Arquivo do autor:Danilo Balu

Leituras de 2a Feira

A Women’s Running traz uma longa matéria falando da carreira de Allyson Felix que se aposentou agora um pouco após o Mundial.

Mais um cuidadoso texto de Alex Hutchinson explicando que pegar vácuo não é apenas para maratonistas da elite.

Malcolm Gladwell escreve um texto bem legal oferecendo uma alternativa interessante para melhorar o atletismo escolar nos EUA.

Por que os tênis variam tanto de tamanho de uma marca pra outra? No Brasil existe enorme falta de padronização pra tudo, mas esse é um problema não exclusivo nosso. A Canadian Running tenta explicar aqui as razões.

Muitos anos atrás, alguns pesquisadores que faltaram nas aulas de ferramentas de extrapolação ou nunca eram sobre Econometria em suas pós-graduações, diziam que as mulheres, quanto maior a distância de um evento do atletismo, melhor se sairiam (comparadas aos homens). E que isso abria a possibilidade de recordes mundiais nessa categoria serem melhores delas que os masculinos. Alguns desses até hoje seguem sendo entrevistados, mesmo com tanto talento pra cometer esse tipo de pensamento torto. Um texto bem cuidadoso na Outside, que por coincidência é um dos veículos que vez ou outra ouve essa gente, mostra que quanto menor a distância, mais elas se aproximam dos homens. Não bastava o erro original ser crasso… parece que seria invertido por razões como níveis hormonais e proporções anatômicas! Vale a leitura, ainda que com excesso de dados ao apresentar a ideia central!

Lançou!! Low-Carb para Corredores!

O único curso ensinando, explicando, derrubado mitos pra te fazer correr mais, mais rápido, melhor e com menos dores!

18 aulas pré-gravadas
01 Live
Acesso por 1 ano!

Se inscreva no site do curso clicando aqui!

Low-carb para Corredores!

Estou passando aqui para fazer um convite! Nesta 2a feira às 19h00 via YouTube eu farei uma live. Nela irei abordar principalmente 3 pontos:

  1. O que é exatamente a dieta Low-Carb?
  2. Como ela combina com corrida, um esporte de resistência que dizem precisar justamente de carboidrato?
  3. Como ela pode ajudar alguém a correr melhor?

Tudo isso do jeito mais direto possível!

Se você deseja correr mais rápido, literalmente mais leve, com maior autonomia energética, sem suplementos e até mesmo com menos dores, talvez esta aula seja mesmo para você!

Então faço o convite! Venha comigo!

O link da aula enviarei amanhã via whatsapp em um grupo onde apenas eu, Danilo Balu, tenho palavra! Para participar dele, basta clicar aqui!

Vejo você nesta 2a feira às 19h00!

Leituras de 4a Feira

Semanas atrás Malcolm Gladwell teve uma longa conversa com David Epstein sobre atletismo. Qualquer conversa entre os dois merece ser lida. Sobre esporte? É obrigatório!

Um levantamento interessante tenta responder: quem quebra mais quando chega no muro da maratona? Home ou mulher? Quem é rápido ou o mais lento? Quanto tempo se perde? E por aí vai… *o autor Barry Smyth é um nome ótimo pra se acompanhar no assunto!

Antes do Mundial de Atletismo de semanas atrás o site da entidade que regulamenta o esporte trouxe uma retrospectiva de astros americanos, anfitriões este ano, competindo nas edições anteriores.

Pouco antes do Mundial o The New York Times trouxe matéria com um dos maiores nomes do atletismo mundial: o talentosíssimo Jakob Ingebrigtsen.

Uma das coisas legais de poder ter ido quatro vezes à Etiópia conhecer a realidade eles é ler matérias e ver reportagens que visitam exatamente os mesmos locais onde treinei com eles! Sinal que escolhi certo! Aqui a Tracksmith apresenta um dos locais mais tradicionais de treinamento, talvez o único na região central da capital etíope.

Falando em Etiópia, ainda não voltei para lá não por causa da doença que-não-pode-ser-nominada, mas porque o ambiente político agora por lá não está nada amistoso. Eu reparei que após os 10.000m alguém jogou uma bandeira em uma das atletas e houve um princípio de confusão que as câmeras não pegaram ou tentaram evitar. Nos 5.000m a coisa foi inevitável. Um home invadiu. A razão foi política. Pouca gente sabe, mas a Eritreia era parte da Etiópia e agora outra parte do país começa a pedir independência. O Let´s Run traz uma matéria necessária nos apresentando Tigray.

Leituras de 2a Feira

Nunca se esqueça: o dinheiro na saúde está sempre na intervenção. Por isso o jejum, uma não-intervenção, terá sempre um exército de nutricionistas dependo contra. Um belo texto da Altis clama: pare de tentar consertar os atletas! O que não falta e nunca faltará é gente no mercado oferecendo “correções…

O modelo americano de selecionar sua seleção de atletismo (e natação) tem inconvenientes, mas é de longe o mais justo do mundo. Todo país, principalmente os mais pobres e a corruptos, como Etiópia e Quênia, por exemplo, acabam caindo na politicagem e interesses escusos. Mesmo países como Espanha e Japão sofrem desse problema. Aqui um texto falando sobre a dura decisão de escolher 3 entre 4 corredores espanhóis para representar o país nos 1500m. Até o modelo brasileiro é melhor! Por que não meter os 4 numa prova extra? Mete transmissão via YouTube e tudo mais… a chance de promover o esporte indo de graça pelo ralo! Esse esporte parou nos anos 80…

Não conhecia uma expressão em inglês e já me apaixonei por ela: pain cave. Por que corredores seriam obcecados por ela? Alguém oferece uma tradução boa?

