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Os números das Maratonas e do maratonista brasileiro! – Anuário 2018

Antes do que era habitual, publiquei meu relatório anual com os números das MARATONAS brasileiras e o perfil do maratonista médio brasileiro. Como vem sendo, este é um levantamento único e exclusivo no nosso mercado (aqui você tem ele completo) e busca principalmente colocar um pouco de luz dando números na prova mais famosa da corrida de longa distância.

Quando falamos de 42km, Japão e EUA são líderes mais que absolutos em concluintes. Os países somados produzem 1 milhão de concluintes, nós giramos na casa dos 30.000. Europeus são também quase tão bons em completar a distância! Em compensação ficamos à frente dos argentinos, por exemplo.

Dados a destacar:

– Número recorde de maratonistas nas provas brasileiras (quase 32.000), um aumento de 22%!
– Um novo aumento de mulheres correndo que hoje são cerca de 22% dos concluintes.

Além de Rio de Janeiro, as provas de Porto Alegre e a de Floripa (agosto) vêm empurrando os números delas!

O nosso mercado de maratona vem crescendo de forma contínua e sustentada desde 2011. Para ser bem sincero nunca acreditei muito nisso. Até porque organizar um 42km traz bem menos retorno do que organizar 4 provas de 10km, por exemplo.

Mas não é só aqui no Brasil que brasileiros se testam nos 42km! Cada vez mais temos mais de nós completando a distância nas principais provas do mundo. Talvez pelo preço, praticidade, fama e qualidade, as duas mais “brasileiras” são agora aqui na América do Sul (Buenos Aires e Santiago). As majors ChicagoBerlim e Nova Iorque seguem de perto.

Juntando-se os dados temos que o maratonista médio brasileiro é:
– Homem (78%);
– Idade entre 30 e 49 anos (70%). Mais precisamente, ele tem 41.9 anos de idade!
– Ele correu no Rio de Janeiro, em São Paulo ou no exterior (62%);
– Corre os 42km em 4h20. E se for mulher, em 4h46! *ano a ano, com a entrada de novos corredores, o desempenho do brasileiro médio cai.

E se você quer correr rápido em solo brasileiro, sabidamente Porto Alegre sempre foi rápida, mas talvez valha dar uma chance para a Internacional de Floripa (a de agosto)!

E fica novamente o convite para acessar os dados completos do Infográfico das Maratonas Brasileiras clicando aqui!

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Os defensores da corrida têm um histórico fraco..

Ontem estive na SP City Marathon que, confirmado seu sucesso, passará a ser a segunda maior maratona do Brasil. Não é pouco para uma prova sem TV nem total apoio da administração! “Em off” descobri também que já no ano que vem a Iguana Sports irá oferecer medalhas Top 100 para homens e agora também mulheres (que recebiam 30 até então). Sei que estou ficando velho quando vejo minha enorme preguiça de saber que oferecer medalha Top 100 às mulheres virou textões. No plural.

Isso é sinal que os tempos, ao contrário do que dizem, estão BEM menos sombrios. Antes mulheres tinham necessidades mais urgentes e essenciais, sinal claro de nossa evolução como sociedade. Mas talvez seja necessário explicar melhor.

Essa história de medalha top-não-sei-o-quê veio com mais força em 2011 na finada e repaginada Golden Four ASICS. Apenas (e minha memória pode me trair) em 2014 ela virou Top 100 para homens e Top 20 para mulheres. Por quê 20 e não 30 ou 50 ou 100? Vários motivos:

  1. Números redondos são maluquices da cabeça de corredor;
  2. Mulheres eram à época apenas 20% das concluintes. Não fazia sentido distribuir um número iguais de medalhas porque…
  3. A ideia era despertar desejo;
  4. Por fim, custo.

Uma das críticas é que Top 20 (ou 30) não é proporcional à participação feminina. Bobagem. Quem quer só reclamar reclama. Qualquer que fosse o número, mesmo que fosse estendido à terceira casa depois da vírgula, resultaria em reclamação, afinal, a participação feminina flutua evento a evento. Havia a necessidade de o número ser arbitrário.

