De Bandidos, Pipocas e São Silvestre

Sendo sucinto: nunca antes dessa São Silvestre (SS) tinha visto em um evento de corrida tamanho número de corredores-bandidos, os Pipocas. Aliás, esse nome bonitinho de Pipoca nada mais é do que um jeitinho bem brasileiro de “passar pano” em infrator, temos receio de dizer que um crime tem um infrator. Porém, houve consequências! Faltou água a muitos dos mais lentos.

Correr como bandido é tão errado quanto ir a um concerto de rock pulando o muro porque ele era muito caro ou estava esgotado. É como roubar a cerveja de uma mesa em um bar porque você queria.

Corridas gratuitas e baratas existem e os parques são públicos. Porém, espaço público não significa necessariamente “de todos ou para todos”. Tente você fazer um churrasco no quintal do Palácio do Governador. Ou então andar de carro em Interlagos no dia da Fórmula-1. Há regras para tudo.

Não quero aqui convencer um corredor-bandido a não mais pipocar, até porque quando você quer passar por cima da lei, você cria o seu próprio raciosímio. Quero apenas explicar o que Yescom e veículos de corrida precisam fazer.

O que o Metrô e o Trem em SP nos ensinam sobre os Corredores-Bandidos

A cidade de SP tem um dos metrôs mais limpos do mundo. As linhas Amarela, Verde e a Azul são, além disso, civilizadas. Já a linha Vermelha é limpa, mas não é civilizada. Os trens de SP não são limpos nem civilizados. Mas todos, sem exceção, estão debaixo de um mesmo guarda-chuva: as leis estaduais. Como isso é possível?

Há duas teorias sobre o porquê infringimos as leis. Há uma, a mais popular, que diz que é uma questão de pesar custo e benefício. Seria, ainda, uma questão de “a oportunidade fazer o ladrão”. Se compensa e há pouca chance de ser pego e pagar por isso, você rouba, do contrário não. Roubar um banco dá muito dinheiro, mas você pode ser preso. Você pesa os 2. Alguns poucos toparão, a maioria de nós não. Dirigir bêbado pode matar, mas ninguém é preso. A maioria não fará isso, mas muitos de nós irá dirigir embriagado, porque não há punição que não seja a própria consciência. Mas muitos de nós não irá dirigir bêbado por outra razão: a pressão social.

Pressão Social como combate ao Corredor-Bandido

A teoria de custo e benefício para uma irregularidade é mais do que incompleta, ela tem inúmeros furos. Ela é explicada brilhantemente em A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade por Dan Ariely.

O porquê somos honestos (ou não) tem a ver também com o que fazem aqueles à nossa volta. Todos sabemos ser errado derrubar lixo no chão do Metrô. Ou do Trem. Mas na Linha Amarela ninguém joga lixo no chão. Também por conformismo e por pressão social, procuramos uma lixeira. Por ser normal a sujeira dos trens, jogamos lixo e acotovelamos assim que saímos da Estação Pinheiros (Amarela) para fazer a baldeação para pegar um trem. O errado em um (Amarela), passa a ser o padrão em outro (Trem), ainda que as regras sejam as mesmas. Há aceitação social de que é permitido sujar e empurrar no Trem. Mas você se sente mal fazendo isso no Metrô.

Sabendo disso, a Yescom e outras organizadoras em seus eventos precisam fazer algumas coisas essenciais. Vamos a elas:

O Chaveiro e os Corredores-Bandidos se encontram

Se você já chamou um chaveiro, você deve ter se impressionado com a facilidade com a qual ele abre a porta trancada. Um cadeado é fácil de ser violado, mas ele afasta 99% das pessoas, até mesmo aqueles que roubariam por uma questão de oportunidade. Porém, há o 1% que irá tentar roubar ainda que você use 5 trancas. A Yescom (e as outras organizadoras, lembrem-se) tem que inibir os 99% e caçar o 1%. Como?

Existem neste quesito 4 tipos de Corredores:

  1. O corredor que não é bandido;
  2. O que não sabe que é errado ser bandido;
  3. O bandido por oportunidade;
  4. O bandido por essência.

Como criar cadeados de corrida que inibam os 99%.

Esqueça o corredor 1! Ele sabe o que é errado. Mas o 2 precisa ser educado!

