Combinações para: “kinesio tape” …

Leituras de 4a Feira

A Run Society fez uma lista com 10 das maiores, mais famosas e mais difíceis ultramaratonas pelo mundo. *Uma é no Brasil (e não é a BR!). **A Comrades não está entre elas. ***Conheço 4 das 6, isso já me faz quase um ultra mesmo não querendo fazer nenhuma delas?

Uma lista com 14 coisas que algumas organizadoras de provas não querem que você saiba…

Um produto para amadores que une kinesio tape e suplementação em um mesmo produto. Não tem como dar errado, né!? Quanto tempo vai demorar para um nutricionista escrever recomendando?? (risos) *dica do Luis Oliveira.

Uma lista que é meio desanimadora: os homens mais rápidos da história e suas infrações com as leis antidoping. 8 dos top 10 (80%), 9 dos 16 melhores (56%) e 17 dos 75 seguintes (22%) são os que foram pegos.

6% das pessoas que vão à Barcelona o fazem por causa do clube de futebol homônimo. Isso gera impacto de1,2% no PIB local. Quanto será que uma corrida bem feita não faria em um cidade? Vira e mexe coloco aqui o efeito das majors nas cidades. Um dia a administração pública verá corridas como as organizadoras a veem, como um negócio que gera dinheiro.

Corredor deveria usar protetor solar? Até tempo atrás, apesar da minha cor, eu era muito metódico e disciplinado, usava sempre protetor solar quando ia ao sol. Principalmente porque quando via a pele dos atletas mais velhos, ficava meio preocupado. Usava em treino, mas em competição NUNCA. Motivo? Medo de me incomodar ao cair nos olhos e desconfiança de não perder calor com o corpo besuntado, capacidade essa fundamental na longa distância. Se você tem receio do protetor por isso, pode ficar menos preocupado, aqui um texto explicando que eles parecem influenciar pouco. Porém… não uso mais protetor solar a menos que tenha que ficar muito tempo exposto (ex: praia). Motivo? Quem disse que a agressão baixa da luz solar não faz BEM ao corpo? Por que temos essa insistência de achar que essa proteção é sempre benéfica? Esse debate sobre usar ou não filtro solar, ao contrário do que diz a música famosa, NÃO é um consenso, principalmente porque além dos benefícios indiretos da baixa agressão, usá-lo muda nosso comportamento. Enfim, é com vocês!

Abaixo mais uma imagem motivacional. Basta adaptar o ciclista a um animal um pouco mais lento…

bike motivacao

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Ah, o Corporativismo…

Dias atrás eu escrevi um texto dizendo que não gostei de um texto bem ruim feito na ocasião de um evento de corrida para homenagear uma vítima de atropelamento. Sabendo ou não quem o escreveu (e não sei quem foi!), o texto continua péssimo, mas se você está na lista de signatários é porque concordou com ele. E ainda pensei dez vezes antes de postá-lo. Por quê?

Uma das coisas que mais admiro no debate americano é como eles dão nomes aos bois porque lá a coisa é feita por ideias e não no lado pessoal. Mas aqui, como bem disse minha amiga Paula Narvaez, se você não concorda ou faz uma crítica a alguém, então você está sendo desrespeitoso. Você parece que “tem que concordar, dar like e apoiar tudo e todos senão ph0deu”. É humano, as pessoas (eu incluso) não estão prontas para receber críticas.

tumblr_lnudy85Ufh1qz9ntio1_500Não demorou pra que uma jornalista não-signatária viesse dizer que sou arrogante e me acho superior. Por quê? Pois não assino a cartilha dela de ter que ler sem discordar. Se não concordo, sou deselegante. Na cabeça dela, onde já se viu achar que aqueles estariam errados? Minha falecida mãezinha me achava superior. Arrogante até posso parecer, mas não acho que eu o seja, porém é o custo de opinar pela escrita usando tanto da hipérbole e da ironia. É meu estilo. Mas tem outro ponto…

Tempo atrás na Revista Contra-Relógio falei de um estudo que mostra que dentistas têm comportamento bem questionável durante crises econômicas, e um deles veio pedir minha cabeça. E deu certo. Depois foi a vez de um médico ter uma atitude absurdamente covarde, pois também não gostou quando eu disse a um amigo (sem citar seu nome) que a matéria dele estava mais do que completamente equivocada sobre hidratação. Em vez de mostrar seu ponto, ele preferiu também pedir minha cabeça. Era o mais fácil quando não havia alternativa de se mostrar correto.

