Arquivo do autor:Danilo Balu

Leituras de 3a Feira

O grande Adharanand Finn explica por que a corrida importa mesmo em tempos duros de quarentena e pandemia.

Tenho ido nos últimos meses correr aos sábados nos morros do Japi (Jundiaí/SP). Nas piores subidas (tem a famosa “da antena”) eu na minha cabeça corro devagar, mas não ando. Há entre corredores um bloqueio mental sobre andar ou não na subida. Tem algo meio machoman, eu sei, mas é também uma questão de confiança e motivação. Um texto BEM interessante do Alex Hutchinson na Outside vem me dizer que muito provavelmente nos piores trechos em que eu acho que estou correndo, eu estou tecnicamente andando (sem fase aérea no meu deslocamento). Isso vai contra o que não só eu, mas a maioria dos corredores pensa! Mesmo os mais rápidos! É uma discussão antiga se devemos andar ou correr nessas subidas fortes. E é essa a discussão toda do texto em questão!

Acho que toda criança interessada realmente em atletismo já teve a ideia de treinar fazendo a sua prova escolhida (ex: 1500m) o mais rápido possível todo dia. Muito lógico, não?! Sim… lógico que não (risos). Na ótima Lope um corredor conta como ele ainda criança fez isso (eu fiz também!) e seu irmão fez isso com muito sucesso antes dele. Por coincidência, no mesmo dia vi um post de uma ex-atleta profissional de 800m que falou como é a rotina atual dela de treinamento (aposentada): ela corre três vezes na semana por 30 minutos. Mas diz que nos 6-10 minutos finais ela faz isso de forma “lática”. Segundo ela tem funcionado bem (além da academia).

Pra mim o DyeStat é um dos sites mais subvalorizados do atletismo. Eles têm reportagens ótimas sobre esse esporte que são e seriam ignoradas por 99% dos outros veículos. Pra quem perdeu, eles fizeram uma lista de suas melhores histórias de 2020.

Outro vídeo lindo da Tracksmith. Não importa o clima e o tempo. Sem dias off!

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Primeira Leituras do Ano

Um famoso YouTuber marombeiro faz um “treino” com um velocista olímpico (200m). O resultado é legal para colocar em perspectiva três coisas: a primeira é como um velocista olímpico é um freak, um ET! Por isso é enorme bobagem quando dizem que o jogador Fulano corre tanto quando Bolt ou sequer poderia correr abaixo de 10 segundos os 100m. Não, provavelmente não poderia. A segunda é mostrar como ser forte não necessariamente faz da pessoa muito mais veloz. E por fim, a terceira é que não devemos confundir ser grande com ter força funcional. O vídeo nem é longo e você pode pular o merchan dos minutos iniciais no apartamento tentando te empurrar uns lixos nutricionais. Você assiste clicando aqui.

Autojabá: no outro blog eu explico o que a 2a Guerra Mundial nos ensinou sobre Nutrição, mas que a categoria resolveu ignorar.

Vocês a essa altura devem saber que tenho certo bloqueio de encarar a corrida como ferramenta política, de mudança social e protesto. Pra mim é mais um reflexo do que um motor nesse sentido. Só que nos EUA há uma questão BEM pertinente: por que a corrida é lá um esporte tão branco? Há algo que o praticante amador possa fazer? Existem grupos de negros que tentam promover a corrida na comunidade negra. É a ideia de criar o modelo mental. No The New York Times uma matéria sobre um negro que decide de mudar seu trajeto de treino para que negros o vejam correr. O resultado está além do que eu jamais poderia imaginar!

Não custa lembrar que hoje é o último dia para se inscrever na live sobre Treinamento de Base na Corrida! Em uma promoção incrível e imperdível você por R$9,90 sairá sabendo tudo sobre base! Hoje, 2a feira, 19h30! Se inscreva clicando aqui!

Dias atrás me perguntaram na caixa de perguntas que sempre abro no Instagram o que substituir o treino em dias de chuva… se fazer escada fazem esse papel. Fico sem saber o que responder… O vídeo abaixo é da Tracksmith que tem o calendário de estações do ano invertido com o nosso. Imagine se o europeu, o americano, o canadense e o japonês não treinassem se o tempo estivesse ruim… e ainda assim eles correm melhor do que nós. O vídeo arrepia!

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Workshop: Treino de Base

Este foi um ano atípico à corrida, mas nosso corpo não liga para calendários! Tendo ou não provas e competições, sendo novembro ou agosto, ele funciona biologicamente igual. Mas entra ano e sai ano uma questão paira na cabeça de muitos corredores amadores: o que é base? Devo fazer? E o mais importante: COMO fazê-la?

A gente ouve dizer que a base é aquele período em que corremos muito quilômetros e de forma lenta. Mas será mesmo? O que um corredor mais quer não é correr rápido? Seria esse mesmo, então, o melhor caminho?

