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Treino de MOBILIDADE para corredores (curso 100% on-line).

E se uma das valências mais importantes no desempenho da corrida, a mobilidade, venha sendo completamente negligenciada por você no treinamento?​

Por décadas, de especialistas a leigos, de profissionais a amadores, de treinadores a atletas, focaram (focamos!) na flexibilidade. E se alguém dissesse que o que um corredor mais precisa (quando o assunto é desempenho e saúde) não é melhor flexibilidade (nem alongamento, a ferramenta que a trabalha), mas Mobilidade??​

Parece ser um consenso que um atleta ter uma passada otimizada, uma amplitude boa em todo o gesto da corrida é algo importante e mesmo essencial ao desempenho pra quem quer correr bem, mais rápido e sem se machucar! Porém, como se faz isso? É alongando?​

Definitivamente NÃO!

Pois nesta imersão de 5 dias traremos a você algo totalmente inédito no Brasil! Apontaremos este que é um dos pontos mais negligenciados entre corredores, praticantes e mesmo treinadores: a ideia equivocada de que o treinamento da corrida requer alongamento e flexibilidade, ignorando assim outra coisa. E qual seria ela? A MOBILIDADE.​

Vamos nesta imersão (100% on-line e via Instagram) mostrar os principais pontos na grande maioria das vezes ignorados entre corredores, para você treinar Mobilidade de forma simples, eficiente, sem equipamentos e 100% transferível à sua corrida!​

Apresentaremos a você os principais conceitos, fundamentos e os exercícios mais eficientes e seguros para trabalhar o ganho de mobilidade de forma prática funcional à sua corrida, para melhorar o desempenho e ajudar na prevenção de lesões.​

Tudo isso seja na academia, no estúdio, no parque, na pista ou mesmo em casa! Tudo sem aparelhos!​

Participando conosco nessa semana você sairá apto a melhorar sua rotina de treinar a mobilidade de modo produtivo à sua corrida! Este benefício parece ser de senso comum quando olhamos atentamente, mas como fazer isso de forma que seja transferido ao seu esporte e ao seu dia-a-dia? Nós ensinaremos a você!​

Seja você um corredor iniciante ou mesmo alguém com alguma experiência, esta semana com nós lhe dará as ferramentas para se aprofundar e o fará extrair o máximo do treino da mobilidade voltado à sua corrida!​

Se você é treinador de corrida, personal trainer ou corredor (iniciante ou experiente!) esta é uma chance única e exclusiva de aprender! Não há nada igual no mercado! Ele é totalmente inédito no país!

É agora ou nunca!

Clique aqui e veja como!

Mais informações!
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A cereja do bolo, o conforto, a base.

Meio que por acaso resolvi dividir com vocês que desde o início da pandemia um ano atrás eu abandonei 100% o uso de meias.

Faz muitos e muitos anos que eu não uso palmilhas. Coisa de mais de década. A primeira coisa que faço é arrancar e jogar fora pra não correr o risco de usar.

E sempre as pessoas se espantam. Como se o ser humano nascesse de palmilhas. Acho um pouco estranho eu ter que ficar explicando por que não uso algo que nunca se mostrou superior ou essencial ou vantajoso.

O Fábio Pierry escreveu em seu Instagram uma sequência de 3 posts bem didáticos sobre a importância do músculo mais subestimado no esporte: os do pé.

 O pé é a base, o fundamento. É a ligação com o solo firme (e por isso acho estúpido o uso de desestabilizadores como bosu e pranchas, isso não existe na execução prática. O solo é firme, a estabilidade pode ser buscada de forma mais inteligente).

Um pé fraco significa menor estabilidade. Menos estabilidade significa menor força. Menos força, menos desempenho.

Um músculo não exigido e não solicitado se fragiliza.

E nada fragiliza e amolece mais do que o conforto, do que o isolamento, do que a mobilização.

A palmilha tira a sensibilidade do pé. A meia tira também (ainda que bem menos) e tira graus de liberdade (mobilização).

Então era mais do que natural que apó\s dividir isso com vocês quem tentasse o mesmo relataria o óbvio:

1. Os pés cansam (décadas sem graus naturais de liberdade);

2. A diferença aparece em dias.

O corredor amador se preocupa com o que vai aos pés e esquece deles. Se preocupa com a cereja do bolo e esquece a base.

Não tem como dar certo.

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Curso (presencial): Treino com KETTLEBELL para CORREDORES!

Ao lado de meu amigo e treinador Léo Moratta estamos trazendo uma novidade ao país!

No sábado 30 de janeiro das 9h00 às 17h00 estaremos em São Paulo (na região da Avenida Paulista) contando tudo o que você precisa saber sobre treinamento de kettlebell na corrida!

Este workshop será com uma turma super reduzida e exclusiva de somente 11 pessoas! Nele apresentaremos a você os principais conceitos, fundamentos e os exercícios mais eficientes e seguros para trabalhar o ganho de força específica e funcional à prática da sua corrida, para melhorar o desempenho e ajudar na prevenção de lesões.

​O kettlebell é uma ferramenta relativamente bem antiga de treinamento, mas que somente recentemente vem ganhando destaque por sua versatilidade e opções.

Mas como usá-lo na corrida?
O benefício de treinar força parece ser de senso comum, mas como fazer isso de forma que seja transferido a esse esporte? Seja você um iniciante ou mesmo alguém com alguma experiência, este workshop lhe dará as ferramentas pra se aprofundar e o fará extrair o máximo do kettlebell voltado à corrida!