Enfim, outra coisa que muito admiro no modelo americano é a liberdade. A reserva de mercado na Saúde tem seus benefícios, mas também tem seu alto custo. Aqui, você pode correr a vida inteira, mas se não for habilitado, estará na ilegalidade se for dar treino. Os conselhos regionais não servem para proteger o cliente final, servem para criar uma reserva de mercado aos diplomados, essa é a sua maior função. Afinal, assim como o Médico que fala bobagem ou o Nutricionista que fala que emagrecer é uma questão matemática, você pode falar besteira, desde que pague o pedágio anual. E ISSO é o terrível.

WATCHING YOUOntem troquei e-mails com um signatário que discordava do meu post inicial. Deixei claro, não sei quem escreveu, mas isso não faz do texto menos torto ou menos ruim. É um mau do mundo moderno as pessoas se levarem a sério demais (e essa pessoa não acho que se leve!).

O que vejo na corrida (Nutricionistas, Médicos e Treinadores) é que não falta quem prescreva muito lixo. E quando você mete o dedo na ferida e fala que Kinesio Tape não funciona, que BCAA é inútil ou que emagrecer não é uma questão calórica; ou gritam desrespeito ou pedem diploma ou retratação, como se isso a fizesse menos errada.

Por fim, preciso contar um caso: em 2008 antes de ir morar na Europa passei na USP para pegar meu diploma para levar comigo. Na seção de alunos, constrangido o funcionário me disse que eu já o havia pego 3 anos antes. Mostrou até minha assinatura! Eu não faço ideia de onde ele esteja agora enquanto escrevo. Pra mim não serve pra nada. Pra nada. Não me escondo detrás dele pra falar besteira. Meu problema é sempre com ideias erradas, e não me interessa quem as disse. Se você levar para o lado pessoal, aqui minha mensagem:   ¯\_(ツ)_/¯

*9 entre 10 dos leitores aqui aposto que odeiam a Revista Veja. Gostaria que citassem outra publicação nacional que abriga gente que sairia a tapa em uma sala fechada. Um ambiente cheio de amiguinhos só gera lambe-sacos, nunca gera um debate produtivo.

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Leituras de 2a Feira

Nunca tinha tido a impressão que a bela Lolo Jones é do tipo “ame ou odeie”, mas é assim mesmo. Quando ela se decidiu por disputar os Jogos Olímpicos de Inverno no Bobsled, muita gente viu a atitude como puro marketing pessoal. Não acho que seja “só” isso. Em um esporte que depende de maior veiculação que não seja de forma folclórica, é excelente que ela tenha optado dessa forma. Só um crítico com ranço pessoal não vê. No Deadspin um texto explicando o porquê o bobsled americano precisa dela mesmo ela não sendo titular ou a melhor opção técnica. E isso vale para outros países como o Brasil e Jadel Gregório.

A adolescente sensação-da-América é matéria na Spikes. Mary Cain é hoje a queridinha deles e faz por merecer tanta badalação. Leia aqui a entrevista e o dia a dia da recém profissionalizada.

Admitir-se errado não é algo fácil. Ainda mais para alguém com fama de autoridade como é Drauzio Varella. Ele escreve como poucos e faz um tempinho vem questionando as recomendações nutricionais atuais. Em uma de suas recentes colunas ele fala sobre a rotina de correr. Bela aula sobre evolução biológica.