Enfim, foi 20 porque o intuito sempre foi despertar desejo. É e foi assim em todas essas provas.

Por fim, o custo.

Algumas pessoas vão dizer que sim, mas afirmo com segurança uma frase cunhada por um Nobel em Economia: não existe almoço grátis.

Medalhas banhadas à ouro têm um custo que tenho certeza que nenhum corredor amador imagina qual seja. Quando alguém vem e diz que é injusto e fruto de machismo “por um valor tão baixo” não premiar 100 mulheres, se a pessoa for REALMENTE honesta, tem a obrigação moral de arcar com o valor. Ao não fazer isso, não pagar, você não defende um princípio de igualdade, você apenas endossa e aceita um princípio (machismo) que diz condenar. Você combate o machismo independentemente dos demais e das demais instituições.

Falo isso porque, sim, houve a acusação GRAVE de chamar ou sugerir machismo a um evento que não premia 100 mulheres. Se eu abro o perfil da pessoa que faz essa argumentação e a acuso de racista porque ela não tem muitas fotos com negros, essa é uma acusação grave e rasa. Se eu vou no perfil de outra e a acuso de homofóbica, esta é uma acusação grave, muito grave. Por que sugerir machismo quando há menos medalhas para mulheres?

Porque talvez nem todos entendam direito o esporte.

Homens e mulheres não são iguais. Ponto. Mas devem, SIM, ser tratados iguais. Devem. E são. Recebem medalhas e prêmios iguais. Mas há nuances que o esporte tolera. Por quê? Porque o esporte se pauta, entre outras coisas, em firmar regras para buscar de forma justa aceitar a inaceitável e inegável diferença.

No atletismo homens e mulheres lançam e arremessam implementos de pesos bem diferentes (cerca de 100% de diferença), correm com barreiras de alturas distintas . Essa é uma forma encontrada para:

  1. Aumentar a intensidade do esporte, aumentando nosso interesse;
  2. Evitar comparações que inevitavelmente desvalorizariam as mulheres, naturalmente mais fracas que homens.

Tempinho atrás esses “defensores do esporte igualitário” fizeram seu estrago nos EUA. Nas categorias menores os meninos corriam provas de 3 milhas e mulheres de 2 milhas. Qual era a reivindicação? Que os adolescentes corressem todos a mesma distância. O que os tolos não sabiam é que a intensidade do esforço era a mesma, visto que meninos e meninas corriam quase no mesmo tempo. Ao igualarem a distância, elas fizeram as garotas correrem agora por mais tempo, em menor intensidade, sendo diretamente comparadas com meninos (perdendo a disputa) e despertando menor interesse (o ser humano tem prazer em descobrir quem é o melhor, sem se importar se ele é cromossomo XX ou XY).

Agora imagine o cenário hipotético, que as crianças disputassem a prova por tempo. Garotos em provas de 10 minutos e meninas em provas de 13 minutos. Os organizadores seriam acusados de machistas por exporem garotas a um maior tempo de esforço. Faz sentido? Não, não faz.

As regras em várias modalidades esportivas “facilitam” as regras femininas (o termo correto seria “adaptam”) para gerar interesse, desejo, aumentando a intensidade.

2019 nem chegou e a organização já espera reclamação de corredoras que irão reclamar da facilidade. Isso porque quem briga pelo direito das mulheres nem está envolvido! Eles têm zero skin in the game! Nos 3 anos que trabalhei com o Top 100 exclusivo presenciei inúmeras mulheres que queriam ser top 100 porque ela não era exclusiva aos homens. ESSE era o desejo. Isso também foi tirado (ainda que a um bem maior, utilitarista, o “greater good”).

Pois vejamos…

A diferença média do desempenho entre homens e mulheres no atletismo é da ordem de 11%. A diferença entre o homem Top 100 e a Mulher Top 30 nas 3 últimas edições das City Run (Rio, SP e DF) é de 12,8%. Sabe qual a diferença entre os mesmos homens e a Mulher Top 100? 22,6%!

Na ânsia por serem visionários, justiceiros, justos, feministas, na base da marretada tiram um dos motivadores no esporte: o desejo que a escassez gera. Pior: vindo de pessoas que NÃO são prejudicadas nem estão envolvidas nas atuais regras!