​Se você é treinador de corrida, personal trainer ou corredor (iniciante ou experiente!) esta é uma chance única de aprender! Não há nada igual no mercado!

Nós acreditamos que o kettlebell é uma ferramenta a ser usada e ensinada de forma presencial! Por isso separamos e organizamos uma turma presencial (sábado dia 30 de janeiro).

​Programação:

Ele será realizado sábado  30/1 no estúdio Moratta Fitness & Performance (Rua Pelotas, 415, Vila Mariana. São Paulo/SP, a 1km do Metrô Ana Rosa, ao lado da Av. Paulista). Das 9h00 as 17h00 (com 1h30 para almoço) abordaremos o treinamento e uso do kettlebell na corrida. Passaremos ainda por alternativas de protocolos de treinamento voltados à especificidade da corrida e suas diversas especialidades. Tudo prático e sem rodeios!

Queremos que saia de nosso workshop com conhecimento e ferramentas para ganhos reais na sua corrida!

Gostou? Então aproveite o preço especial e se inscreva clicando aqui!

Para maiores informações, confira o site do evento!

Esperamos você lá!

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BIOMECÂNICA vs TREINAMENTO

OU AINDA: é possível “ensinar” um guepardo a correr mais rápido melhorando sua técnica?

Muitos anos atrás me apaixonei pela história do cavalo Seabiscuit. E tempos atrás mergulhei no mundo das corridas de cachorro para escrever meu livro O Veterinário Clandestino. Ambos os mundos conseguem uma proeza: fazer animais incríveis correrem ainda mais rápido.

Como? Treinando suas CAPACIDADES. Cavalos e cães não fazem educativos. O que sobra é melhorar suas valências (níveis de força e resistência, por exemplo). Você nunca verá cavalos na academia nem cães fazendo educativos de corrida. Ok, não são racionais como nós humanos.

Será que poderíamos fazer o guepardo, o animal mais rápido do mundo, correr ainda mais? Sim! Com certeza! E se ele fosse racional como o Haroldo amigo do Calvin? Poderíamos dizer COMO ele deveria correr para ser mais rápido?

Fiz um vídeo dias atrás porque me perguntaram o que achava do enfoque na biomecânica. O que vejo que muito amador não percebe é que o PADRÃO biomecânico de uma pessoa REFLETE, é uma expressão de suas capacidades físicas, enquanto muita gente entende a biomecânica como sendo CAUSA da corrida.

Como “melhorar” alguém tecnicamente/biomecanicamente se à medida que a força, resistência e potência aumentam sua biomecânica TAMBÉM muda, uma vez que ela é a expressão dos anteriores?

Esse é (mais) um dos motivos pelos quais interfiro ZERO na mecânica de meus atletas. Ao treinar suas CAPACIDADES, elas se refletirão no novo padrão de corrida da pessoa. Duvida? Venha em janeiro em um treino meu, filme meus atletas e volte em maio! E verá como mudarão sem fazer UM exercício educativo sequer! Como isso é possível?

Eu tento olhar o padrão de corrida como indicador de CAPACIDADE que faltam ser treinadas. E apenas querer ou falar (faça isso, pise assim) POUCO ou NADA muda. Para você fazer o fadeaway do Jordan ou enterrar como LeBron, não basta educativos. Você precisa ter capacidades físicas mínimas e brutas, além de praticar o gesto POR COMPLETO. Focar primeiro em ângulos não te levará a lugar nenhum. E DENTRO do gesto completo seu corpo encontrará as alternativas mais adequadas de ajuste.

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E se houvesse um teste-cego de tênis?

Quando escrevi meu primeiro livro sobre corrida, O TREINADOR CLANDESTINO, um dos capítulos tratava sobre tênis e prevenção de lesões e nele apontei 2 levantamentos que mostravam relação de associação de maior satisfação e de menos lesões com tênis mais BARATOS. Você leu certo, quanto mais barato, MELHOR.

Quando ainda trabalhava na adidas eu comentava que o ideal era um teste cego com pessoas correndo com o mesmo modelo (sem que obviamente soubessem disso). 

E não é que o estudo foi feito?? Não por uma marca, lógico! Elas já imaginam o resultado!

Eu falo que as fabricantes imaginam porque não passa um dia sequer sem que eu me reforce da ideia de que entre os inúmeros tipos de clientes, há 2 que acabam sendo atendidos pelo mercado: 

1. OS TOLOS. Mas a marca dificilmente tenta falar com esse. Empresa picareta é que tenta fazer isso. Fabricantes vendem pra esses, mas não tentam conversar muito com ele.

2. OS QUE QUEREM SER ENGANADOS. Esses criam uma demanda enorme no mercado de corrida. São a maioria! 

 

Veja bem, existem outros tipos de clientes, ok?!

O estudo deu aos corredores 2 tênis iguais, pedindo ao “atleta” (corredor gosta de ser chamado de atleta) e pedia para comparar o conforto. Um tênis custava U$50 e outro era um lançamento “desenhado para maximizar o conforto” custando U$150. Qual você acha após o teste drive que era eleito mais confortável? O caro, certo?

O problema era: sem saber o “atleta” havia testado o mesmo tênis! 

A precificação de tênis atende a um desejo do mercado. Você cobra caro porque o atleta QUER pagar caro. Eu falo isso há um bom tempo. Ele reclama em público, mas o tênis é antes de tudo um SINALIZADOR SOCIAL.

 

p.s.: um bom tempo atrás escrevi uma série nesse tema….

p.s.2: Effects of deceptive footwear condition on subjective comfort and running biomechanics (CHAN & CHEUNG et al) 

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