Leituras de 3a Feira

Não tenho absolutamente nada contra as assessorias/grupos de corrida, até porque já tive a minha com mais de 400 alunos. Não tenho nada contra correr com música, até porque tive épocas em que corria 100km/semana ouvindo mp3 100% do tempo, mesmo em tiros bem fortes. O que eu acho é que o corredor precisa encontrar algum prazer enquanto corre sozinho ou acompanhado. Precisa aprender a curtir a corrida no silêncio da natureza, no barulho da cidade ou ao som de sua banda preferida. Necessita tirar satisfação na rodagem lenta, na ritmada e mesmo alguma sensação boa dos tiros. Obviamente que não há regras, eu só acho. Todos têm suas preferências… as minhas são tiros (quando em boa forma), sozinho e ao som de música. Mas a experiência com a corrida quando você consegue tirar prazer das mais diversas situações torna tudo muito melhor e mais fácil. Só acho. Escrevi tudo isso para recomendar o texto da Runner´s World a amável solidão do corredor solitário. Aprenda a ver o lado bacana também daquilo que não é a sua preferência. É o que eu desejo que você consiga fazer melhor em 2017!

Auto-jabá: é divertido e gratificante ser avisado domingo pela manhã com mensagens e notificações que você é fonte de dados com informações que somente você tem sobre seu esporte. O Esporte Espetacular da TV Globo domingo falou um pouco sobre o crescimento da corrida de rua no Brasil e eis que usam o Recorrido.

Auto-jabá 2: no blog co-irmão o que acontece no final do ano com nosso peso e o que podemos fazer para reduzir o estrago?

O canal de YouTube do COI está com uma série colocando influenciadores fitness para treinar ao lado de atletas de verdade. Dá pena. Neste aqui você vê a linda velocista Natasha Hastingsg dando uma surra (*aqui com a opção de legendas em português, dica do Adolfo Neto). A diferença começa pelo corpo, depois de alguns segundos você vê que é uma criança competindo com um adulto. *dica do Pedro Ayres.

Bela matéria do Esporte Espetacular mais uma vez relembrando a vida e carreira do saltador Tiago Braz!

O Run Blog Run republicou um belo texto homenageando e contando mais sobre um dos maiores atletas belgas da história, Ivo Van Damme, que dá nome a um dos maiores meetings da história. Muito muito bom!

11 pensamentos sobre “Leituras de 3a Feira

  1. Joao disse:

    A reportagem do Esporte Espetacular sobre a São Silvestre também foi bem bacana, com o gari que terminou em 17o

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  2. Julio Cesar Kujavski disse:

    Gari em 17 ?
    Quem é ?
    Olhei os resultados de 2012 a 2016 e até o 20 colocado só tem atleta profissional, inclusive tem africano acima da colocação 10.

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  3. “depois de alguns segundos você vê que é uma criança competindo com um adulto” >>
    É preciso entender que o vídeo foi para ajudar a divulgar Natasha e o esporte atletismo que, apesar de dar medalha, é um nada em popularidade entre muitos jovens e mesmo entre adultos. Minha filha e seus colegas de escola não curtem atletismo. Mas conhecem youtubers.

    A Susana tem 733 mil inscritos em seu canal de Youtube
    https://www.youtube.com/user/susanayabar
    E ela deve ser famosa apenas entre povos de língua espanhola. Talvez tenha alguma penetração na comunidade hispânica dos EUA.

    Natasha, nem se somar seus seguidores no Instagram https://www.instagram.com/natashahastings/
    ou no Twitter https://twitter.com/natashahastings
    chega a 200 mil.

    Eu mesmo nunca tinha ouvido falar de nenhuma das duas.

    E quanto ao termo “atletas de verdade”, ainda mais com negrito no final, eu acho bem errado. Atletas competitivos seria um melhor termo, pois inclui todo o doping, as lesões e as pilantragens que muitos deles fazem. Atleta de verdade é quem é atleta de alguma forma. Isto talvez inclua a Suzana.

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    • Assistam ela (Susana Yabar) com o brasileiro mesatenista Hugo Calderano.

      A sessão de treinos dele é bem mais interessante que a da Natasha:

      https://www.olympicchannel.com/en/playback/hitting-the-wall/episodes/can-susanayabar-keep-up-with-hugo-calderanos-table-tennis-speedy-workout/

      Só não gostei da parte em que ele diz para ela “aqui é a parte em que você vai perder” ao chegar na mesa. Que mentalidade doente…
      Mas ele foi bonzinho ao jogar deixando ela retornar as bolas.

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      • Danilo Balu disse:

        Alguém que passa boa parte da vida até os 35 anos em frente a uma mesa tendo que ganhar em um jogo para poder viver tem que ter uma mentalidade um tanto qto particular….

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    • Duas coisas interessantes do treino da Natasha:

      1. Ela diz que o aquecimento é mais longo do que o treino (que foi de alta intensidade).
      2. Ela diz que tira um cochilo depois do treino.

      O ponto (1) vale para aqueles argumentos idiotas de que se você faz Alta Intensidade economiza tempo. Bem, se contar o aquecimento talvez não.

      O ponto (2), e a cara de sofrimento da Natasha em certa partes do vídeo, deixa claro para mim que este tipo de treino só faz quem é pago para isso ou muito apaixonado. Não faz sentido para atletas reais, que tem uma vida além do movimento.

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    • Danilo Balu disse:

      Sobre o “atletas de verdade”, acho que vc sabe bem o que penso… um maratonista profissional é tão sadio atleticamente qto um homem fisicamente ativo aos 60 anos… tem calcanhares e joelhos de um idoso, níveis de força de um garoto, tendões comprometidos… Mas para o Esporte (com “E” mesmo), “atleta” é aquele indivíduo que vive financeiramente da prática de sua atividade esportiva competitiva remunerada via salário ou premiação. Uma das consequências de “sobre-assessoramento” de pessoas na atividade física, é mimar o cliente o chamando de atleta… a pessoa treina 2x/semana por 30min e vira… atleta. Que é atleta não precisa fazer mto mais. É uma espécie de efeito rebote. Esses YouTubers que se consideram atleta (não escondo que não confio neles) não têm níveis atléticos que vc encontra em qq universitário que compita por sua faculdade.

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      • Ah, sim, tem razão.
        É que depende do contexto mesmo.
        Esse contexto de assessoria que diz que fulano é atleta, como se isso fosse quase o mesmo que um atleta competitivo, é cheio de coisas estranhas.

        Quanto aos Youtubers, vejo-os como apresentadores de TV. Não precisam ser nada. Basta serem simpáticos. E a Susana é bem simpática. Ela não parece querer fingir ser atleta profissional.

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  4. Ralph disse:

    Quando comecei a correr, há pouco tempo, eu jamais imaginei que uma prática tão comum tivesse tanta “rabugentice”.
    Fazia lutas antes, e aquelas regras de “não pode isso”, “pode aquilo” me entediou. Procurava algo exatatamente pra fugir desse mundo de regras e ser mais livre.
    E ingenuamente achei que a corrida pudesse me oferecer isso. Puro engano.
    É tanta reclamação, tantos julgamentos, tanta gente cuspindo regra(pra não dizer outra coisa) que é difícil ler algo sobre.
    Que tal as pessoas calçarem seus tenis (ou não), sairem pra correr e fim?
    Cada um corre a distância que quiser, treina o que quiser, quantas vezes quiser e tá tudo certo.
    Rótulos, rótulos e mais rótulos. Que coisa chata!

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