E por que alguns fazem isso? Para explicar destaco um daqueles textos que não canso de reler.
Seria legal, seria interessante ver o pessoal parar de tentar ser inteligente. Sério: esse negócio de ficar pensando muito profundo deixa ruga em vocês. Além disso, causa uma certa sensação de que você é um gênio: “nossa eu sou perspicaz pra caralho, eu enxergo além do que as pessoas comuns enxergam“. Não enxerga, não, meu filho; você é normalzinho como nós também. 99% das análises muito aprofundadas na internet vêm dessa doença de achar que você é capaz de fazer uma análise mais profunda que a patuleia. Quando você fica mexendo com o intelecto e achando que foi premiado, você esquece de OLHAR PRO MUNDO. É daí que vem tudo que é tipo de escrotidão, porém a escrotidão das mais perversas (que são as escrotidões cientes de si). Por exemplo: “tem que ver o que está ‘por trás’ da prisão do Cunha” e começa toda uma análise crítica do porquê teriam prendido o Cunha, sendo que a resposta está bem ali à vista, explicada, mostrada, basta abrir os olhos e parar de achar que teu cérebro vai desvelar o que ninguém desvela. Porque não há sustentação teórica que se sobreponha à realidade concreta. Essa é a diferença entre uma pessoa “ANALISAR” a realidade e uma pessoa ENXERGAR a realidade. Toda análise vem EM DETRIMENTO da realidade que está ali, ela é dada, como um presente. Mas que você se nega a ver porque ela é acessível a todos e você não quer ser todos. Você quer ser o cara que “vê além“. Isso é uma doença. Sem contar que é chato pra caralho. Pensa assim: a vida real é como você ali esperando pra atravessar a rua. Tem o sinal vermelho e o sinal verde. Você olha o sinal verde e ele SIGNIFICA que você pode atravessar; você olha o sinal vermelho e ele SIGNIFICA que você não pode atravessar. Você não precisa parar e pensar “nossa, mas será que o verde realmente quer dizer o que ele quer dizer?”, “será que o sinal vermelho não é alguém que está querend…” – e o sinal fechou de novo. O resumo de tudo é que não há significado FORA da realidade. Tentando achar algo assim ou você é atropelado ou não atravessa a rua nunca.

Enfim, se dar mais medalhas às mulheres não tira o direito dos demais homens, outro argumento que traz em si uma acusação grave de machismo, afirmo que deixar de dá-las também não mexe com o direito de ninguém!

A coisa está melhorando para as mulheres corredoras, e isso é ÓTIMO. Mas tentar na marretada acelerar essa mudança naquilo que VOCÊ acha melhor, pode ser um belo tiro pela culatra.

Vamos todos correr mais e fazer textão de menos!

p.s.1: quem teve uma saída com estilo foi a New Balance que em sua prova de 15km distribuiu 15 medalhas para cada sexo.

p.s.2: a alternativa mais fácil à organizadora é tirar TODAS as medalhas Top. O desgaste (e o custo) é menor. Quando isso acontecer, os defensores do “medalhas Top banhadas a ouro a TODOS os corredores” não estarão aqui para serem responsabilizados.

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Um pouco da Boston que muita gente não vê nem viu.

Uma das análises mais certeiras e sensatas feitas antes da última Maratona de Boston foi feita por Steve Magness: o clima adverso é o maior equalizador de desempenho em uma prova. Todos ficam assim mais parecidos, desaparecem os recordes pessoais e os season best. Aí a disputa é para ver quem tem mais garra.

Muito se falou que a vitória INCRÍVEL (mas não 100% inesperada) de Yuki Kawauchi seria algo como uma redenção, que ele seria um representante amador dentre tantos profissionais bem pagos. Essa leitura é algo que fica entre a pressa e uma leitura incompleta do cenário. Como muitíssimo bem disse o escritor Adharanand Finno japonês é o último e o maior dos guerreiros, sua vitória veio coroar sua vitoriosa carreira.

