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Leituras de 2a Feira

O que o projeto INEOS 1:59 com Eliud Kipchogue nos ensina? É… não muito mais. Mas sempre acho que o amador apenas inverte achando que o 1% final pode virar o 1% inicial. Aqui a opinião da Podium Runner.

Um texto muito legal da Spikes que nos revela que há no Quênia mais do que fundistas, meio fundistas, um lançador de dardo e algum 400tistas… há também o talentoso saltador em altura Matthew Sawe que mostra o caminho que alguém diferente assim tem que traçar em uma terra de maratonistas.

A Let’s Run fez uma lista com os 10 tênis mais duráveis segundo opinião e declaração de usuários.

Não precisa ser especialista pra saber que nos EUA tudo é diferente (pra melhor) quando falamos de atletismo. No começo deste ano aconteceu na Dinamarca o Mundial de Cross Country. A IAAF inovou e permitiu que amadores pudessem participar do evento. O que aconteceu foi que atletas profissionais não convocados pudessem bancar sua própria ida, por exemplo. Houve ainda o caso do canal Let’s Run que decidiu fazer o mesmo com um(a) atleta escolhido(a) por sua audiência. Agora eles escrevem sobre a história da atleta e treinadora Kelsey Bruce que foi a eleita e de quebra mais tarde ainda conseguiu o índice para o Mundial de Doha de logo mais. Aqui você tem a íntegra daquelas histórias que valem o dia! Para colocarmos em perspectiva, um canal americano decide promover o esporte, já no Brasil nossa CBAt faz trens da alegria em algumas competições enquanto solenemente ignora os atletas em outros eventos mundiais.

Para os interessados no treino de alto nível, aqui um pouco da rotina de um maratonista de 2h09 (o grande Scott Faubles!) treinando para a de Nova Iorque!

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Leituras de 4a Feira

Leitura obrigatória: faz tempo que eu tinha “abandonado” esse selo… mas que texto maravilhoso esse sobre o maratonista Sondre Nordstad Moen. Que aula! Que maturidade! Que coisa fantástica e incrível! Alguns poucos caracteres que valem a sabedoria de um livro! Nada bate o trabalho… Grandes conquistas não acontecem por acaso, do dia pra noite, após irmos a uma loja de equipa

É muito fácil (e precipitado e mesmo conveniente – $ – a alguns) atribuir o novo recorde mundial da Meia Maratona de Geoffrey Kipsang Kamworor ao que ele levava aos pés na prova em Copenhague. Mas para isso você TEM QUE ignorar que estamos falando de um atleta incrivelmente talentoso, dedicado, de 26 anos, ainda em ascensão, que já tinha corrido a distância na casa dos 58 minutos (alto). O tênis Vaporfly ajuda? Eu acredito que a alguns (maioria?) ajuda, SIM! 4%? Bom, é só fazer as contas… A carreira de Kamworor é acompanhada faz muito por quem entende do assunto. Um livro e um documentário são frutos disso. Nada bate o trabalho… Grandes conquistas não acontecem por acaso, do dia pra noite, após irmos a uma loja de equipamentos. Aqui o trailer do filme!

Um texto da Outside que me escapou falando sobre aquilo que sabemos há muito, mas que o mercado e a academia são cegos às evidências: beber conforme a sede é uma estratégia segura e eficiente.

Autojabá: o outro blog eu falei em um texto um pouco sobre a dieta de gatos.

A Canadian Running separou 6 reações MUITO típicas de amadores após uma prova abaixo das expectativas. Muito boas! Eu só colocaria o “desculpas, desculpas, desculpas” em primeiro lugar… antes até da chegada!

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Leituras de 3a Feira

Acho que toda e qualquer análise feita em cima dos irmãos noruegueses Ingebrigtsen precisa ser vista com MUITA cautela porque por mais brilhante que seja o pai-treinador, não podemos ignorar a genética privilegiada que a família parece compartilhar. Mas uma análise da Podium Runner traz pontos BEM interessantes de ideias sobre treinamento.

Autojabá: aproveitando o embalo aos que perderam, aqui está o link do podcast 3 Lados da Corrida do qual participo e que já chegou a mais de 30 episódios!

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A Adriana Piza me enviou um texto como sempre muito lúcido do Steve Magness, talvez o treinador mais pertinente que haja atualmente na corrida, ainda que não escreva há muito uma linha sequer sobre treinos. Ele explica ter encontrado em sua experiência no mundo profissional pouca diferença entre treinadores. Aplicando à nossa realidade da corrida amadora, penso que a coisa muda… eu acho que a diferença nos modelos de treinamento nessa realidade é um pouco maior. O povo da elite treina muito… Muitas vezes semanais, sendo assim são diversos tipos de treino aplicados… Você como treinador acaba aplicando de tudo!

