Leituras de 2a Feira

No Webrun postaram o infográfico com um raio-X das Maratonas Brasileiras em 2014 do qual falei aqui semana passada.

A Runner´s World divulgou um estudo interessante que chegou às mesmas conclusões de uma certa sabedoria popular: correr em pelotão PODE ajudar você a correr mais rápido. É sempre uma tarefa fácil pegar um estudo feito com um grupo muito particular, no caso atletas de primeiríssimo nível mundial (competidores dos Mundiais de Meia Maratona da IAAF entre 2007 e 2014), e estender generalizando as conclusões aos amadores pangarés quando elas confirmam a sua crença. Do ponto de vista psicológico e fisiológico (vácuo) é até fácil entender esse benefício, mas não se pode nunca esquecer que elite é elite, são exceções. Enquanto não sai nada aos amadores, a dica é correr sempre em grupo quando der.

O queniano Julius Yego é um cara que sempre vai ter espaço neste blog. Por quê? Porque se atreveu a aprender a lançar dardo usando o YouTube como ferramenta e chegou a uma final olímpica, justo em um país vidrado por longas distâncias. Neste ano conquistou um ouro inédito. Leia mais aqui!

Uma história muito legal, ainda que a maioria dos nomes seja familiar somente a quem acompanha mais de perto o cenário profissional dos EUA. A Let´s Run resolveu ir atrás do vencedor da Foot Locker de 10 anos atrás e o encontrou em uma profissão improvável. Para localizar melhor o leitor, essa prova envolve os melhores estudantes americanos e é considerada um enorme revelador de talentos. É uma espécie de Copa SP de Futebol Junior amplificada. Do mesmo jeito que inúmeros futuros atletas olímpicos correm pra valer, no pódio acaba indo também gente que abandona sem sucesso o esporte no futuro, e isso é sempre difícil de engolir. Por isso que essa matéria impressiona.

Ainda nessa tocada, um texto bacana fala sobre o atleta anônimo que quebrou o recorde estadual na Milha de Louis Zamperini, atleta e heróis de guerra cuja vida será recontada muito em breve nos cinemas do mundo inteiro.

Quando você acha que já passaram dos limites, que qualquer coisa virou motivo pra fazer uma prova, alguém aluga um monte de pula-pula, infláveis, bexigas e chama de corrida. Abaixo o vídeo da americana Insane Inflatable 5K. *estão programadas mais de 20 dessas provas nos EUA só em 2015!

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11 pensamentos sobre “Leituras de 2a Feira

  1. Hélio Shiino disse:

    – Enquanto não sai nada aos amadores, a dica é correr sempre em grupo quando der. –

    No meu Turtle Pace, jamais percebi esses Blocos de corredores (desculpe-me não utilizar o termo “pelotão” tamanha a vulgarização do seu uso…).
    Creio que muito se deva ao meu “Pace”…
    O máximo que formei foi um Bloco de 2.
    Eu sendo “sugado” pelo “vácuo” de um “coelho”.

    Nessa coisa de correr em Bloco, devemos estar sempre atento para quando vier uma imediata sensação confortável de esforço.
    Se desgarrar logo deste coelho e buscar outro mais a frente.
    Ficando um pouco puxado??? Começando a falta ar??? Beliscando uma cãibra???.
    Volta logo para o anterior.
    E fazendo esse esquema de iô-iô tantas vezes for necessário

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  2. Julio Cesar disse:

    Bah… depois dessa de 12 horas em esteira que teve neste final de semana será a corrida dentro dos infláveis. Fico pensando o que mais vão inventar.

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  3. Julio Cesar disse:

    Pelotão eu não digo, mas às vezes eu uso o cara de frente pra fugir um pouco do vento. Ontem mesmo fiz isso, o vento estava contra e o cara estava na minha frente, colei nele por pouco mais de 1 km. Aí o ritmo dele caiu um pouco e pra não perder muito tempo eu tive que ultrapassa-lo e encarar o vento. Pelotão talvez só em maratona, mas quando a distância é menor se ficar muito tempo se protegendo do vento não tem como recuperar o tempo perdido.

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  4. Enio Augusto disse:

    Que bizarro. Inventam todo tipo de corrida.

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  5. Adriana Piza disse:

    Esse tipo de coisa pode até ser divertido….mas daí para chamar de corrida, tá longe! Quem sabe seria interessante fazer esse tipo de evento para a criançada, estimularia os pequenos a serem mais ativos nos dias de hoje!!

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  6. Hélio Shiino disse:

    /// No âmbito de Corredores Amadores ///

    Correr em Bloco não quer dizer que se está correndo em Equipe. É tático, correto?

    Balu, da sua vivência em corrida, existe alguma coisa similar ao Fair Play do Futebol???

    Especificamente em cima do tema, faltando 2km,1km, 500m ou qualquer que seja a distância que falta para cruzar a chegada, é educado um dos que estão no Bloco dar um aviso de que chegou a hora de:
    “- Faltando X metros para o final, vou puxar mais forte e quem quiser vem comigo” ou
    “- Não conseguirei baixar o Pace daqui até o final mas quem quiser seguir em frente, valeu pela companhia e Parabéns pela prova” ou
    coisas do gênero????

    Já chamei para o sprint final faltando X metros como também já fui chamado para o sprint final depois de correr em Bloco na maior parte da prova.

    O camarada que corre junto do Bloco, não avisa e sai em disparada para cruzar o pórtico na frente dos demais que correu junto a maior parte da prova, é considerado um traíra???? Ou tem nada a ver???
    Posso estar equivocado mas eu interpretaria como falta de tato.

