Ah o corporativismo…. – deixem o homem trabalhar 2!

Semana passada soube que o namorado da Gabriela Pugliesi foi detido no Parque do Ibirapuera e levado a uma delegacia por se recusar a mostrar um CREF (que ele não tem) aos fiscais. Acho que não preciso repetir o que eu acho: o brasileiro é irritantemente paternalista, quer um estado grande, babá, paizão, que vai cuidar de tudo. Somos um bebezão esperando o Papai Estado vir trocar nossas fraldas porque não queremos nos limpar sozinhos. Fazemos isso achando que babás não têm custo, mas são como almoço, nunca são de graça!

Antes que digam apressadamente que “a Lei é assim, então deve ser seguida”, lembre-se que temos tantas leis excêntricas que fazer todas funcionar travaria o país. Quantas vezes vimos matérias no noticiário de um miserável que ficou enclausurado por semanas em cadeia superlotada porque roubou manteiga para seu recém-nascido faminto? Você apoia esse tipo de prisão? A existência de uma Lei não garante que ela seja correta, do contrário eu deveria estar enchendo gratuitamente como escravo a laje do meu senhor. Na verdade, é a existência e o cumprimento de uma lei que diz mais sobre nós.

O CREF, já disse aqui, é só mais chupim que vive do sangue alheio. Conselhos vivem da falta de concorrência que uma lei jurássica garante para pagar o salário do pelego com o trabalho de terceiros. É o vício deles de querer o bem a um terceiro que ele julga incapaz de trabalhar sem supervisão. Mas nessa vida nada é de graça. Então fui atrás de uns dados.

Assim como o CREF, eu adoraria que o governo obrigasse milhares de pessoas a pagar POR LEI o pedágio que pagaria o MEU salário. E eu não iria nunca querer largar esse osso. O senhor Flavio Delmanto, atual presidente do CREF, está há QUINZE ANOS presidindo o CREF. Eu sempre estranho quem tem tanto apreço por um cargo assim. É muito estranho, mas ninguém pode JAMAIS insinuar nada, pois ele não fez nada de errado.

Vou fazer uma conta básica: a diretoria do CREF não recebe o salário, mas nada como o linguajar técnico, né? É nele que moram os detalhes. Seu salário é zero, mas seus benefícios…. ah meniiiiino…. Se você for da diretoria do CREF e for de SP a Campinas uma vez ao dia por uma hora que seja, sabe quanto você recebe de ajuda de custo?

Segundo a própria tabela do próprio CREF, você embolsa pelo menos R$10.200 (DEZ MIL E DUZENTOS REAIS) por MÊS ainda que fique uma hora (ou menos) por dia em Campinas*. Até eu que sou mais bobo gostaria desse benefício. Viajando o Brasil inteiro NUNCA tive adicional por viagens. *Isso só não inclui gasolina, mas também não inclui outros reembolsos como pedágio.

Mas o que mais chama atenção, não são os 15 anos na presidente do CREF sendo reembolsado estupidamente MUITO ACIMA DA MÉDIA para salvar e valorizar a profissão de nós, profissionais do esporte. Mas se você for em seu CV, verá que ele não é formado em Administração. Dois pesos, duas medidas. O namorado da Pugliesi não pode exercer a quem quer pagá-lo, mas você pode ficar 15 anos à frente de um conselho sem ter estudado para isso.

A pelegada precisa entender que cada um tem que ser livre para procurar quem bem lhe convier para ser seu orientador. Tenho tudo contra quem é picareta e vem dizer quem possui uma formação que não possui. Mas quero eu ter o direito de procurar quem eu quiser. Falsidade intelectual é e tem que ser sempre crime.

Mas veja esse caso. Acaba de ser regulamentada a profissão de DJ no país. É no mínimo um absurdo que um estado que mal faz o básico, mal entrega esgoto à população, querer vir legislar na profissão de DJ! Mas se você olhar com calma, verá que criaram o Sindicato de DJs! Lógico! Quem não quer sua boquinha por 15 anos? Para isso ninguém perde tempo! Veja bem, o estado garante o sindicato E pagantes! Queria eu que o estado sancionasse uma LEI que obrigasse você a ME pagar o meu salário!

