Leituras de 2a Feira

Ainda está longe de ser o caso aqui no Brasil porque nosso calendário ainda é capenga das provas diferentes que recentemente explodiram nos EUA, mas matéria americana pergunta: estariam essas corridas alternativas (obstáculos, militares, de zumbis, coloridas…) virando o mainstream? *chute puro, mas acho que só tem terreno fértil nos EUA mesmo

A ASICS lá fora postou um infográfico bacaninha… sem novidades, mas bonitinho: #WeAreMarathoners.

Tenho enorme pavor de quem acha mesmo que um cara tem nível profissional porque ele treina mais do que os outros. Isso é papo de quem não conhece o campo, genética e sorte. Desempenho não está relacionado à inteligência atlética, no máximo ela compensa algo de menos que você tenha se comparado aos demais da elite. Aqui um texto com alguns vícios hollywoodianos do tipo “você quer você pode”, mas sejamos honestos, tem muita coisa escrita aí que afora o radicalismo, pode ensinar muito para a turma do MiMiMi.

Sofro de uma fé quase cega na nossa incapacidade de avaliar o que é bom e o que é ruim. No dia que um cara conseguir fazer um teste cego de tênis, vou rolar de rir e encher o peito pra falar o inevitável “eu já disse“, “eu bem que avisei“… semanas atrás, um e s p e c i a l i s t a veio falar sobre o melhor tênis pra correr 42km. A melhor marca pessoal dele é apenas ok, mas ele falava de um tênis como quem fala de uma nova descoberta química. Eu expliquei que os melhores caras com quem já treinei e competi na vida escolhiam tudo pelo peso. Não importava modelo, marca… nem sabiam o que era pisada. Eles não queriam carregar por quilômetros um peso a mais que não serviria pra nada. Sempre que um cara se estende pra falar de tênis, eu já sei que ele não sabe nada. Pois me chegou um vídeo (off-topic) do pessoal do LifeHunters, eles fazem compras de comida no McDonald’s, repaginam e levam para serem avaliadas em uma feira orgânica. Adivinha o que as pessoas acharam? Pois é…

Já tinha colocado aqui tempinho atrás a iniciativa sensacional da Brooks nos EUA. Na construção de sua nova sede farão um monumento (estátua) enorme feita com medalhas doadas por corredores. Aqui sobre o projeto que já conta com doação de 1.100 corredores de 12 países e aqui o vídeo da ação! Boa, Brooks!

6 medalhas criativas que pode ser usadas no “dia a dia” mesmo depois da prova!

Pergunte ao povo do atletismo qual a distância mais dura. Ninguém dirá maratona (“até meu vizinho faz“). A discussão ficará entre 400m e 800m. Na República Tcheca rolou a competição de 400m mais difícil do mundo. Nem o 400m com barreiras é pior… veja!

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9 pensamentos sobre “Leituras de 2a Feira

  1. Hélio Shiino disse:

    – 6 medalhas criativas que pode ser usadas no “dia a dia” mesmo depois da prova! –

    Mesmo que seja folheada a Ouro, depois que recebo, “visto”-a por alguns minutos, aprecio, tiro, guardo na minha mochila e me arrumo para voltara para casa.
    Mas e quando você vê pessoas – com ela no peito – a caminho do transporte coletivo – continua com ela no peito – pensa em voltar para casa mas lembra que tem que passar no Shopping para fazer compras – e continua com ela no peito – vai e volta, para lá e para cá, nada compra e resolve voltar para casa – E a medalha?? Guardou? Claro que não! – Dentro do Metrô, com seu metal no pescoço quase que falando: Eu sou Fo%$#@*! Está aqui a minha Medalha de “Condecoração!”

    Mas enfim, nada contra! Mas é diferente!

    No dia em que a primeira Organizadora “sacou” e resolveu que todos que cruzassem a linha de chegada ganharia a Medalha, não sabe o quanto isso aumentou incomensuravelmente a auto-estima de milhares de pessoas!

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  2. Hélio Shiino disse:

    – Pergunte ao povo do atletismo qual a distância mais dura. Ninguém dirá maratona (“até meu vizinho faz“). –

    Isso se deve porque muitos amadores põe apenas a variável Tempo na Balança quando na verdade deveriam colocar a Relação inversa Tempo X Intensidade.

    Aos olhos dos seus “seguidores”, o Tempo tem como ser medido e quando vê horas de “batalha”, se “surpreende” com a Glória Pseudo Espartana!

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    • Quem já competiu em uma prova de pista sabe disso (que maratona não é nem de longe a prova mais dura). Treino não vale, estou falando competição mesmo. Nunca corri 400 e 800, só de pensar em correr uma prova de 800 já me dá falta de ar. Vi várias vezes no circuito paralímpico atletas ficarem deitados no chão por até 10 minutos após uma prova de 400 mt. Já corri 1.500 algumas vezes e foram as provas mais duras que já fiz.

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      • Hélio Shiino disse:

        Entendi o que você quis dizer. Mas a minha colocação é: Seja nos 100m, seja na Maratona, a intensidade tem um peso que eu relevo, e consequentemente, o seu tempo de finalização será menor, dentro de cada distância. É correr no limite independentemente da distância.

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  3. Hélio Shiino disse:

    – Aqui um texto com alguns vícios hollywoodianos do tipo “você quer você pode”, mas sejamos honestos, tem muita coisa escrita aí que afora o radicalismo, pode ensinar muito para a turma do MiMiMi. –

    Aproveitando, apesar de off-topic, o que você citou: “você quer você pode”, uma das mais perigosas, se não a mais perigosa frase que já criaram para mexer com o brio dos corredores foi “No Pain, No Gain”. Foi de uma Irresponsabilidade, mesmo que involuntária. Na miopia de qualquer iniciante, e aí eu me incluo, na época quando iniciei, se absorve tudo sem o menor discernimento.
    Faz-se uma confusão da Dor do desconforto muscular com a Dor da lesão, que é muito mais séria.
    Iniciante, impaciente…
    Acha que forçando ainda mais a dor passará e estará tudo bem! Ainda mais com o “incentivo” do “No Pain, No Gain”…

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  4. martinhovneto disse:

    Sobre tênis e equipamento em geral, acho que para o iniciante tem sempre o peso “psicológico” de achar que determinada marca ou modelo é plus em performance. Natural isso em qualquer esporte. Pratiquei boxe por um bom tempo e só depois de algum descobri que a melhor luva é aquela que pesa menos no 4° round. Ou seja, apenas quando eu entender que a minha performance não é condicionada pelo o que eu uso, e que, na minha opinião, o que eu uso não deve atrapalhar minha performance, é que eu consigo me libertar disso.
    Mas o mercado vive dessa credulidade do iniciante ( ou do veterano, sei lá)
    Sobre a prova da Red Bull, ardeu a perna só de ver.

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  5. Muito bom esse teste cego!!! Mais engraçado são os experts detalhando os sabores e texturas dos Mc Chickens… rsrs Mas no teste cego de tenis, vc acha que não perceberíamos a diferença entre, por exemplo, Nimbus x Hyperspeed ou Energy Boost x Adios? Eu acho que, sabendo que tenis testaríamos, daria para adivinhar…Ou vc fala de comparar Nimbus x Energy Boost ou Hyperspped x Adios? Ai a tarefa seria bem mais complicada mesmo…Abs

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  6. Camila disse:

    Sempre achei que tênis era tudo, inocente … depois que assisti um vídeo seu no Corrida no Ar mudei meus conceitos!!! Ainda sou neném no quesito corrida, mais amo rs

    valeu 😉

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