Arquivo da tag: Leituras

Leituras de 3a Feira

Acho que toda e qualquer análise feita em cima dos irmãos noruegueses Ingebrigtsen precisa ser vista com MUITA cautela porque por mais brilhante que seja o pai-treinador, não podemos ignorar a genética privilegiada que a família parece compartilhar. Mas uma análise da Podium Runner traz pontos BEM interessantes de ideias sobre treinamento.

Autojabá: aproveitando o embalo aos que perderam, aqui está o link do podcast 3 Lados da Corrida do qual participo e que já chegou a mais de 30 episódios!

*****

A Adriana Piza me enviou um texto como sempre muito lúcido do Steve Magness, talvez o treinador mais pertinente que haja atualmente na corrida, ainda que não escreva há muito uma linha sequer sobre treinos. Ele explica ter encontrado em sua experiência no mundo profissional pouca diferença entre treinadores. Aplicando à nossa realidade da corrida amadora, penso que a coisa muda… eu acho que a diferença nos modelos de treinamento nessa realidade é um pouco maior. O povo da elite treina muito… Muitas vezes semanais, sendo assim são diversos tipos de treino aplicados… Você como treinador acaba aplicando de tudo!

O que vim e venho observando neo mundo de assessorias esportivas é que mais de 90% dos treinadores teve contato com corrida apenas na faculdade… Nunca correram antes, então estão aplicando nos atuais clientes os erros naturais de um processo de aprendizagem.

Te falo que uns 80% das pessoas que chegam até mim só rodam leve (por orientação de um treinador profissional!) e esperam o milagre de correr rápido no dia da prova. Já uns 15% treinam igual um corredor de milha… tiro, tiro e tiro!

Dando treino para amador descobri que o foco tem que ser priorizar o que importa… Você tem apenas 3, no máximo 4 sessões semanais… então você TEM QUE aplicar estímulos que você SABE que funcionam. Não há espaço para enrolação.

Mas amador parece, além de atalhos, querer ser enganado… E os olhos brilham quando falam de cadência, periodização, análise biomecânica, carga individualizada, educativos…

Diferentemente de Magness que acha que há pouca diferença na elite (e eu concordo, visto o alto nível técnico dos treinadores!), no amador acho que a coisa engrossa mais com tantos iniciantes… E como separar o joio do trigo? Com tão pouco tempo disponível acho DE VERDADE que o bom treinador é aquele que sabe ignorar o que NÃO importa. Assim sobra tempo para focar naquilo que importa.

*****

Um novo vídeo do projeto INEOS 159 Challenge com a estrela Eliud Kipchoge dizendo que nenhum homem é limitado!

Etiquetado ,

Leituras de 5a Feira

Autojabá: recentemente dei uma entrevista a uma rádio brasileira sobre meu trabalho em Nutrição e Treinamento. A 2a parte dela foi ao ar recentemente. Para ouvi-la, clique aqui!

Na PodiumRunner um texto bem legal sobre algo que vivo martelando. É tentadora a ideia de mexer na cadência de alguém… uma mudança tão simples e sutil que traria inúmeros benefícios (maior velocidade, menor impacto, melhor eficiência mecânica…). Parece tão bom que é duro acreditar que seja verdade. Eu gosto de olhar a cadência como uma métrica que é consequência e não causa do desempenho e condicionamento. E esse conceito é CRUCIAL. O texto em questão reforça a ENORME dificuldade não só de mudar a cadência de alguém, mas fazer com que essa nova cadência se “fixe” no padrão do atleta. Boa sorte a quem foca nisso!

Na Outside Brad Stulberg usando grandes atletas de exemplo explica como criar resistência mental.

Autojabá (2): no outro blog explico por que não consumo e por que você também não deveria consumir Xilitol.

Uma das coisas que MAIS me irritam é ver corredor amador em temperaturas amenas (17°C, por exemplo) todo paramentado usando equipamentos que atrapalham a dissipação de calor. Quer conforto? Fique em casa! A Podium Runner explica e quantifica o tamanho do custo do calor no nosso desempenho!

Um dos intermináveis debate no campo do treinamento é se passar um tempo treinando (ou vivendo) em situações de altitude traz benefícios reais aos atletas. Parece haver não só uma altitude ideal (Quênia e Etiópia estariam dentro dessa margem), mas acho que quando a pessoa compra tendas para simular a atmosfera (e poder dormir “na altitude”) ela perde outra característica por vezes ignorada: a condição singular de treino nesses locais (geralmente em locais pobres, em meio à natureza, em pisos muito irregulares, isolados das distrações mundanas)… como não considerar tudo isso? Um texto bem bom da Outside passa por essas e outras questões!

Etiquetado

Leituras de 2a Feira

Uma análise BEM legal da Outside em cima de recordes mundiais mostrando onde focar nos recordes pessoais. A capacidade de regular o próprio ritmo parece ser até mais importante do que imaginávamos. E aprender a sofrer também! Vale a leitura!

Uma talentosa velocista alemã explica como treinar em grupo mudou a carreira dela e dos demais para melhor!

Autojabá: se você é usuário ou assinante do Medium, não custa dizer que tenho um perfil lá sempre (re)publicando os posts de Nutrição do outro blog.