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Eu tenho um princípio: sempre desconfio de pessoas benevolentes que lutam “por nós” e são pagos para isso. Mas antes de você compartilhar desse meu inconformismo, queria que imaginasse como poderia funcionar uma realidade em que TODA PROFISSÃO tivesse que ser regulamentada. É um non-sense. Você pode não saber, mas o CREF aceitava até tempo atrás que pessoas com QUALQUER formação tirasse o CREF desde que pagasse uma taxa. O que interessa REALMENTE ao CREF não é a valorização da profissão, essa não é exatamente a prioridade deles…

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35 pensamentos sobre “Ah o corporativismo…. – deixem o homem trabalhar 2!

  1. Mario Mello disse:

    Balu,

    Sou do tempo em que não havia o CREF, não vou me alongar, apenas dizer que em minha visão o CREF ajudou muito a profissão do profissional de Educação Fisica. Pago duas anuidades, a minha de professor e a de minha empresa, sai caro? sai. Mas com certeza a minha profissão esta 1000 vezes melhor de quando não existia o conselho. Disso eu não tenho a menor duvida.

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    • Danilo Balu disse:

      Eu não estou querendo dizer que o CREF deva ser proibido… Não podemos achar que conquistas foram por causa deles… O boom da corrida, do qual vc faz parte, acontece sem ninguém regulamentar. Eu acho que cada um tem o direito de se filiar, só isso.

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    • edubausasef disse:

      Mario, me desculpe, mas não faz sentido essa resposta. O CREF não fez nada para melhorar nossa profissão, pois quem faz isso são os profissionais nela envolvidos. A fiscalização que essa instituição faz é apenas burocrática, pois o que percebo é que não há cuidado algum com a idéia que eles vendem, que é a preocupação com a saúde do usuário.

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      • Mario Mello disse:

        Ë uma questão de opinião! Para mim ele foi um divisor de águas. Sem uma regulamentação até hoje pegadores de bola estariam dando aula de tenis, ex jogadores treinando crianças com a metodologia que neles foram feitas, sem ter noção das diferenças entre um adulto e uma criança, etc etc lembra que eu não queria me alongar… Quando iniciei na minha profissão há mais de 30 anos ninguém dava bola para um professor de Ed fisica, até desdenhavam . hoje conquistamos muitas coisas, a principal o respeito e em minha opinião foi devido a regulamentação este foi o divisor de águas. Mas é apenas minha opinião, respeito as dos demais.

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      • Danilo Balu disse:

        Veja bem, concordo que a regulamentação trouxe benefícios! Não condeno JAMAIS quem se filie ao CREF! Só acho que não deveria haver obrigatoriedade. Conheço ex-pegador de bolinha que hj ministram aulas e nunca pisaram na faculdade. Eles têm o CREF comprado que o próprio CREF permitiu. Eu não tenho. Esses furos que me deixam inconformado…

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    • edubausasef disse:

      Outra coisa que me chama a atenção é a apropriação do CREF sobre artes desenvolvidas há mais de 2000 anos. Como contestar alguém que pratica o Yoga, e que faz disso seu modo de vida, e ainda por cima dar direito a um recém formado para exercer a profissão de professor de “Ioga” – é assim que se intitulam – e me pergunto, é desse modo que o CONFEF/CREF se preocupa com a saúde dos brasileiros?

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  2. Fabio disse:

    Eu concordo com o texto. Seria errado se ele falasse que é formado e não é. Quem treina com ele sabe que não é formato e faz essa opção!
    Parece que os profissionais ficam com raivinha! Se o cara tem um monte de aluno, deixa o cara! As pessoas tem o direito de escolha! O pessoal não pode ver o sucesso de alguém e já quer acabar com isso, porque não tem competência para ser melhor.

    Nunca participei dos treinos desse cara. Mas se eu quisesse treinar, é minha escolha! Todo mundo já é bem grandinho para fazer sua escolha. Os profissionais de educação física precisam chamar a mamãe!
    “Mããããããeeeeeeee!!!!!!! ele está roubando meu lugar!!!! Faça alguma coisa!!!!”
    “Tá bom filhinho!!!!!! Vamos dar um jeito nisso!!!”

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  3. Ale Augusto disse:

    Massa pra caramba seu texto.
    E concordo tambem com o comentário do Fabio acima.

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  4. claudio disse:

    Oi Balu!

    Voce pode me dizer que lei e essa que fizeram prender o cara?

    Ate onde sei, nao existe lei alguma que da posse de exercicios ao educador fisico. A unica profissao que tem seus atos privativos regulamentados e a medicina, com o ato medico.

