Arquivo do autor:Danilo Balu

Top 25 marcas do atletismo Brasileiro (Feminino)

Usando as fórmulas de cálculo da World Athletics (ex-IAAF) fiz um ranking de marcas. Nelas entram apenas uma atleta por prova (indoor ou outdoor) excluindo-se os revezamentos.

O teto é 1400 pontos. Eu ainda normalizei as marcas de salto e velocidade em função do vento e da altitude da cidade em questão. Por isso umas marcas mais fortes nos 100m e 200m, por exemplo, ficam atrás de outras.

Por fim, vale destacar que (nessa ordem) Luciana Mendes, Keila Costa, Vitória Cristina, Maria Magnólia Figueiredo e Ana Claudia Lemos são as que aparecem duas vezes no ranking. E apenas Maurren Higa Maggi que, além de líder, aparece três vezes.

Amanhã eu trago o masculino.

 

 

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Leituras de 2a Feira

O The Wall Street Journal talvez esteja nos trazendo a primeira das consequências não previstas dos tênis com placas de carbono. Quando você lança um tênis de R$2.000 para amadores comprarem você acha que a marca pensa e quer vendê-los para corredores (quando na verdade ela quer vender para qualquer pessoa que acredite que aquilo é determinante no desempenho). O que talvez ninguém esperava era uma leva de pessoas caminhando com esses modelos rígidos e desconfortáveis. *dica do Antal Varga.

Eu particularmente gosto de correr em percursos fechados (do tipo volta única) ou do tipo vai-e-volta. Sempre repetindo. A Canadian Running explica as vantagens do percurso de ida e volta.

Uma matéria no canal olímpico falando sobre curiosidades de uma das maiores atletas olímpicas de todos os tempos, Allyson Felix.

Autojabá: no outro blog falo sobre a Via Negativa e a via Positiva. Não sabe o que é? Leia lá!

Uma das melhores coisas da Citius Mag é sua insistência para que não nos esqueçamos dos grandes nomes do passado. Dessa vez trazem uma que conhecia muito por cima, a arremessadora e lançadora Earlene Brown.

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A maior revolução da história do atletismo

Nos últimos dias fiz no meu Instagram uma contagem regressiva das 5 maiores revoluções da história do atletismo. Após passar pela 5a (o Brasil revolucionando a técnica do 4x100m em 1996), passando pela 4a (o campeão olímpico de 1908, Gilbert, introduzindo um buraco no corredor do salto com vara).

Passei depois pelo hipotético pódio com o 3o (as varas feitas em material ultramoderno, o equipamento responsável pelo segundo maior aumento de desempenho na história do esporte olímpico). Feito esse que contou novamente com Gilbert (EUA) que usava varas de bambu e não mais madeira.

O segundo lugar fica com 2 iconoclastas: Dick Fosbury (EUA), o mais famoso e a então jovem canadense Debbie Brill que revolucionaram sua prova, o salto em altura. Agora o primeiro!

Bobby McDonald foi um famoso velocista indígena australiano. Em 1887 ele apresenta ao mundo uma nova técnica de largada, à época chamada de “largada canguru”. Isso porque inspirado no animal, McDonald percebeu que tinha vantagens ao sair “agachado” ao contrário da norma vigente, de largar em pé.

Foi um militar americano (C. H. Sherrill) quem levou à inovação aos EUA. Nas primeiras vezes, assim como Fosbury, Sherrill era motivo de piada diante do público que o achava exótico e de árbitros, que achava que ele não sabia o que estava fazendo e tentavam demovê-lo da ideia.

Em um dos jornais da época lê-se: “Apesar de Sherrill ter parecido tombar na largada da prova, ele ainda assim se recuperou e venceu”.

Depois disso a técnica chegou à Europa e é usada por todos os atletas do mundo até hoje.

p.s.:nos destaques dos meus stories estão os 5, além do por que não se pode comparar o avanço das varas com os cheatflyers.

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E se houvesse um teste-cego de tênis?

