Uma lei tosca em Campinas que é a cara do Brasil!

Eu fico imaginando o quão ocioso deva ser o cargo de vereador em uma cidade como Campinas (SP). Semana passada eu tive uma ideia do tamanho dessa ociosidade. Tenho um amigo que costuma dizer que o ser mais perigoso que existe é o “idiota pró-ativo”, é aquele que sente necessidade de “fazer algo”, que tem uma vontade de ajudar só que com um “intervencionismo ingênuo”. Ele faz errado aquilo de que nem precisamos e os danos acabam superando de longe os benefícios. Ele é um perigo no mercado privado e muito caro no funcionalismo público.

O vereador Tico Costa mostrou-se um idiota pró-ativo. Ele é o responsável pela redação (tecnicamente muito ruim, diga-se) de uma lei torta que diz muito sobre nós brasileiros. É bem verdade que eu não posso dizer que o Sr. Costa é um idiota, mas posso dizer que ele é demagogo, populista, oportunista e um ignorante nesse assunto no qual se mete. Isso ele é.

Se ele (e o prefeito e todos os vereadores que aprovaram em unanimidade a lei) abrissem a Constituição, veriam – atenção à ironia! – que PARECE que municípios não precisam legislar sobre Corridas de Rua. PARECE.

Como disse o Luís Oliveira, falta-lhe café… uns 2 alqueires de pé de café pra ele carpir.

No texto de hoje refiro-me à lei que diz, resumidamente, que corridas em Campinas que cobrem inscrição terão que reservar 10% do valor da inscrição aos vencedores (masculino, feminino e categorias por faixa etária). Uma lei estúpida como essa só ganha espaço e terreno num país como o Brasil. Somos um povo demasiadamente paternalista, queremos um estado “paizão”, grande e forte cuidando de nossas vidas por nós, já que não saberíamos nos cuidar sozinhos. Junte-se a isso nosso pavor ao lucro de outrem (o meu lucro é sempre justo e honesto!) e a alquimia é catalisada e potencializada!

palhaço-brasil

Somos mesmo uns palermas que precisamos de babá…

O que a maioria dos brasileiros não entende quando clamam por “mais estado” ou quando aplaudem uma dessas palhaçadas é um princípio que você aprende em uma semana estudando economia: o estado não gera nenhuma riqueza, o estado não produz 1 centavo de dinheiro. Quem produz, é o cidadão com seu trabalho. O estado e nossos representantes políticos têm a missão é de gerir a melhor maneira possível de investir o dinheiro de impostos e tarifas. É assim que funciona!

A segunda razão para uma lei dessas ganhar tanto apoio eu acho que se explica pela pressa de quem não leu, ou não entende como funciona o mundo real, ou que não parou para ver como ela funciona. Não existe almoço grátis, diz o ditado. Papel aceita qualquer coisa, mas o mundo não funciona na base da teoria, mas da prática. Quando você decide de cima para baixo que 10% viram “imposto” direcionado aos mais rápidos, os inscritos terão que passar a pagar esse valor extra, afinal dinheiro não brota em árvores. Como o comportamento humano não atende as leis, mas sim a direção dos incentivos financeiros, saiba que o dono do evento não é tonto para bancar excentricidade de político que joga pra torcida. Na teoria, uma lei pode direcionar até 99% da inscrição, pois o lucro permanecerá intocado e os corredores é que pagarão pela extravagância.

É tentador achar que bastam leis mal redigidas para o Brasil ser uma potência olímpica e aquele atleta dedicado que você conhece ganhar finalmente uma recompensa à altura do esforço dele. Mas não é assim, afinal, cidades não têm que legislar sobre esse mercado. Não podemos nunca nos esquecer que tudo tem um custo. Inventar essa taxa tem uma consequência clara e direta: aumento do valor da inscrição. Outra consequência é a redução do número de provas. E lembre-se que vivemos no país do ié-ié, isso aqui nunca foi sério. A persistir essa Lei Jabuticaba, aquela que só existe no Brasil, basta um jeitinho para uma corrida nunca ter mais de 1.000 inscritos pagantes. Vai virar um festival de “cortesias” e vendas de camisetas burlando a lei.

