Leituras de 2a Feira

Incrível! Sensacional! Conheço bem a história de Emil Zátopek, o maior fundista da história quando visto antes, durante e depois da carreira como atleta. Uma de minhas leituras preferidas sobre ele, e sempre criticada pelo meu amigo historiador e corredor Nelton Araújo, é o livro “Correr”, que eu adorei, mas que segundo ele não tem envergadura necessária sequer para amarrar as sapatilhas do tcheco. Não importa! Já tinha lido MUITO sobre ele, e agora chegam mais detalhes que eu NUNCA soube de duas de suas provas olímpicas em Londres 1948. É demais! Você acelera e fica ofegante junto! Já entrei na Amazon para comprar o meu! *dicaça do Helio Shiino.

Quem entra nesse espaço sabe o quanto gosto da questão comportamental. Por vezes temos que ser lembrados de como o mundo à nossa volta mudou. Uma matéria da Runner´s World fala sobre como o atual cenário da sociedade nos EUA faz necessário parar de chamar corredoras apenas de joggers (*não há em português uma expressão condizente). Antes elas eram bem pequena minoria (no Brasil ainda o são, talvez 25%), mas hoje são quase 60% nas provas americanas. Homem na imprensa por lá é chamado de jogger ou de corredor, mas mulheres apenas por jogger. No fundo no fundo é como se nosso inconsciente não entendesse ainda que uma mulher pode ser corredora, como pode ser engenheira, física ou motorista de ônibus, carreiras que por aqui ainda contam com poucas mulheres. Mal na prática não faz nenhum! Mas é necessário entender e aceitar, ainda que forçosamente, que tudo mudou.

Mesmo com escassez de informação a pesquisa sobre a vida e carreira do desconhecido, mas gigante Charles Brooklns, um velocista olímpico de 100 anos atrás, pode nos ensinar DEMAIS sobre comportamento, história e jornalismo de primeiríssima. O autor deste texto ESPETACULAR vai atrás de informações de seu bisavô atleta e descobre um segredo jamais contado, jamais falado a respeito. Eram outros tempos tristes, que envergonham, mas que dão muita esperança. É a longa leitura obrigatória do dia. *obrigado ao Helio Shiino pela dica!

Aqui a 3ª parte (a final) sobre a incrível história de uma das pioneiras da corrida, Chris McKenzie! Muito bom!

Um dos assuntos que mais gosto é sobre análise de ritmos de prova. Seja dos 100m aos 42km! Uma coisa eu já defendi aqui em uma série de posts (aqui, aqui e aqui) é que split negativo na maratona (2ª metade mais rápida que a primeira não é necessariamente a melhor opção aos amadores. Na verdade, os dados indicam que um split levemente positivo seria o melhor). Como tantas outras coisas na corrida, as pessoas, mesmo alguns ditos especialistas, defendem o contrário. Felicidade começa com FÉ. Barry Smith é um irlandês que analisa de modo incrível dados de corredores amadores. Sua conclusão: chegadas rápidas não significam tempos rápidos. Sua conclusão vai no mesmo sentido da minha: acelerou no final, terminou sobrando. Acelerou cedo demais, vai se arrastar.

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3 pensamentos sobre “Leituras de 2a Feira

  1. Hélio Shiino disse:

    “Um dos assuntos que mais gosto é sobre análise de ritmos de prova. Seja dos 100m aos 42km! Uma coisa eu já defendi aqui em uma série de posts (aqui, aqui e aqui) (…)”

    Balu,
    Esses 3 aqui’s acima, entre parentese, deveriam ser 3 links?

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  2. Nishi disse:

    Aproveite e leia o Endurance, do Rick Broadbend, também sobre o Emil Zátopek. Acabei (mesmo, foi na sexta-feira) de ler…

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