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Suplementos? Métodos de treino? Educativos?

“É O PESO, ESTÚPIDO!”

Um levantamento francês encontrou que o peso dos 100 melhores maratonistas do mundo em 2011 é 3,2kg mais baixo que o peso dos top 100 em 1990. Pode parecer pouco, mas como quase a totalidade deles pesa menos de 60kg, estamos falando de 6% a menos de peso.

Nutricionistas IPI, médicos do esporte, corredor amador lento… esses caras parecem bêbados procurando a chave de casa embaixo do poste porque é só lá que o ambiente é iluminado.

Os melhores atletas SABEM o que determina o sucesso em seu esporte. Pareço repetitivo, mas já disse de graça aqui N vezes que na corrida o que importa é: volume de treino, capacidade de dissipar calor e baixo peso.

Quando o nutricionista-burro-IPI vem e diz que “não recomenda jejum no desempenho” ele apenas assina um atestado de ignorância. Primeiro porque os melhores do mundo o fazem há DÉCADAS (e um nutricionista-burro-IPI nunca ensina mais que os melhores).

E segundo porque jejum é um mecanismo de auxílio de BAIXO PESO. Agora volte lá e veja qual é umas das 3 variáveis determinantes de desempenho que listei de graça pra você.

Mas há sempre a opção de estarmos todos muito errados, lógico! Então sempre quando me marcam em publicação em que o nutricionista IPI pede pão francês ou bisnaguinha de pré-treino (ou um dos suplementos que ele tem que vender), me pergunto o que aconteceria se esse sábio estivesse na África, origem de 90 dos 100 melhores maratonistas do mudo… ele faria africanos fazer 42km em 1h35?

O que você acha? Os prós estão errados, mas o seu amigo da assessoria que corre a 4’35”/km está certo?

p.s.: agora na quarentena ajudei um amador em SEMANAS a perder ~14kg (sem fome, sem lanche, sem pré-treino, sem suplemento…). Fez em treino o que NUNCA fez em prova. Qual a conclusão do treinador? “Ah, se consumir mais carboidrato… vai voar…” Pois é! Nem mesmo ele entendeu que a lista que coloquei aqui NÃO fala NADA sobre consumo de carboidrato.

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Ah o pré-treino…

A pessoa decidiu começar a correr, vem de um longo sedentarismo, geralmente com sobrepeso, ou seja, com excesso de energia endógena. Ela nem começou a treinar e já saca a pergunta:

“O QUE DEVO COMER ANTES?”

Como é que é?!? Você nem se mexeu e já quer comer? Nem começou a trabalhar e já quer o salário?

O pré-treino é um dos maiores equívocos de compreensão da Nutrição e – óbvio – de Nutricionistas.

Ah, Balu, mas treinadores tb falam isso…”

Sim, por uma dessas injustiças da vida temos que ter aula de nutrição na faculdade com nutricionistas. É um erro! Eu sei! É como pegar um monte de engenheiro hidráulico pra ensinar uma comunidade de pescadores ribeirinhos a pescar… ambos mexem com água, mas quando o assunto é pesca só um deles tem ideia mínima do que faz. Com Esporte e nutricionista é igual!

SEMPRE que se busca a resposta para algo, a primeira ação deveria ser olhar o mundo lá fora, não o que dizem vendedores. E o que encontramos? Temos que na natureza NUNCA há prévia alimentação a um grande esforço. MAIS: após um animal conseguir energia exógena (externa, a dos alimentos) ele REPOUSA.

Como querer inverter a lógica NATURAL das coisas? Como querer máximo desempenho quando a energia exógena leva a uma redução de atividade e energia interna (endógena)? Apenas acadêmicos enxergam lógica nisso!

E eu não canso de repetir: o treino não-alimentado proporciona adaptações IRREPRODUTÍVEIS ao se treinar alimentado.

Mas indo treinar sem pré-treino como ficam os vendedores? Como ficam aqueles que vivem ($) de traçar uma “estratégia alimentar” toda rebuscada ao cliente?

Eles PRECISAM, eles TÊM que vender ALGO a alguém. E não-comer não é algo! Eles vivem, pois, da não-compreensão.

A própria e a do cliente.

E você? Até quando você vai acreditar que o desejo do especialista muda a realidade? Que o seu desejo de ser especial de ter um pré-treino não faz nada em prol do seu esforço?

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A Cetogênica, o desempenho e a magia…

Eu, como muita gente, gosto DEMAIS de truques de mágica! No filme “Truque de Mestre” (2013) tem uma frase que ensina muito sobre a arte de Houdini: “Quando um mágico acena a mão e diz: ‘Aqui é onde a magia está acontecendo’ é porque o verdadeiro truque está acontecendo em outro lugar”.

O equívoco do preguiçoso é sempre buscar atalhos. O erro do tolo é simplificar o complexo. Tem que ser MUITO ingênuo pra achar que em um mundo que dá literalmente TUDO ao vencedor e é praticamente universal como o esporte, tenha truques simples que somente você e mais ninguém enxergou.

Sou gênio! Vou deixar de comer carne e ganhar tudo porque NINGUÉM pensou nisso antes!