Uma busca muito rápida me revelou 5 provas (devem haver outras ainda) que tenham mais de 1.000 inscritos: a Meia Maratona Amil, a Corrida da Lua (6km e 10km) e a Corrida Integração – EPTV (5km e 10km). Iria ser engraçado elas mudando para cidades vizinhas para ver a cara dos defensores dos pobres e oprimidos que acham que algo complexo se resolve só com boa vontade e lei tosca.

A mania tão brasileira de fazer caridade com dinheiro alheio...

A mania tão brasileira de fazer caridade com dinheiro alheio…

Aliás, o baixo número de provas com mais de 1.000 pagantes na maior cidade do interior do país por si só já deveria tirar da cabeça de gente teimosa a ideia de que organizar corridas é garantia de lucro alto e fácil.

Por fim, esquece ou não sabe quem ignora que uma prova já paga à cidade taxas altas pelo uso das ruas. Aliás, a prova não… VOCÊ quem paga! O Sr. Tico Costa não acha suficiente e quer que você pague mais. Mas o dele, eu te garanto, continua intocável, afinal ele legisla sobre o próprio salário. E se você vier dizer que meu pensamento é muito capitalista neoliberal, vou dizer que acho você um tremendo ganancioso sem escrúpulos que defende só 10% aos vencedores enquanto eu acho que a lei deveria ser revista, deveríamos dar 90% aos vencedores. Afinal quem vai pagar são os vereadores de Campinas e os organizadores, né? Não?! Ixi… seremos NÓS!!

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62 pensamentos sobre “Uma lei tosca em Campinas que é a cara do Brasil!

  1. Fernandão disse:

    A Lei é polêmica e num primeiro momento acho boa. É fato notório e incontroverso que o custo será repassado (se a empresa organizadora quiser manter ou aumentar seus lucros ou não ter maiores prejuízos). Mas isso necessariamente é ruim? Não acho. O foco dela é o atleta de alto desempenho. Cada lei tem um foco. A lei poderia focar em algo diferente? Com certeza. Se ela é insuficiente que criem novas leis com outros focos. Na verdade será puro achismo qualquer opinião sobre o assunto quanto a repercussão prática da lei. Eu mudaria de opinião se o Blog no final do ano apresentasse um gráfico mostrando que as provas que se enquadram na lei tiveram o número de inscritos reduzidos, foram canceladas (inviabilizadas), aumentaram consideravelmente o valor das inscrições etc. Não acontecendo isso, acho que ela atingiu seus objetivos: apoiar o atleta de alto desempenho. Fica o desafio.

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    • Danilo Balu disse:

      Mais leis?! Lei, imposto e cadastro é TUDO o que o Brasil não precisa. Eu preciso MESMO mostrar que aumentar o preço (ainda da inflação) reduz seu consumo? Isso está na aula 1 de Economia, logo depois que o professor de economia se apresenta falando o nome dele. Certas coisas não precisam ser provadas porque são leis. Vc quem precisa provar que ela atingiu seu objetivo, afinal, qtos atletas ela já beneficiou??

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      • Fernandão disse:

        Dependendo do produto e da demanda, o aumento do preço não irá interferir no consumo. Ainda mais quando se fala em 10%. Não preciso de nenhuma aula de economia pra ver isso. A demanda por passagens aéreas, por exemplo, cresceram ano passado e os preços subiram acima da inflação. Enfim, como disse, em um primeiro momento acho boa a ideia. Precisa ver na prática o que acontecerá. E não quero e nem tenho interesse em provar nada. E ninguém e nem esse post me provou o contrário…

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      • Danilo Balu disse:

        Aumento de preço não interfere no consumo?? Ok, então… sempre achei que esse pessoal da bolsa precisasse estudar um pouco…

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      • Arthur Fortes disse:

        Discutir com idiotas é errado, não vai sair do lugar, esquerdista é como pombo jogando xadrez, caga no tabuleiro, derruba todas as pedras e sai voando de peito estufado pela vitória.

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    • Marcelo Merlo disse:

      Fernando, permita-me discordar de você.

      Sabe quantas normais legais existem no Brasil? Aproximadamente 190 mil. Como é possível termos eficiência com tantas leis? E como é possível apostar na livre iniciativa se o Estado tenta regular até mesmo a premiação de corridas de rua?