O que vim e venho observando neo mundo de assessorias esportivas é que mais de 90% dos treinadores teve contato com corrida apenas na faculdade… Nunca correram antes, então estão aplicando nos atuais clientes os erros naturais de um processo de aprendizagem.

Te falo que uns 80% das pessoas que chegam até mim só rodam leve (por orientação de um treinador profissional!) e esperam o milagre de correr rápido no dia da prova. Já uns 15% treinam igual um corredor de milha… tiro, tiro e tiro!

Dando treino para amador descobri que o foco tem que ser priorizar o que importa… Você tem apenas 3, no máximo 4 sessões semanais… então você TEM QUE aplicar estímulos que você SABE que funcionam. Não há espaço para enrolação.

Mas amador parece, além de atalhos, querer ser enganado… E os olhos brilham quando falam de cadência, periodização, análise biomecânica, carga individualizada, educativos…

Diferentemente de Magness que acha que há pouca diferença na elite (e eu concordo, visto o alto nível técnico dos treinadores!), no amador acho que a coisa engrossa mais com tantos iniciantes… E como separar o joio do trigo? Com tão pouco tempo disponível acho DE VERDADE que o bom treinador é aquele que sabe ignorar o que NÃO importa. Assim sobra tempo para focar naquilo que importa.

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Um novo vídeo do projeto INEOS 159 Challenge com a estrela Eliud Kipchoge dizendo que nenhum homem é limitado!

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Leituras de 5a Feira

Autojabá: recentemente dei uma entrevista a uma rádio brasileira sobre meu trabalho em Nutrição e Treinamento. A 2a parte dela foi ao ar recentemente. Para ouvi-la, clique aqui!

Na PodiumRunner um texto bem legal sobre algo que vivo martelando. É tentadora a ideia de mexer na cadência de alguém… uma mudança tão simples e sutil que traria inúmeros benefícios (maior velocidade, menor impacto, melhor eficiência mecânica…). Parece tão bom que é duro acreditar que seja verdade. Eu gosto de olhar a cadência como uma métrica que é consequência e não causa do desempenho e condicionamento. E esse conceito é CRUCIAL. O texto em questão reforça a ENORME dificuldade não só de mudar a cadência de alguém, mas fazer com que essa nova cadência se “fixe” no padrão do atleta. Boa sorte a quem foca nisso!

Na Outside Brad Stulberg usando grandes atletas de exemplo explica como criar resistência mental.

Autojabá (2): no outro blog explico por que não consumo e por que você também não deveria consumir Xilitol.

Uma das coisas que MAIS me irritam é ver corredor amador em temperaturas amenas (17°C, por exemplo) todo paramentado usando equipamentos que atrapalham a dissipação de calor. Quer conforto? Fique em casa! A Podium Runner explica e quantifica o tamanho do custo do calor no nosso desempenho!

Um dos intermináveis debate no campo do treinamento é se passar um tempo treinando (ou vivendo) em situações de altitude traz benefícios reais aos atletas. Parece haver não só uma altitude ideal (Quênia e Etiópia estariam dentro dessa margem), mas acho que quando a pessoa compra tendas para simular a atmosfera (e poder dormir “na altitude”) ela perde outra característica por vezes ignorada: a condição singular de treino nesses locais (geralmente em locais pobres, em meio à natureza, em pisos muito irregulares, isolados das distrações mundanas)… como não considerar tudo isso? Um texto bem bom da Outside passa por essas e outras questões!

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Leituras de 2a Feira

Uma análise BEM legal da Outside em cima de recordes mundiais mostrando onde focar nos recordes pessoais. A capacidade de regular o próprio ritmo parece ser até mais importante do que imaginávamos. E aprender a sofrer também! Vale a leitura!

Uma talentosa velocista alemã explica como treinar em grupo mudou a carreira dela e dos demais para melhor!

Autojabá: se você é usuário ou assinante do Medium, não custa dizer que tenho um perfil lá sempre (re)publicando os posts de Nutrição do outro blog.

Os irmãos noruegueses Ingebrigtsens não são vencedores por acaso. Há uma combinação rara de tudo…. família com veia esportiva, um pai-treinador que é inteligente e disciplinador e um treinamento benfeito, ainda que muito duro! Aqui outra matéria falando um pouco disso!

A mais longa ultramaratona do mundo já foi foco de uma matéria sensacional na Runner’s World americana. Agora foi o Fantástico da Globo que apresentou aos brasileiros detalhes desta prova de 5.000km feita em quase 2 meses correndo em torno de um quarteirão em Nova Iorque.

Fizeram uma pegadinha colocando uma das maiores maratonistas da história para treinar em um grupo de corredores amadores toda disfarçada. O resulta do (abaixo) ficou bem legal! *dica do Ricardo Mizumoto.

 

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