Leituras de 6a Feira

No Esporte Espetacular uma matéria destacando algo que tenho pavor: uma criança na tenra idade submetida a treinos e provas longas. Uma pobre criança indiana que aos 5 anos de idade teria já feito 48 maratonas ganhou fama mundial com consequências trágicas. A Runner´s World americana tem particularmente uma obsessão por esses falsos prodígios, sempre destacando as melhores marcas mundiais infantis no tolo e irresponsável raciocínio de tentar adivinhar o que o futuro os espera. Resumidamente coloque dinheiro na mesa em frente de gente ambiciosa e deixe como comentaristas quem não entende nada da fisiologia e o desastre é certo. Triste, muito triste.

Tenho certo problema de impaciência quando o assunto é o tênis de corrida ideal, justamente a grande paixão de uma parcela significativa dos corredores. Neste texto do Alex Hutchinson ele fala com profissionais ne linhas diferentes. *dica do Daniel Malaguti.

Em sua página de Facebook, Meb Keflezighi explica que os grandes momentos da vida podem levar uma vida inteira de preparação. Belo texto para começar o ano motivado!

Sempre leio histórias sobre longos romances com o cinto de segurança afivelado. Não estou preparado para fins de relacionamentos nem mesmo na literatura de ficção, o que dizer daqueles que você até consegue se enxergar? No The New York Times uma história humana e bonita de como uma maratona pode ser o início e o renascimento de um casamento.

A Running Times fez a lista de melhores maratonistas do mundo e dos EUA no masculino e feminino em 2014, além das maratonas mais fortes do mundo. Dois destaques: apenas um atleta que não seja queniano ou etíope e nem um recorde mundial é garantia de melhor do ano.

Um ex-jogador de beisebol (MLB) com 7 anos de aposentadoria, 46 de idade e imagens de corrida trail com tênis de asfalto para vender barbeador elétrico? Ainda estou tentando entender… (risos)

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9 pensamentos sobre “Leituras de 6a Feira

  1. Jorge disse:

    Senti falta de comentários (aqui e em outros blogs) sobre a matéria do Esporte Espetacular. Só eu fiquei com vontade de dar uma surra no pai adotivo do menino?
    Revoltante quando mostra ele quase tendo um colapso naquela prova de 65k que inventaram e queriam forçá-lo a correr mais pra encontrar os políticos.

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  2. Sobre a matéria do Alex Hutchinson eu morri de rir com o exemplo do ultramaratonista que usa o Hoka-Hoka nas competições mas treina usando Vibram Five Fingers. Não tanto com o caso em si mas imaginando as mentes das tribos minimalista e maxi entrando em curto-circuito. E olha que eu estou usando tênis cada vez mais leves e planos mas nem por isso vou transformar a minha prática pessoal em evangelho.

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    • Julio Cesar disse:

      Pra ser mais descolado ainda vc usa um “minimalista”, mas sem a palmilha. É o que alguns estão fazendo agora.

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      • phrayres disse:

        A palmilha pode ter drop, Julio, cuidado! [ironia].

        Mas a verdade é que todas áreas sofrem dessa síndrome de hype. Na culinária um tempo era a cozinha molecular de espuminhas, na bicicleta eram as bicicletas fixas, na alimentação é o veganismo, na classe alta é o culto ao desapego… É tanto rótulo que não cabe nem em macacão de automobilista.

        Não que qualquer das citadas seja legítima ou ilegítima, apenas o hype em torno delas que enche.

        E tem a questão da identificação de tribo. De que adianta você correr com o tênis que serviu para você, se com esse tênis você não está inserido numa tribo? O cerumano é um bichinho curioso de se observar… Eu incluído, claro!

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      • Danilo Balu disse:

        Eu tiro a palmilha de todos os meus tênis… Todos. Tem mto tênis que se anuncia como minimalista e tem palmilha que parece uma entressola.

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  3. Adriana Piza disse:

    Antes, um tempo atrás eu acreditava que tínhamos que escolher ou achar o tênis ideal para nossos pés e aí tudo estava resolvido…. Era só sempre usar aquele e trocar por um novo igual de tempos em tempos! Hoje vejo como é importante e bom alternar várias marcas e modelos (e usar tênis mais baixos e leves), variando o estímulo, o uso da musculatura, sem ficar numa mesma pisada. Também tenho tirado as palmilhas para maior conforto na região do calcanhar. Muito bom o texto.

    A história do The New York Times é muito boa! Casei com uma pessoa que conheci correndo, e posso ver hoje a importância que a corrida teve em muitos momentos do relacionamento ao longo desses anos.

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    • Danilo Balu disse:

      Vou tentar escrever a respeito, Adriana, qdo falar sobre um livro que li e que joga MUITA luz no assunto. Mas é MUITO isso que vc está falando. Revezar tênis e não há um tênis ideal. Drosp, entressolas, pesos. tudo diferente… e ir revezando aos poucos (revezar mto não cria adaptação a nada). Os que falam no texto são justamente os ouvidos no livro rsrsrs

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  4. Tadeu Góes disse:

    Tenho 56 anos, corro com asics impression, 6:00 / km, com camiseta de provas e leio Balu diariamente. Tem alguém aqui da minha tribo ?? rsrsrsrs

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