De Bandidos, Pipocas e São Silvestre

Sendo sucinto: nunca antes dessa São Silvestre (SS) tinha visto em um evento de corrida tamanho número de corredores-bandidos, os Pipocas. Aliás, esse nome bonitinho de Pipoca nada mais é do que um jeitinho bem brasileiro de “passar pano” em infrator, temos receio de dizer que um crime tem um infrator. Porém, houve consequências! Faltou água a muitos dos mais lentos.

Correr como bandido é tão errado quanto ir a um concerto de rock pulando o muro porque ele era muito caro ou estava esgotado. É como roubar a cerveja de uma mesa em um bar porque você queria.

Corridas gratuitas e baratas existem e os parques são públicos. Porém, espaço público não significa necessariamente “de todos ou para todos”. Tente você fazer um churrasco no quintal do Palácio do Governador. Ou então andar de carro em Interlagos no dia da Fórmula-1. Há regras para tudo.

Não quero aqui convencer um corredor-bandido a não mais pipocar, até porque quando você quer passar por cima da lei, você cria o seu próprio raciosímio. Quero apenas explicar o que Yescom e veículos de corrida precisam fazer.

O que o Metrô e o Trem em SP nos ensinam sobre os Corredores-Bandidos

A cidade de SP tem um dos metrôs mais limpos do mundo. As linhas Amarela, Verde e a Azul são, além disso, civilizadas. Já a linha Vermelha é limpa, mas não é civilizada. Os trens de SP não são limpos nem civilizados. Mas todos, sem exceção, estão debaixo de um mesmo guarda-chuva: as leis estaduais. Como isso é possível?

Há duas teorias sobre o porquê infringimos as leis. Há uma, a mais popular, que diz que é uma questão de pesar custo e benefício. Seria, ainda, uma questão de “a oportunidade fazer o ladrão”. Se compensa e há pouca chance de ser pego e pagar por isso, você rouba, do contrário não. Roubar um banco dá muito dinheiro, mas você pode ser preso. Você pesa os 2. Alguns poucos toparão, a maioria de nós não. Dirigir bêbado pode matar, mas ninguém é preso. A maioria não fará isso, mas muitos de nós irá dirigir embriagado, porque não há punição que não seja a própria consciência. Mas muitos de nós não irá dirigir bêbado por outra razão: a pressão social.

Pressão Social como combate ao Corredor-Bandido

A teoria de custo e benefício para uma irregularidade é mais do que incompleta, ela tem inúmeros furos. Ela é explicada brilhantemente em A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade por Dan Ariely.

O porquê somos honestos (ou não) tem a ver também com o que fazem aqueles à nossa volta. Todos sabemos ser errado derrubar lixo no chão do Metrô. Ou do Trem. Mas na Linha Amarela ninguém joga lixo no chão. Também por conformismo e por pressão social, procuramos uma lixeira. Por ser normal a sujeira dos trens, jogamos lixo e acotovelamos assim que saímos da Estação Pinheiros (Amarela) para fazer a baldeação para pegar um trem. O errado em um (Amarela), passa a ser o padrão em outro (Trem), ainda que as regras sejam as mesmas. Há aceitação social de que é permitido sujar e empurrar no Trem. Mas você se sente mal fazendo isso no Metrô.

Sabendo disso, a Yescom e outras organizadoras em seus eventos precisam fazer algumas coisas essenciais. Vamos a elas:

O Chaveiro e os Corredores-Bandidos se encontram

Se você já chamou um chaveiro, você deve ter se impressionado com a facilidade com a qual ele abre a porta trancada. Um cadeado é fácil de ser violado, mas ele afasta 99% das pessoas, até mesmo aqueles que roubariam por uma questão de oportunidade. Porém, há o 1% que irá tentar roubar ainda que você use 5 trancas. A Yescom (e as outras organizadoras, lembrem-se) tem que inibir os 99% e caçar o 1%. Como?

Existem neste quesito 4 tipos de Corredores:

  1. O corredor que não é bandido;
  2. O que não sabe que é errado ser bandido;
  3. O bandido por oportunidade;
  4. O bandido por essência.