    Afinal de contas, como eu disse lá em cima, não se está correndo em Equipe. É uma competição. Massss o cara se apoiou no grupo para correr a prova.

    O que você já vivenciou???

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    • Julio Cesar disse:

      Não sou o Balu mas vou responder:

      No ciclismo existe toda uma etiqueta para esses casos, mas nem sempre é seguida, e quando alguém descumpre o protocolo pode ser hostilizado pelo resto do pelotão. Há que se considerar que no ciclismo o fator “vácuo” é fundamental. Na corrida não é.

      Eu entendo que na corrida não há porque avisar ou ser avisado. Afinal é uma competição, e fazer uma mudança de ritmo no momento certo pode pegar seu adversário desprevenido e sem poder de reação.

      Sei que muitos vão pensar: Ah, mas corredor amador não está ali pra competir, está ali pra curtir o barato da endorfina, pra socializar, pra ficar em forma, pra se “superar” (argh “)

      Pois eu estou ali pra competir, e vou tentar não dar chance para o meu adversário me deixar pra trás, principalmente se a linha de chegada estiver perto.

      Seria muito chato eu educadamente avisar meu adversário que vou começar o sprint e ele ser muito mais rápido do que eu no sprint e me deixar pra trás. Eu, como não sou rápido, jamais avisaria meu adversário, e sim tentaria um sprint mais cedo, pois se deixar pra reta final com certeza eu perderia.

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      • Hélio Shiino disse:

        Tranquilo Julio Cesar.
        Entendo o seu posicionamento como também entendo o do outro. E acho também que cada um de nós devemos entender o posicionamento do outro

        São variantes que envolvem “o competir” mesmo que sejamos amadores.
        Amador compete sim, e eu sou da mesma opinião.

        Cara, tem coisas que não se encontra em Manuais de corrida (se é que Corrida tem Manual) e que eu aprendo cada vez mais um pouco, dia após dia.

        Sou corredor amador “bicho do mato”.
        Nunca tive assessoria. Nunca tive treinador. Nunca tive grupo de treino. Tudo foi sempre na “orelhada”. Tentativas e Erros. Sempre no estilo “ermitão”. Lendo, lendo e lendo.
        Auto-vibro com meus treinos assim como as provas que eu faço.
        Então eu fico “pescando” uma coisa ali outra coisa acolá dessa coisa do “Correr”.
        Faço e Vibro com o meu próprio umbigo!

        A certeza de que temos é o de que o que está no Regulamento da Prova é o que nos Rege ao participarmos dela.

        Valeu!

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    • Danilo Balu disse:

      Penso bem parecido com o o que o Julio Cesar falou, não se avisa, se antecipa o sprint qdo vc acha que é a hora certa. Acho que por causa do meu histórico, eu me vejo como ele numa prova, sem essa de correr pela saúde, socialização, bla-bla-bla… é legal competir e mais legal ainda é ganhar. Não se avisa ninguém, vc faz e pronto. O que não é nada legal é o cara que se esconde atrás de vc na pista o tempo todo… ninguém gosta. Tem um filme famoso do Haile tomando uma muca nas costas qdo fica no vácuo a prova toda e ganha no sprint… é famoso, vc acha fácil no Youtube. Acaba a prova e o cara não pensa duas vezes. Mas na rua, se vcs correm juntos e no final ele consegue acelerar um pouco, mérito dele. O Julio não deve gostar dele, mas o Prefontaine era um crítico dessa postura. No discurso do final do filme o “Bill Bowerman” fala bem disso, é bem bacana. (https://www.youtube.com/watch?v=KDsjcwfixUM) Abrax

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      • Hélio Shiino disse:

        – Acho que por causa do meu histórico, eu me vejo como ele numa prova, sem essa de correr pela saúde, socialização, bla-bla-bla… é legal competir e mais legal ainda é ganhar. –

        Sim, como eu havia falado, entendo ambos os posicionamentos.
        Eu também não entrei na corrida pelos mesmos motivos que você citou a não ser pelo motivo da competição.
        Mas ao contrário de você e do Julio Cesar, eu ainda deva ter um outro posicionamento porcausa do meu Histórico ainda sendo formado.

        – O que não é nada legal é o cara que se esconde atrás de vc na pista o tempo todo… ninguém gosta. –

        Eu nunca havia pensado por este lado. Pode até ser que eu ainda esteja em um estágio de condicionamento de competição em que eu não proporcione “vácuo” para ninguém. No ritmo em que eu ainda corro, não se percebe blocos humanos. Ainda é tudo muito solto. No máximo de 2.

        =====
        Na verdade, se fizermos uma leitura vertical, desde os primeiros concluintes até os últimos, veremos realmente essa diferenciação gradativa de postura.

        Quando atingirmos um estágio onde o nosso campo de visão começar a enxergar o pódio, teremos a postura tática de não dar a senha ao competidor que está ao seu lado. Fato.

        Preciso continuar trabalhando para subir de estágio. Consequentemente, quando a possibilidade de pódio começar a se tornar real, o posicionamento será outro.

        Um outro fato que colabora com isso, é que os tempos masculinos são extremamente fortes seja qual for a distância. Em questão de 10 posições você vê espaçamentos na casa dos segundos. Então, é no sprint que tudo se decide.

        Acho até mais do que o sprint final, os corredores de Elite devem utilizar a tática equivalente ao Fartlek para ir minando uns aos outros do bloco durante o decorrer da prova. Apenas conjecturas.

        Um Abraço.

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