      Eu sou corredor amador e participo de muitos eventos em Campinas. Premiações já existem nas provas, determinadas pelos Organizadores. Existe uma relação direta entre a participação de atletas de elite e a premiação de cada prova. Isso é fato. Um empresta seu nome e o outro recompensa-o com dinheiro, se ele ganhar. Feito. Não precisamos ter um vereador falando quanto deve ser pago.

      Mas eu gostaria de falar sobre o seu pensamento, pois é nele que reside a semente do mal do autoritarismo.

      Seguindo seu raciocínio, qualquer Lei deveria antes ser colocada em prática para ser criticada. Não consigo enxergar como isso não poderia ser usado em Leis autoritárias, que acabariam com a minha e a sua liberdade. Aliás, temos toneladas de Leis ruins Brasil afora. E várias tentativas autoritárias…

      Fora que você acha justo pagarmos mais em troca de “justiça social para corredores de elite”. É exatamente este pensamento que é a ruína do país. Explico:

      Dinheiro é um recurso finito. E a capacidade de geração de riqueza de uma nação também é. Exigir cada vez mais recursos das pessoas para reparações de qualquer tipo é apostar na extenuação dessas pessoas.

      Aqui no Brasil passamos do limite há mais de 10 anos. E vamos pagar a fatura agora em 2015.

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  2. Luis Oliveira disse:

    Não vou nem chover no molhado, Balu. Lógico que esta é uma lei idiota, produzida por um idiota para o aplauso de outros idiotas, que não veem problema em impor custos sobre todos para o benefício de alguns (isso é idiota mesmo quando a intenção é supostamente altruísta e os benefícios não são pessoais). Este é o problema do país da meia-entrada.

    Mas causa espanto que corridas de rua sejam vistas como uma forma de renda para amadores de alto-desempenho (só de escrever esta expressão eu já vomitei um pouquinho na boca). Isso só pode existir em um lugar esquecido por deus como este. Compare isso com a cultura de arrecadação de fundos para causas beneficentes que existe ao redor das corridas de rua nos EUA, por exemplo, e fica clara a diferença, senão de caráter, ao menos de maturidades dos dois povos.

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  3. Felipe disse:

    Eu ri alto do negócio do café… hhahahahaah
    Cara, bizarro. Eu me sinto envergonhado por morar na cidade em que essa lei foi criada. Não há o que dizer, apenas lamentar.

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  4. Julio Cesar disse:

    Balu, naturalmente vc vai ser contra essa lei por ser um homem do mercado esportivo inclusive já tendo sendo organizador de prova.

    O Estado não produz riqueza, de fato. O Estado redistribui a riqueza.

    O Estado neste caso não está interferindo no lucro de ninguém. Quem quiser aumentar seus preços pode aumentar.

    O que o Estado quer é redistribuir parte da renda àqueles que fazem o show e geram lucros para os organizadores.

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    • Danilo Balu disse:

      Julio, eu quero tanta coisa nessa vida… o estado tb quer tanta coisa… querer, não é poder! Boa intenção não resolve NADA! Vc não é adolescente, vc sabe disso… Se ele não interfere com 10%, por que não dar 10% pra quem quer ser mais rápido, outros 10% pra quem quer perder peso, mais 10% pra quem é carente e mais 10% pra quem se comportou ao longo do ano? Veja bem, tb não estou mexendo nos lucros de ninguém! O que vc me diz?

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      • Julio Cesar disse:

        Ué, uma CORRIDA é feita essencialmente pra ver quem corre mais rápido, Nada mais justo do que premiar os mais rápidos

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    • Danilo Balu disse:

      E hj eles não são premiados? Sempre achei que fossem…. já pensou se a prefeitura decide que em uma prova o ganhador tem que receber R$5mil, não importa o tamanho dela? Veja bem, ele não está mexendo nos lucros, vc pode mudar o preço…

      Aliás, tem um campeonato de dominó aqui perto lado de casa… o pessoal paga R$15 pra pagar a cerveja, o amendoim e talz… e nenhum vereador veio redistribuir a renda, já que a brincadeira gera lucro ao organizador (o Zé, dono do bar)… o que vc me diz?

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      • Não estamos vivendo um boom de campeonatos de dominó Pelo menos que eu saiba não temos circuitos de dominó pelo Brasil, mas temos sim dezenas ou centenas de corridas todos os finais de semana, com inscrições geralmente ultrapassando os R$ 100,00 em troca de uma medalhinha e uma camiseta, e os vencedores com sorte levam um troféu que custou R$ 10,00 pra fazer.