Acreditem, eles existem aos montes! Falo por mim, na minha vida corri 4 ou 5 provas como bandido porque não sabia que era errado. Deixei a minha vontade de fazer a prova suplantar o meu não-direito de estar lá. A corrida é um dos esportes com maior entrada de novos praticantes. As pessoas passam a correr sem saber regras básicas e mínimas desse esporte! Assim como treinadores e revistas educam o beabá, precisam ensinar que correr como bandido não é correto!

Não há hoje nenhum movimento de assessorias, veículos, revistas, portais, patrocinadores e organizadoras em educar o corredor. Isto precisa mudar!

Os “cadeados” para estes bandidos e para o do tipo 3 (o bandido por oportunidade) são de 2 tipos. O primeiro é que o corredor precisa sentir que correr inscrito é vantajoso para ele! O corredor precisa ter a impressão de que ele perde quando é bandido. Há várias formas de isso ser feito. As empresas precisam:

Dificultar o acesso à saída. Os 10km Tribuna em Santos por exemplo cerca a largada e a chegada da prova. Nada é pior do que você correr menos do que a distância. Grades nas ruas que dão acesso à SS. Esta pode parecer uma solução inútil, mas lembre-se da questão da oportunidade. O cachorro vira-lata entra na igreja quando vê a porta aberta, mas uma barreira física, por menor que seja, inibe até o ser humano. A pessoa pode não achar errado correr uma prova aberta, mas achará errado ter que pular uma grade para fazer isso.

Dificultar o acesso à chegada. Novamente, não é inútil. Retirar as pessoas bem antes da Avenida Paulista, ainda na Avenida Brigadeiro Luís Antônio tira a percepção de valor porque correr a distância completa e na Paulista são 2 dos maiores charmes do evento.

– Kit na chegada: o corredor se impressiona com kit “gordo”. Seja uma toalha ou viseira ou qualquer badulaque na chegada, dá ao corredor-bandido a impressão que ele perde.

A pressão social como cadeado ao Corredor-Bandido

Um dos argumentos mais prejudiciais do corredor devidamente inscrito é o de achar normal, não se incomodar. É como achar OK uma pessoa jogar lixo no chão do Metrô. Há um ponto da virada onde vários sujando, tornarão o Metrô da Paulista mais sujo que um trem indiano, ficaremos mais parecidos com o sujo Metrô de NY. A pressão tem que vir da enorme maioria.

Se achamos errado o corredor-bandido em uma prova beneficente, há como tirar 2 benefícios nesse sentido. Se as organizadoras reverterem parte da inscrição a uma ONG séria, famosa e completamente desassociada da empresa, isso cria uma pressão social.

Exemplo: se fica BEM claro que R$5 ou R$10 vão para uma causa de apelo social, há uma pressão de todos os lados, do inscrito e do não-inscrito que não estará roubando apenas da Yescom ou inscritos, mas também de alguém com menos condições. Isso comprovadamente funciona!

Outro argumento muito usado pelo corredor-bandido é que há pessoas que não têm condições econômicas de arcar com a inscrição. A Yescom, como todas as demais organizadoras, deveriam por obrigação moral e social oferecer vagas a pessoas carentes. Algumas já fazem, não sei se a Yescom faz. Isso cria um apoio e pressão social em favor da empresa. Mas quem argumenta que a pessoa vai sem inscrição por causa do dinheiro revela algo muito grave: correlaciona a má conduta ao nível sócio-econômico do corredor. Isso não é só ignorância no tema, mas um preconceito asqueroso.

A responsabilidade da Yescom e organizadoras

Que ninguém me acuse de aqui inocentar a Yescom. Ela tem culpa no cartório! MUITA! Mas há também cúmplices e testemunhas oculares que pouco fazem. O problema dos corredores-bandidos na SS (ou na Volta da Pampulha ou Meia Internacional do Rio de Janeiro) só irá voltar a níveis aceitáveis quando houver vontade de quem organiza o evento. Inclusive os patrocinadores.

Os patrocinadores como incentivadores

Na transmissão da Globo parece que o narrador disse que não importa se inscrito ou não, o importante é participar. Não são únicos nesse comportamento bizarro. Todas as organizadoras e patrocinadoras, todos, sem exceção, mentem inflando números. Para TODAS as empresas, patrocinadores e fabricantes de tênis, SEM EXCEÇÃO, um número gordo é mais importante do que a satisfação de quem corre. Repito: sem exceção. Não escapa ninguém.