Como criar cadeados de corrida que inibam os 99%.

Esqueça o corredor 1! Ele sabe o que é errado. Mas o 2 precisa ser educado!

Acreditem, eles existem aos montes! Falo por mim, na minha vida corri 4 ou 5 provas como bandido porque não sabia que era errado. Deixei a minha vontade de fazer a prova suplantar o meu não-direito de estar lá. A corrida é um dos esportes com maior entrada de novos praticantes. As pessoas passam a correr sem saber regras básicas e mínimas desse esporte! Assim como treinadores e revistas educam o beabá, precisam ensinar que correr como bandido não é correto!

Não há hoje nenhum movimento de assessorias, veículos, revistas, portais, patrocinadores e organizadoras em educar o corredor. Isto precisa mudar!

Os “cadeados” para estes bandidos e para o do tipo 3 (o bandido por oportunidade) são de 2 tipos. O primeiro é que o corredor precisa sentir que correr inscrito é vantajoso para ele! O corredor precisa ter a impressão de que ele perde quando é bandido. Há várias formas de isso ser feito. As empresas precisam:

Dificultar o acesso à saída. Os 10km Tribuna em Santos por exemplo cerca a largada e a chegada da prova. Nada é pior do que você correr menos do que a distância. Grades nas ruas que dão acesso à SS. Esta pode parecer uma solução inútil, mas lembre-se da questão da oportunidade. O cachorro vira-lata entra na igreja quando vê a porta aberta, mas uma barreira física, por menor que seja, inibe até o ser humano. A pessoa pode não achar errado correr uma prova aberta, mas achará errado ter que pular uma grade para fazer isso.

Dificultar o acesso à chegada. Novamente, não é inútil. Retirar as pessoas bem antes da Avenida Paulista, ainda na Avenida Brigadeiro Luís Antônio tira a percepção de valor porque correr a distância completa e na Paulista são 2 dos maiores charmes do evento.

– Kit na chegada: o corredor se impressiona com kit “gordo”. Seja uma toalha ou viseira ou qualquer badulaque na chegada, dá ao corredor-bandido a impressão que ele perde.

A pressão social como cadeado ao Corredor-Bandido

Um dos argumentos mais prejudiciais do corredor devidamente inscrito é o de achar normal, não se incomodar. É como achar OK uma pessoa jogar lixo no chão do Metrô. Há um ponto da virada onde vários sujando, tornarão o Metrô da Paulista mais sujo que um trem indiano, ficaremos mais parecidos com o sujo Metrô de NY. A pressão tem que vir da enorme maioria.

Se achamos errado o corredor-bandido em uma prova beneficente, há como tirar 2 benefícios nesse sentido. Se as organizadoras reverterem parte da inscrição a uma ONG séria, famosa e completamente desassociada da empresa, isso cria uma pressão social.

Exemplo: se fica BEM claro que R$5 ou R$10 vão para uma causa de apelo social, há uma pressão de todos os lados, do inscrito e do não-inscrito que não estará roubando apenas da Yescom ou inscritos, mas também de alguém com menos condições. Isso comprovadamente funciona!

Outro argumento muito usado pelo corredor-bandido é que há pessoas que não têm condições econômicas de arcar com a inscrição. A Yescom, como todas as demais organizadoras, deveriam por obrigação moral e social oferecer vagas a pessoas carentes. Algumas já fazem, não sei se a Yescom faz. Isso cria um apoio e pressão social em favor da empresa. Mas quem argumenta que a pessoa vai sem inscrição por causa do dinheiro revela algo muito grave: correlaciona a má conduta ao nível sócio-econômico do corredor. Isso não é só ignorância no tema, mas um preconceito asqueroso.

A responsabilidade da Yescom e organizadoras

Que ninguém me acuse de aqui inocentar a Yescom. Ela tem culpa no cartório! MUITA! Mas há também cúmplices e testemunhas oculares que pouco fazem. O problema dos corredores-bandidos na SS (ou na Volta da Pampulha ou Meia Internacional do Rio de Janeiro) só irá voltar a níveis aceitáveis quando houver vontade de quem organiza o evento. Inclusive os patrocinadores.

