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Última Leituras do Ano!

A Runner’s World fez uma lista dos melhores desempenhos na longa distância em 2018. Muito bom!

Auto-jabá: No outro blog eu explico por que você deveria comer muito neste Natal!

Amigo meu, dos atletas mais talentosos com quem já tive a honra de treinar e competir contra, certa vez por causa do trabalho foi morar em Barcelona. Comprou uma bicicleta vagabunda e pedalou por absolutamente todas as ruas da capital catalã. Um cara resolveu correr todas as ruas de São Francisco (EUA). Fez o equivalente a mais de 45km por dia por mais de um mês e meio! Assustador! Falando com o Luís Oliveira, que foi quem me mandou a dica, eu disse que heroísmo (ou “guerreiro”) seria fazer o equivalente tentando completar vivo 100% das ruas de alguma capital brasileira!

Auto-jabá 2: no outro blog eu explico o nonsense que é consumir gel em provas de 12km como presenciei recentemente!

A Runner’s World fez uma lista interessante das provas mais difíceis do mundo. Estão lá a Barkley, a Western States, a des Sables, a Self-Transcendence (o nome entrega!), a Badwater, a Hardrock, a Mont Blanc, a Spartathlon e outras que nunca ouvi falar e de menor fama!

Uma lista da Canadian Running com os vídeos de corrida mais vistos no YouTube!

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Leituras de 4a Feira

Auto-jabá: No outro blog falo sobre a dieta dos (corredores) etíopes!

Auto-jabá 2: recebi um convite inegável, o de contar no Viva Bem do UOL minha experiência indo treinar com os etíopes para entender o que fazem dele tão bons nas Maratonas!

Como é praxe no final do ano alguns relatórios são publicados. A Strava divulgou seu relatório anual de dados brasileiros. Algumas coisas chamam a atenção. Por exemplo, sabemos que não tem validade “científica” porque é restrita aos usuários, mas sabe qual trecho mais “usado” no país? O Parque do Ibirapuera? A orla da zona sul carioca? A USP? Não! O percurso Boteco Praia-Mercado Peixe – Feira BM em Fortaleza! E no relatório também se destaca o papel, a importância dos grupos de corrida, como as assessorias, por exemplo. Os que corriam em grupos corriam uma distância maior (2km a mais) e por mais tempo (2 minutos a mais, que significa mais lento também)! São números interessantes quando você observa também que aqueles que tinham metas aderiam melhor ao esporte. Para ver o estudo completo, clique aqui!

Dicas de maratonas dadas por especialistas de verdade: atletas rápidos!

Dias atrás falei como proibir um tênis é o que melhor pode acontecer a uma marca. A Canadian Running lista 3 modelos que passariam despercebidos (ao menos 2 deles, pois um chama atenção por ser bizarro!) e que são atualmente proibidos aos atletas de elite. *já experimentei o Enko. A pessoa tem que ter uma enorme distorção do que seja correr para achar normal utilizar aquilo

A Competitor Running resumiu e transformou em perfil uma entrevista incrível com a ultramaratonista americana Camille Herron que bateu alguns recordes dias atrás, dentre eles o das 24 horas!

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Leituras de 2a Feira

Um texto MUITO legal da Molly Huddle, uma das melhores americanas da história, explicando como ela se comporta mentalmente durante juma corrida, quando a fadiga vai se acumulando. Uma aula!

“O mito do tênis para corrida” é o nome do texto de Alex Hutchinson. Poucos assuntos são debatidos com tanta paixão e torcida. Mas há uma coisa que pode ser dita com segurança é: NADA que existe atualmente no mercado consegue demonstrar sua eficiência em reduzir lesões. Quem defende o contrário é apenas torcedor ou mal informado. Ultimamente MUITA gente BOA defende que o parâmetro a se seguir na escolha deveria ser o conforto. Não consigo comprar essa ideia… não consigo! Tênis não tem que ser confortável! O conforto NÃO traz necessariamente NENHUMA vantagem nessa questão. Não no atletismo! Pergunte a um velocista ou mesmo fundista se ele GOSTA do que vai aos pés. Não, não gosta.

Dias atrás um perfil escrito no The New York Times falava de uma incrível ultramaratonista que queria bater o recorde mundial das 24 horas em pista. No mesmo evento foi outra americana, Camille Herron, quem arrebentou a antiga marca! Uma entrevista MUITO boa na Sports Illustrated fala do feito dela. Algumas coisas chamam a atenção. Herron sabe que é especial, que é privilegiada geneticamente, ela sai daquele discurso de auto elogio falando sobre sua dedicação que sabemos ser enorme, não importa quão talentosa ela seja. Outras coisas também saltam aos meus olhos. Uma é o fato dela gostar de correr à noite. Outra é ela saber que atletas assim têm enorme tolerância “digestiva”, digamos assim… a ponto de comer Taco Bell e tomar cerveja durante a prova! Por fim, mais sobre o treinamento, ela fala como ela corre longos curtos… eu sempre me questiono e me indago se esses amadores indo pra Comrades fazendo longões de mais de 50km mais se ajudam ou mais se sabotam. Eu tenho meu palpite…

Vem ganhando muita força aquela recomendação de escolhermos o tênis em função do conforto. Não consigo… não consigo… Esporte tem TUDO, menos relação com conforto, senão justamente com desconforto! Um texto BEM interessante que me mandaram reforça aquilo que alguns autores vinham falando e no qual eu acredito muito: tênis que prometem (mas não entregam!) amortecimento e com grande entressola macia nos faz executar um padrão de corrida passiva, deixando para o tênis (que não consegue!) fazer o trabalho de proteger o corpo. Roubada completa! Por que o tênis não deve ser confortável? Porque VOCÊ é quem tem que ser eficiente, não ele confortável! Viu que são duas coisas SEM relação?? Você TEM que fazer algo e busca algo SEM relação nenhuma em um terceiro. Não TEM como dar certo! Esqueça a ideia de tênis confortável!