Mesmo modalidades de “explosão” acreditaram na ideia de que base era hora de correr assim lento. Abandonaram essa ideia. Não seria prudente nós corredores fazermos o mesmo?

Em uma aula única irei explicar por que muito do que você imagina ser certo não faz sentido! Com um enfoque direto, prático, didático e simples vou falar o que é e como fazer a sua base!

Irei explicar o que você deveria fazer para que 2021 seja o ano da virada nas corrida e no seu desempenho!

Mude sua corrida! Você sairá da live com o passo a passo que precisa!

Essa será a melhor e mais completa live que você verá sobre o assunto neste mês que tanto se fala de base! Você sairá dela sabendo o que é, como fazer, e o que fazer!

Aula única (2a feira dia 04/01)

Definição: o que é a base.

Conceitos Fundamentais: o que você não pode deixar de saber, como ela interfere e o que fazer.

Como: se inscreva aqui! Preço incrível e irrecusável!

*via Zoom em link a ser enviado no dia.

**a live ficará gravada por 24 horas.

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Leituras de Fim de Ano

*este será provavelmente o último post do ano, se for mesmo, que fiquem aqui meus votos para um ano 2021 fantástico a você leitor! =)

Grant Holloway surgiu para o atletismo mundial feito um furacão em um NCAA (universitário americano). Abaixo vai um vídeo sobre por que o americano é um dos nomes a serem acompanhados de perto nos Jogos Olímpicos de Tóquio! *inevitável 2 adendos: Holloway tem que antes se classificar entre os 3 na fortíssima seletiva americana. E os Jogos de Tóquio têm que acontecer. Nunca se sabe…

A Sara Hall é talvez a maior maratonista americana da atualidade, talvez uma das maiores não-africanas. O que mais impressiona é sua versatilidade. Ela tem títulos nacionais em praticamente qualquer especialidade anualmente e há coisa de mais de uma década. Tem que respeitar! Porém, foi dias atrás que aos 37 anos, ou seja, não é mais nenhuma menina fez seu recorde pessoal (2o melhor tempo do país). Eu tenho um certo bloqueio e prudência ao analisar as marcas neste ano. Seja por causa dos tênis, seja porque o antidoping está reduzido em 90 a 95%. Mas tem que tirar o chapéu. Ainda que se mostre futuramente artificial. A verdade é que ver alguém a essa altura da carreira se destacar em questão de poucas semanas (semanas antes ela foi vice-campeã em Londres) traz um pouco de esperança a milhares e milhares de amadores mundo afora. Ela está é de parabéns! Aqui matéria no The New York Times a respeito!

Autoabá: no outro blog falo sobre aposentadoria, esporte e controle de peso! Foi também lá que falei sobre superalimentos… se eles existem, não existem ou o que realmente você precisa saber do assunto!

Qual o tamanho da sua alegria quando seu livro sai em uma lista de 10 livros para ler durante as férias?

Off-topic: os vídeos de retrospectiva do Google são sempre lindos. Sempre os coloco aqui no Recorrido, mas este deve ser o primeiro ano que não há uma menção sequer de atletismo ou corrida… É sinal claro de como a pandemia mexeu com o mercado no planeta todo!

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Leituras de 3a Feira

A Saucony está com uma nova campanha em que os patrocinados amadores falam sobre os motivos pelos quais correm. Entre eles está um ex-profissional da NFL que após um infarto passou a correr. Abaixo Tedy Bruschi nos fala um pouco de sua relação com esse esporte!

O texto não é nada novo, mas coloca um pouco de perspectiva sobre como a maratona feminina é muito mais recente do que as pessoas imaginam. Por exemplo, você conhece a britânica Joyce Smith?

A Athletics Weekly é talvez a principal revista de atletismo do mundo na atualidade. No vácuo de seu aniversário de 75 anos ela está trazendo uma breve recapitulação de alguns dos grandes feitos e nomes da história. Ela fala sobre o hat-trick de Emil Zatopek em 1952, sobre duas das maiores provas de salto em distância da história em 1968 e 1991. Sendo britânica, ela não poderia falar de um marco que teve um conterrâneo como protagonista: a quebra da barreira dos 4 minutos na milha. E você reconhece a grandeza do conhecimento técnico deles quando relembram o duelo dentro e fora da pista de Gunder Hägg, Arne Andersson e Sydney Wooderson! Leia!

A ESPN lança mais um episódio do 30 for 30. Dessa vez é sobre os ultramaratonistas mexicanos da tribo Tarahumara. Dia 15 de dezembro! Veja aqui o trailer.

Daniel Lieberman é um nome obrigatório a se acompanhar quando o assunto é corrida. E ele lança um novo livro centrado em nossa relação humana com a corrida. Aqui texto da Podium Runner a respeito!

A Hoka fez um vídeo com a queniana naturalizada americana Aliphine Tuliamuk que irá disputar a maratona olímpica ano que vem, mas que planejou uma filha para o mês que vem!

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