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“Correndo com os Etíopes” impresso… LANÇOU!!!

É com ENORME alegria que trago a vocês o resultado e o fruto de duas viagens incríveis que pude fazer a esse país incrível que é a Etiópia para aprender um pouco da cultura da corrida desse país que produziu alguns dos melhores corredores que o mundo já viu!

Tentei ao meu modo dar uma palhinha aqui a você leitor do Recorrido de como fiquei encantado e era surpreendido. A ideia tomou corpo e virou um livro.

Espero que gostem dele tanto quanto eu gostei de vivenciar o que agora é impresso em escrita.

Para adquiri-lo (na forma impressa) você pode comprá-lo clicando aqui.

p.s.: caso você prefira ler na versão digital você compra o e-book clicando aqui.

 

 

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“Correndo com os Etíopes” – LANÇAMENTO! (e-book)

É com enorme prazer que trago a vocês o resultado de duas viagens que mudaram completamente a maneira como eu enxergo a corrida! Falei já algumas vezes: fui à Etiópia esperando confirmar algumas (muitas?) de minhas teorias. E o que encontrei lá foi diferente e muito mais do que isso!

Atravessar um oceano e passar alguns dias longe de tudo (com pouca internet e pouco tempo para trabalhar à distância) não é para muitos. Então essa foi minha maneira de tentar dividir com vocês parte desse privilégio e do que aprendi por lá.

Sempre fui avesso à ideia de escrever um livro sobre corrida. Sim, este não é meu primeiro, então tentei agora ser menos professoral para explicar como um dos países mais pobres do mundo, até então sem tradição alguma em esportes olímpicos, adotou a corrida de longa distância e a dominou.

O que faz dos etíopes tão especiais, tão vitoriosos e vencedores? Como muitos já tentaram explicar, fui até lá, ver, sentir, vivenciar. Minha tarefa é nesse livro com as palavras tentar fazer dessa experiência algo também agradável a você.

Está convidado!

Vamos “rodar” comigo?

O livro Correndo com os Etíopes em versão digital (e-book) você encontra à venda aqui!

*mais informações sobre “Correndo com os Etíopes – O mergulho dentro da cultura da corrida do país que produziu alguns dos maiores corredores que o mundo já viuvocê encontra aqui.

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Livro novo na área?!? O VETERINÁRIO CLANDESTINO

É com enorme satisfação e alegria que venho até você, que compartilha muitas das minhas ideias, dizer que minha nova obra finalmente ganhou vida! Sou dono (ou como gostam de dizer, tutor) de duas cadelas.

Uma delas ficou obesa enquanto eu morava no exterior. Isso resultou em questionamentos, uma pós-graduação em Nutrição Animal e um livro que questiona tudo – absolutamente TUDO! – o que os especialistas acham que sabem sobre a silenciosa epidemia recente de obesidade em nossos amigos de 4 patas.

Em O Veterinário Clandestino faco questão de trazer estudos esquecidos, alguns escondidos, outros ignorados sobre como combater esse problema tão grave. Você irá se surpreender, eu te GARANTO!

Caso você queira saber mais, basta clicar e entrar no site do livro (e-book)!

http://www.oclandestino.com.br/veterinario

Muito obrigado!

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Sobre Corrida, Jejum, Ramadã e o delírio de não encarar a realidade

Faz questão de uns 4 anos que publicações de corrida voltaram a dar destaque a algo que se faz há décadas: correr (ou fazer qualquer exercício) em jejum. Há um motivo fundamental para isso: é que para se gerar conteúdo, esses canais fazem um loop infinito, tal qual as antigas revistas de adolescente, eles revisitam de tempos em tempos o mesmo tema, afinal, algo precisa ser postado e publicado sempre, não importa sua qualidade.

Impressiona o hábito e tamanha insistência equivocada dos veículos em chamar treinadores para falar de Nutrição. Há um detalhe aí: você não deveria tratar desse assunto com treinadores como consultores, uma categoria que não estudou isso de modo central em sua formação. É como convidar um médico para falar em revista de veterinária, ou ter um engenheiro civil falando de Física no portal. Eles até sabem um pouco, mas seu raciocínio é quase sempre por aproximação, incompleto, falho.

E aí os veículos completam ainda com outro problema: convidam nutricionistas que têm enorme talento para falar bobagens. Não vou citar, vocês sabem quem são eles. Eles têm colunas fixas, uma característica muito comum de quem sabemos não ser muito bom.