Um cuidadoso levantamento, discutido em matéria na Outside, ajuda a quebrar um paradigma: a maternidade está longe de ser um marco de fim da melhor fase da carreira de uma corredora. Muitas são as que correram bem após se tornarem mães. Interessante!

O sempre ótimo Cathal Dennehy fala sobre vida e carreira do maior pesista da história do atletismo: o americano e atual recordista mundial Ryan Crouser.

Mais um daqueles belos vídeos da fabricante Tracksmith explicando por que correr a prova da Milha…

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=e4-lsJ175JU&w=560&h=315]

Leituras de 2a Feira

Um longo e cuidadoso texto traz detalhes dos maiores saltadores triplos cubanos ao longo da história.

O The New York Times com duas matérias dignas deles. Em uma sobre a redenção de um corredor presidiário. E outra falando sobre a japonesa veterana e sensação Mariko Yugeta com um jeito peculiar de se motivar.

Estudo citado no The Telegraph toca em um assunto polêmico porque o resultado não agrada: homens praticantes de esportes de resistência, inclua aqui a corrida, têm envelhecimento do sistema circulatório. Basicamente envelhecem mais cedo “por dentro”. Curiosamente, as mulheres que se expõem à mesma carga rejuvenesceriam. O tema é espinhoso (porque indigesto), controverso e não definitivo. O que eu acho? Acho que correr demais, como a amostragem do estudo, faz mesmo mal.

Uma reflexão interessante: por que deveríamos “abraçar” melhor aquele vazio existencial, aquela depressão pós-prova ou conquista importante.

The Guardian conta a história do septuagenário que se tornou mês passado no mais rápido da história na maratona. *é o tipo de caso que leio sempre com pé atrás porque tenta fazer de alguém incomum um corredor comum.

A teoria nos diz que basta um cisne negro para mostrar que nem todos os cisnes são brancos. A Nutrição vive no discurso inconsistente de que para esportes de resistência você precisa de carboidrato. Bastou um louco adepto do alto consumo de carboidrato mostrar o tamanho da balela. O ultramaratonista Mike McKnight encarou 140km completamente em jejum. “Nutrição não é ciência, é um sentimento”.

Tempo atrás a PUMA lançou sua campanha no Dia das Mulheres. Em She Moves Us vemos atletas famosas da marca:

Leituras de 2a Feira

Um texto muito legal sobre a vida e carreira da atleta amadora Mariko Yugeta que vem quebrando recordes mundiais da maratona como master. Sempre que mergulhamos na vida dessa gente há um padrão: pessoas extremamente talentosas, dedicadas e quase sempre muito ativa fisicamente ao longo da vida. Frustra um pouco o leigo, mas não deixa de ser a verdade.

Você cumprimenta as pessoas que encontra pela manhã quando está treinando? Um texto fala sobre etiqueta na corrida.

Um texto muito cuidadoso fala das coisas necessárias para uma Maratona em 2h05. Logicamente que um amador corre muito mais lento que isso, mas os pilares, a lógica é MUITO semelhante! Uma aula gratuita de Renato Canova.

É uma oportunidade incrível ver a carreira inteira de alguns gênios do esporte. Um privilégio! O saltador Armand Duplantis é um desses! Um texto do El País explica um pouco deste que em breve poderá ser chamado do maior saltador com vara da história

Uma coisa que sempre acho bem-vinda no atletismo são provas urbanas (feitas na rua, não numa pista) e/ou com distâncias atípicas! Uma que sempre ocorria antes da pandemia eram as feitas nas ruas britânicas. Aqui uma das históricas e mais ignoradas pelo grande público, o desempenho assombroso de Usain Bolt nos 150m!

Qual o papel da Mobilidade?

Outro motivo pelo qual fica de certa forma difícil a um olho não treinado entender o importante papel da mobilidade, é o fato de ela ter muito mais um caráter de “permissão” do que de execução no desempenho na corrida.

E para explicar melhor isso talvez valha cair na sempre conveniente distinção entre ela e a flexibilidade. Tem que ficar claro a diferença!

Mobilidade tem relação com amplitude articular (tornozelo e quadril, por exemplo) enquanto flexibilidade com a capacidade de um músculo (cadeia posterior da coxa, por exemplo) em se alongar.

Alguém pode dizer: “mas o músculo se alongar pode ser bom por permitir o movimento, sendo assim, boa flexibilidade é (mais) importante”.

“A teoria na prática é outra”. Temos que muitos dos grandes atletas não possuem boa flexibilidade. E qual a vantagem disso? Com o músculo não se alongando, é como se ele funcionasse como um elástico. A metáfora cabe perfeitamente aqui porque um músculo pouco flexível ao ser alongado armazena energia elástica armazenando e gerando mais energia que vire trabalho (movimento).

O que você NÃO verá é grande atletas com baixa mobilidade. Isso porque, como dito no início, uma boa amplitude articular (mobilidade) faz com que o corpo possa expressa força por um ângulo maior. Ou seja, a força, que é uma capacidade motriz no esporte, um papel de ação (não de permissão) pode se expressar por mais tempo por causa do maior ângulo.

Mobilidade é bom, flexibilidade não necessariamente. É crucial entender isso.

Etiquetado , , ,