Leituras de 3a Feira

Uma nova plataforma tenta juntar amantes de esporte e viagens. Funcionaria mais ou menos assim: você se cadastra e pode se hospedar em outra cidade (quando for competir fora, aqui no Brasil) ao mesmo tempo que no futuro abriria vagas em sua residência para turistas na sua cidade que irão competir nela. É o Hospeda Atleta.

Já falei aqui no Recorrido algumas vezes (a última delas esse mês) sobre a maconha ser um recurso entre alguns ultramaratonistas. O assunto agora chegou ao The New York Times. E aqui na Folha de SP.

Tempinho atrás o irlandês Paul Robinson (recorde de 3´51” na Milha) fez 4´17” em uma Milha lá na Antártida. Dessa vez o deslocaram ao Pólo Norte para fazer o mesmo promovendo uma maratona lá. Em uma temperatura de 33⁰C negativos ele fez os 1.609m em 4´50”! Aqui o vídeo resumido da ação!

A narrativa de que mulheres são mais resilientes que homens é fácil. Quero ver algum jornalista ou “especialista” vir a público defender o oposto. A militância o massacraria. Só isso garante que uma matéria no The New York Times ganhe compartilhamento dizendo isso, jamais crítica. Segundo a reportagem essa é uma teoria baseada no número de desistência em provas atípicas como a de Boston neste ano e a da edição de 2012, feita sob forte calor. Em ambas a desistência delas foi menor que a de homens. Uma afirmação dessa (mulheres serem mais resistentes) é apressada demais, ela ignora a psicologia (homens são naturalmente mais agressivos), a competição masculina é mais forte (novamente mais agressividade) e ignora algo que qualquer matemático nos lembraria: pode ser tudo apenas… aleatoriedade. Não é que a teoria está necessariamente errada. O fato é que como a narrativa é bonita (aos olhos de quem escreve e/ou comenta) e está do lado “certo”, o lado “do bem”, você pode especular sem medo.

Um mecanismo que não é novo, mas não deixa de ser interessante: como uma espécie de passaporte de desempenho (passado) pode levantar suspeitas sobre um atleta estar se dopando.

A mente do ser humano é maluca. Vivemos na base da comparação. Você pode não admitir, mas é mais feliz ao ganhar um salário de R$5.000 vivendo em torno de gente que ganha R$3.000 do que seria ganhando R$8.000 em uma vizinhança que ganha $10.000. Eu acredito que fazemos exercício de menos, mas um jeito otimista de encarar a coisa é saber que você faz mais atividade física do que a imensa maioria da população. Mas se você se espelhar em quem treina “demais”, os ganhos de saúde podem ser menores do que seriam. Bem interessante o que nos traz este texto da BBC falando sobre a maluca mente do ser humano. *dica do Luis Oliveira.

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Um pensamento sobre “Leituras de 3a Feira

  1. Fausto Flor Carvalho disse:

    Interessante o tempo feito na milha numa temperatura tão negativa. Frio é bom pra recordes mas até certo ponto.

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