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Leituras de 2a Feira

As pessoas sempre me perguntam se eu faço dieta cetogênica ou a recomendo aos atletas. Eu nunca a sugeri porque não acho coerente pedir que façam aquilo que eu não faço nem nunca fiz. Mas quando me chegam atletas dizendo que querem fazer, eu oriento.

Tempo atrás eu me retirei de um grupo de profissionais de saúde onde compartilhávamos experiências de nutrição. Quando eu saía alguém disse que eu tinha preconceito contra atletas “cetogênicos”, seja lá o que isso queira dizer. Eu falei o óbvio: não existe nem nunca existiu um grupo de atleta com resultados consistentes de alto desempenho usando a dieta cetogênica, expliquei que cetogênica funciona no esporte amador e individualmente. Negar isso é negar a realidade. Me recuso a isso! “A, mas minha amiga foi 3ª colocada na categoria 45-50 na competiç..PARA! Estou falando de desempenho, não de guerreiro de final de semana!

O esporte profissional é decidido TODO na base da potência. O que não é baseado na potência nem no programa olímpico entra. E potência é força em função do tempo. Não há nutriente que ofereça maior/mais potência que o carboidrato. Tem que ser um outlier para se dar bem com a cetogênica. Fazer um time formado por outlier é… improvável. Looogo… é também improvável que a cetogênica vingue no esporte. Não é difícil entender, vai?

A cetogênica, que nada mais é que uma dieta de muito baixo carboidrato (very low-carb), é um jeito MUITO eficiente de fazer emagrecer e/ou manter baixo o peso do atleta, um diferencial em esportes de resistência. Por isso ela PODE ser MUITO interessante em maratonas entre amadores.

A Outside debate os resultados de um estudo que tenta entender o que acontece com o organismo de um maratonista que se submete à dieta em questão. O que eu acho? Acho nada! A dieta exige tempo de adaptação, exige ainda contexto (o atleta é rápido? Qual seu peso?). Enquanto essa questão for vista de modo míope, ignorando todo o resto, o debate é inútil, é estúpido, improdutivo. Os resultados? Veja você mesmo! Não há padrão de resposta.

 

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Auto jabá: a turma do Podcast Corredores do Fundão achou que era uma boa me colocar pra falar de Nutrição & Corrida! Ficou bacana! Para ouvir minha 2ª participação no canal, basta clicar aqui!

Pra quem gosta de alto nível ou mesmo de ler sobre treinamento, vale a pena passar a acompanhar o Podium Runner, um site relativamente novo! Eles trouxeram duas matérias bem legais! Em uma eles nos apresentam à Emily Sisson, que fez um estreia incrível na Maratona de Londres. E em outra falam da fase dura do grande Paul Chelimo que vem lutando contra uma lesão chata no tendão de Aquiles.

Auto jabá 2: no outro blog eu faço um paralelo explicando o que Fiódor Dostoievsky nos ensina sobre Nutrição

Mais um texto que debate o óbvio: atletas trans não poderiam competir na categoria feminino sob o risco de quebrar um delicado equilíbrio.

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Leituras de 2a Feira

A Sports Illustrated as declarações de importantes atletas americanas denunciando as duríssimas condições da Nike (mas todas dentro das condições contratuais!) quando o assunto é gestação. Isso tudo enquanto suas redes sociais fazem vídeos empoderadores lindos. De certa forma é até injusto ver concorrentes levantarem bandeiras pregando posições visionárias e igualitárias que só vieram a público quando se tornou uma questão de marketing e relações públicas.

Dá uma certa alegria e orgulho ver que já li muitas das 100 obras listadas como os melhores livros de corrida pela Citius Mag. Aqui ela completa!

Auto-jabá: No outro blog tento responder uma pergunta simples, mas comum; Líquido quebra jejum? Não, não quebra.

É uma questão de tempo que mais e mais atletas trans gerem debate ao derrotarem mulheres (nunca é o oposto, na outra direção. Já reparou quanta “coincidência”, que derruba qualquer argumentação tosca de falta de evidências!?). Com a força e a dinâmica de fluxo de informações das redes sociais as federações não poderão ignorar o elefante no meio da sala de cristais… desta vez foi um Trump quem jogou ao público o caso de uma atleta trans que até ano passado competia no masculino e agora resolveu derrotar mulheres biológicas no atletismo. Muitos seguirão fingindo que o problema não existe. Nada mais machista.

Jim Ryun tem que estar na lista dos maiores atleta de todos os tempos. Sua história é incrível! Se você não a conhece, aqui um bom jeito de se familiarizar com ela e com ele!

O ultramaratonista Tom Evans se embrenha por 2 meses treinando na Etiópia para se concentrar para uma das provas mais importantes do mundo na especialidade. É desesperador ele tendo que meter os patrocinadores nas respostas, mas a ideia do isolamento e da simplicidade são bacanas. *dica do Eder Lopes.

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Leituras de 2a Feira

Um texto bacana mostra a saga de duas amigas que competiam juntas no tempo de faculdade e do nada inventaram correr a Maratona de Boston. Foram juntas pegar índice e apenas uma conseguiu. A outra foi para a prova apoiar mesmo assim!