Quando escrevi meu primeiro livro sobre corrida, O TREINADOR CLANDESTINO, um dos capítulos tratava sobre tênis e prevenção de lesões e nele apontei 2 levantamentos que mostravam relação de associação de maior satisfação e de menos lesões com tênis mais BARATOS. Você leu certo, quanto mais barato, MELHOR.

Quando ainda trabalhava na adidas eu comentava que o ideal era um teste cego com pessoas correndo com o mesmo modelo (sem que obviamente soubessem disso). 

E não é que o estudo foi feito?? Não por uma marca, lógico! Elas já imaginam o resultado!

Eu falo que as fabricantes imaginam porque não passa um dia sequer sem que eu me reforce da ideia de que entre os inúmeros tipos de clientes, há 2 que acabam sendo atendidos pelo mercado: 

1. OS TOLOS. Mas a marca dificilmente tenta falar com esse. Empresa picareta é que tenta fazer isso. Fabricantes vendem pra esses, mas não tentam conversar muito com ele.

2. OS QUE QUEREM SER ENGANADOS. Esses criam uma demanda enorme no mercado de corrida. São a maioria! 

 

Veja bem, existem outros tipos de clientes, ok?!

O estudo deu aos corredores 2 tênis iguais, pedindo ao “atleta” (corredor gosta de ser chamado de atleta) e pedia para comparar o conforto. Um tênis custava U$50 e outro era um lançamento “desenhado para maximizar o conforto” custando U$150. Qual você acha após o teste drive que era eleito mais confortável? O caro, certo?

O problema era: sem saber o “atleta” havia testado o mesmo tênis! 

A precificação de tênis atende a um desejo do mercado. Você cobra caro porque o atleta QUER pagar caro. Eu falo isso há um bom tempo. Ele reclama em público, mas o tênis é antes de tudo um SINALIZADOR SOCIAL.

 

p.s.: um bom tempo atrás escrevi uma série nesse tema….

p.s.2: Effects of deceptive footwear condition on subjective comfort and running biomechanics (CHAN & CHEUNG et al) 

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Pré-Treino (não aquele que você imagina)

Já que estou em uma fila de uma hora vou tentar explicar duas coisas que sempre perguntam…

“Aos mais lentos não tem como fugir de um teto de ~2h30 nos Longos pra Maratona?”

Vamos lá… Se você chegar HOJE pro Mo Farah e pedir que ele faça um longo de 3h30 ele não aguenta. Se você mandá-lo correr isso no sábado e dizer que 2a feira tem tiro ele não aguenta. Então deixa eu devolver sua pergunta com outra pergunta:

Mo Farah tem mais talento, é melhor, treina mais volume, mais intensidade, mais força, tem mais disciplina, mais tolerância ao desconforto e mais experiência. COMO o corredor amador conseguiria fazer algo que o profissional NÃO conseguiria? Entre os 2 tem alguém treinando MUITO errado. Quem você aposta que é??

“Mas o amador mais lento fica inseguro de chegar em uma maratona fazendo só um longo de 25km. Como resolvo?”

Vou evitar entrar no mérito de que essa pessoa NÃO deveria TREINAR pra maratona, ainda que possa corrê-la.

O corredor TEM QUE acreditar no processo. Quem acha 25km pouco vai achar pouco 30, 32, 34… 8km a um lento é quase uma 1h00!!

Uma solução simples é treinar METABOLICAMENTE (mas não MECANICAMENTE) CANSADO (ou exposto, ou fragilizado, chame como quiser). Como?

A fadiga/estresse mecânico da corrida é o fardo que limita o longo. Você pode andar por horas, pedalar horas, nadar horas. Essas atividades NÃO têm o impacto que bagunçam os treinos Longos do corredor. Há 2 jeitos simples de fugir disso gerando uma fadiga metabólica inicial:

JEJUM. Você começa com um corpo com menos combustível, mas não agredido.

PRÉ-TREINO. Não o que o nutricionista IPI pede porque não entende, mas um treino SEM impacto. Preferência: ciclismo, transport, resistido (musculação, etc…)

Assim você gera volume de TEMPO de treino sem o custo MECÂNICO de uma carga que nem um profissional aguenta.

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