 

Ou ainda… A CETOGÊNICA

Outra frase essencial do mesmo filme: “Sempre há mais do que vemos na superfície“.

Froome carrega incontáveis acusações de doping. Tempinho atrás quando questionado de sua melhora repentina ele atribuiu à dieta cetogênica. Apenas os britânicos e os fãs da dieta acreditam!

Quando você pergunta à Viren sobre seu feito em 72-76 ele atribui a um prato local, mas sempre se cala quando perguntado do doping sanguíneo. Nos anos 90 as chinesas diziam que seus recordes eram frutos de sangue de tartaruga. Quenianos sempre falam do ugali, mas acho que poucos sabem que é o país com o segundo maior número de atletas suspensos por doping (só Rússia à frente).

Há basicamente 3 tipos de pessoas que fazem cetogênica no esporte: os dedicados, os desinformados e os sem talento. Explico.

1. Estar em cetose exige dedicação. MUITA!

2. Quem tem talento (leia-se tolerância ao carboidrato) NÃO precisa da cetogênica para manter o peso baixo! Por que fazer se ela não oferece vantagens competitivas?

3. E por fim, a desinformação. Porque só ela faz o praticante ignorar que não há nem nunca existiu em mais de um século um grupo de atletas cetogênicos com resultados consistentes, expressivos e relevantes fazendo uso dessa estratégia!

Você pode fazer a dieta que quiser, eu não ligo! Ninguém liga! Pode até ser vegetariano! Até tenho amigos que são! Só que tome cuidado quando você acha que é esperto vendo algo que ninguém mais viu.

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Comer como atleta vs Comer para ser atleta

Conheço o Ivan Razeira há um tempo, e dias atrás ele se saiu com uma frase incrível: “antes eu comia como um atleta, hoje eu come pra ser um atleta”.

Ele postou uma foto das duas épocas. O que pouca gente sabe é que a foto do “antes” é temporalmente mais próxima de sua fase como atleta profissional de triatlo disputando etapas do circuito mundial. Como isso é possível?

Um dos maiores e mais vergonhosos erros da Nutrição Esportiva é estruturar sua prática observando o que faz a elite para então aplicar em atletas amadores (que é onde está o dinheiro e o grosso do mercado). O atleta da elite é um ET, um fora da curva, um “outlier” com características bem particulares.

Uma delas, e a maioria dos profissionais da área parece não compreender, é que esses atletas possuem uma ENORME tolerância ao carboidrato, o nutriente que oferece a melhor relação energia por consumo de O2. Então não é que os grandes corredores (e triatletas) comem muito carboidrato e isso os faz ser da elite, mas é que eles PODEM, eles TOLERAM consumir tudo isso (assim como toleram cargas incríveis de treino) e POR ISSO podem ser da elite.

Quando o Ivan resolveu mudar radicalmente sua dieta após sua aposentadoria, reduzindo radicalmente os carboidratos, seu corpo mudou. Quando um organismo não mais tolera tanto carboidrato ele aumenta sua resistência à insulina, aumentando o peso, trazendo maior carga mecânica e assim pior desempenho.

Um corpo atlético na longa distância precisa ser ANTES DE TUDO leve. Mas a Nutrição Esportiva decidiu funcionar às avessas, decidiu tentar mudar a realidade que é sempre teimosa. Por isso ela não funciona. Ela decidiu primeiro que você deve encher o rabo de carboidrato (porque não compreende a dinâmica do esporte) e depois sugere saídas ineficientes para você se livrar de um peso que subiu ou que não baixa.

Faz sentido? É lógico que não! Mas com sua incompreensão da dinâmica ela culpa o cliente por estar acima do peso, não o seu não entendimento. A busca deve ser por uma dieta de um corpo magro, não a dieta dos corpos magros!

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Workshop – Jejum & Corrida

Vocês sabem o quanto nos últimos tempos tenho defendido o hábito do jejum. Essa prática, mais do que natural e antiga, é segura e muito bem-vinda quando o assunto é saúde. Ela voltou a ganhar destaque no vácuo de releituras feitas por grandes profissionais munidos de estudos bem conduzidos que quebram inúmeros dos boatos e interpretações equivocadas sobre seus resultados em nossa saúde.

Em meio a um mundo trancafiado ouvindo recomendações sem evidências e embasamento sobre imunidade trago uma oportunidade única que você não pode deixar passar sem aproveitar! Juntei-me à Paula Narvaez, uma corredora experiente, para orientarmos os interessados e entusiastas resolvendo na base da via negativa inúmeros problemas. Quando? Agora!

Venha com a gente! Ontem em uma live em nossos Instagram lançamos a primeira turma desse novo workshop Jejum & Corrida!

Essa é uma prática realizada por bilhões de pessoas (não é força de expressão!), porém, ainda assim incompreendida! Vamos tirar todas as suas dúvidas! Funcionou por milhares de anos, vai funcionar com você! Vamos te dar a receita e o passo-a-passo!

Para isso separei aos fieis leitores do meu blog um desconto exclusivo de 25% que se encerra hoje! Aproveite!

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QUANDO? Por 7 dias, começando na 5a feira da semana que vem (23/julho).

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