Leituras de 5a Feira

Existem 2 tipos de corredor: o que não faz academia e o que odeia academia, mas faz para melhorar a corrida. Funciona? Meu palpite é que bem feito, sim! Um texto muito bom do Alex Hutchinson vai direto ao ponto: trabalho de força (e isso é bem diferente de apenas fazer academia!) parece trazer ganhos substanciais na economia de corrida. Meu adendo: se você vai à academia para melhorar sua corrida e não faz agachamento livre, você está fazendo isso muito errado…

Ah a regra dos 10% de aumento semanais de volume… não sobrevive a uma pesquisa ou raciocínio vagabundo de 5 minutos… Um texto bacana da Level Renner explica o assunto!

Texto ótimo para nerds (como eu) de plantão: usar regressões matemáticas para analisar recordes mundiais. De cara você observa duas coisas: a falta de premiação em dinheiro e provas de 50km fazem o recorde mundial ser lento, quando comparado às demais marcas. E a marca dos 100m pode parecer lenta, mas aí temos que considerar que a aceleração (30m) dela “atrapalha” quando você compara com os 200m onde você vem “lançado”.

O The Washington Post teve uma ideia bacana, levou um amador para treinar com algumas profissionais americanas para ele sentir na pele. Você vê o abismo que os separa quando o amador escolhido se qualifica como “serious runner” acumulando 65km semanais de treino para maratona e tendo média semanal de menos de 35km. Como disse um leitor, quando falamos em desempenho isto está mais para “casual jogger”.

Um daqueles ótimos textos que somente um portal como o Let´s Run pode e consegue produzir: seria o americano Chris Zablocki o atleta mais interessante da corrida?

A Spikes separou as 10 melhores músicas envolvendo famosos do atletismo!

Run Caleb Ndiku!

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8 pensamentos sobre “Leituras de 5a Feira

  1. Julio Cesar Kujavski disse:

    Por isso geralmente me abstenho de comentar sobre casos de doping.

    O que eu, do alto dos meus 50 km semanais e 1:23 na meia maratona teria a dizer sobre um atleta profissional que faz 200 km semanais e precisa sustentar a família literalmente com o seu suor e as suas dores ?
    Vou dizer que ele está trapaceando ? Não.. não é tao simples assim.
    A vida dele é totalmente diferente da minha, e não é porque “nós dois corremos” que ela fica mais parecida.

    A corrida pra mim (pra nós todos aqui) é hobby. Por mais “duro” que “treinemos” nunca chegaremos perto de quem tem a pressão de vencer ou subir no pódio para assim pagar suas contas.

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    • ciro disse:

      Muito bom! É exatamente isso.

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    • Rafael disse:

      sempre penso isso

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    • Danilo Balu disse:

      Eu acho que no fundo no fundo a pessoa SEMPRE tem a escolha é s chance de fazer o que é (aquilo que ela acha) que é certo. Mas é a qtide de dinheiro envolvida no esporte que não me faz nunca mais acreditar 100% que alguém é limpo.

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      • Julio Cesar Kujavski disse:

        Meu comentário foi pensando nos atletas digamos, mais humildes.

        Por exemplo a Sueli Pereira, ao que parece ela não recebia salários do Cruzeiro, ou, mesmo que recebesse, não deveria ser muita coisa. Recebia bônus por pódio e vitórias (por dar visibilidade ao clube e etc).

        A vida de um atleta sem salário é muito dura, não tem segurança nenhuma. Aí o atleta se mata de treinar, chega na prova e perde pra alguém dopado, e assim vai durante meses e anos, chega uma hora que o desespero bate.

        A coisa é um pouco diferente para um atleta com salário bom e em dia. Acho que no Brasil somente os atletas da BMF. É claro que também precisam mostrar resultado, mas a pressão não é tão esmagadora quanto ter que pegar pódio pra pagar a prestação do carro, por exemplo.

        Curtido por 1 pessoa

  2. Bom, eu alguns exercícios calistênicos em casa (flexões, abdominais e tal) mas a minha motivação principal não é melhorar a corrida mas sim exercitar os músculos e articulações que não são exercitados na corrida. Se ajudar na corrida melhor. Desconfio que muitos pensam assim.

    A questão do doping é complicada. Qualquer esporte em geral é composto por regras arbitrárias (porque 42,1 km e não 40???) e proibição do doping é uma dessas regras. Logo, quem se dopa está trapaceando.

    O problema é que o avanço da farmacêutica tornou essa regra impossível de fiscalizar. Os exames antidoping são burlados facilmente e a maior prova é que o Lance Armstrong fez exame centenas de vezes e que eu saiba nenhum deu positivo. O resultado é que os honestos viram “patos otários” que nunca vencem nada e ficam comendo a poeira dos aditivados. Talvez seja melhor liberar o doping como ligas como a ATP e a NBA já fazem de forma tácita (proíbem mas nem tentam fiscalizar). Vai conspurcar o discurso “esporte é saúde” que os locutores repetem sem parar nas olimpíadas (confiram agora este ano) mas pelo menos seria mais honesto.

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  3. Ralph disse:

    Sobre o estudo do trabalho de força. No resumo diz apenas que foram de 2 a 4, Além de pilometria e short sprints.
    Alguém que tenha acesso ao estudo completo consegue dizer quais foram os exercícios que foram utilizados ?

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  4. adrianapiza disse:

    Interessante do Alex Hutchinson é que ele comenta que se trocar o tempo que se fica nos exercícios, por mais tempo correndo, talvez dê na mesma (ou seria até melhor?)….afinal mais corrida também melhoraria a economia de corrida.
    E fala em exercícios de volume leve a moderado….200 saltos???

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