Corrida ativa, passiva… causa versus consequência…

Repare no pé do atleta no primeiro plano… Veja como seu pé supina… Com pouca entressola na sapatilha (nome desses tênis de competição) o ser humano (treinado ou que nunca correu com trambolhos nos pés) fica nessa posição pra tocar o solo e fazer N ajustes daí pra cima.

A melhor coisa que a indústria pode fazer pra ela é inventar uma doença (que por ser invenção não existe) e ela mesmo inventar e vender a cura. Surgem os tênis que “corrigem pisada” de supinadores, como se fosse um erro de criação Dele.

Repare ainda no ângulo do joelho do mesmo atleta e do que está escondido atrás dele. Eu disse no post anterior que o joelho NÃO é uma articulação de estabilidade. Quadril e tornozelo são. O que isso nos diz…

Com um contato feito com joelho levemente flexionado você REDUZ a carga de impacto nele, além de armazenar assim energia elástica (em músculos e tendões) pra impulsionar o próximo passo.

Quadril e tornozelo assim é que irão estabilizar a passada, algo que o joelho faz muito mal.

É uma corrida PASSIVA aquela feita com joelho estendido só esperando o impacto, a pancada no solo.

Olhe ainda o pé de trás… Ele vai até o quadril, mas não adianta treinar isso… Isso é CONSEQUÊNCIA não causa da velocidade desse corredor. Por essas e outras que não oriento educativos simulando essa fase.

Foto: Marcelo Nakano – @NakanoFotografias
*Se você gostou do que leu aqui, estou certo de que vai gostar do que vai encontrar de surpreendente no e-book O Treinador Clandestino! (a versão impressa você acha clicando aqui!)

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5 pensamentos sobre “Corrida ativa, passiva… causa versus consequência…

  1. Rafael disse:

    Balu, vc acredita que correr descalço, quando possível.
    dá uma arrumada, na forma de correr?

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  2. Varga disse:

    Balu, achei bem bacanas esses 2 últimos posts. Apesar de ser um cara lento, quando mudei a passada de retro-pé para médio-pé, percebi uma menor fadiga geral e notei que muitas dores, principalmente as lombares, diminuíram a ponto de quase sumirem. Só não desaparecem pq tenho hérnias de disco e artrose.
    Precisei só um pouco de adaptação e complementando a pergunta do Rafael acima, não há a necessidade de educativos nem nada disso. Basta correr um pouco descalço, de preferência em piso duro, para ir internalizando o movimento que, por ser o natural, é praticamente uma lembrança.

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  3. Thiago disse:

    Olá
    Comecei a ler seu blog recentemente e acredito que temos uma visão semelhante a respeito das corridas em muitas coisas, ainda que eu prefira evitar ser tão pragmático em alguns pontos… mas vá lá, eu ainda estou aprendendo com as corridas.
    Neste artigo específico, discordo da afirmação de que o pé de trás se eleve por consequência. Nessa foto parece mesmo consequência, mas não acho que seja uma regra. Penso que perna posterior elevada tenha sua importância em gerar velocidade. Não estou certo disso, pretendo estudar mais a respeito.
    Bom blog, parabéns.

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