    Sinceramente, nao sei o que e feito pra prenderem o cara. Pra mim e e estranho e, no fim das contas, um marketing pra mostrar que “estao defendendo a classe”.

    Claudio

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    • Danilo Balu disse:

      Não sei o caso com detalhes, mas os fiscais pediram o CREF e por ele e recusar a mostrar o CREF (que ele não tem), ele foi autuado e levado a uma delegacia (não foi preso nem algemado). Ele está sendo acusado de execício ilegal da profissão.

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      • Claudio disse:

        Pra mim o CREF faz mágica. Porque ele não se disse educador físico e, dessa forma, não pode ser acusado de exercício ilegal.

        Estranho as ações do CREF serem “sempre” acatadas. Muito estranho. O CREF está lá para regulamentar os profissionais de Educação Física, não outros profissionais, quer tenham ou não diploma universitário.

        Parece que, no Brasil, com “jeitinho” vale tudo.

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      • Marcos disse:

        Concordo com a ideia do texto do Balu.
        Para colaborar com o debate acrescento que o chamado exercício ilegal da profissão é uma contravenção penal, assim descrita:
        Decreto-Lei nº 3.688/1941:
        Art. 47. Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
        Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis.
        As leis e normas que regulamentam as profissões têm disposições que tornam nulos os atos praticados por aqueles que não atendem as exigências que faz para o exercício da profissão.
        Em resumo, é isso.
        Por fim, tenho trabalho com questões legais há uns anos e acredito que a vida real é quem decide as coisas de verdade. As leis e normas têm um papel importante, é bom ser informado nessas questões, pois ajuda a tomar decisões. Entretanto, muitas vezes a solução que representaria a melhor a ideia de justiça não está na norma, mas sempre está ligada a melhor escolha que a vida apresenta naquele momento. É tomar a decisão e ficar bem com isso.

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  5. adolfont disse:

    Ótimos argumentos. Não tinha pensado nesta questão do excesso de leis e a dificuldade em cumprir todas.

    Importante denúncia. CREF deve ser parecido com aquele outro conselho nervosinho: o CRN.

    Adolfo Neto

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  6. Luis Oliveira disse:

    Brasil é o país onde todo mundo detesta político (com muita razão, diga-se), mas todo mundo adora o Estado. Como faz pra colocar essa construção maluca em pé sem a intervenção do divino ninguem nunca soube, mas a gente persevera.

    Eu tenho uma sugestão pro CREF mostrar sua seriedade. Fazer um “diligencia” no domingo de manhã em uma campo de futebol qualquer em uma periferia qualquer da capital e pedir a carteirinha dos tecnicos dos times. E dar voz de prisão, na frente dos 22 ttulares, dos reservas, dos dirigentes e da torcida.

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    • Rafael disse:

      Pelo que eu sei, treinador de futebol não precisa de registro no CREF. Pelo menos no futebol profissional, amador não tenho idéia

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      • Danilo Balu disse:

        Conhecendo o Brasil e o CREF, é só fazer um curso meia-boca, pagar o CREF e está em casa! Pagando vc consegue tudo!

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      • Fabio disse:

        o ponto é exatamente esse Rafael… querem regulamentar uma coisa da natureza!
        É mais ou menos como querer “revogar a Lei da Gravidade” …

        Meu pai me ensinou a andar de bicicleta, ele não tem CREF! Se eu sair pra ensinar minhas filhas a andar de bicicleta hoje, posso ser preso??
        Ai vem o argumento: Se eu quiser cobrar para ensinar alguém andar de bike, estou proibido, no caso da minhas filhas não vou cobrar (presume-se).
        Mas então qual o ponto, defender UM MERCADO, ou defender os CLIENTES?
        é uma zona… uma bagunça que nenhuma teoria de caos é capaz de linearizar…

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    • Danilo Balu disse:

      O CREF joga com a torcida e encontra quem bata palma. O presidente poderia explicar tb o porquê está há 15 anos roendo o osso com benefícios tão altos.

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  7. edubausasef disse:

    Danilo, faço suas palavras as minhas. Se tem uma coisa que eu não consigo acessar e contestar é o próprio CREF. Aliás, acessar eu consigo sim, mas somente para pagar anuidade ou renovar a credencial. No mais… sem palavras!

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  8. martinhovneto disse:

    Caro Balu, concordo com sua indignação, mas não com alguns de seus argumentos.

