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Primeira Leituras do Ano

Um famoso YouTuber marombeiro faz um “treino” com um velocista olímpico (200m). O resultado é legal para colocar em perspectiva três coisas: a primeira é como um velocista olímpico é um freak, um ET! Por isso é enorme bobagem quando dizem que o jogador Fulano corre tanto quando Bolt ou sequer poderia correr abaixo de 10 segundos os 100m. Não, provavelmente não poderia. A segunda é mostrar como ser forte não necessariamente faz da pessoa muito mais veloz. E por fim, a terceira é que não devemos confundir ser grande com ter força funcional. O vídeo nem é longo e você pode pular o merchan dos minutos iniciais no apartamento tentando te empurrar uns lixos nutricionais. Você assiste clicando aqui.

Autojabá: no outro blog eu explico o que a 2a Guerra Mundial nos ensinou sobre Nutrição, mas que a categoria resolveu ignorar.

Vocês a essa altura devem saber que tenho certo bloqueio de encarar a corrida como ferramenta política, de mudança social e protesto. Pra mim é mais um reflexo do que um motor nesse sentido. Só que nos EUA há uma questão BEM pertinente: por que a corrida é lá um esporte tão branco? Há algo que o praticante amador possa fazer? Existem grupos de negros que tentam promover a corrida na comunidade negra. É a ideia de criar o modelo mental. No The New York Times uma matéria sobre um negro que decide de mudar seu trajeto de treino para que negros o vejam correr. O resultado está além do que eu jamais poderia imaginar!

Não custa lembrar que hoje é o último dia para se inscrever na live sobre Treinamento de Base na Corrida! Em uma promoção incrível e imperdível você por R$9,90 sairá sabendo tudo sobre base! Hoje, 2a feira, 19h30! Se inscreva clicando aqui!

Dias atrás me perguntaram na caixa de perguntas que sempre abro no Instagram o que substituir o treino em dias de chuva… se fazer escada fazem esse papel. Fico sem saber o que responder… O vídeo abaixo é da Tracksmith que tem o calendário de estações do ano invertido com o nosso. Imagine se o europeu, o americano, o canadense e o japonês não treinassem se o tempo estivesse ruim… e ainda assim eles correm melhor do que nós. O vídeo arrepia!

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Leituras de Fim de Ano

*este será provavelmente o último post do ano, se for mesmo, que fiquem aqui meus votos para um ano 2021 fantástico a você leitor! =)

Grant Holloway surgiu para o atletismo mundial feito um furacão em um NCAA (universitário americano). Abaixo vai um vídeo sobre por que o americano é um dos nomes a serem acompanhados de perto nos Jogos Olímpicos de Tóquio! *inevitável 2 adendos: Holloway tem que antes se classificar entre os 3 na fortíssima seletiva americana. E os Jogos de Tóquio têm que acontecer. Nunca se sabe…

A Sara Hall é talvez a maior maratonista americana da atualidade, talvez uma das maiores não-africanas. O que mais impressiona é sua versatilidade. Ela tem títulos nacionais em praticamente qualquer especialidade anualmente e há coisa de mais de uma década. Tem que respeitar! Porém, foi dias atrás que aos 37 anos, ou seja, não é mais nenhuma menina fez seu recorde pessoal (2o melhor tempo do país). Eu tenho um certo bloqueio e prudência ao analisar as marcas neste ano. Seja por causa dos tênis, seja porque o antidoping está reduzido em 90 a 95%. Mas tem que tirar o chapéu. Ainda que se mostre futuramente artificial. A verdade é que ver alguém a essa altura da carreira se destacar em questão de poucas semanas (semanas antes ela foi vice-campeã em Londres) traz um pouco de esperança a milhares e milhares de amadores mundo afora. Ela está é de parabéns! Aqui matéria no The New York Times a respeito!

Autoabá: no outro blog falo sobre aposentadoria, esporte e controle de peso! Foi também lá que falei sobre superalimentos… se eles existem, não existem ou o que realmente você precisa saber do assunto!

Qual o tamanho da sua alegria quando seu livro sai em uma lista de 10 livros para ler durante as férias?

Off-topic: os vídeos de retrospectiva do Google são sempre lindos. Sempre os coloco aqui no Recorrido, mas este deve ser o primeiro ano que não há uma menção sequer de atletismo ou corrida… É sinal claro de como a pandemia mexeu com o mercado no planeta todo!

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Leituras de 3a Feira

A Saucony está com uma nova campanha em que os patrocinados amadores falam sobre os motivos pelos quais correm. Entre eles está um ex-profissional da NFL que após um infarto passou a correr. Abaixo Tedy Bruschi nos fala um pouco de sua relação com esse esporte!

