Leituras de 2a Feira

Acho que não preciso me alongar muito dizendo o que acho da “Nutrição convencional” e/ou dos profissionais de Nutrição quando falam sobre esporte ou emagrecimento. Ou ainda dos Médicos quando acham que sabem algo sobre Treinamento, Esporte ou Nutrição. Basicamente e apressadamente de cabeça arrisco dizer que não há nada escrito originalmente em português que se salve, seja revistas de corrida ou não. Nada absolutamente nada que não saia do preguiçosamente básico sem que recaia no muito ruim. Ainda pretendo me alongar futuramente, mas se não for Dráuzio Varella (que muito raramente escreve sobre esporte), não perca o seu tempo como eu já perdi e não perco mais. Um dos assuntos que mais me incomodam é quando eles falam sobre o Sal. Não falam nada de novo e repetem mantras que escutaram na faculdade sem nunca sentar o traseiro para pesquisar. Dá um trabalho desgraçado, eu sei, mas quando você para para ver de onde vem a ideia ou a teoria do sal/sódio como um alimento ou agente que gera hipertensão em pessoas saudáveis, você vai ver que a tese se fundamenta em muita fé, em repetição do caderno copiado em tempos de faculdade, em lógica torta e zero ciência. Depois de décadas e caminhões de dinheiro, não conseguem provar o ponto (“coma muito sal e fique hipertenso”), então se atrapalham no discurso e fazem que não é com eles. Pois é sim. Médicos e Nutricionistas deveriam ter vergonha de falar sobre Sal/Hipertensão (em indivíduo saudáveis) ou sobre o que não sabem. Mas não… falam demais. E cobram caro por isso. Aqui umas palavrinhas minhas tentando explicar a sua lógica torta.

Se você tentar usar o Quora, uma espécie de oráculo virtual, para descobrir como se tornar um corredor melhor, aqui está a resposta de acordo com a Slate. A ferramenta é bem divertida!

Eu achava que era só comigo: em um sonho qualquer estou correndo e vem aquela sensação agoniante de que estou muito lento no meio de uma prova. Pois descobri que acontece com muita, muita gente. Aqui a explicação em um ótimo texto no assunto.

A Mizuno fez um vídeo que é uma homenagem bacana àqueles corredores anônimos que treinam sem glamour, em locais de cheiro não muito agradável, sem selfies, sem mimimis, sem alarde em redes socais, com pouco falatório e muito suor. Basicamente quase um corredor moderno às avessas. Veja aqui o vídeo dos Invisible Runners*! *Lógico que o nome do vídeo é caprichando no anglicismo, senão eles sempre acham que não é corrida.

Ano que vem ou tentar publicar o Recorrido Awards uma semana antes porque as férias de final de ano atrapalharam sua visualização. Um vídeo em especial me escapou. Veja que no exato 13m35seg passa na faixa de pedestre um corredor de bermuda colada e meia de compressão preta. No mesmo instante um senhor de bengala tenta cruzar a avenida. O atleta então abre mão de sua corrida para (13m40seg) ajudar o idoso a atravessar a rua. Demais!

Ainda no prêmio “Recorrido Awards 2014 que me escapou”, uma avó ao ver que numa esquina as pessoas cortavam caminho numa prova, faz sua parte. Demais demais! Veja!

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11 pensamentos sobre “Leituras de 2a Feira

  1. Julio Cesar disse:

    Hahaha.. muito engraçado o que fez a vovó.

    E nas corridas que faço sempre tem aquele dilema: Corto caminho nas curvas e acompanho (quase) todo mundo que faz isso ou dou uma de certinho e perco alguns metros a cada curva de 90 graus ?
    Se estou disputando posição (na categoria especial ou faixa etária) e vejo que os caras na minha frente cortaram caminho eu é que não vou perder mais alguns metros e ficar ainda mais atrás deles, mas na maioria das vezes estou de boa e sigo o trajeto da rua normalmente, e sempre sou ultrapassado por alguns que cortaram caminho.

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  2. Fabiana disse:

    Balu, o primeiro link para um texto seu sobre o sódio não está funcionando.
    Obrigada!

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  3. Enio Augusto disse:

    Que demais essa vovó. Baita ideia!

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  4. Antonio Jr disse:

    Balu, estudo Medicina e por mais que acredites que não aprendemos nada sobre nutrição, aprendi em cardiologia que essa relação Sal x Hipertensão não é como falam por aí, muito mais mito que base teórica, concordando com o teu post. No entanto, há estudos de enorme expressão no meio científico que atribuem a três alimentos o maior risco de câncer: açúcar, sal e carne vermelha. Ou seja, o bom senso entra em questão e logo se vê que o sal não é mocinho na história. Abraços!

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  5. aatorretta disse:

    Acho que tem o Doutor Souto.

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  6. Adriana Piza disse:

    Li um livro há pouco tempo e lembro que falava do problema de sal/ hipertensão e tentava explicar evolutivamente. Parece que aqueles que tem problemas de hipertensão na verdade tem uma reabsorção maior de sal nos túbulos no rim (por diferença genética) e aí menos sal é excretado. E isso teria uma explicação evolutiva, pois antigamente aqueles que viviam em condições de pouca oferta de sal na natureza tendo um rim que funcionasse assim teria uma vantagem! E hoje os que tem esses ancestrais que eram tão adaptados, são justamente os com alto risco de ter problemas com o excesso de sal que se come hoje. Isso explicaria a relação sal/hipertensão nas pessoas predispostas geneticamente. Mas daí para generalizar…..

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