É um tiro no pé porque parecem querer agradar a quem não foi correr! Isso TEM que mudar.

Resumindo, o problema dos corredores-bandidos só vai melhorar quando:

– Houver “cadeados”;

Dificultar o acesso na largada e chegada…

– Valorizar a percepção de valor da prova também no dia;

Dificultar completar a distância, oferecer mimo (toalha, viseira…)…

– Criar pressão social

Educar o corredor (antes, durante e depois da prova), fazer parceria com alguma ONG…

– Organizadoras, Veículos especializados e Treinadores fizerem sua parte.

Organizadoras e patrocinadores precisam priorizar quem paga, não quem assiste. Mentir nos números é sinal claro de quem é importante para eles. Veículos e Treinadores precisam educar os corredores!

– Os inscritos fizerem sua parte

NÃO ao discurso do ódio! Porém, tolerar 100% o corredor-bandido é jogar contra.

A Suíça e o Corredor-Bandido

Não há solução 100% eficaz, existem ladrões suíços e na Suíça, mas ainda assim há combate e esperança de zerar infrações. Há de se reduzir os corredores-bandidos. Havia nesta SS 18 copos por corredor! DEZOITO. Foram roubados cerca de 100.000 copos de água. Eu não quero convencer o corredor-bandido por essência porque este é incorrigível. Lembre-se, há gente que não tem correção, ele entortará a lógica para se fazer certo. Mas podemos e devemos fazer o trabalho dele mais difícil e deixar claro que ele não é nunca bem-vindo.

Há solução! A Yescom tem boa parte da culpa. Mas tem também a solução que não pode vir sozinha. Vamos ver se Yescom, concorrentes, patrocinadoras, fabricantes de calçados e muitas pessoas honestas realmente querem o fim dos corredores-pipocas.

Por enquanto nem todos querem. Infelizmente.

 

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82 pensamentos sobre “De Bandidos, Pipocas e São Silvestre

  1. Mauro Leão disse:

    Excelente! Concordo em tudo.

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  2. Vivian disse:

    Corrida com valor alto , a camisa nojenta o kit pôs chegada Pütz nem vou comentar essa yescom tem que ser banida das corridas sinceramente

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  3. Balu, fica complicado educar o pipoca-bandido do tipo 2 quando o narrador da Rede Globo diz em rede nacional que com ou sem inscrição, o importante é participar. 😦
    Adorei teu post, vou dar um share no Facebook pra uns conhecidos que sei que pipocaram darem uma lida!

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    • Danilo Balu disse:

      Organizadora e patrocinadora claramente ainda não são intolerantes ao corredor-bandido. Pra um é bom mais gente, não importa as condições. Para o outro basta o patrocinador e não o cliente final estar satisfeito.

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  4. Johnny Kagyn disse:

    Gostaria de lembrar das assessorias e grupos de corrida que estavam pipocando em massa.
    A questão dos 18 copos é obviamente uma falácia, tive Pace se 6:00 na SS e consegui pagar apenas dois minutos após o início, peguei água em todos os 4 pontos de hidratação, dois copos em cada. O problema não foi a quantidade de água, mas a má distribuição e fechamento do pontos cedo demais. Sabemos que muitos largam até 30 minutos após o início, com Pace alto (alguns caminhantes), e a organização deve dosar para que a água chegue a estes.
    Só vejo uma solução em curto prazo, limitar o acesso à largada. Fecha na brigadeiro e na consolação, dando acesso apenas aos inscritos. O problema é que isto vai desinflar a “festa da SS”, desagradando TV e patrocinadores…

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    • Danilo Balu disse:

      Acho que vc não leu o texto… Não há quem vença qdo 100 MIL copos são roubados…

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      • Johnny Kagyn disse:

        Li o texto e não sei se vc leu o comentário, mas sobrou água ao fim da prova. Obviamente não sei a quantidade, mas no visual eram mais de 100 caixas.
        Sim, não seria o suficiente para saciar os inscritos e os pipocas, mas uma melhor gestão minimizaria o problema.
        A falácia está em chutar 18 pra 1, a questão não é o número de copos, mas como foram distribuídos.

