Leituras do Adolfo

Eu confesso que sou fraco com algumas coisas… não consigo manter 100% da compostura quando ouço 2 coisas vindas de treinador e nutricionista: correr em jejum faz mal (ou é perigoso) ou que pular refeições prejudica a massa muscular. É muita ignorância em um assunto que deveriam entender pela formação (nutricionista) ou pela prática (treinador). Já fiz meus testes (correndo forte ou fraco em até 16-18 horas de jejum completo) e treinando longos pela manhã. Um espanhol foi mais longe, correu 50km depois de 4 dias em jejum! Minha dica: leia o texto, com os links e referências que ele dá, você estará mais atualizado que uns 80% das assessorias de corrida do país. *dica do Adolfo Neto, não lembro.

Um texto cuidadoso sobre o que há de mito e de verdade no uso de tênis esportivos. Muito bom! *dica do Adolfo Neto.

Muitas pessoas associam correr maratonas com um hábito de vida saudável. Não é. Estar em forma, ser saudável exige você estar em ativo de forma a treinar e poder usar bem as diversas valências físicas (velocidade, força, equilíbrio, agilidade, flexibilidade…). Correr maratonas no asfalto é fragilista.

Um texto sobre ultramaratonas que pode ser replicado praticamente 99% em corridas no asfalto. A corrida é repleta de corredores-clientes que só faltam querer que corram por eles. É o tempo, a hidratação, o abastecimento…. desculpas sem fim! “Correr não é para pussies”! *dica do Adolfo Neto.

Uma das minhas manias é a de não amarrar nunca os cadarços, eles já ficam amarrados o tempo todo. Um projeto quer lançar um mecanismo pra evitar o “trabalho”. Aqui o vídeo explicando. *dica do Rodrigo Richard.

O Jornal Nacional está com uma série especial baseada em atletas olímpicos. A primeira matéria foi comparando Usain Bolt a um bom amador. *dica do Adolfo Neto.

Abaixo mais um trailer do filme Race, cinebiografia do velocista Jesse Owens!

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21 pensamentos sobre “Leituras do Adolfo

  1. Julio Cesar Kujavski disse:

    Sim, corredores, em especial os maratonistas ( ou até aqueles que fizeram uma única maratona na vida) acham que são os seres mais saudáveis e mais aptos fisicamente do planeta.
    Eu também achava isso até o dia que fui fazer a minha primeira aula de pilates. Não consegui fazer nem 30% do que era pedido e no outro dia estava mais dolorido do que se tivesse corrido uma maratona.

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  2. Marcel Pracidelle disse:

    Também só amarro meus tênis na primeira vez que uso e depois nunca mais. Coloco e tiro sem mexer nos laços…

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  3. Gustavo Bianch disse:

    Admiro quem consegue correr de jejum. Só consigo se for um trote bem leve. Essa semana treinei mais cedo que de costume e por isso não comi nada. Fiz um intervalado de 800m e me senti muito mal. Isso é coisa de doido, pra mim não dá certo!

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    • Julio Cesar Kujavski disse:

      Eu acostumei a treinar mais ou menos às 12:00 hrs, sendo que meu café da manhã é bem leve e geralmente antes das 06:00 hrs.

      Sinto fome, mas não sinto fraqueza. Interessante que depois do treino não sinto mais fome do que antes do treino, pelo contrário, perco a fome por algumas horas.

      Mas acho que no caso de treinos longos não é legal ficar em jejum, no ciclismo é chamado de ‘prego de fome”, quando no meio de uma trilha ou treino longo a sua energia acaba.

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      • Eu treino de manhã bem cedinho e antes da corrida só tomo uma caneca de café – sem açúcar – e como uma fruta. Tentei treinar um dia sem a fruta, só com o café e não me senti bem, acabei parando para tomar um suco e depois continuar.

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  4. Artur Villela Ferreira disse:

    Assisti a matéria e fiquei com uma impressão de que poderia ter sido muito melhor se a comparação fosse realmente Bolt x um ESPORTISTA amador, ou seja, comparar o Bolt com alguém que treine os 100m rasos amadoramente, não um “cara rápido da pelada de alguém da produção do Jornal Nacional”.

    Na minha opinião, seria mais legal pegar para comparar, por exemplo, o primeiro atleta dos JUBs que não compete federado, ou o melhor colocado nos Abertos do Interior que não recebe patrocínio ou, puxando a sardinha para o que conheço, o campeão dos 100 rasos na InterUSP.

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  5. Julio Cesar Kujavski disse:

    Balu, e o que vc acha disso ?

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/the-international-new-york-times/2014/12/22/estudo-questiona-indice-glicemico-e-a-ideia-de-carboidratos-bons-e-ruins.htm

    Se for assim mesmo a teoria do low carb está totalmente furada, ou não ?

