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Leituras de 2a Feira

Você sabe quais são os tênis usados pelos homens medalhistas nas majors este ano? Abaixo uma tabela! (fonte)

Uma matéria no The New York Times falando por que Eliud Kipchoge seria o maior maratonista de todos os tempos. Escrita antes da Maratona de Berlim (igual esse parágrafo), tenho enorme dificuldade de não colocar no mínimo Abebe Bikila ao seu lado.

O monstro Tommie Smith reflete sobre um dos gestos olímpicos mais célebres da história 50 anos depois. As histórias por trás dele são incríveis.

Um estudo e um debate MUITO revelador pode apontar o ponto fraco do corredor (não deixa de ser curioso que tendão de Aquiles seja sinônimo de fraqueza). Mas sempre que temos soluções simples a problemas complexos temos que ser receosos sobre sua eficácia. *o que Alex Hutchinson deixa de discutir em seu belo texto é que a musculatura da panturrilha parece ser um limitante em corredores amadores mais lentos. Mas quem disse que não é justamente essa fraqueza que os faz lentos? Por que deduzir quase que ingenuamente que fortalecer corredores mais velozes seria assim tão benéfico? Mesmo os amadores, para se tornarem mais velozes eles já não teriam feito muito treinos em ladeiras ou mesmo de força que teriam fortalecido esse elo frágil?

Um belo vídeo da Nike sobre Eliud Kipchoge.

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Leituras de 5a Feira

Belíssimo vídeo da Nike com Caster Semenya, a velocista sul-africana que vive no olho do furacão de um polêmico debate sem fim sobre feminilidade no esporte.

Ainda falando de Semenya, uma rara e curta entrevista da atleta saiu na Runner’s World de seu país.

Um texto incrível da Let’s Run mergulha no cálculo do quanto os principais atletas do atletismo faturam em salários anuais. O modelo é primoroso! Mais. Fica claro como as provas dos atletas, sua nacionalidade e seu envolvimento mesmo em mídias sociais importam por vezes muito mais do que o desempenho nas provas.

Levantar cedíssimo e ir logo correr é caminho andado para um enfarte“. Era a chamada de uma manchete que recebi tempo atrás do Bino Biasutti. É impressionante como o pensamento raso e burro no jornalismo e na área da saúde gera notícias e recomendações como essa! Essa gente (pesquisadores e jornalistas) não sobrevivem ao mundo real. Basta tirarem o traseiro gordo UM dia cedo e ir a qualquer parque, parar, estudar um pouco de lógica, matemática e ver que não faz sentido algum. Confundem alhos com bugalhos. Burro ou mal-intencionado. Sem meio termo.

Como reconhecer um corredor em meio à multidão? Bom, seguindo as dicas da Canadian Running você nunca diria que eu corro. (risos)

A partir de hoje, sempre que um corredor mimimi vier falar que “ai aquele tênis não é pra minha pisada” eu vou fazer igual ao meme do Batman dando um tapa na cara do Robin e mostrar esse vídeo abaixo:

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Leituras de 2a Feira

Eu ia deixar passar, mas quando 13.000 pessoas trapaceiam em uma Maratona, mais do que tem nossa maior prova nos 42km, isso não deve ser ignorado! Ano passado quase 6.000 corredores teriam cortado caminho na Maratona da Cidade do México. Esse ano mais que o dobro. Qual a razão? Bom, assim como aqui no Brasil alguns circuitos oferecem medalha em forma de quebra-cabeça (você tendo que correr todas as etapas para completar a forma), no México por 6 anos as pessoas tinham que correr 42km para formar a palavra MÉXICO. Este ano era a letra O, a final, repetindo desta vez o percurso de 50 anos atrás quando a cidade foi sede olímpica (1968). Pronto, estava formada a confusão! Difícil julgar sem ignorar o fato que isso acontece em um país do 3º mundo… quando eu fiz um levantamento da Maratona de Buenos Aires (capital de outro país de 3º mundo como México e Brasil) anos atrás encontrei que lá no 39km há uma alça onde muitos corredores cortavam caminho. Muitos. Triste. Tenho certeza de que não somos melhores que nossos hermanos, apenas não temos como verificar ainda.

