Arquivo do autor:Danilo Balu

Corrida ativa, passiva… causa versus consequência…

Repare no pé do atleta no primeiro plano… Veja como seu pé supina… Com pouca entressola na sapatilha (nome desses tênis de competição) o ser humano (treinado ou que nunca correu com trambolhos nos pés) fica nessa posição pra tocar o solo e fazer N ajustes daí pra cima.

A melhor coisa que a indústria pode fazer pra ela é inventar uma doença (que por ser invenção não existe) e ela mesmo inventar e vender a cura. Surgem os tênis que “corrigem pisada” de supinadores, como se fosse um erro de criação Dele.

Repare ainda no ângulo do joelho do mesmo atleta e do que está escondido atrás dele. Eu disse no post anterior que o joelho NÃO é uma articulação de estabilidade. Quadril e tornozelo são. O que isso nos diz…

Com um contato feito com joelho levemente flexionado você REDUZ a carga de impacto nele, além de armazenar assim energia elástica (em músculos e tendões) pra impulsionar o próximo passo.

Quadril e tornozelo assim é que irão estabilizar a passada, algo que o joelho faz muito mal.

É uma corrida PASSIVA aquela feita com joelho estendido só esperando o impacto, a pancada no solo.

Olhe ainda o pé de trás… Ele vai até o quadril, mas não adianta treinar isso… Isso é CONSEQUÊNCIA não causa da velocidade desse corredor. Por essas e outras que não oriento educativos simulando essa fase.

Foto: Marcelo Nakano – @NakanoFotografias
*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Treinador Clandestino! (a versão impressa você acha clicando aqui!)

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Sobre o contato do pé no solo…

Já que vocês gostam dessas coisas, nos próximos e-mails vou aproveitar que achei um monte de fotos lindas que meu amigo Marcelo Nakano tirou nos 3.000m do TUNA pra falar de técnica de corrida.

Infelizmente é MUITO difícil achar material BOM falando sobre técnica de corrida que não fique na pura teoria.

Olhe a entrada (foto abaixo), o contato do pé do Molina (usando New Balance) na pista. Supina? Corre na “ponta do pé”? Repare no atleta descalço ali atrás… Entrada bem semelhante. Faz sentido, sabe por quê?

Os 2 têm pouco suporte (entressola) nos pés, é o jeito natural que o ser humano tem pra “tatear” onde vai pisar. Em um piso irregular isso serve pra fazer TODO o ajuste subsequente. IMPOSSÍVEL fazer isso entrando com o calcanhar sem comprometer os joelhos, uma articulação que NÃO é de estabilidade.

Não é só isso! Repare que o joelho desse pé está flexionado. Isso dá um “grau de liberdade” a mais gerando energia elástica, como se fosse um salto.

Os corredores ineficientes fazem essa entrada, esse contato, com joelho estendido, aumentando o impacto e não aproveitando a energia elástica, pliometria.

Repare ainda onde vão os cravos do calçado e o quão pouco há de entressola. Não há nada a se aprender com os mais rápidos?
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Leituras de 3a Feira

Diferentemente da maioria dos dias vou começar com um vídeo lindo da Nike abrindo o post e não fechando como é quase regra. O motivo vem depois. Assistam, é lindo de verdade!

Uma matéria de leitura obrigatória no The New York Times bate pesado no discurso das empresas de marca esportiva com o que elas de fato praticam na vida real, fora do YouTube, da TV e do Instagram. O mundo real é cruel, sabemos. A matéria traz depoimentos de algumas das maiores atletas americanas das últimas décadas relatando como se sentiam desamparadas por marcas que nos anúncios ficam falando para “pensar grande”, “sonhar”, pregando “empoderamento feminino”, mas na hora que a gravidez chega… Pois é… Lembro que em 2014 eu estava ainda ASICS e a atleta Alysia Milano, uma monstra, patrocinada pela marca japonesa, correu os 800m do campeonato americano grávida de 8 meses em 2’32” (3’10”/km). As pessoas aplaudiram, porém fingiam não saber o óbvio: ela fez aquilo não por amor como aparecia nas ações de marketing, mas para poder receber seu bônus por aparição que ela não receberia da sua patrocinadora caso ela não “competisse”. Duro, não?!