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      • Danilo Balu disse:

        Johnny, vc pode trabalhar dia vida inteira com prova, vai sobrar água EM ALGUM LUGAR… Bola de cristal não existe. Não acaba em todos os postos de uma vez, tudo é barato no histórico. Esse ano foi na chegada, 2017 pode ser no 4o posto. Vc quer ensinar algo pra quem vive disso, no caso eles. Sobre o 18 vc está me chamando de mentiroso ou mal informado. Qual dos 2??

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      • Marcos disse:

        Eos alimentos vencidos, é culpa dos pipocas tambem ?????

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      • Danilo Balu disse:

        ?!?! Estou tentando entender o raciocínio…

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      • Johnny Kagyn disse:

        Balu, em 1o lugar não estou questionando vc, estou questionando a organização que em sua resposta padrão para todas as reclamações rezou o mantra do 18 pra 1.
        Depois, nem de longe sei como se deve organizar uma prova e nem tenho esta pretensão, sou apenas um consumidor de corridas e como tal, assim como um consumidor de restaurantes não sabe como se faz o prato, mas é o seu paladar que determina se é bom ou não, sei que este ano a corrida não funcionou em diversos aspectos (em 2015, por exemplo, tudo funcionou bem).
        Apenas uma opinião de consumidor do produto. 😉

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  5. Rafael Guarfa disse:

    Concordo com as soluções mas elas são bem românticas, tirando a solução 1 que acho que eficaz. Ainda o pior dos pipocas são aqueles que atrapalham a prova, começando logo depois da largada, ficando assim um mar de gente, na SS poderiam fazer o cadeado até a saída do túnel no fim da paulista.
    Claro que isso tudo que você fala passa por mais custos e menos lucros. Particularmente acho a Yescom uma das piores organizadoras de provas e talvez as coisas mudem quando mudarem este modelo.

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    • Danilo Balu disse:

      Não tem romantismo. Tem praticidade. Romantismo é achar que algo dá/daria certo por fé e boa vontade. Em nenhum momento eu disse que a grade tem que ser só da largada pra trás…

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  6. Fábio disse:

    Lendo o texto, lembrei que na penúltima edição tinha um grupo de corredores vestido com uma camiseta que tinha o desenho de uma pipoca e alguma frase que fazia alusão ao banditismo.

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  7. Rodolfo nascimento disse:

    Excelente o texto e a análise, apenas eu reforço que a organizadora má ou boa, jamais justifica a existencia de bandidos-pipocas, fosse assim culparíamos as leis e a polícia pela existência de criminosos. Corro já há 19 anos e 550 corridas, fico triste que essa prática só aumenta e existem outras, correr com numeral de outro, cirrer com numeral falso, cortar caminho…
    Espero sinceramente que diminua e uma forma de diminuir é educar e punir publicamente, suspendendo ou banindo o flagrado, divulgar a assessoria se houver.

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    • Cris disse:

      Eu conheço aqui em POA uma corredora que corta caminho com seu carrinho de bebê. Já foi vista atalhando diversas vezes e ainda sobe no pódio para pegar o troféu na maior cara de pau. Na última corrida em que a vi foi denunciada. Ficou indignada com os que a denunciaram enchendo a boca dizendo que correu diversas maratonas pelo mundo e que não atalha, apenas para para tirar fotos com seu bebê. Eu fiquei pensando: “cadê o respeito com quem é honesto, treina e segue o percurso direitinho?”

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  8. marcosvafg disse:

    Eu nunca fiz a SS mas acho que a ideia de fechar a chegada é sensacional. Terminar a prova, passando pelo pórtico é o grande motivo de orgulho para os “super” “atletas” dá corrida de rua.
    De que adianta fazer a SS se você não vai postar a foto da chegada junto com o famoso textão de superação gigante e etcs.
    Não poder terminar a prova decentemente eu acho que seria um balde de água fria em uma boa quantidade de bandidos.