Os patrocinadores como incentivadores

Na transmissão da Globo parece que o narrador disse que não importa se inscrito ou não, o importante é participar. Não são únicos nesse comportamento bizarro. Todas as organizadoras e patrocinadoras, todos, sem exceção, mentem inflando números. Para TODAS as empresas, patrocinadores e fabricantes de tênis, SEM EXCEÇÃO, um número gordo é mais importante do que a satisfação de quem corre. Repito: sem exceção. Não escapa ninguém.

É um tiro no pé porque parecem querer agradar a quem não foi correr! Isso TEM que mudar.

Resumindo, o problema dos corredores-bandidos só vai melhorar quando:

– Houver “cadeados”;

Dificultar o acesso na largada e chegada…

– Valorizar a percepção de valor da prova também no dia;

Dificultar completar a distância, oferecer mimo (toalha, viseira…)…

– Criar pressão social

Educar o corredor (antes, durante e depois da prova), fazer parceria com alguma ONG…

– Organizadoras, Veículos especializados e Treinadores fizerem sua parte.

Organizadoras e patrocinadores precisam priorizar quem paga, não quem assiste. Mentir nos números é sinal claro de quem é importante para eles. Veículos e Treinadores precisam educar os corredores!

– Os inscritos fizerem sua parte

NÃO ao discurso do ódio! Porém, tolerar 100% o corredor-bandido é jogar contra.

A Suíça e o Corredor-Bandido

Não há solução 100% eficaz, existem ladrões suíços e na Suíça, mas ainda assim há combate e esperança de zerar infrações. Há de se reduzir os corredores-bandidos. Havia nesta SS 18 copos por corredor! DEZOITO. Foram roubados cerca de 100.000 copos de água. Eu não quero convencer o corredor-bandido por essência porque este é incorrigível. Lembre-se, há gente que não tem correção, ele entortará a lógica para se fazer certo. Mas podemos e devemos fazer o trabalho dele mais difícil e deixar claro que ele não é nunca bem-vindo.

Há solução! A Yescom tem boa parte da culpa. Mas tem também a solução que não pode vir sozinha. Vamos ver se Yescom, concorrentes, patrocinadoras, fabricantes de calçados e muitas pessoas honestas realmente querem o fim dos corredores-pipocas.

Por enquanto nem todos querem. Infelizmente.

 

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75 pensamentos sobre “De Bandidos, Pipocas e São Silvestre

  1. Rafael disse:

    E quanto as pessoas que torcem e ficam na calçada, se elas pegarem água é bandida? Eu já vi vídeo de uma pessoa pedindo ao staff um copo de água e ele dando. Se não pode para o pipoca (porque esse não pagou) não pode para ninguém que não pagou pois está prejudicando da mesma forma.

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    • Danilo Balu disse:

      A rua está fechada, a calçada está aberta justamente para o público. Qual o mal!? Ela pediu, não pediu? Se eu peço algo e sou atendido eu sou bandido? Que reclame com a organização por orientar mal um funcionário, mas daí quem defende ursinhos carinhosos dirá que vc não pode negar água a alguém que precisa. Viu como é um ciclo sem fim?

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      • Rafael disse:

        Danilo, não relatei mal das pessoas que ficam na calçada torcendo. Quis dizer que as pessoas que ficam na calçada torcendo muitas vezes pedem água e são atendidas. Se um pipoca passar por um posto e pedir e ser atendido ainda é bandido? Pode ser por estar aproveitando do percurso mas se tivermos o mesmo raciocínio do torcedor nesse quesito ele não é bandido. Você me mostrou um raciocínio que não tinha visto. Para mim o pipoca se pegasse água mesmo sendo dado pelo staff seria bandido, mas pela visão que você deu (e que eu concordo) ele não seria bandido nesse caso.