        O poder do Estado (no caso o município de Campinas) de legislar sobre a matéria pode ser discutido. O controle constitucional difuso (feito pelos juízes de direito) está aí pra isso. Quem sentir-se prejudicado deve buscar o judiciário.

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    • Danilo Balu disse:

      Ah, entendi… então o problema é o boom… é ter alguém lucrando… mas eu e vc sabemos que tem um mercado de corrida. Será que eu e vc sabemos de todos os booms de todas as atividades que existem? E se de repente eu provasse que em cada quarteirão há um cameonato de bafo? Ou que cada rua tem um campeonato de taco (ou bets) e cobram R$10 pra pagar a bolinha e o juizão? E os campeonatos de X-Box com tanta criancinha pobre querendo comprar videogame? Como faremos?

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      • Então, já nem estamos discutindo mais a lei em si, mas a função do Estado, em tese:

        A função dele é essa mesmo: Redistribuir a renda. Se o Estado perceber que há uma atividade econômica onde isso pode ser feito, ele pode interferir. É o chamado poder de império.

        E como ele faz isso? Através de impostos, e de leis como essa de Campinas, obrigando os “capitalistas” a distribuírem uma parte de seus lucros aos atletas. É justo até porque a grande maioria dos atletas rápidos são de baixa renda.

        Esse tipo de coisa advém dos princípios constitucionais brasileiros, e quem estiver muito indignado com a “regulação” do Estado pode começar a fazer um movimento exigindo uma nova constituição, digamos, mais liberal.

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    • Danilo Balu disse:

      Talvez te surpreenda, mas sou MTO favorável ao estado fazendo redistribuição de renda e tentando igualar o pto de largada da corrida da vida. Só que fazer isso requer mta inteligência e sabedoria, a câmara de vereadores e o prefeito se mostraram burros e ineptos. Essa lei mexe ZERO no lucro do dono, ela apenas reduz a demanda (TODO imposto gera redução da demanda, TODO) direcionando dinheiro dos CORREDORES, pagadores de impostos, aos mais rápidos, tb pagadores. Não há NENHUMA garantia que o mais rápido seja pobre e os mais lentos sejam o vértice da pirâmide social brasileira. Como eu disse, é uma arte redistribuir e exige inteligência e a lei é burra, mto burra. E se eu beliscar um dinheirinho na faixa etária (tenho uns troféus aqui em casa) e o filho da minha empregada for gordinho e iniciante? Qual o nome que vc dá pra isso?

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  5. Julio Cesar disse:

    Aliás, falando nisso, qual a forma de tributação sobre a renda de uma corrida de rua ? Eu desconheço.

    Um empresário quando fatura por exemplo R$ 500.000,00 ele paga vários tipos de impostos, seja no sistema lucro real, lucro presumido ou Simples Nacional.

    E um organizador de corrida quando fatura R$ 500.000,00 paga quantos impostos ?

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    • Danilo Balu disse:

      Não se esqueça que pra organizar uma corrida vc paga taxas públicas e paga imposto na fonte aos seus prestadores de serviço. E a organizadora é uma empresa que ao final de um ano presta contas.

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  6. Sem dúvida alguma, é fácil neste país fazer graça com a renda, trabalho ou lucro dos outros! Sempre se vai utilizar um “argumento bom”, afinal quem vai dizer que quer faturar (politicamente) sobre o esforço alheio?!
    O engraçado é a ingenuidade (e ferocidade defensiva) dos terceiros.
    Grande abraço Balu! Se você fosse zagueiro seria um Mauro Galvão… “preciso (…) como Bruce Lee”!

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  7. Fabio disse:

    Não sei o que é mais triste… se a lei em si, se o ócio dos legisladores tupiniquins ou dos que entram aqui achando que vc escreve para convencer alguém de suas opiniões…
    *faltou explicar por aí que quem gera lucro é a massa de corredores não os de elite

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  8. Enio Augusto disse:

    Lei com a cara do Brasil é a definição perfeita.
    Não tem nada pior que idiota pró-ativo.
    Para mim, das duas uma: ou aumenta o preço das inscrições e tende a diminuir os inscritos, ou as organizadoras vão para outras cidades.
    Uma péssima ideia, uma péssima lei. Tomara que não vire moda.
    Fora que ela é MUITO mal redigida. Dá para fazer vários questionamentos.
    Mas como tudo, teve gente que achou boa.

