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Leituras de 5a Feira

Uma coisa que algumas grandes provas fazem (tanto no Brasil quanto no exterior) é se preparar para os momentos de maior fluxo na chegada para receber maior atenção da equipe médica e staff. Por exemplo, em um 10km, você pode esperar enorme fluxo entre 1h00 e 1h06. Isso vale para todas as provas. É de certa forma fácil prever o pico de chegada. O que não é fácil é prever como essa multidão se comporta! Usando mecânica de fluidos e algoritmos alguns estudiosos estão tentando entender como funciona a onda de largada! Nerd, mas BEM legal! *dica do Lucio Amorim.

Um documentário curto no YouTube sobre a evolução do recorde mundial dos 200m. BEM legal!

Na Planeta Triatlon um debate atual e quase sem fim. Em quem as marcas deveriam apostar: nos atletas profissionais ou nos influencers? Lógico que o debate é com foco no triatlo, mas quando falamos de atletismo/corrida a gente sabe em quem eles focam no Brasil. Não acho errado, ainda que aqui esse trabalho seja tosco de doer. Juntar todas as agências que trabalham com corrida não dá meio copo de suco. Só que por outro lado não é errado quando bem feito. Gosto sempre de usar o exemplo do Bernard Lagat. Eu me identifico mais com ele do que com 99% da elite brasileira. Alguns atletas são articulados e carismáticos demais! Isso exige talento (e dedicação, lógico!). Por outro lado, você também terá amador fazendo bem esse trabalho. Mas no Brasil quem gerencia isso é míope demais… tá loco!

Auto-jabá: no outro blog falo sobre emagrecimento, apostas e diretrizes nutricionais.

Na Revista Beat, de esporte universitário, a Flora escreveu um texto usando o comportamento humano com dicas para melhorarmos nossa corrida em 2019!

Abaixo o trailer de um filme que recontará a tentativa de um ultramaratonista em tentar terminar um desafio após ter sua perna amputada. É a The Dave Mackey Story!

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Leituras de 5a Feira

Não faz muito meu tipo, mas um vídeo bem legal com um resumo da vitória do canadense Jayden Dalke na The Canadian Death Race (Corrida Canadense da Morte). A ultra tem 125km e é feita em mais de 13 horas!

Auto-jabá: No outro blog explico que dieta não é sempre sobre aquilo que você come, mas sim sobre o que você NÃO come!

No The Guardian um novo texto sobre o elefante na sala sobre o qual todos fingem não ver: atletas trans competindo entre mulheres. A patrulha ideológica torna tudo TÃO bizarro que defender o lógico (trans não deveriam competir) virou sinal de intolerância.

A ESPN fez uma lista dos 20 atletas mais dominantes no esporte mundial. Eliud Kipchoge é o vice-líder! Não é pouca coisa, não!

Um texto bacana na Outside ensina um pouco sobre como funciona a lógica do controle de temperatura em nosso corpo. Ciclistas engoliram termômetros minúsculos para saber sua temperatura corporal. Na temperatura em que era esperado os atletas terem uma síncope eles ainda estavam “empurrando” e fazendo força. E quem mais esquentou não foram os menos preparados, mas justamente os mais preparados, num sinal claro de que o treinamento melhora nosso limite! Quanto mais curta e intensa a prova, mais o corpo esquenta!

Falei tempos atrás de um episódio pouco conhecido da maioria no atletismo que nos dá pistas e ensina como as coisas funcionam quando falamos de calçados no esporte. No final da décadas de 60 a PUMA criou uma sapatilha de velocidade que em vez dos até 6 cravos vinha com 68 pequenos cravos (uma referência aos Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México?). Logo após sua invenção caíram 2 recordes mundiais (dos 200m e dos 400m). É mais do que provável que tenha sido tudo uma enorme coincidência, pois foram quebrados em altitude e no pico da preparação americana, que tinha hegemonia nessas provas. Isso e a reclamação das concorrentes foi o suficiente para que o equipamento fosse proibido, o que deu enorme fama à marca, que é lembrada até hoje por isso. Já nos anos 80 (e depois em 2010) foi a vez da NBA proibir um calçado. O que aconteceu? Suas vendas explodiram. Lógico! As fabricantes não fazem tênis para a elite usar, mas para os amadores comprarem! A proibição gerou desejo e (muitas, mas muitas) vendas. E assim chegamos ao Vaporfly 4% da Nike. Ainda muito se debate se ele gera algum ganho (com enorme segurança podemos dizer que nem todos terão benefícios). O argumento em comum usado nos 3 modelos proibidos (no atletismo e na NBA) era a vantagem desproporcional que seus usuários tinham. O debate com o atual modelo da Nike para Maratonas já faz toda a campanha que uma marca deseja. Se não proibir ele vira um trunfo, se for proibido, vira um trunfo para amadores, o maior público consumidor. É um jogo do tipo ganha-ganha! Abaixo a história sobre a histórica sapatilha!