Kawauchi, diferentemente de um Galen Rupp, por exemplo, não vive “da” corrida (e essa ênfase se faz necessária), mas ele vive “para” a corrida. Mas de amador no sentido da palavra ele não tem muito mais. Ele não é tão amador sequer quanto o eram os atletas das décadas de 60 e 70 que ganhavam dinheiro por debaixo dos panos, equipamento e apoio. Isso porque o japonês recebe prêmios em dinheiro e material, muito material. Ele é praticamente um atleta profissional que complementa sua renda com outro emprego. A decisão de não ter um clube pagando seus salários é uma escolha que traz alguns grandes benefícios ao atleta (ele precisa competir “apenas” as provas que escolhe). Ele está para o amadorismo tanto quanto aquele conhecido que ganha R$300 de vez em quando para correr por um supermercado em provas pelo interior está para o profissionalismo. Yuki não é um amador. O tal Fulano não é profissional.

Vale aqui ainda ressaltar que a enorme maioria dos atletas ao longo dos tempos, e a regra vigente na modalidade na absoluta maior parte da história do atletismo, exigia que os atletas fossem amadores. Kawauchi é um caso raro que segue cumprindo algumas das finadas “obrigações”, mas ele NÃO seria considerado amador JUSTAMENTE quando essa definição mais era decisiva, essencial para a elegibilidade de um corredor.

NÃO, quando analisado, Yuki Kawauchi não é amador.

 

Agora vamos à parte de que ele “seria um de nós”.

Sinto-lhes informar, o japonês está mais próximo de Abebe Bikila e Eliud Kipchoge, os 2 maiores maratonistas da história, do que qualquer amador que você conheça. Ele não é um de nós. Há duas coisas que podemos falar de atletas que disputam de forma protagonista um evento major (Mundial, Jogos Olímpicos, por exemplo):

 

  1. Eles são outliers, fora da curva, são “especiais”.

Kawauchi aguenta cargas competitivas e mesmo de treinos que estão absolutamente fora do comum. Um fora do comum não pode ser um de nós. Neste domingo ele correu uma Meia Maratona em 1h04. Na 5ª feira, 6ª feira e sábado imediatamente antes da Maratona de Boston (que é realizada sempre em uma 2a feira) ele correu diariamente 20km, em ritmo progressivo cada treino. Isso não tem nada de comum!

 

  1. A maioria dos atletas de ponta do atletismo, a elite, se dopa.

Isso, infelizmente, é algo que não podemos ignorar. Eu não quero entrar na questão se ele se dopa ou não. É irrelevante (ainda que eu acredite, ou espero acreditar, que não). A maioria dos amadores não faz isso, não treina 60km em 3 dias antes de uma prova importante nem treina 160km de forma rotineira semanalmente.

 

Não, Kawauchi não tem nada de normal, não tem tudo que caracteriza um amador.

 

Eu escrevi tudo isso não para diminuir Kawauchi. Se você entendeu assim, recomendo que releia o que escrevi. Estou aqui porque acredito que a melhor de todas as histórias de Boston vai passar despercebida por mais de 90% do público.

A vitória japonesa foi emocionante. A vitória da que seja talvez a atleta mais consistente em maratonas, a de Des Linden, que quebrou um jejum de décadas sem vitória de uma mulher local também foi igualmente emocionante. Principalmente quando você descobre que ela pensou em não largar, quando no 5km comentou com Shalane Flanagan que estava prestes a abandonar a prova.

 

Mas a melhor história para mim é de uma amadora: Sarah Sellers. A americana surpreendeu a todos (e a ela mesma). Como ela nunca havia corrido uma maratona, correu uma prova para obter o índice (correu em 2h44) para poder se juntar ao seu irmão que pretendia correr em Boston. Sellers é Amadora (com “A” maiúsculo). Sellers, uma enfermeira em tempo integral, é mais próxima daquele seu conhecido(a) amador que treina todos os dias, tira dinheiro do bolso, paga a própria inscrição, compra seu próprio equipamento, corre como um “comum”, tem um passado atlético.

