁCIL fazer alta intensidade e ESTENDER o tempo de atividade com baixa carga do que fazer baixa carga por muito tempo e conseguir altas intensidades.

Pegue grandes nomes da história da Maratona. Kipchogue, Bekele, Haile e mesmo Zatopek. TODOS tiveram êxitos na elite mundial em provas curtas, de 3.000m a 5.000m. Os ritmos de 3.000m a 5km são os que MAIS melhoram nossa velocidade em ritmo de VO2máx (um dia falo a respeito), mudando positivamente assim praticamente TODOS os demais parâmetros.

Dias atrás me lembrei de uma famosa maneira indireta de você chegar ao seu possível limite de tempo na maratona. A conta é BEM simples! Você pega seu recorde pessoal nos 15km e faz a conta abaixo:

3x15km = Maratona (*desvio padrão de ~1 minuto)

Essa conta costuma ser MAIS precisa que baseando-se no seu tempo de Meia Maratona! E como você melhora DE FATO seu tempo nos 15km? Rodando lento por horas? NÃO. Estalando o chicote. Afinal, 15km nada mais é que um 10km saindo um pouquiiiinho mais lento. É um “Tempozão Run”. E como você melhora seu tempo nos 10km? Rodando lento por horas? Bom, acho que já entendeu meu ponto.

Você quer melhorar sua Maratona? Você PRECISA fazer aquele ritmo parecer fácil.

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Quando correr mais? Dos 21km à Maratona…

Tenho recebidos questionamentos similares sobre QUANDO uma pessoa deveria migrar para distâncias maiores. É típico: “corro há 2 anos, fiz 10km três vezes, meu melhor tempo é 1h05, posso arriscar um 21km esse ano?

É MUITO importante duas coisas. Antes de mais nada, as pessoas são livres para fazer o que elas bem quiserem! Acho engraçado (pra não dizer meio deprimente) o papo de corredor amador que fala que “vai ver com o treinador” se ele “deixa”. Isso é síndrome de amador que queria ser atleta… que queria ser mandado por alguém. Você PAGA o seu treinador, a direção da ordem é sempre de VOCÊ pra ele, nunca o contrário. VOCÊ quem toma a decisão, cresça e seja adulto!

A segunda, tecnicamente mais importante, é que NÃO existem dados sobre uma evolução adequada da distância em função do ritmo. Eu costumo dizer que 2 anos parece ser um prazo mínimo de experiência de treino para arriscar os 21km. E talvez 3 provas nessa distância para encarar os 42km. Eu apenas oriento, quem decide é sempre a pessoa.

Mas e como ficam as pessoas mais lentas?

Aqui há um ENORME erro interpretativo. As pessoas acham que corredores rápidos sofrem mais na Maratona que os mais lentos. Eu já acho que a carga é invertida! Os melhores corredores sofrem mais no TREINAMENTO e menos na prova. Os mais lentos, tendem a treinar menos, e sofrem MAIS é na prova.

Os mais lentos, que correm acima de 4h00 (bem mais da metade dos corredores) submetem seus corpos a uma carga articular MUITO grande. Sempre que eu paro e penso nesse esforço uma preguiça me contamina… 4 horas é MUITO tempo correndo! Apenas UMA vez na minha vida fiz isso!

Outro enorme erro interpretativo, que tem mais a ver com essa questão, é que as pessoas resolvem subir de prova e ficar mais rápidas, quando o contrário é MUITO mais garantido e – por que não dizer – inteligente. Vamos lá… uma pessoa intermediária que melhore seus 5km em 5 minutos, melhora assim seus 10km por volta de 11-13 minutos. Sendo assim, ele vai melhorar sua Meia Maratona em pelo menos 25-27 minutos. E isso vai tornar sua Maratona pelo menos 1h00 mais curta! É MUITA coisa!

Para fazer isso ele precisa se dedicar a treinos mais curtos, mais técnicos, mais intensos e com menor carga daquilo que eu eu acho que mais agride um corredor: o volume. Se ele tentar fazer o contrário, ou seja, rodando e rodando nos 21km e 42km a carga tem que ser MUITO grande para possibilitar melhora de mesma magnitude nas distâncias maiores SEM transferência em distâncias menores (opto por não usar tecnicismos aqui no momento, mas acho que é um tanto lógico entender que é mais fácil treinar rápido e no dia correr mais lento por mais tempo do que achar possível uma velocidade alta que nunca foi usada ou solicitada nem experimentada nos treinos).

Eu gosto SEMPRE de me imaginar fazendo o treino dos meus atletas. Me pergunto: eu faria ou conseguiria fazer esse treino (nas minhas velocidades, obviamente)? Se a resposta é não, por que seria uma boa ideia colocar alguém pra rodar 1h40 sem NENHUMA qualidade? A USP aos sábados é sempre um festival de milhares de zumbis rodando lentamente como se aquilo gerasse alguma transferência positiva à corrida. Vocês ficariam assustados se soubessem quanto tempo eu tinha já de treino para meu treinador deixar eu correr 2 sábados seguidos por mais de 1h00. Na cabeça dele, e foi um enorme aprendizado profissional e pessoal, só valia correr mais de 1h00 se o meu padrão de corrida se mantivesse. Se caísse a qualidade, o padrão, aquilo ali era inútil. Eu demorei MUITO para correr mais de 1h00 na vida!

Aliás, para minha primeira Meia Maratona eu fiz escondido um treino de 18km, já que ele não deixava passar de 13-14km sem qualidade… dizia que no dia ia dar certo (o fdp estava mesmo certo)… Mesmo na Irlanda, onde meu clube tinha treinos excruciantes, a gente NUNCA rodava mais de 1h00… mas também nunca corríamos os longos de forma lenta… E o que eu MAIS vejo é justamente gente rodando MUITO lentamente (e por muito tempo!) achando que por algum milagre da natureza correr lento o fará correr rápido no dia mais importante. É… tem que ter fé.

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