    Curtido por 1 pessoa

  9. Maicon Cunha disse:

    Eu to de saco cheio dessa palhaçada de pipoca… vou correr o ano inteiro, já fazer prova não sei ainda… cada vez mais enojado disso

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  10. Valério disse:

    Nooosssaaa tudo muito lindo isso,mais com vários patrocinadores mais de 30 mil inscritos e esse kit horrível dá São Silvestre com o valor de R$160,00 a inscrição não é justo,garanto q se fosse bem mais acessível o preço todos estariam inscritos,agora corrida ao meu ver virou comércio todos querem fazer para ter altos lucros sem nenhum incentivo ao esporte fazendo com as pessoas de baixa renda corram sem inscrição.

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    • Danilo Balu disse:

      Se corrida fosse apenas por solidariedade, haveria ONGs disso. Vc conhece ou já fundou alguma?

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      • Brisa Melcop disse:

        Passei pra ler os comentarios, mas essa resposta me incomodou demais
        Existem SIM ongs de corrida, o esporte deve ser acessivel à todos, essa deve ser a luta, lutarmos por valores de inscrição mais acessiveis, inscricoes gratuitas para atletas de base, valores justos, mais qualidade nos kits, assim formaremos, e inventivaremos mais e cada vez mais o que o esporte representa: uniao, fairplay, solidariedade, formar nao só atletas , mas formar cidadãos, de forma democratica, inclusiva e possivel a todos!

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      • Danilo Balu disse:

        Qual ONG organiza corridas??

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    • Fernando Saldanha disse:

      Tá caro ? Não corra. Quem vc acha que paga o custo do corredor chupim ? Quem fez a inscrição, e aí aumenta o valor da corrida. E xô com este eufemismo, este racisimeo.

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  11. Hélio Shiino disse:

    (…) Aliás, esse nome bonitinho de Pipoca nada mais é do que um jeitinho bem brasileiro de “passar pano” em infrator, temos receio de dizer que um crime tem um infrator. (…)
    (Danilo Balu)

    É mais do que um jeitinho bem brasileiro.
    Pior.
    Muito Pior.
    É a Miserável “Gradiosidade” do Politicamente Correto!
    É tão fácil falar e te deixa tão Zen quanto praticar meditação.
    “- Ei, Você que não pagou! LADRÃO!”.
    “- Ô, Você aí que acabou de pular o gradeado! LADRÃO!”
    “- Psiu, psiu. Pára de roubar água seu BANDIDO!”

    “Corridas gratuitas e baratas existem e os parques são públicos. Porém, espaço público não significa necessariamente “de todos ou para todos”. Tente você fazer um churrasco no quintal do Palácio do Governador. Ou então andar de carro em Interlagos no dia da Fórmula-1. Há regras para tudo.” (Danilo Balu)

    Sabe qual é a raiz do problema?
    Nem entro no campo deles estarem tentando explicar o que é público porque tudo não passa de meros cacoetes. Pessoas que repetem Mantras!

    Exemplifico em 2 imagens o que os pensantes de 1/3 de neurônio fazem questão de disseminar tropeçando nas próprias pernas.

    As pessoas tomaram isso como verdade e defecam pela boca em benefício próprio!

    Sim, as vias são públicas, mas na data dd/mm/aaaa a Organização solicitou e teve a autorização para utilizá-la entre hh:mm e hh:mm onde apenas quem pagou uma taxa tem direito a transitar no espaço delimitado em questão.

    O que as pessoas não querem ver é que só porque o espaço delimitado possui “muros invisíveis”, se acham no direito de invadir.

    Agora, se “Pipocas” começarem a invadir a festa de recepção do casamento do filho ou da filha desses mesmos Pipocas, aí começam a entrar em pânico e ligam logo para a Polícia.

    Sentiram a Seletividade da Moral e do Caráter???

    Porém, Crime não se combate com Soltura de Pombas nem com Pessoas dando as mãos abraçando uma Árvore!

    Mesmo Sapo sendo Low-Carb, “engolir sapo” ao ouvir que o camarada fez questão de correr como pipoca, em tom de sarro, é de deixar qualquer um indignado!