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      • Danilo Balu disse:

        Não estou dizendo que vc é defensor deles… o “vc” nem sempre é vc, Rafael ou qq outro leitor. Apenas falei como funciona a regra. O corredor é bandido qdo entra no percurso e/ou pega água. Errou ao invadir o percurso. Errou ao roubar água. E se pedir água, joga para um terceiro (staff) a opção moral de fazê-lo ou não bandido porque água sabemos que não se nega. O cara lava assim as mãos. Um cara dentro do percurso não é o mesmo que aguem fora dele. Imagine na SS que outros 50.000 não-inscritos quisessem entrar no asfalto mesmo sem pegar um mísero copo de água. A prova fluiria? Não. É uma questão física tb, não só de recurso material. =/

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      • Emmanuel disse:

        Danilo, boa tarde… Segundo o que foi dito para a distribuição de copos de água na São Silvestre era o seguinte: Se apenas corressem os 30 000 inscritos da São Silvestre não tendo nenhum pipoca seriam 18 copos para cada corredor beber.
        Somando os 15.000 pipocas são exatos 45.000 pessoas na São Silvestre e a distribuição de copos seriam 13 copos para cada um, portanto não podemos jogar a culpa nos pipocas, mesmo assim todos teriam 13 copos de água, será que foi uma falha da Yescon, falta de repositores para distribuir pra galera, falha na logística? E ficou claro que após o término da corrida tinha várias caixas de água sendo retiradas e guardadas (Dizem que estavam sendo aproveitadas para o show da virada na Paulista), portanto a falta de água não é culpa dos pipocas.
        E infelizmente sabemos que o Brasil esta vivendo um momento difícil da economia e política brasileira. aumento no numero de desempregados, inflação lá em cima, corrupção, lava jato e etc. Entendo e compreendo aquelas pessoas que não tem condição de pagar uma corrida (como a SS que estava 160,00) mas faz questão de participar, não sabemos a condição financeira dessa pessoa, e se essa pessoa tem o salário certinho pra sustentar a casa, criar filho e etc? Muitas corridas já paguei e não me importei com pipoca, assim como também já corri de pipoca em algumas de 5k e 10k, mais pra seguir planilha de treino, portanto se as corridas fossem um preço popular mais acessível teria um menor de número de pipocas, vamos tirar um exemplo da Prova do Instituto Olga Koss que custou apenas 26 reais e foi uma baita organização e não ficou devendo nada para provas que custam 120,00 a 140,00 reais pra você correr 10k.
        Portanto, tenho certeza que nem todo mundo tem condição de pagar toda prova domingo, a pessoa ira priorizar algumas e tenha certeza que o Pipoca de hoje será o Inscrito de amanhã, e o Inscrito de hoje será o Pipoca de amanhã. A gente não sabe o que pode acontecer lá pra frente com essa crise politica e econômica que o Brasil esta vivendo.

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      • Danilo Balu disse:

        Mas quem disse que foram 15mil pipocas? E porque 13 copos por pessoa daria? Falha houve, certeza… mas é complicado vc contratar 10 garçons pra uma festa e daí aparece o dobro de gente, metade deles penetra e a gente culpa… a equipe de garçons por incompetência. Acha justo? Eu faço força, mas não consigo achar…
        Sobrou água no final? Até onde vi, sobrou…. mas é uma regra básica: em algum lugar vai acabar primeiro e em algum lugar vai acabar por último. Não tem como tamanho estoque acabar exatamente em 5-6 postos ao mesmo tempo… é um sincronismo que nem escola de samba tem.

        Quem diz que “estavam sendo aproveitadas para o show da virada na Paulista” ou desconhece o assunto, ou tem má fé, isso porque a Yescom não tem relação com o evento!! Por que ela daria água pra um evento que nem dá água?!?!

        Falar que é crise econômica é dizer que desempregado ou os mais pobres têm inclinação para quebrar a lei… esse discurso não consigo abraçar, sinto mto… a ideia é que o preço tampouco… mesmo em corridas gratuitas eles estão lá! É da índole, não do bolso da pessoa! Fora isso, correr prova não é necessidade básica! Ninguém precisa correr todo domingo! Ou precisa? Daqui a pouco vai ter quem defenda que o governo subsidie…

        Nessas horas cada um arranja a desculpa que quiser pra cometer o que sabe que é errado.