Auto-jabá: No outro blog falo sobre o dilema da ração ao dono do animal de estimação.

Para quem gosta de entender melhor o alto nível um texto falando da prova incrível de Brigid Kosgei na última maratona de Londres!

Super dica do Ricardo Hirsch de um texto que fala do enorme problema de saúde pública e da falha lógica quando parece que mais da metade de classe média faz uso regular de algum suplemento nutricional. Eu não fava uso de NADA e alguns clientes parecem estranhar quando ouvem isso de mim.

Dias atrás eu postei aqui uma matéria do The New York Times que caiu feito uma bomba acusando Nike de políticas um tanto quanto polêmicas na relação com suas patrocinadas quando decidem virar mãe. Agora é a velocista Allyson Felix, uma das atletas olímpicas mais premiadas da história quem joga tudo no ventilador e explica o verdadeiro “empoderamento”!

Quem é Kenny Bednarek, o jovem velocista que fez a 4ª melhor marca da história (com vento) nos 200m. Aqui falando dele!

Uma matéria corajosa por tocar num assunto que todos fingem não ver. O Daily Signal (e aqui traduzido ao português pelo Gazeta do Povo) foi atrás das atletas claramente prejudicadas por uma lei estadual americana covarde que permite que adolescentes do sexo masculino que se identificam como sendo mulheres corram contra meninas. Isso tem consequências, mas a sociedade finge que não há nada de mais por medo da patrulha ideológica.

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Leituras de 3a Feira

Diferentemente da maioria dos dias vou começar com um vídeo lindo da Nike abrindo o post e não fechando como é quase regra. O motivo vem depois. Assistam, é lindo de verdade!

Uma matéria de leitura obrigatória no The New York Times bate pesado no discurso das empresas de marca esportiva com o que elas de fato praticam na vida real, fora do YouTube, da TV e do Instagram. O mundo real é cruel, sabemos. A matéria traz depoimentos de algumas das maiores atletas americanas das últimas décadas relatando como se sentiam desamparadas por marcas que nos anúncios ficam falando para “pensar grande”, “sonhar”, pregando “empoderamento feminino”, mas na hora que a gravidez chega… Pois é… Lembro que em 2014 eu estava ainda ASICS e a atleta Alysia Milano, uma monstra, patrocinada pela marca japonesa, correu os 800m do campeonato americano grávida de 8 meses em 2’32” (3’10”/km). As pessoas aplaudiram, porém fingiam não saber o óbvio: ela fez aquilo não por amor como aparecia nas ações de marketing, mas para poder receber seu bônus por aparição que ela não receberia da sua patrocinadora caso ela não “competisse”. Duro, não?!

A incrível história de uma garota prodígio irlandesa ainda na ativa que parecia vir a se tonar uma estrela no atletismo até que a depressão a agarrou. Que matéria!

Auto-jabá: no outro blog explico por que acho a ideologia e não a ciência como o maior aliado do veganismo.

Há pouco material sobre comportamento em competição, principalmente entre amadores. Um estudo que compartilhei com algumas pessoas da área é bem interessante, ainda que a conclusão seja meio que esperada: corredores que se arriscam mais desaceleram na parte final da maratona. Bem interessante!

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Leituras de 5a Feira

Um texto incrível do maratonista americano Scott Fauble explica por que não deveríamos nos medir nem pelos sucessos nem pelos fracassos na corrida.

Off-topic: ontem um texto a meu ver bonito e importante. A outros excessivo, invasivo. Um dos maiores atletas brasileiros das últimas décadas assumiu o que todo mundo sabia, mas que ele mesmo não podia falar abertamente: ele é homossexual. Você pode amar ou odiar Diego Hypolito como pessoa, como atleta, mas você deve respeitá-lo por aquilo que ele é. Alguns amigos disseram que “revelou o que todos já sabiam”. É muito verdade em parte. Mas ainda vivemos em um mundo em que ele não pode falar (não que deva, afinal ninguém tem que ficar falando abertamente de suas preferências sexuais), mas quando algo tão natural ao ser humano ocorre, isso não deveria trazê-lo tanto prejuízo. Nossa meta para o futuro é que uma reportagem como essa seja enfim excessiva, abusiva. Ainda não é.

Auto-jabá: No outro blog a segunda parte de um texto falando sobre aposentadoria e esporte.

20 típicos estilos de corredores de ultramaratona… se identificou?

Uma das coisas mais legais da seletiva americana na Maratona é que ela permite colocar lado a lado atletas talentosos e dedicados semiprofissionais ou puramente amadores a competir contra alguns dos maiores maratonistas do mundo por uma vaga na maior competição esportiva do planeta. Isso não acontece em nenhum lugar do mundo! E ESPNW traz o exemplo de Roberta Groner que aos 41 anos estará na disputa. Demais!

Ainda nesse tema, vale visitar este texto que 35 anos depois reconta a história da primeira seletiva olímpica para uma maratona feminina. Muito bom!

Abaixo o vídeo bacana sobre o projeto INEOS 159 que vai tentar levar Eliud Kipchoge a quebrar a barreira das 2h00 na Maratona, ainda que ”fora das regras”.

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