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    • Idiota esse texto, Corrida de São Silvestre abre inscrição para a edição de 2016 com aumento de 10,34%: R$ 160 ( que aumenta depois ) = multiplica isto por 30 mil inscritos no mínimo e veja se dá comprar a porcaria da água e esse lixo de kit , então o atleta quer quer participar do maior evento de corrida da America latina divulgada na TV incentivando a TODOS irem participar, e aquele que não pagar R$ 160,00 é bandido que rouba água? Será que camisas simples , medalha( latão,um kit simples )as pessoas envolvidas para realização do evento e a ÁGUA custam mais de 5 milhões faturados com o preço alto cobrado para correr? Lixo esse pensamento do texto, onde é para ser uma grande festa vem um zé ruela botar culpa nos que não pagaram um valor alto a falta da água? tnc, e só para lembrar a todos , sobrou água no final da corrida ou seja foi mal organizado a distribuição da água

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      • Danilo Balu disse:

        As pessoas acham que não vou publicar um comentário como esse qdo na verdade ele diz mais sobre o raciosimio de quem escreveu do que sobre minha pessoa Rsrsrs

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      • Ciro disse:

        “…Quando Pedro fala de Paulo, Pedro fala mais sobre Pedro, do que de Paulo…”

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  12. Emanuel disse:

    Comentário preconceituoso e maldoso com a população não inscrita! Fiquei sabendo desse texto absurdo por grupo de watts, não vou perder meu tempo com esses baba ovo, só vou registrar minha experiência, já corri a ss inscrito e foi a pior bobagem da minha vida uma prova em um horário comercial imposto pela Globo, falta de água e falta de respeito com a população que gosta de correr… enfim todo ano minha equipe faz um rateio de 20 reais para comprarmos água suco frutas Gatorade e barras de sereais!
    Montamos um ponto de hidratação e todos de nossa equipe de mais ou menos 30 pessoas se hidratam, pois é apenas 20 reais e esse ano ajudamos muitos corredores inscritos ou não com água gelada.
    Agora vcs fiquem aí babando o ovo da organização que cobra um absurdo e se enriquecer a custas dos trouxas.

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    • Danilo Balu disse:

      População não inscrita…. BANDIDO.

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    • Fernando disse:

      Qual o problema da organizadora ter lucro? Não sei se sabes, mas empresas são criadas pra isso. Se vc está querendo usufruir do serviço de determinada empresa ou associação, vc precisa pagar o preço. Não achou justo o preço pelo serviço oferecido? Não participe.

      Desculpe a sinceridade, mas a atitude da sua equipe é ridícula. Ela continua a atrapalhar vários corredores, principalmente numa prova como essa em que o limite técnico é necessário para conseguir “correr”.

      E eu custo a acreditar que as 30 pessoas da sua equipe não tenham pego uma aguinha da organização.

      Enfim, independentemente de qualquer coisa, as 30 pessoas de sua equipe não estavam autorizadas a circular pelo percurso da SS. E eu me incomodo muito com isso.

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  13. Marcelo Henrique Santos disse:

    Houve sobra de agua…. Mesmo com os pipocas…. Locutor oficial do evento orientou os pipocas a pegarem agua…. Mas é mais comodo pra yescom culpar a, b ou c do q admitir que os staff foram sub treinados, que nao estavam prontos para administrar o fluxo intenso de 32mil corredores simultaneamente, que os pontos de hidratação eram insuficientes e extremamente curtos, que a temperatura da água – a coisa mais banal de toda a questão – estava muuuuuito acima da tolerável…. Enfim, essa (des)organizadora sequer teve o cuidado de checar com seus patrocinadores a procedência e validade dos “brindes” oferecidos…..

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    • Danilo Balu disse:

      Sobrou água somente no final, mas cada um acredita no que quiser…

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    • Julio Cesar Kujavski disse:

      Quanto aos postos de abastecimento “insuficientes”: Pelas regras da IAAF (sim, corrida de rua é um esporte com regras ! ) – REGRA 240, ítem 8, os postos de abastecimento em provas acima de 10 km serão colocados aproximadamente à 5 km de distância um do outro, isto é, em uma prova de 15 km oficialmente precisa ter apenas DOIS pontos de abastecimento no percurso, e outro na chegada.

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  14. Valeria disse:

    Talvez a palavra “bandido” seja muito forte para este ato de “pipocar”, mas prejudica sim a organização que calcula os participantes de acordo com o numero de inscritos. Creio que aproveitar as ruas fechadas, desde que não atrapalhe a prova e nem usufrua de água e demais estrutura, ok. Tudo e questão de educação e respeito aos demais corredores, pois eles são os mais prejudicados. Atletas de verdade, que amam esse esporte, devem começar a fazer valer o chamado “espirito esportivo” e ajudar quem pagou e não fazer da prova um momento de banalização e bagunça. Uma prova tao importante e divertida, vamos aproveitar, mostrar nossa civilidade e nosso respeito ao esporte.