Talvez o cerne da questão é que quem deveria entender a teoria criando hipóteses observando o mundo real faz tudo no sentido contrário, ou seja, eles dão mostras de não entender absolutamente nada. Por décadas as pessoas fizeram (e fazem!) atividade física em jejum sem NENHUM grande problema. Alguém estabelecer uma diretriz nutricional diferente não transforma a realidade!

Indo muito mais longe temos que o homem pré-histórico tinha que ter PELO MENOS um desempenho MUITO BOM em jejum. Houvesse hipoglicemia, tontura, desmaio, fraqueza ou perda de massa muscular quando não comesse de 3 em 3 horas, o homem antes do advento da geladeira, do supermercado e do micro-ondas, teria desaparecido, não teria conseguido correr atrás de sua próxima refeição. Quando um predador corre perseguindo sua presa ele não alonga, nem come “uma porção de carboidrato e proteína magra” antes. Sua preparação é a necessidade e a vontade. Seu corpo foi construído para que ele possa fazê-lo, não importando a bobagem que diga o colunista especialista.

Porém, o profissional da Saúde atual parece viver em um mundo de fantasia. Delírio esse sabemos não ser exclusivo da categoria dos nutricionistas, uma visita breve a portais como o da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva prova meu ponto. Aquilo é uma sequência de bobagens feitas por iletrados no assunto Nutrição. *e aqui nem vou perguntar se aquilo é de graça ou entrega de alguma compra, não creditemos ao mau-caratismo o que pode ser apenas explicado pela incompetência mesmo.

Quando fui escrever o capítulo sobre jejum para meu livro O Treinador Clandestino, eu tinha dificuldades em encontrar estudos que explicassem a segurança e mesmo efeitos benéficos talvez exclusivos do jejum na corrida. Eu não precisei ir até a Pré-História nem ficar nesses textos de 2013 para cá. Aliás, usava esses textos apenas para saber o que era errado. Não falham nunca! E minhas buscas meio que por acaso caíram em um termo conhecido que me abriu um mundo. Não era ele fisiológico, era ele religioso. Mais precisamente o Ramadã.

Os muçulmanos fazem jejum religioso um mês por ano, comendo e se hidratando apenas entre o pôr e o nascer do sol. Este ano, como ele sempre muda, foi de 26 de Maio a 24 de Junho. Quando você observa o comportamento de atletas que fazem jejum (seja nos países islâmicos ou entre os religiosos espalhados pelo mundo) você observa que: não há queda de desempenho, não há redução nas sessões de treino, não há aumento do número de lesões nem aumento de ocorrências médicas entre praticantes.

E uma matéria recente da Dyestat me chamou atenção porque trata de algo que deveria já ter ser sido visitado por quem escreve no assunto: como é a rotina de alguns atletas muçulmanos durante o Ramadã. Ou seja, como é a realidade deles (e não o delírio dos especialistas) para lidar com seus treinos e competições sem poder comer nem beber absolutamente nada durante o dia claro?

Impressiona que mesmo entre atletas que precisam competir bem, ou seja, entre pessoas que não são meros participantes recreativos. Esses corredores ou competem em jejum ou quebram o jejum apenas em competições, não em treinos. E vale reforçar que o jejum religioso não possibilita sequer beber água. Já o jejum intermitente não-religioso é mais brando porque permite ao praticante se hidratar com água, chás e café (sem açúcar), e mesmo refrigerantes light/diet.

A alucinação coletiva de nutricionistas, médicos e treinadores que dizem que jejum compromete a massa muscular ou a segurança do atleta não sobrevive a uma pesquisa preguiçosa de estudos ou, reforço, do mundo real de décadas de atletismo ou de milhares de anos que não viram pessoas definhar sua massa muscular. Isso porque o jejum aumenta a liberação de adrenalina (maior atenção e maior queima de gordura) e aumenta ainda a liberação de GH (que promove a preservação de massa muscular, não à toa um hormônio muito utilizado nos anos 80 e 90 entre atletas que queriam se dopar).

Pois bem, essa questão de jejum é só mais um exemplo de como devemos primeiro olhar o que acontece, para só depois formarmos nossas hipóteses que expliquem a realidade. Gostem ou não, pratiquem ou não, acreditem ou não, o jejum (com ou sem atividade física) existe há milhares de anos. Estabelecer por diretriz que ele faz mal não o fará… nos fazer mal. Isso é apenas pensamento mágico! *para não dizer pensamento burro.