Como seria correr uma Maratona em Marte?

9 coisas que um espectador da Ultra Trail du Mont Blanc (170km) aprendeu sobre a modalidade de ultradistância de montanha.

Quando as provas de velocidade são feitas em altitude ou com vento (seja a favor ou contra) os comentaristas (ao menos os bons) costumam fazer paralelo com os tempos correspondentes. Por exemplo, dias atrás o americano Christian Coleman fez 9.79 com vento contra. Esse tempo é por si só o melhor em 3 anos e o 7º melhor de todos os tempos, ajustado o vento, ele é ainda melhor. Uma matéria bacana da Canadian Running explica os cálculos, como os amadores se beneficiam mais e como muda de prova para prova.

Aqui outro texto discutindo sem questionar muito a suposta vantagem que o Vaporfly da Nike daria. É muito reducionismo… não deve ser de graça!

Terry Fox é uma das maiores celebridades esportivas do Canadá. Sua história é incrível, emocionante, quase inacreditável. O canadense elevou a “corrida engajada” a um outro nível, inimaginável. Se você não conhece sua história, recomendo que o faça!

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Leituras de 6a Feira

Os nerds do Citius Mag trazem um texto cheio de citações de outras modalidades para tentar explicar por que a próxima competição neste final de semana de Kilian Jornet é um dos maiores duelos da corrida de ultradistância em trilha.

No outro blog falo sobre as semelhanças mais do que não imaginadas entre uma lanchonete Fast Food e um supermercado.

Talento ou esforço. O debate é legal, mas a polarização é inútil, basta 1 mês de vivência prática para saber quem nem é só genética nem somente treinamento. Alex Hutchinson traz um episódio BEM legal que revela coisas que não sabíamos até então. OK, basicamente é sobre fibras musculares mudando mais do que imaginávamos ser possível, mas outras ideias bem legais, como um indivíduo com sobrepeso ter pernas mais fortes do que um atleta de resistência. São nuances que especialistas em Nutrição se esquecem quando colocam pessoas com sobrepeso em dieta e há perda de músculo. Um músculo que só está para compensar dezenas de quilos de gordura.

Off-topic: Um trabalho fantástico da FitBit em parceria com a Yahoo! Nele, aproveitando dados de 150 BILHÕES de horas de usuários, temos dados MUITO bons relacionando tempo semanal de atividade física, idade, horas de sono, IMC e sexo da pessoa. MUITO bom! Sou bem, avesso à ideia que a pessoa tem que procurar um profissional quando seu IMC está acima de 25. Esse valor é tarde DEMAIS. Banalizamos a obesidade! Outra coisa interessante…. Veja os níveis de atividade física de países obesos como EUA e Irlanda… são alguns dos maiores praticantes. E o que dizem especialistas? Teriam que fazer mais exercício. Mas como?!?

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Leituras de 3a Feira

No portal Saúde Ancestral explico como a Corrida pode explicar os benefícios do Jejum.

Baixo peso é essencial ao melhor desempenho na corrida. A rigidez da cultura japonesa pode levar isso a um extremo muito perigoso. Aqui uma bela reportagem falando das consequências nefastas que um treinador irresponsável e inconsequente teve na vida de uma talentosa atleta japonesa de elite.

Acho que todo leitor daqui já deve ter corrido alguma prova em revezamento (Maratona, Volta à Ilha, Volta ao Lago-DF, TTT…). Se não fez, faça! Uma matéria do The New York Times fala da camaradagem de correr essas provas!

Off-topic: um texto incrível na Sports illustrated reflete se não é hora de os EUA se darem conta que o Futebol Americano é apenas um esporte.

Abaixo o vídeo que a Salomon TV fez falando do “descomunal” movimento das corridas.

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