Os irmãos noruegueses Ingebrigtsens não são vencedores por acaso. Há uma combinação rara de tudo…. família com veia esportiva, um pai-treinador que é inteligente e disciplinador e um treinamento benfeito, ainda que muito duro! Aqui outra matéria falando um pouco disso!

A mais longa ultramaratona do mundo já foi foco de uma matéria sensacional na Runner’s World americana. Agora foi o Fantástico da Globo que apresentou aos brasileiros detalhes desta prova de 5.000km feita em quase 2 meses correndo em torno de um quarteirão em Nova Iorque.

Fizeram uma pegadinha colocando uma das maiores maratonistas da história para treinar em um grupo de corredores amadores toda disfarçada. O resulta do (abaixo) ficou bem legal! *dica do Ricardo Mizumoto.

 

Etiquetado ,

Leituras de 6a Feira

O que faz pessoas cada vez mais buscarem correr ultramaratonas? A Business Day tenta uma explicação.

Autojabá: no outro blog falo sobre o contra-ataque das fabricantes de ração para cachorros.

Dias antes de uma competição pouco importante a avó de um dos maiores saltadores do mundo vem a falecer. Desanimado e desmotivado, decide não competir. Sua mãe o demove dessa ideia. E daí nasce o 4o maior salto do mundo no triplo! Que história!

Recebi um convite irrecusável, participar do Endörfina Podcast do Michel Bögli. Por pouco mais de uma hora falamos sobre um assunto comum a ambos: corrida! Convido vc a nos acompanhar! Onde? Spotify e demais plataformas! Pra facilitar, aqui o link!

****

Trecho abaixo extraído do livro Antifrágil de Nassim Taleb explica didaticamente aquilo que SEMPRE falo sobre a superioridade de terrenos irregulares:

Por fim, um ambiente com variabilidade (e, portanto, com aleatoriedade) não nos expõe a lesões por estresse crônico, ao contrário do que acontece com os sistemas concebidos pelo homem. Se você andar sobre um terreno irregular, que não tenha sido construído pelo homem, dois passos jamais serão idênticos — compare isso com a máquina da academia de ginástica sem aleatoriedade, oferecendo exatamente o oposto: forçando-o a fazer repetições infinitas do mesmo movimento.

****

Em formato bem peculiar, a Salomon TV tem episódios bem interessantes. Dessa vez ela fala de uma trilha de cerca de 1 milha!

Etiquetado ,

Leituras de 3a Feira

Que vídeo espetacular! Seu treinador se preocupa com seu core (sobrevalorizado), fica olhando sua pisada, recomenda tênis, palpita na sua alimentação e presta ZERO atenção ao fato de você ter um pé todo destreinado, enfraquecido… Separe 15 minutos e veja os benefícios de dedicar atenção ao pé!

Autojabá: no outro blog falo do talento dos especialistas estarem sempre errados… até hoje…

O enorme impacto que o assassinato de um jovem talentoso e querido atleta tem em todos ao seu redor.

 

*****

 Joyride é o novo modelo (lindo!) de tênis da Nike que vem com tecnologia aparente (aquela que se não é visível o consumidor não se encanta e decide pagar menos). Mas há uma coisa no vídeo (abaixo) que parece ser uma tendência que me incomoda cada vez mais na corrida num nível que não imaginam… E não tem NADA a ver com a Nike, marca que mais me agrada e fabricante dos que são, para mim, os melhores tênis dentre as grandes. No começo do vídeo a primeira frase do narrador é: correr é difícil (running is hard) para depois quando aparece sua imagem falar que a ideia do modelo é fazer correr parecer ser fácil.

Questão de 15 dias atrás tomei café com um corredor experiente que treinou a vida toda em assessoria. Segundo ele, ele se afastou um pouco dos grupos porque ver as pessoas correndo sorrindo o incomodava cada vez mais… Running is hard… e ver as pessoas felizes fazendo algo difícil confunde o cérebro, sabe? Como pode? A imagem não condiz com o que esperamos! Que não me levem a mal, mas vejo uns perfis de Instagram com as pessoas correndo às gargalhadas… parecem aquelas fotos de mulheres magras rindo com um garfo de salada na mão… parece que a rúcula é comediante fazendo um stand up!

Parece haver um consenso em quem gosta ou é pago para problematizar tênis de que deveríamos buscar modelos segundo o conforto. Não consigo concordar! No calçado eu busco é AJUSTE, o que é MUITO diferente de conforto. Crocs é confortável. Usar palmilhas de silicone é confortável. Minimalista NÃO e confortável. A pessoa precisa buscar ajuste, acredite! Um dos maiores males do nosso tempo é a busca pelo conforto! A atividade física, a dieta, o jejum… NADA disso é a busca pelo conforto!

Em nome do conforto comeríamos o que quiséssemos, não faríamos esporte (só um teórico, um acadêmico, defende a bobagem de que treinar aumenta nossa disposição) e não faríamos jejum.. comeríamos a cada 3 horas (entendeu o delírio da diretriz nutricional??)… com tênis é assim! Que ele não tenha costura mordendo seu pé, que o tamanho seja justo, mas.. conforto? Não caia nessa! Se correr está assim tão fácil que arranque gargalhadas, você está é se enganando. SEMPRE o melhor momento da corrida é quando paramos, não??

Etiquetado ,