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      • Emmanuel disse:

        Danilo, Vou te dar um exemplo: Teve a corrida do Mac Donalds que a principio era somente inscrição para mulheres, nesse dia a minha planilha era 25K, e sai de guarulhos as 4:30 e fui ate o ibirapuera correndo chegando por volta das 6:20 (De Guarulhos ao Ibirapuera deu 20k), e nisso eu fui ate o evento para acompanhar e incentivar uma amiga que estava começando a correr, ate então eu fiz os meus 20K no longão + 5k da corrida do Mac Donalds acompanhando o ritmo dela e eu vi várias pessoas (Família com filhos pequenos com carrinho de criança curtindo o evento, corredores levando cachorro, gato, pai com criança no colo, sensacional.
        O meu foco das corridas é aquelas de 15k pra cima, meia maratona, maratona.
        Eu sigo planilha mensal pra aprimorar os meus treinos, e ja fui pra algumas corridas de 5k e 10k de pipoca pra adquirir ritmo, melhorar performance, resistência e tal, nessas horas nem me preocupo em pegar água porque estou focado no meu desempenho, do percurso, e nessas corridas que vou de pipoca, costumo levar minha bebida que preparo em casa, e vou tomando durante o percurso (põe o suco numa garrafinha de agua de 500 ml, mais 2 gel e mais 2 barra de cereal numa pochete de corrida e esta de ótimo tamanho pra mim), portanto a unica coisa que irei utilizar do evento (quando não estou inscrito) é o percurso que através do meu garmin verifico minha performance.
        Abraços e ótimas corridas para todos.

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      • Emmanuel disse:

        Danilo, O que você tem a dizer sobre isso?

        https://www.facebook.com/groups/126686910740530/permalink/1201313776611166/

        Então porque a pessoa estava ajudando a empurrar o cadeirante não justifica o tal do Rodolfo ter uma visão preconceituosa.

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      • Danilo Balu disse:

        Os idiotas são de todos os tipos e todas as cores…

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    • Emmanuel disse:

      Danilo, vou discordar de você em um ponto. Acho que você esta sendo muito radical em relação a isso, e vou citar um outros dois exemplos:
      1-Já presenciei corredor levando o personal (professor) pra ditar o ritmo dele de corrida, nesse caso o professor seria pipoca? Qual adjetivo você colocaria para o professor?
      2-Outro aspecto: A inclusão social, muitos corredores (inscritos e não inscritos) foram pra São Silvestre ajudar a empurrar os cadeirantes durante os 15K, uma atitude linda, maravilhosa que presenciei e ouvia gritos pela São Silvestre “Correr por eles, correr por eles”, ou serão crucificados chamando-os de pipocas bandidos também? E não sei se você ficou sabendo teve um corredor que fez um comentário infeliz descriminando os cadeirantes e os ajudantes alegando que eles deveriam ter feito inscrição e que estavam atrapalhando os corredores normais pois ele não tinha culpa de ter nascido perfeito sem nenhum problema de saúde (preconceito e discriminação nem preciso comentar sobre a atitude desse sujeito)
      Outra questão: Na corrida City Marathon Asics no ano passado, passando de 30K, veio uma galera de bike (cerca de uns 20 ciclistas), deveriam estar fazendo algum percurso e no momento que eu passei, os repositores fizeram questão de dar os gatorade pra todos (Achei a atitude sensacional e solidária, e se alguém presenciou confirme o que eu disse, pois achei bacana os ciclistas pararem pra pegar o gatorade para hidratação e seguir o percurso.

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      • Danilo Balu disse:

        1. O personal é corredor-bandido. 2. Várias organizadoras contam com projetos envolvendo cadeirantes. Quem empurra, o guia, está inscrito com a pessoa, ainda que sem número de peito. Queria ouvir de alguém que ficasse sem água a opinião se os ciclistas acabassem com ela no 30km… O humor seria outro.