O texto não é nada novo, mas coloca um pouco de perspectiva sobre como a maratona feminina é muito mais recente do que as pessoas imaginam. Por exemplo, você conhece a britânica Joyce Smith?

A Athletics Weekly é talvez a principal revista de atletismo do mundo na atualidade. No vácuo de seu aniversário de 75 anos ela está trazendo uma breve recapitulação de alguns dos grandes feitos e nomes da história. Ela fala sobre o hat-trick de Emil Zatopek em 1952, sobre duas das maiores provas de salto em distância da história em 1968 e 1991. Sendo britânica, ela não poderia falar de um marco que teve um conterrâneo como protagonista: a quebra da barreira dos 4 minutos na milha. E você reconhece a grandeza do conhecimento técnico deles quando relembram o duelo dentro e fora da pista de Gunder Hägg, Arne Andersson e Sydney Wooderson! Leia!

A ESPN lança mais um episódio do 30 for 30. Dessa vez é sobre os ultramaratonistas mexicanos da tribo Tarahumara. Dia 15 de dezembro! Veja aqui o trailer.

Daniel Lieberman é um nome obrigatório a se acompanhar quando o assunto é corrida. E ele lança um novo livro centrado em nossa relação humana com a corrida. Aqui texto da Podium Runner a respeito!

A Hoka fez um vídeo com a queniana naturalizada americana Aliphine Tuliamuk que irá disputar a maratona olímpica ano que vem, mas que planejou uma filha para o mês que vem!

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Leituras de 2a Feira

A marca Tracksmith fez um comercial lindo na voz de Malcolm Gladwell que revela muito sobre o fato da corrida ser uma benção nesses tempos difíceis!

Autojabá: fui convidado pela Paula Narvaez para participar de seu podcast , o De Corpo & Calma pra falar sobre… Jejum! Sempre um prazer! O resultado ficou legal, confira aqui!

A Women’s Running traz um assunto que não me agrada 100%, mas do qual é impossível fugir: o papel da corrida na luta política das mulheres.

A ex-velocista britânica Katharine Merry reconta em primeira pessoa sua participação naquela que é uma das maiores provas de 400m da história que completou neste ano 20 anos!

O progresso na carreira de um atleta é mais errático, menos linear e menos lógico do que muita gente imagina! Pense em uma prova como o salto em distância, então… ainda mais irregular! Talvez por isso o texto da Spikes com o saltador jamaicano Tajay Gayle é ainda mais saboroso!

Autojabá (2): no outro blog falo a segunda parte sobre o sal.

Tempo atrás seguindo dica da Adriana Piza trouxe um vídeo sobre uma ONG que trabalha com mulheres na Etiópia, um país miserável e machista e que por isso tem que olhar com carinho para mulheres que desejam também despontar na corrida de alto nível. Agora trago um vídeo não tão novo que ensina mais sobre progresso na corrida do que documentários, aulas e longas lives… a corrida é sem dúvida o esporte mais simples que existe! Veja!

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Leituras de 2a Feira

São deliciosas e não canso de reler ou mesmo conhecer novos detalhes sobre quando Dick Fosbury mudou para sempre sua especialidade, o salto em altura.

Autojabá: no site da Vogue falo um pouco sobre jejum e atividade física! E no outro blog explico por que não uso nem banha nem azeite.

Sabe quem foi Deacon Jones? Não foi apenas um atleta negro… foi o primeiro negro a ganhar uma prova individual da NCAA! E ele o fez em uma prova histórica em 1955 que a sempre excelente Lope reconta!

Um texto provocativo na Outside toca em um assunto recorrente no mundo das redes sociais: eficiência biomecânica. Segundo o estudo que o autor do texto Alex Hutchinson nos traz, assistir 1 minuto de gravação de corredores não foi o suficiente para que treinadores experientes ranqueassem de forma correta os atletas mais eficientes. Aqui um parênteses… não tirando o da classe da reta, mas não se olha apenas isso ao analisar a eficiência de um corredor. Tem mais: é ingenuidade do treinador assumir que o mais eficiente é o melhor! Aqui a bela matéria!

No The Wall Street Journal matéria sobre a evolução atlética no esporte.

O The New York Times às vésperas do duelo que não aconteceu em Londres tenta explicar sobre a versão guru de Eliud Kipchoge.

Em tempos de calendário parado até que demorou, mas a ASICS tomou a frente trazendo a todos os corredores mundo afora a ideia do Ekiden, o revezamento tipicamente japonês, dessa vez em forma virtual. Veja o vídeo abaixo!

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