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  9. Vinicius Morais Nunes disse:

    A Lei tem a cara do Brasil e como diz um amigo meu, um burro pró ativo é uma metralhadora de merda. Por que, ai invés de fazer uma lei beócia dessa ele não faz uma que realmente apoie o esporte de base nas escolas (isso poderia resolver muitos outros problemas)! Me canso de ver queniano com patrocínio da Caixa e isso é um absurdo, acha visto que os brasileiros se matam e não conseguem o mesmo benefício. É muito fácil terceirizar a culpa.

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  10. Gustavo Bianch disse:

    Essa lei demonstra mais uma vez o descompasso do poder público com a população. Se os legisladores buscassem ouvir os corredores antes de propor uma lei desse tipo, certamente ela não teria saído do papel. Se os vereadores soubessem os custos que envolvem uma prova e quais são as principais demandas em relação ao esporte, a preocupação deles seria outra.

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    • Ricardo Siqueira disse:

      Gustavo, muito boa sua colocação: “Se os legisladores buscassem ouvir os corredores antes de propor uma lei desse tipo, certamente ela não teria saído do papel.”
      Essa é uma situação muuuuuuuitoooooooo RARA de acontecer no Brasil, uma análise prévia de uma situação X e posteriormente escrever uma lei onde estaria abarcando um publico Y, no caso os corredores.

      O texto do Balu foi muito bem colocado. Apesar de não viver a realidade de Campinas e nem ser um entendedor da situações organizacionais de uma corrida de rua, sou contra essa interferência do Estado.
      Se o organizador não quiser da premiação qual o problema?
      Diversos campeonatos não tem premiação em dinheiro para os primeiros colocados, e muitos outros têm, e não estou me referindo só os campeonatos de corrida. E qual o problema disso??

      Em um post anterior vi que foi citado o seguinte: “Ué, uma CORRIDA é feita essencialmente pra ver quem corre mais rápido, Nada mais justo do que premiar os mais rápidos”….. Logo, deve ter premiação para o mais forte no campeonato de taekwondo, judô, boxe, etc. Deve ter premiação para os nadadores mais rápidos. Deve ter premiação para os triatletas mais rápidos. Impor uma situação desse nível é muito complicada.

      Não sou contra a premiação em dinheiro, muito pelo contrário, acredito que isso é um ÓTIMO INCENTIVO. Mas será que TODO mundo que organiza uma corrida tem condições para pagar uma premiação em dinheiro? Acredito que não. Impor algo, sem ter exceções, é muito ruim para todo mundo.

      Na minha visão nenhum…. Esse papo de distribuição de renda é um papo de um povo preguiçoso que acha que o Estado deve dar tudo. O Estado deve dar o essencial (educação, saúde, transporte…. o que não temos).

      Enfim, esse é um assunto com um discussão bem longa…..Mas concordo com o Balu no seu ponto de vista

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  11. Fernandão disse:

    Balu, Aumento do preço interfere sim no consumo. E onde eu falei algo em contrário? Pra sua arrogância acadêmica, tbm tive mais de um semestre de economia na faculdade (devo não ter aprendido nada). Mas aplicar tal lógica na corrida sem pensar em todas as demais variáveis acho bem temerário. Como disse, vários segmentos econômicos aumentam seus preços e a demanda continua crescendo por vários fatores. Não vejo, como mero amador e não estudioso no assunto, a aberração gritante da lei. Jamais deixarei de pagar 10% a mais numa inscrição de corrida pois tem uma lei naquele Município que direciona tal montante aos vencedores. Muito menos me sinto um idiota (como postou um Sr. aí) por achar a lei legal. Fiquei aqui pensando agora sobre outra coisa: a lei diz “valor arrecadado com as inscrições”. Ou seja, não entra patrocínio, etc. Com isso, o repasse não seria menor que 10%?

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    • Danilo Balu disse:

      “Dependendo do produto e da demanda, o aumento do preço não irá interferir no consumo. ” Me dê um exemplo, Só UM em que não haja relação consumo x preço. Um só.

      Crescer mesmo com aumento de preço NÃO significa que preço não interfira. Dizer que preço não interfere por causa do crescimento é negar a lei da gravidade.