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    • Danilo Balu disse:

      É bizarro… Como “dieta saudável para diminuir o colesterol” eles ofereceram grãos, frutas, carnes magras… Fora que carne gorda ou magra têm IG baixo… Meteram os pés pelas mãos… Não é “só” IG, é comida de verdade… O cara que diz que IG ou origem do carboidrato não importa, tem que injetar açúcar na veia dele 6x/dia durante toda a duração do estudo dele.

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      • Julio Cesar Kujavski disse:

        Pelo que entendi da matéria o IG é individual. O que aumenta a insulina em vc talvez não aumente em mim, portanto a tabela de IG dos alimentos estaria furada. Ou entendi tudo errado ? rsrs….

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      • Danilo Balu disse:

        O IG é sim individual e ainda muda de acordo com a hora do dia. Além disso, o texto não fala sobre carga glicêmica que é o qto vc come desde alimento. Um chocolate com mta carne tem IG algo do chocolate e carga baixa. Grãos têm IG alto e carga alta.

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    • adrianapiza disse:

      Julio, tem uma frase perdida no meio desse artigo que diz tudo :

      “Quando a quantidade geral de ingestão de carboidratos foi reduzida, os fatores de risco cardiovascular, como o colesterol, triglicérides e pressão arterial, foram para a direção certa.”

      Ou seja, diminua o carboidrato……

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  6. Igor Oliveira disse:

    Eu prefiro correr em jejum ou caso parecido com isso, como de 4-6h antes do treino e não como até lá.

    Sobre os cadarços também não os amarro mais, uma vez só, ai no dia da prova eu desfaço o laço e faço 2 deles, só pra garantir né.

    E se maratona no asfalto é fragilista, maratona no trail é antifragilista?

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  7. Pedro Ayres disse:

    Sobre o fragilismo de fazer sempre a mesma atividade repetitiva, recomendo uma pesquisada na filosofia de Georges Hébert (“Être fort pour être utile”, ser forte para ser útil), que acabou sendo a base do parkour.

    Isso se aplica em tantos domínios do cotidiano, desde carregar as próprias compras, fazer a própria mudança (qual guerreiro runner já desmontou e montou o próprio armário, por exemplo?), ajudar os outros… Ter um corpo capaz e útil.

    Correr é só uma parte da coisa toda.

    E, para quem se interessar, essa entrevista do David Belle acho sensacional:

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  8. Bom, eu devo ser um cara meio estranho mesmo, porque achei esse texto sobre “ultramaratonistas clientes” um total absurdo.

    Corrida é prestação de serviço. Se você faz uma inscrição numa prova e lá no site está escrito que vai ter postos de apoio de x em x quilômetros com GU, alimentação vegana ou caviar o sujeito tem TODO DIREITO DE RECLAMAR se na hora o organizador não cumpre o prometido. É assim em qualquer relação de consumo, se o sujeito não recebe aquilo por que pagou na verdade foi lesado. Só em corridas que aparece um “machão” dizendo que o sujeito que reclama porque não recebeu aquilo que PAGOU é um “mariquinhas”. Fala sério.

    Em tempo: já corri com prazer em várias provas baratas sem chip, nem kit, nem isotônico, rigorosamente nada além de água. Mas os postos estavam lá nos pontos prometidos pela organização. Sem problema: foi isso por que paguei. Se quisesse um “kit recheado” iria preferir outra prova. Mas é completamente inaceitável que um organizador prometa algo, COBRE por isso e na hora não entregue, seja água, camiseta de luxo ou caviar. E pior ainda que apareça um “machão” idiota para zombar daqueles que foram lesados e ainda têm – vejam só – a audácia de reclamar.

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  9. Adolfo Neto disse:

    Só o fato de ultras terem “aid stations” onde você pode deixar sua “comidinha” já é uma coisa meio “fraca”. Para mim toda boa ultra tem que ser autossustentada (self-supported). Não que eu pense em fazer uma… 🙂

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    • Nunca corri uma ultra mas pelo que sei aquelas que são mais bem organizadas tem alimentação nas “aid stations” e eles descrevem no site quais alimentos eles oferecem e dão a opção de você deixar a sua própria comida se quiser. O Scott Jurek, que é vegano, só come o que ele próprio leva.

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  10. adrianapiza disse:

    É melhor buscar ser antifrágil, sem dúvida! Crianças fazem isso naturalmente nas brincadeiras (pelo menos faziam). Hoje vejo a importância e estou tentando diversificar nos esportes além de fazer mais atividades cotidianas que antes não fazia.

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    • Julio Cesar Kujavski disse:

      Eu só corro, faço caminhadas e agora abdominais.

      Se pedir pra eu fazer umas barras eu saio de fininho.

      E olha que já fui jogador de futebol de campo, de futebol de salão e de voleibol, e ainda fiz ciclismo durante um bom tempo.

      Mas também não dá tempo de fazer tudo, ou faz uma coisa ou outra, ou nada.

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