A incrível história de uma garota prodígio irlandesa ainda na ativa que parecia vir a se tonar uma estrela no atletismo até que a depressão a agarrou. Que matéria!

Auto-jabá: no outro blog explico por que acho a ideologia e não a ciência como o maior aliado do veganismo.

Há pouco material sobre comportamento em competição, principalmente entre amadores. Um estudo que compartilhei com algumas pessoas da área é bem interessante, ainda que a conclusão seja meio que esperada: corredores que se arriscam mais desaceleram na parte final da maratona. Bem interessante!

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Leituras de 5a Feira

Um texto incrível do maratonista americano Scott Fauble explica por que não deveríamos nos medir nem pelos sucessos nem pelos fracassos na corrida.

Off-topic: ontem um texto a meu ver bonito e importante. A outros excessivo, invasivo. Um dos maiores atletas brasileiros das últimas décadas assumiu o que todo mundo sabia, mas que ele mesmo não podia falar abertamente: ele é homossexual. Você pode amar ou odiar Diego Hypolito como pessoa, como atleta, mas você deve respeitá-lo por aquilo que ele é. Alguns amigos disseram que “revelou o que todos já sabiam”. É muito verdade em parte. Mas ainda vivemos em um mundo em que ele não pode falar (não que deva, afinal ninguém tem que ficar falando abertamente de suas preferências sexuais), mas quando algo tão natural ao ser humano ocorre, isso não deveria trazê-lo tanto prejuízo. Nossa meta para o futuro é que uma reportagem como essa seja enfim excessiva, abusiva. Ainda não é.

Auto-jabá: No outro blog a segunda parte de um texto falando sobre aposentadoria e esporte.

20 típicos estilos de corredores de ultramaratona… se identificou?

Uma das coisas mais legais da seletiva americana na Maratona é que ela permite colocar lado a lado atletas talentosos e dedicados semiprofissionais ou puramente amadores a competir contra alguns dos maiores maratonistas do mundo por uma vaga na maior competição esportiva do planeta. Isso não acontece em nenhum lugar do mundo! E ESPNW traz o exemplo de Roberta Groner que aos 41 anos estará na disputa. Demais!

Ainda nesse tema, vale visitar este texto que 35 anos depois reconta a história da primeira seletiva olímpica para uma maratona feminina. Muito bom!

Abaixo o vídeo bacana sobre o projeto INEOS 159 que vai tentar levar Eliud Kipchoge a quebrar a barreira das 2h00 na Maratona, ainda que ”fora das regras”.

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Leituras de 5a Feira

No The New York Times uma matéria sobre algo que é raro de acontecer no Brasil por causa de nossas regras, mas uma realidade em alguns eventos nos EUA: o ônibus que vem recolhendo (e desclassificando) os corredores mais lentos. Pode parecer cruel, mas lá eles são possuem limites bem mais brandos para alguém completar a distância.

7 imagens típicas de maratonistas. *não me reconheço

Auto-jabá: no outro blog eu explico como por ter a pele em jogo o Esporte é muito mais eficiente que a Nutrição naquilo a qual os 2 se propõe.

Uma bela matéria do The New York Times (e aqui traduzida para a Folha de SP) fala sobre como a repentina mudança de vida dos vencedores quenianos por vezes vem com histórias tristes de quem perdeu tudo por vacilos financeiros equivocados. *dica do Carlos Gueiros e da Adriana Piza.

Um texto interessante fala sobre o que o formato do seu pé diz sobre você corredor…

Quem é Matthew Boling? Um adolescente branco que impressionou a comunidade atlética dos EUA não só pela pouca idade com a qual quebrou (ainda que com muito vento a favor) a barreira dos 10 segundos, mas pela cor.

Um grupo de amigos pega um não-corredor e iniciam o projeto #Breaking5 para fazê-lo quebrar essa barreira na Maratona de Paris!

 

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