 

Lição de Casa

Você deveria treinar em jejum para correr melhor? Eu acredito que incluir algumas sessões leves em jejum pode ser muito beneficial, sim. Porém, é puro achismo. A minha aposta é porque jejum é uma quebra de homeostase, pivô no treinamento físico. Mas esse texto não é sobre DEVER, mas sobre PODER.

Então podemos treinar em jejum sem maiores prejuízos? A prática diz que não sendo sessões extenuantes em volume e/ou intensidade, que sim. E mesmo entre os habituados, até essas sessões podem ser feitas em jejum. Ou ainda, escrevendo em um modo um pouco mais mundano: não havendo fome, POR QUE DIABOS ter que comer antes de sair pra correr?!?

Mas nunca faltará “especialista” que em seu delírio ou ignorância no tema não vá tentar negar a realidade.

 

*como dito, no meu livro O Treinador Clandestino falo sobre corrida em jejum. Pouco falo disso no livro O Nutricionista Clandestino, mas eles estão sendo vendidos impressos em um combo com valor promocional, basta clicar aqui!

 

 

 

 

 

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Análise: O que diferencia quem corre Boston da média?

Faz um tempinho que estava querendo escrever sobre um levantamento feito pela Runner´s World em cima de dados de usuários do Strava que diferenciariam os maratonistas que fazem a Maratona de Boston (que exige um tempo de qualificação), da média dos demais corredores. Para começar, não custa reforçar que essa necessidade de um índice por si só já diferencia os corredores de Boston dos demais, eles precisam ser mais rápidos que a média! E é justamente essa característica que pode dar uma luz a quem deseja ser assim como eles: mais velozes nos 42km.

A análise é do tipo observacional, limitada pois. Feita com as 12 semanas de treinamento anteriores à maratona e com mais de 30.000 pessoas, pode indicar teorias, não necessariamente apontar causas que fariam alguém correr mais rápido. Mas isso não tira nosso interesse!

Não sabemos de detalhes metodológicos, mas por mais pobres que fossem os dados, as primeiras conclusões são meio que óbvias e de fácil aceitação: quem corre Boston corre mais volume durante TODO o período de treinamento, mais quilômetros na semana de PICO de volume, e mais VEZES durante as semanas!

Outra das conclusões pertinentes ao treinamento também me parece bem óbvia: os maratonistas de Boston correm em média em ritmo mais veloz que os demais. Isso parece ser muito mais uma consequência, não uma causa do treinamento. Eles são mais velozes, treinam em ritmo mais rápido. Não à toa por já SEREM mais velozes, eles conseguem obter o índice. Ou seja, eles correm Boston porque já conseguem treinar mais forte, NÃO que por correr mais forte por um simples desejo consigam seu índice.

E aí chegamos a duas outras conclusões mais interessantes!

A primeira é que quem vai para Boston variaria mais suas velocidades de treino. É difícil ver isso nos números dados, então é mais uma questão de crença. Mas repare: os homens que fazem a Maratona de Boston fazem apenas 15% de seus treinos em velocidade mais veloz que a do índice. Já os não-classificados fazem 57% do volume acima de sua média em maratona! O comportamento das mulheres foi similar: 23% (Boston) vs 64%. É um pouco difícil comparar laranjas com bananas. Quando você compara alguém mais veloz com alguém mais lento, um denominador comum não deveria ser uma velocidade fixa. Mas não é essa a lição a se tirar! O que poucos enxergam aqui é: os melhores corredores, os mais velozes, se diferenciam não pela quantidade de quilômetros feitos em ritmo forte, mas em um volume total (muito) maior, e esses treinos “extras” são feitos em velocidades mais baixas! Leão “qualquer um” consegue ser 1 ou 2 vezes na semana, mas e ser um dedicado nos demais 5 dias?

E por fim uma discussão que torna o tom acalorado para muitos: os corredores de Boston, os mais velozes e mais dedicados, tiram e postam 30% menos selfies que os corredores mais lentos! Os mais dedicados parecem trabalhar em silêncio e de modo mais focado! O que é mais irônico é que os qualificados (acima da média) possuem o dobro de seguidores! Sinal esse que desempenho de certa forma é um chamariz de seguidores, além de abrir a possibilidade de que esses seguidores talvez tenham o efeito de nos motivar a treinar mais forte.

*o que escrevi acima não é muita novidade para quem acompanha este blog ou já leu o livro O Treinador Clandestino (e aqui em e-book). A diferença é que está rolando uma promoção relâmpago para adquirir ele e o livro O Nutricionista Clandestino impresso! Os 2 sem frete, ou seja, frete GRÁTIS, por apenas R$103! Como? Clicando AQUI!

Danilo Balu.

 

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