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    • Emmanuel disse:

      Rafael, você foi brilhante no seu comentário, e deixo claro um registro que presenciei na maratona city da asics ano passado, eu presenciei vários ciclistas (cerca de 20) parando em um dos pontos de hidratação de gatorade e os repositores deram gatorade para todos os ciclistas, e nem por isso os corredores inscritos no momento da chegada dos ciclistas ficaram questionando ou chamando de bandidos os ciclistas, você ter opiniões diferentes é válido e faz parte da democracia, só não acho válido chamar as pessoas que não pagam as inscrições de bandidos, pilantras, não sabemos a condição financeira de cada um. E se um dia que estiver inscrito correndo e eu ver algum inscrito ofender algum não inscrito chamando de bandido, faço questão de chegar pra pessoa que não se inscreveu e da a minha água pra ela tomar. É muito feio querer julgar as pessoas chamando de bandidos.
      Abraços Rafael e parabéns pela sua percepção.

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      • Danilo Balu disse:

        Queria ver quão bonito vc acharia o gesto fossem 300 ciclistas pegando isotônico e vc a ficar sem na Maratona…. Queria ver o abraço fraternal….

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      • Emmanuel disse:

        Sim Danilo, já aconteceu no final de eu não ter água, e sabe o que fiz? Parei em um ambulante eu comprei uma água de côco, segue o jogo…
        Sobre os cadeirantes, a equipe dos “Monstros Das Corridas” fazem esse trabalho de inclusão social “Correr Por Eles” em ajudar a empurrar os cadeirantes, um ótimo gesto de incluir os cadeirantes e trato los da mesma forma iguais a todos.

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      • Fernando Saldanha disse:

        Corrida não é esse serviço de primeira necessidade, sem esta de inclusão social. Pagar o personal e deixar de pagar a inscrição ? Se um personal corre de pipoca atesta o seu ¨profissionalismo¨. Podem florir ainda mais o pipoca, mas este é um meliante e está usufruindo de um serviço sem pagar por este.

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      • Emmanuel disse:

        Fernando Saldanha, não entendi esse seu comentário “sem essa de inclusão social”. Desculpa, mas eu apoio a inclusão social sim, que preconceito cara.

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  2. Acho que o termo pipoca surgiu com os blocos carnavalescos da Bahia.
    Pipoca é quem vai sem abadá. Mas não é ilegal. Há um cordão de isolamento. Quem tá fora não precisa pagar.

    E quanto ao uso de termos para suavizar possíveis crimes, o mesmo acontece com software pirata (que geralmente é software roubado). Ou vírus de computador (que geralmente é um programa feito para ferrar o computador de outra pessoa). Não é fenômeno brasileiro.

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  3. ROGERIO DOMINGUES disse:

    E os flanelinhas que cobram o olho da cara para deixar o carro na rua em dia de corrida e ngm faz nada, organizadores, policiais ficam todos de braços cruzados e que paga além dos R$ 100,00 de inscrição é intimado a dar mais 10 ou 20 para parar o carro na rua. Um absurdo.

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  4. Fabio Rebelato disse:

    Os argumentos “rua pública” e “direito de ir e vir” só mostram a gigantesca ignorância de quem profere bobagens como essa. Paga-se pelo direito de justamente privatizar, por um número curto de horas, algo público. Durante a prova, a rua deixa de ser de todos e passa a só poder ser acessada por inscritos e organização. Ponto final. Não-inscrito ocupa espaço. Não importa se pegou água ou não. É errado. Não importa o valor da inscrição. Existe sempre a cidade inteira para correr, mas o não-inscrito quer alguém que feche o trânsito pra ele, quer galera, quer correr a prova e não pagar. Correr sozinho, de graça, em qualquer outro lugar do planeta Terra não tem graça. Às vezes a discussão fica no simplório “pegou ou não pegou água” quando na verdade o corredor-bandido sabe que está errado. Como Balu corajosamente falou em vídeo no Corrida no Ar, ninguém no Brasil quer entrar em dividida. Encitar ódio de cu é rola. Corredor-bandido está errado. Ponto final. Quantas e quantas vezes não estou dentro do parque Taquaral (Ibirapuera de Campinas – SP) fazendo meu longão enquanto acontecem provas ao redor do parque. Corredor-bandido é chupim. O brasileiro médio é um bunda mole, paga-pau, que não entra em dividida. Parabéns pela coragem, Balu!