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  15. Marcus disse:

    Parabéns Balu. Sugiro que você, Nishi,Sérgio, Mayco (canal corredores) e outros youtubers se unam e organizem um movimento com o apoio dos seus patrocinadores para que haja uma campanha educativa (para os que alegam desconhecimento), e contra aqueles que conscientemente encontram “justificativas” para correr sem inscrição.

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  16. Ulisses disse:

    Com uma inscrição de R$160,00, não tem como deixar o povo sem água. Mesmo com pipoca.

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  17. Felippe disse:

    Balu, excelente texto!
    Há tempos a SS tem esse problema (como outras provas, mas numa escala bem maior) mas parece que esse ano foi absurdo… Corri a prova em 2008 e 2009, passando pelo pórtico depois de 20, 25 minutos da largada e fiquei sem água os 2 anos. O problema não é de hoje…
    Mas, analisando a situação, acho que o buraco é mto mais fundo do que imaginamos.
    O mais absurdo: ver pessoas defendendo ou se orgulhando de ser pipocas. Oras, se vc está numa via pública, bom pra vc! Corra, mas não pegue uma água que vc não pagou, ladrão! Por que não pega no Extra da Brigadeiro então, lá estará mais geladinha!
    Em relação ao comportamento do pipoca/bandido, na minha opinião, está diretamente ligado ao famoso “jeitinho brasileiro”… Levar vantagem é o lema! Se eu posso correr, usufruir da estrutura, beber água e, em alguns casos, até ganhar massagem no final, “perdendo” apenas a camiseta e a medalha, pq eu vou pagar?!?! O jeitinho brasileiro contaminou grande parte da população, seja no trânsito, na fila do banco, no caixa rápido do supermercado, no estacionamento, nas vagas de deficiente/idosos, etc…
    Muitos pipocas/bandidos se justificam pelo valor das inscrições. Há aqueles que realmente não tem dinheiro para pagar e deveriam, conforme seu texto, passar por um processo de educação. Mas, temos também, aqueles que ao término da prova entram em seus Land Rovers e vão para seus apartamentos de 400m quadrados e creio que o maior problema está nesse segundo grupo.
    Enfim, temos um longo caminho pela frente para tentar mudar isso, mas não tenho mta esperança de que será possível.

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  18. Robson Leandro disse:

    O texto é perfeito Balu. Para corredores(as) bandidos(as) não tem jeito, sempre haverá uma desculpa. A prova da Hebraica tem uma das inscrições mais baratas do ano e tinha esse tipo de gente. A volta da USP custou R$ 30,00 e tinha pipoca. As provas da prefeitura são gratuitas e tinha pipoca correndo alegando que “a rua é pública, eu pago impostos então eu tenho direito de participar”. Ridículo. Participo de provas desde 2012 e me sinto um idiota toda vez que vejo essa galera invadindo o evento. Acho perfeita a ideia dos cadeados. E reforçaria com uma coisa que vi no Circuito das Estações: tinha muita gente na fiscalização. E pela primeira vez vi sendo retirada no meio da prova. Vi até corredores que estavam inscritos mas que estavam pulando a grade para sair no pelotão errado sendo retirados e realocados.

    No Corrida no Ar ao Vivo acho que o Serjão comentou que não vale a pena uma campanha de conscientização. Concordo, mas começar a falar sobre isso com mais frequência em vídeos, textos como o seu e outros, “indo para o confronto” vale a pena. É só olhar os comentários absurdos aqui e em todos os lugares que a manifestação contra bandidos aparece. As pessoas se entregam e ficam revoltadas. Elas são minoria, mas precisam ser combatidas. O sintoma da São Silvestre é muito grave. Eles estão crescendo e se nada for feito o mercado de corrida de ruas no Brasil será seriamente ameaçado.

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  19. Adolfo Neto disse:

    Ótimo texto, Balu!
    Parabéns!

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  20. […] Fonte: De Bandidos, Pipocas e São Silvestre […]

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