    Existem leis bisonhas sim. Lembre-se que as leis são criadas por homens. Hoje na criação destas existe uma inversão de valores. O sistema legislativo deveria ouvir os clamores sociais e dentro de uma técnica legislativa suportar tais clamores transmutando-os em lei, de uma forma parcial e de maneira mais genérica possível, para quer abarcasse a maior parte dos casos possíveis, sendo então papel do judiciário a aplicação a cada caso concreto (sendo bem simplista). Hoje as leis são ,muitas vezes, criadas por interesses (escusos, classistas, altaneiros, humanitários) e ideologias. Alguns magistrados (quem milita na área pode atestar, ou não rsrs) tentam ajustar essa bizonhice legal ao que seria mais justo. Mas a existência destas distorções não quer dizer que todo o sistema legal está distorcido. E discordo que o cumprimento de todas as leis pararia o Brasil. Acredito no contrário, geraria um stress tremendo mas as coisas iriam se ajustar com o tempo (décadas talvez).

    Com relação ao ladrão de galinha preso, o buraco é mais embaixo. Temos um sistema penal fragmentado. A lei esta corretíssima. Roubou? Cadeia. Roubou por fome? Estado de necessidade, excludente de ilicitude (art. 23 do CPC). Mas porque então o carinha foi preso? Existe uma polícia que não tem um ciclo total, que é desligada da polícia científica, que tem um delegado presidindo outros 500 casos, com um MP que nem aparece nas audiências, com um escrivão ganhando R$ 1200 etc etc etc (poderia escrever um artigo inteiro sobre a conjuntura). Falta estrutura. Mas se tivesse todo o aparato necessário e ele ainda fosse preso alguém teria que ser punido! Claro! Tamanha injustiça não pode passar impune. Então precisaríamos de um fiscal. Alguém que detectasse o erro e tomasse providências. Chegamos então em um ponto crucial.
    Pois bem. Já disse isso uma vez por aqui. O problema é a falta de fiscalização. Existe a corrupção por falta de fiscalização. Existe desídia na prestação de serviço público por falta de fiscalização. As contas de um presidente de autarquia não são reprovadas por falta de fiscalização. Qual o sistema mais eficiente do Brasil? O arrecadador de impostos, o mais eficiente em fiscalização. Deva a tomo mundo menos à Receita Federal. Ela vai descobrir. Onde existe uma legislação que é cumprida e o não cumprimento desta causa alguma “pertubação” e existe a fiscalização para garantir isso, temo um estado de direito ideal.

    Existe uma necessidade da regulamentação das profissões. Você gostaria de ser atendido por um médico que não estudou? Um dentista que não passou por uma faculdade? Tomar remédio manipulado sem a supervisão de um farmacêutico? Ter um advogado que não frequentou a academia? Quem responderia se um desses ferrasse sua vida? Entendo que a regulamentação da profissão e sua fiscalização por conselhos (não sindicatos, que são feitos para defender os interesses de uma classe, observe a diferença) são essenciais para a segurança jurídica da prestação de serviços técnicos especializados. Claro que a pessoa ser formada e inscrita em conselho não dá aval de boa prestação de serviços, mas, teoricamente, esse profissional que mal presta o serviço pode perder sua habilitação de exercê-lo por conta da fiscalização do conselho respectivo. É claro que existem distorções, conselhos querendo ser sindicatos, pessoas com ganância de vontade de locupletação etc. Mas acho que uma fiscalização eficiente, um sistema de controle eficiente e uma maturação legislativa dariam conta do recado. Só tem um problema. tudo isso depende de políticos. E não somos muito bom eme eleger os nosso, ou somos?

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    • martinhovneto disse:

      “muito bons” rsrs

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    • Danilo Balu disse:

      Fala Daniel! Tudo bem?
      Vc sabe que sou meio neurótico com algumas coisas… com comentário não respondido é uma delas! E o seu ficou pendurado e acabei me perdendo… =)
      Concordo MTO com a teoria do seu 1º parágrafo, mas não sei se a prática funciona (“discordo que o cumprimento de todas as leis pararia o Brasil. Acredito no contrário, geraria um stress tremendo mas as coisas iriam se ajustar com o tempo”).
      Veja bem, uma coisa é vc ter um profissional que não estudou e outra MTO diferente é ter um profissional que DIZ ter estudado. Já tive e paguei (mais de uma vez) por profissionais não-formados por escolha minha. Vc não acha justo vc PODER escolher isso? Eu NUNCA advoguei a defesa de quem DIZ ser o que não é.
      Todas as vezes que bato na tecla do quão acharque são os conselhos, algumas pessoas confundem que eu defendo mentiroso, mas não! Só acho que deveria ser uma OPÇÃO ser formado e/ou ser filiado. Só isso.
      Abrax!