Sarah Sellers é para mim uma prova de que, com os astros devidamente alinhados, com um “espírito guerreiro”, com um clima “equalizando” os atletas e com muita dedicação de quem corre humanamente, nada outlier, 100km semanais mesmo ao final de um dia de trabalho, você pode SIM entrar e mais do que não fazer feio, fazer bonito mesmo entre alguns dos melhores do mundo.

Sim, Sarah foi um de nós no maior palco da maratona amadora!

 

*Jessica Chichester é outra que “nos” representa, inclusive largando atrás da elite

 

**se você gosta de histórias especiais, talvez goste desta recente: um goleiro amador de hóquei sobre o gelo foi chamado para ficar emergencialmente no banco de reservas de seu time de coração em uma partida da NHL (a NBA desse esporte). O improvável acontece. O goleiro titular se machuca e ele tem que entrar em quadra. Mais. Ele faz 7 defesas e é o MVP da noite. Uma noite para não se esquecer jamais. Goste ou não de hóquei.

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Os Maiores Eventos de Corrida do Brasil (2017)

Para acabar a série dos dados das provas brasileiras em 2017, publico agora os maiores eventos de corrida do país em 2017. Nas últimas semanas publiquei os dados das Maratonas e maratonistas brasileiros, os números das Meias Maratonas do Brasil e quais são as 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil.

Não é surpresa a liderança de nossa corrida mais tradicional. A São Silvestre muito provavelmente apenas em 2 dos seus mais de 90 anos de existência perdeu esse título (uma vez para a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e outra pra Nike 10K Human Race nos anos 2000).

Nesta lista vão apenas os eventos que somam mais de 10.000 concluintes somadas todas as distâncias em suas provas paralelas. Em 2015 esses eventos eram 9, em 2016 chegaram a 11 e agora voltam a ser nove.

Diferentemente de 2015 e 2016 não houve eventos exclusivamente para mulheres, mas uma delas é noturna (Corrida de Reis). Apenas 3 têm distâncias únicas (São Silvestre, 10km Tribuna FM e Volta da Pampulha), somente 3 ficam fora do eixo Rio-SP, 6 têm transmissão pela TV e 2 entraram pela primeira vez na lista (Corrida de Reis e Maratona de SP).

Veja a lista completa abaixo!

*A Wrun (SP), as Night Run (SP), a Vênus (SP) e a M5K (SP) são provas que já figuraram na lista.

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As 50 maiores corridas de rua do Brasil (2017)

O Recorrido publica com exclusividade (aqui completo) os dados das 50 Maiores Corridas de Rua do Brasil em 2017. Este é um levantamento único no nosso mercado e busca principalmente dar números, apontar em quais cidades acontecem, as distâncias mais procuradas e de maior sucesso, além de listar quais são as nossas maiores corridas de rua sem depender dos números de pouca credibilidade das organizadoras que quase sempre inflam estes valores.

Comparando com 2016:

– Das 50 provas 14 entram na lista (9 pela primeira vez desde 2014, data do primeiro levantamento);

– O número de concluintes caiu 3,4% (308.000), o pior desde 2014;

– As provas de 5km continuam sendo as mais frequentes na lista;

– Mulheres são maioria em 17 das provas sendo que 6 dessas são exclusivamente femininas.

Já a localização destas provas mostra-se bem concentrada. 28 em São Paulo e 12 no Rio de Janeiro. Apenas essas duas, Brasília (3) e Belo Horizonte (2) são locais de mais de uma prova.

Nenhuma fica na Região Norte, apenas Florianópolis no Sul e somente Santos (SP) fora de capitais.

Outra característica é notar que 3 organizadoras possuem 32 das 50 corridas! E das 6 maiores, todas já foram exibidas ao vivo na TV, mostrando a força desse fator em determinar o sucesso de um evento.

Porém, organizar corrida não é algo fácil nem garantia de muito lucro, vale destacar que mais uma vez 4 das maiores corridas do país em 2016 foram descontinuadas em 2017. Ou seja, é um investimento que está longe de ser garantia de sucesso!

Para ver todos os números, fica aqui o convite para você ver o Infográfico das 50 Maiores Corridas do Brasil em 2017!

 

*aqui você tem ainda o infográfico das Maratonas e aqui o das Meias Maratonas.

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