      Eu nunca disse que o mercado vai retrair num todo. Mas haverá queda inegável de crescimento, migração de provas e aumento de preços.
      Vc, Fernando, vc pode responder apenas por vc. Vc topa pagar 10% a mais? Ótimo, vc é insensível a preço. Mas vc não pode jamais estender essa característica a uma fauna tão diversificada. É como achar que 20 centavos no ônibus pode aumentar, afinal não me faz diferença. Pra mim (Balu) não faz mesmo. Vou estender essa insensibilidade (ou elasticidade) a todos? Não mesmo.

      O repasse não será de 10%, será de mais. Se vc paga 100 unidades de preço, 10 irão pros vencedores. Ficou um rombo de 10 que serão cobertos por… VC. 110. Mas agora, com 110, 11 vão ao vencedor! Antes o cara recebia 100 de vc, agora, receberá 99 (110-11). Mas espera lá… qdo o montante ultrapassa R$20.ooo, vc é OBRIGADO fazer antidoping. Qto custa? Vou dar um desconto pra vc, vai custar R$10mil, pra facilitar as contas. Se a prova tem 2.000 pagando R$110, teremos um adicional com antidoping de R$10.000 que será pago por… VC! Olha só que legal… mais R$5 na sua inscrição (lembrando que eu te dei o desconto, hein?). O R$100 já virou R$115 (15%)… agora a mordida da lei já subiu pra R$11,50, ou seja, o dono do evento vai receber menos de R$99… É um looping infinito.

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    • Danilo Balu disse:

      Ah! E isso tudo eu fiz sem contar que haja menos inscritos (os mais sensíveis a preço), porque daí a conta fixa terá que ser dividida entre menos gente, entre os que irão financiar o atletismo brasileiro. Daí não será mais 15%, aí a subida é exponencial!

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  12. Não vejo reclamação dos organizadores quando eles se valem de leis de incentivo fiscal para organizarem provas e circuitos de corridas pelo Brasil.

    Basta olhar os logotipos das provas, todas que tiverem o logotipo do governo federal, ou da Caixa utilizam-se de recursos públicos.

    Mas na hora de vem uma lei falando pra distribuir um pouquinho do dinheiro para os corredores a gritaria é grande.

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  13. Luis Oliveira disse:

    O argumento que é “dever do estado” redistribuir renda dos mais lentos em favor dos mais rápidos é sério candidato ao Premio Nobel de Economia. Estou estupefacto. Cara sai defendendo o indefensável e não percebe o ridículo.

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    • Julio Cesar disse:

      Olá !

      ” CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

      Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

      I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

      II – garantir o desenvolvimento nacional;

      III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

      IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

      ******

      Na verdade a lei não fala em redistribuir renda dos mais rápidos ara os mais lentos. Eu que teorizei sobre o dever do Estado de redistribuir renda, nos termos da CF 88 expostos acima.

      E para colocar seu ponto de vista não é necessário atacar a pessoa que tem outro ponto de vista, basta colocar seu ponto de vista embasadamente. Ataques pessoais desvirtuam o debate e tiram o foco do assunto principal.

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      • Luis Oliveira disse:

        Julio, não creio que haja ataque pessoal em chamar uma argumentação de ridícula. Acontece. As vezes a gente se envolve em uma discussão e, quando vê, está falando coisas sem sentido. Como neste caso, de resdistribuição de renda para os mais abastados em velocidade. Não se avexe, não foi a intenção.

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  14. phrayres disse:

    Há algo nessa lei que mexe com a suscetibilidade do público médio: quem se esforça quer ser reconhecido/coroado. Seja com dinheiro, reconhecimento, troféu, etc. Essa lei joga para essa torcida, com o efeito colateral de alfinetar essas demoníacas organizadoras de corridas de rua.

    Agora, vamos ser francos, existe esse ser doravante chamado “amador de alta performance”? Afora orgulhos feridos, performance é performance, o resto são esforçadinhos. E que bom que estão lá, compondo a grande massa das corridas, em busca de resultados pessoais.

    Agora, em nenhum momento essa lei se propõe a distribuir renda. Quem tiver melhores oportunidades de treinamento, nutrição, etc, vai levar (salvo honrosas exceções). E puder pagar a inscrição, claro.