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  9. Alisson da Costa disse:

    Colega de USP, vc diz que é formado em Educação Física pela USP, mas é estranho que não localize seu registro de diplomado com seu nome “Danilo Balu” na pesquisa online da USP, pelo menos nos registros desde 1989. Esse é seu nome verdadeiro, é uma falha no registro da USP ou vc ainda não se formou?

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    • Danilo Balu disse:

      Me formei, sou Bacharel em Esporte, mas nunca fui no CREF. Nunca escondi isso de ninguém.

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      • Alisson da Costa disse:

        Buenas, então sou levado a duvidar da conclusão da sua formação, até porque, se exerces a função e não és credenciado ao CREF estás infringindo a legislação. Isso explica porque não encontro teu nome nos registros de diplomados da USP.

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      • Danilo Balu disse:

        1. Acha mesmo que me importo se vc ou qq outro acredita em minha formação? Nem meus clientes que pagam minhas contas se importam…
        2. Se sou ou não formado ou pagante do CREF, isso não muda uma vírgula do meu pto.
        3. Se estou infringindo a legislação, que me notifiquem. Que não esperem eu me apresentar.
        4. Já pensou que talvez meu nome não seja Danilo Balu?

        Curtido por 1 pessoa

  10. Alisson da Costa disse:

    Este é o ponto! Eu me importo com o que leio. Achei seu blog e quis atestar sua credibilidade antes de continuar lendo, e pelo visto não encontrei nenhuma. Papel e meio digital aceitam qualquer coisa, eu não. Passar bem.

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  11. Nishi disse:

    É óbvio que a coisa é muito mais profunda do que o namorado da Pugliesi ou o tempo de mandato do Presidente do CREF. É uma questão de visão do papel de Estado na sociedade. O que acho interessante é que muita gente entrou na moda de falar que é de direita e apregoar o “Estado mínimo” (evidentemente para se opor ao PT), mas ao mesmo tempo cobra que “alguém tem que fazer alguma coisa com esse cara”. Oras, o Estado é mínimo ou é grande e interventor? Sei lá qual a resposta certo (isso é opinião de cada um, eu tenho a minha e o Balu já deixou a sua), mas fico meio perplexo quando percebo que muita gente simplesmente não percebe o quanto é incoerente, achando que o Estado deve ser mínimo mas enorme.

    Curtido por 1 pessoa

    • Julio Cesar Kujavski disse:

      Nishi, digamos assim: O estado mínimo é bom pra quem nasceu e vive nos jardins, moema, paraíso, vila mariana, mas não é bom pra quem nasceu em paraisópolis ou no capão.
      Não há meritocracia que dê jeito em tanta desigualdade.

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      • Bruno disse:

        Ou o Estado deve ser mínimo quando não precisamos dele, e enorme quando precisamos… Mesmo nascendo nos Jardins, Leblon, ou onde for. Quando o sinto aperta e o medo bate, o primeiro grito vai sempre na direção do ‘Pai’ Estado.

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    • martinhovneto disse:

      Nishi, Estado mínimo ou máximo são modelos ultrapassados. O atual modelo de gestão é o Gerencial, onde as atividades do Estados são segregadas em as que devem ser transferidas para “figuras privadas” porque este Estado é ineficiente em as gerir, nas atividades que podem ser compartilhadas entre o poder público e o privado e as essenciais do Estado. Este modelo trata o cidadão como ente participativo da gestão, com direitos e responsabilidades. Um modelo simplório é o “combate” À dengue, onde o cidadão também é responsabilizado pelas ações de prevenção.
      O problema é que a implementação desse treco (que existe desde 88 e está em nossa Constituição) depende mais uma vez de nossos queridos políticos (sem paternalismo sem muito voto), os quais escolhemos tão bem…

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    • Luis Oliveira @slowatfifty disse:

      Nishi, este e o paradoxo. Todo politico / administrador publico é ladrão, mas todo mundo adora proteção do Estado. Esse quadrado nao fica redondo nunca.

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  12. […] vocês já sabem o que acho da papagaiada corporativa na Nutrição e na Educação Física (aqui e aqui). As pessoas mais interessantes que escrevem sobre esses temas não pagam o nosso […]

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