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  5. CHAMAR CORREDOR PIPOCA DE BANDIDO É UM TANTO EXAGERADO, CORREDOR EM SUA GRANDE MAIORIA SÃO TRABALHADORES. SOU CORREDOR A 40 ANOS, NÃO ENTRO EM UMA PROVA SEM INSCRIÇÃO, NÃO FAZ SENTIDO, QUERO CRUZAR A LINHA DE CHEGADA E FAZER JUS A MEDALHA, OLHAR PARA O CRONOMETRO E VER MEU TEMPO, AGORA DEVEMOS RECONHECER QUE AS ORGANIZAÇÕES COMO YESCON, ATIVO ENTRE OUTRAS, GANHAM MUITO PARA ORGANIZAR CORRIDAS, BASTA OLHAR PARA OS PATROCINADORES DOS EVENTOS COMO SÃO SILVESTRE, MARATONA DE SÃO PAULO, MEIA DO RIO ENTRE OUTRAS,E O VALOR COBRADO PELAS INSCRIÇÕES É UM FATOR LIMITANTE PARA MUITOS CORREDORES. É EVIDENTE QUE NÃO JUSTIFICA UM CORREDOR PARTICIPAR SEM INSCRIÇÃO, POREM É NECESSÁRIO EDUCAR, INCLUIR, INCENTIVAR E NÃO DEMONIZA-LOS.

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    • Danilo Balu disse:

      Ah a educação como solução pra tudo… são sempre uns coitadinhos…

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      • germanogeo disse:

        Países onde a educação é prioridade, não há corrupção,não há construção de presídios,não há pipocas, portanto educação é e sempre será a solução, lembrando que nosso país tem um pouco mais de quinhentos anos, culturalmente somos um bebe engatinhando, somos o resultado de exploradores e não de colonizadores, dai a necessidade de sermos educados formalmente, para sermos educados como noruegueses, suecos, holandeses…. pipoca não são bandidos, bandidos não levantam de manha para treinar, correr, praticar saúde para o corpo, bandidos estão engravatados espoliando nosso país…

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      • Danilo Balu disse:

        Essa é uma correlação é rasa e parecida com aquela que diz que somos pobres por causa da temperatura alta. Além de tudo é preconceituosa porque os mais pobres são os menos instruídos, atribui à pobreza a má índole. Cometa um crime nesses países e vá com essa desculpa de ter sido falta de aula de reciclagem…

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    • Fernando Saldanha disse:

      Pipoca é eufemismo para o meliante. Não trata se de um bem/serviço de primeira necessidade, logo se achar caro, ou não tiver dinheiro, não corra, não invada, não roube o serviço. E tomara que obtenham lucro e criem emprego e cada vez mais nos entreguem um serviço a altura.

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  6. Renata Mendes disse:

    Oi Balu, olha o item “BANDITS & BIB SWITCHING” dessa maratona: http://www.bsim.org/Event_Information/Marathon.htm – Talvez banir por 1 ano de eventos do patrocinador ajuda? O que voce acha?

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    • Danilo Balu disse:

      É um direito… eu acho que banir é um jeito bom, mas focar no menos importante… pergunte ao organizador que não esgotou sus inscrições… pra ele quem troca número não fez um mal em si… quem faz mal é quem compra inscrição da SS a R$160 e revende a R$200 em dezembro, que compra a da Golden Run DF a R$1500 e vende a R$200… esse cara se apropriou de algo que não possui e tenta lucrar com isso. Vc pode punir quem repassa o número (que vendido a preço de face não traz prejuízo) e não tem como punir o bandido, afinal, ele nem inscrito está! Pra mim é foco errado, mas é um direito…

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  7. renataster disse:

    Se agua fosse publica e nao se deve negar a ninguem, entao que os bandidos tambem paguem minha conta de agua por favor.

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