    Desconfio também que há uma satisfação talvez inconsciente mas quase diabólica em ver a corrida de rua financeiramente elitizada, evitando assim correr do lado dos que não são seus “iguais”. Claro que já especulando no arenoso terreno onde a psicologia social encontra a demofobia.

    E, quase ignorado no calor da discussão: nada impede as organizadoras de premiarem quaisquer categorias, mesmo sem lei obrigando. E nada impede o corredor de não participar de uma corrida cujas regras não concorde.

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  15. Esse debate está meio confuso, talvez porque para criticar a lei o Balu usa toda lógica da ideologia neoliberal e o artigo parece meio antipático para aqueles que, como eu, não partilham dessa ideologia.

    Assim, de cara, digo que discordo 100% dessa história de que o Brasil não precisa de mais leis e impostos, viva o Estado mínimo, todo poder ao mercado, etc, etc, etc. Esse tipo de pensamento é o principal responsável pela situação atual em que 1% da população mundial terá mais riqueza que os 99% restantes (aqui: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150119_riquezas_mundo_lk).

    Dito isso devo dizer que não me parece uma boa lei. Em primeiro lugar esse tipo de subsídio é complicado porque vem embutido no preço do produto ou serviço, o que dificulta para a sociedade tomar consciência dos custos e benefícios envolvidos. Muita gente vai pagar inscrição sem saber que parte do seu dinheiro vai para financiar premiação para atletas de ponta.

    Em segundo lugar o aumento de preço resultante desincentiva a participação e competições e, indiretamente, a prática do esporte, uma vez que a participação em provas é um dos principais motivadores para o corredor. Isso é grave num país que enfrenta epidemia de obesidade.

    E qual o benefício disso? Fomentar atletas de ponta? Essa discussão já rolou por aqui e repito a minha opinião: não acho errado, em tese, patrocínio público para atletas mas não ao custo de desincentivar o esporte amador o que aliás, anula o maior benefício social promovido por atletas de ponta que é incentivar a prática de esporte na população em geral, particularmente entre as crianças, é só pensar em quantos garotos pedem aos pais para praticar judô cada vez que um judoca brasileiro fatura uma medalha olímpica.

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    • Danilo Balu disse:

      Estado mínimo?? Onde?!? O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias DO MUNDO!! Manda mais imposto que tá poco!!

      E outra, não há NENHUMA correlação Corrida de Rua com obesidade ou esporte de algo nível ou medalhas olímpicas!

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  16. Rômulo Oliveira disse:

    Cara você escreve muito mal hein.
    Seja mais claro, a pessoa precisa ler uns dois parágrafos pra entender do que se trata o post. Você fica enrolando o leitor, e cara, para com isso. Isso é chato, é feio!

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    • Danilo Balu disse:

      Desculpa, isso não irá se repetir… prometo, chefe!

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      • Luis Oliveira disse:

        Balu, num certo centido, elis ten razao. Pudia ter dito que a lei era burra e idiota. (escrevi com a grafia modificada para facilitar o entendimento, já que els parecem não dominar o português).

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  17. Se me permite a crítica:

    Quatro parágrafos de introdução são um exagero.
    Eu cortaria o primeiro, o terceiro e o quarto parágrafos.

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  18. carolina disse:

    Eu comecei a ler e logo percebi que se tratava de post mimimi. Pobre capitalistas sendo açoitados por esses comunistas.

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    • Daniela disse:

      Carolina, além de analfabeta vc tem sérios problemas cognitivos e de caráter, tais como falta de conhecimento acadêmico para versar sobre o tema, inveja e preguiça de mover seu traseiro para chegar onde outros estão.

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  19. Branco rr disse:

    Só li babozeira de quem apoia essa lei ridícula mais um querendo tirar dinheiro do povo e vem me falar que 10% é uma boa? Incentivo? Enfia esses 10% no cu seu vereador de merda junto com esses babacas de esquerda que apoiam essa idiotice no minimo teria que ser 50% pro vencedor 30% pro segundo e 20 pro terceiro mais isso eu duvido que esse vereadorzin iria fazer, a final mecher nos lucros ninguém quer ne?

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  20. Mario Mello disse:

    Na Natação não existe premiação em dinheiro, mesmo com atletas de elite competindo. Imagina se a moda pega, ai eu quero ver como fica! Kkkkkk

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