Ainda nessa linha, seguindo dica do Alex Sant´Anna cheguei nesse texto da Running Competitor. Nascemos mesmo pra correr? Não mesmo!

Mitos na corrida não faltam, mas faltam bons textos em português sobre isso. O que não falta também é justamente o oposto: treinador recomendando alongamento antes do treino ou portal de corrida com tutorial para escolher o melhor tênis de corrida pra você. Meu amigo Rafael Maioral tem um blog de corrida e fui ver um texto dele onde recebo mais do que mereço. Mas estão lá: 7 mitos da corrida dos quais não tenho como discordar.

É sempre raro encontrar (bom) material com treino de atletas de elite e o feedback de um treinador do calibre de Alberto Salazar. Pra correr realmente rápido a gente às vezes finge não considerar que isso exige além de talento, muita dedicação. Muita. Pois mesmo depois de quebrar recordes, atletas como Galen Rupp, Mary Cain, Cam Levins e companhia têm que ficar na pista pra um exaustivo treino de tiros. Tiros. Com T maiúsculo mesmo. Aqui o vídeo com uma trilha musical de bom gosto. *ainda não consigo entender como tão desajeitada a Cainsanity consegue correr rápido assim…

Piada infame… a kinesio tape também é picaretagem das grossas?

kinesio tape

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Leituras de 6a Feira

Quão mais longe? Quão mais rápido”. Esse é o nome do especial da BBC com a presença de Usain Bolt e do monstro Christian Taylor. Fico sempre esperando um “obrigado” de vocês quando dou de graça essas pérolas aqui no blog. Sério.

Pouco mais de 1 ano atrás escrevi sobre o que acho de kinesio taping (KT) e do profissional que faça uso dela na corrida: picaretagem florida. Óbvio que teve analfabeto funcional que veio falar mal de mim ou agitar uma carteirinha de fisioterapeuta, 2 recursos idiotas que não desconstroem meu ponto. Separei então um texto de um terapeuta falando sobre prós e contras da técnica. É engraçado como é fácil para ele apontar os contras, mas ele consegue sempre recorrer à esperança e à fé (“felicidade começa com FÉ”) para falar dos benefícios. Ignore que o profissional tem vínculo com um consultório que aplica KT, foque apenas no método que essa gente tem para justificar algo que vai mexer sempre no fluxo do seu dinheiro, que é sempre na direção do seu bolso para o deles…

Aqui o vídeo com os melhores momentos de um camping de fundo da Nike feito com jovens talentos adolescentes em sua sede.

É muito fácil ficar rico organizando corrida. O mercado não para de crescer e as ruas são gratuitas, certo? Só que não. Um texto da Running Times vem falar sobre uma luz amarela que foi acesa com a publicação dos números de 2014 do mercado americano: as provas não param de crescer em número, mas os corredores não acompanham. Ou seja, muita oferta para uma demanda finita. Para jogar para a realidade brasileira, das 12 maiores Meias já realizadas em 2015, 4 decresceram em relação a 2014. Daqui uns meses dou mais números…

Talvez alguns já saibam de todo o rolo entre o meio-fundista Nick Symmonds (Brooks) e a federação americana de atletismo (Nike) que deixou a fera de fora do Mundial que começa daqui alguns dias porque o contrato exigia alguns excessos quanto à vestimenta dos atletas. Muitos atletas saíam publicamente a defendê-lo, mas ninguém entre os convocados tomou posição igual. Symmonds, um atleta interessantíssimo de se acompanhar, corre o sério risco de ser boi de piranha porque comprou sozinho luta briga que deveria ser de todos, mesmo entre os patrocinados pela marca do swoosh. Aqui texto interessante sobre episódio.

Certa vez me disseram no trabalho que se a prova for boa e o vídeo não for pelo menos igualmente bom, que se queime o arquivo e finja que nunca existiu sem nem deixar registros. É mais ou menos isso o que eu acho do vídeo abaixo da Mizuno UpHill desse ano…

 

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