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Leituras de 6a Feira

A Wired fez um pequeno documentário explicando por que é quase impossível correr 100m em 9 segundos.

Não é de hoje que a chatice da patrulha ideológica ou de gente querendo lacrar ou tentando ficar bonito na torcida tem consequências (ou a opção de só ser desconhecimento técnico mesmo). Desta vez foi um belo texto da The New York Times. Não bastava “só” falar do excepcional talento da ultramaratonista Courtney Dauwalter. A autora, torcedora ou ignorante no assunto, tinha que falar que as mulheres, conforme aumenta a distância de uma prova, se aproximam dos homens, o que sabemos não ser verdade. Nos anos 80 falávamos que a Amazônia era o “pulmão do mundo” e que mulheres um dia bateriam as marcas masculinas em provas muito longas. Não falamos mais em pulmão do mundo, mas contrariam a lógica e os números seguindo esse discurso de que maior a distância, mais elas se aproximam. Por fim, ela ainda vem e insinua que as mulheres poderiam superar homens pela força mental. Muito bonito se não fosse inverdade. A pergunta é: ela teria coragem de insinuar que homens são mentalmente mais fortes que mulher no esporte? Duvido. Por que para falar bem dela a autora precisava falar mal do outro?

Auto-jabá: no outro blog explico que não é- que o açúcar faz mal!

Para os corredores nerds com talento matemático, um difícil desafio de cálculo no site americano 538.

Bela campanha da montadora Mercedez-Benz usando seu carro como mote de uma campanha inspiradora:

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Leituras de 6a Feira

Se você estiver um pouco desmotivado com os treinos, experimente vera esse vídeo do Jake Robertson treinando no Quênia. O neozelandês está vivendo lá para melhorar sua corrida. As imagens são incríveis!

Auto-jabá: No outro blog eu falo sobre o que é mais saudável na Nutrição.

Quando você ler isso é mais do que provável que já tenha lido a sequência de tuítes que um cara postou sobre sua entrada no mundo da corrida. Eu mesmo não sei quantas vezes já recebi de N pessoas diferentes inbox. Eu NUNCA reclamo quando as pessoas me mandam repetidamente material (mesmo os mais populares) porque demonstra boa-vontade e sempre recebo pérolas que me escapariam. A sequência (hilária!!) ganhou fama, mas é um retrato do nosso mercado! Um home comum resolve correr e vai passando por “especialistas” que ou não sabem NADA do que falam OU ganha um bom dinheiro cobrando pedágio (serviços e comissão). É assim que funciona. Triste, mas verdadeiro.

Por que correr maratonas? Texto do The New York Times.

A Canadian Running fez uma matéria listando a dieta e os treinos do dia de um ultramaratonista de montanhas. Ela deve ser vista como aquilo que ela é: mera curiosidade! Eu tiro duas conclusões (nenhuma delas relacionada com Fisiologia ou Nutrição): o enorme peso do privilégio genético que possibilita que com uma dieta tão “trash” uma pessoa possa desempenhar tão bem. E outra um pouco mais prática: na ânsia por ser “correto” o ser humano come lixos como hambúrguer vegetariano. Ou seja, nessa, a emenda sai pior que o soneto.

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O mundo da Nutrição parece ser um mundo que tem por prática corriqueira negar a realidade. Quem lucra com isso é a indústria da atividade física que, além de vender aquilo que ela pode entregar (saúde) e aquilo que lhe cabe (músculos & movimento), ela segue vendendo aquilo que ela NÃO pode entregar: emagrecimento.

Muitos profissionais são francos ao dizer: corrida não emagrece. Outros fingem não ver o elefante na sala. Precisa vir alguém de um canal de corrida sem formação (mas experiência na área, Skin in the Game) explicar didaticamente que corrida é uma boa muleta, JAMAIS a ferramenta principal no processo de emagrecimento!

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Leituras de 6a Feira

Auto-jabá: no outro blog pergunto: e se a recomendação número 1 da Nutrição for um enorme erro?

Auto-jabá 2: no outro blog eu tento explicar o que é a Resistência à Insulina e como deve ser a nossa abordagem frente a isso.

Um pouco off-topic: em entrevista exclusiva ao The Telegraph, um dos meus maiores ídolos no atletismo, Michael Johnson revela todo o drama por trás do recente e seríssimo infarto do qual foi vítima semanas atrás!

A história do nascimento e da criação de uma super sessão de treino americana. Belo registro histórico!

O vídeo abaixo não é novo, nem inédito… mas felizmente o postaram novamente e seria uma boa ação se o relançassem a cada mês. Ele faz uma sátira como se fosse o trailer de um documentário sobre uma pessoa que correu uma maratona e não falou disso para ninguém! MUITO bom!

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