Leituras de 2a Feira

E lá vamos nós de novo… mais um autor compilando dados para dizer o quanto de corrida é saudável quando falamos de saúde. 4h30 por semana (em um total de 6 dias), que seria o ponto de quebra (a partir do qual não seria assim tão saudável), é MUITO mais do que faz a média dos corredores. Às vezes o que as pessoas mais precisam é justamente apenas um especialista dizendo para não correr demais para optarem pelo sedentarismo. Eu simplesmente não consigo me preocupar com pessoas correndo demais…

Off-topic: Cães deveriam ser veganos? Eu explico o motivo (que não).

O Ray Charbonneau é um canadense (acho!) que pouco escreve, mas quando fala de corrida sempre vale ler! Dessa vez ele só trouxe novamente seu lado (muito) nerd tentando calcular qual vai ser o corte da Maratona de Boston. Para quem gosta de números E corrida, vale a leitura! *dica da Paula Ferreira.

No outro-blog, falo sobre macacos, zoológicos e o pensamento evolutivo!

 

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Saíram os índices para se qualificar para a Maratona de Boston, o Boston Qualifying (BQ), a partir de 2020. Olhando rapidamente e considerando que a média dos recordes mundiais femininos no atletismo são por volta de 10 a 11% mais lentos que no masculino, temos que, para elas, atingir o BQ é mais fácil em 9 das primeiras 11 faixas etárias.

O índice para elas começa 17% mais lento que o dos homens para as mais jovens e vai se equalizando até ter uma quebra conforme avança a idade. Nas duas últimas faixas (>75 anos) é mais fácil aos homens correr um BQ para correr a prova.

O motivo? Chuto que seja puramente cultural e/ou social. Homens são naturalmente mais competitivos, além de mais homens praticarem mais esporte. Quando eu tiver um tempo vou pegar os dados históricos porque acho que o aumento do número de mulheres concluintes nos 42km nos EUA deve ter feito a curva se alterar.

É comum no mundo da corrida achar que tudo seja feito com uso de muito cuidado, cálculos, tecnologias, estudos… olhe as avaliações de corrida… não tem um influencer que não use os termos “laboratórios”, “testes” e “pesquisas”. É um sonho de quem nunca viveu nesse mundo e só lê release de assessoria de imprensa. Como bem lembrou a Adriana Piza quando olhamos o padrão vemos que… é só uma questão de “índice masculino” mais 30 minutos. É puro rabisco, pura aproximação, puro chute. É o padrão no mundo da corrida.

Por fim, mas talvez não menos importante, vale dizer que Boston não deixa de ser mais uma prova da bolha da internet que até este que vos escreve é vítima. Ela não é a maior, nem a melhor, nem a mais desejada prova do mundo. Envolve menos brasileiros do que pelo menos umas 30 outras maratonas pelo mundo, e ainda assim é tema de debate, como se fosse de fato assunto minimamente importante.  Não é. Tarde demais…

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