Os maratonistas estão ficando mais rápidos? Ou seriam os tênis?

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Leituras de 5a Feira

Não faz muito meu tipo, mas um vídeo bem legal com um resumo da vitória do canadense Jayden Dalke na The Canadian Death Race (Corrida Canadense da Morte). A ultra tem 125km e é feita em mais de 13 horas!

Auto-jabá: No outro blog explico que dieta não é sempre sobre aquilo que você come, mas sim sobre o que você NÃO come!

No The Guardian um novo texto sobre o elefante na sala sobre o qual todos fingem não ver: atletas trans competindo entre mulheres. A patrulha ideológica torna tudo TÃO bizarro que defender o lógico (trans não deveriam competir) virou sinal de intolerância.

A ESPN fez uma lista dos 20 atletas mais dominantes no esporte mundial. Eliud Kipchoge é o vice-líder! Não é pouca coisa, não!

Um texto bacana na Outside ensina um pouco sobre como funciona a lógica do controle de temperatura em nosso corpo. Ciclistas engoliram termômetros minúsculos para saber sua temperatura corporal. Na temperatura em que era esperado os atletas terem uma síncope eles ainda estavam “empurrando” e fazendo força. E quem mais esquentou não foram os menos preparados, mas justamente os mais preparados, num sinal claro de que o treinamento melhora nosso limite! Quanto mais curta e intensa a prova, mais o corpo esquenta!

Falei tempos atrás de um episódio pouco conhecido da maioria no atletismo que nos dá pistas e ensina como as coisas funcionam quando falamos de calçados no esporte. No final da décadas de 60 a PUMA criou uma sapatilha de velocidade que em vez dos até 6 cravos vinha com 68 pequenos cravos (uma referência aos Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México?). Logo após sua invenção caíram 2 recordes mundiais (dos 200m e dos 400m). É mais do que provável que tenha sido tudo uma enorme coincidência, pois foram quebrados em altitude e no pico da preparação americana, que tinha hegemonia nessas provas. Isso e a reclamação das concorrentes foi o suficiente para que o equipamento fosse proibido, o que deu enorme fama à marca, que é lembrada até hoje por isso. Já nos anos 80 (e depois em 2010) foi a vez da NBA proibir um calçado. O que aconteceu? Suas vendas explodiram. Lógico! As fabricantes não fazem tênis para a elite usar, mas para os amadores comprarem! A proibição gerou desejo e (muitas, mas muitas) vendas. E assim chegamos ao Vaporfly 4% da Nike. Ainda muito se debate se ele gera algum ganho (com enorme segurança podemos dizer que nem todos terão benefícios). O argumento em comum usado nos 3 modelos proibidos (no atletismo e na NBA) era a vantagem desproporcional que seus usuários tinham. O debate com o atual modelo da Nike para Maratonas já faz toda a campanha que uma marca deseja. Se não proibir ele vira um trunfo, se for proibido, vira um trunfo para amadores, o maior público consumidor. É um jogo do tipo ganha-ganha! Abaixo a história sobre a histórica sapatilha!

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Leituras de 6a Feira

A Wired fez um pequeno documentário explicando por que é quase impossível correr 100m em 9 segundos.

Não é de hoje que a chatice da patrulha ideológica ou de gente querendo lacrar ou tentando ficar bonito na torcida tem consequências (ou a opção de só ser desconhecimento técnico mesmo). Desta vez foi um belo texto da The New York Times. Não bastava “só” falar do excepcional talento da ultramaratonista Courtney Dauwalter. A autora, torcedora ou ignorante no assunto, tinha que falar que as mulheres, conforme aumenta a distância de uma prova, se aproximam dos homens, o que sabemos não ser verdade. Nos anos 80 falávamos que a Amazônia era o “pulmão do mundo” e que mulheres um dia bateriam as marcas masculinas em provas muito longas. Não falamos mais em pulmão do mundo, mas contrariam a lógica e os números seguindo esse discurso de que maior a distância, mais elas se aproximam. Por fim, ela ainda vem e insinua que as mulheres poderiam superar homens pela força mental. Muito bonito se não fosse inverdade. A pergunta é: ela teria coragem de insinuar que homens são mentalmente mais fortes que mulher no esporte? Duvido. Por que para falar bem dela a autora precisava falar mal do outro?

Auto-jabá: no outro blog explico que não é- que o açúcar faz mal!

Para os corredores nerds com talento matemático, um difícil desafio de cálculo no site americano 538.

Bela campanha da montadora Mercedez-Benz usando seu carro como mote de uma campanha inspiradora:

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