Leituras de 5a Feira

A Psicologia de superar limites e obter novos recordes.

Dica do Chris Benseler, vídeo da largada (e chegada) da Maratona de Buenos Aires repleta de brasileiros feito por um drone. Pode procurar os amigos!

12 momentos quando você mulher preferia estar correndo.

A dica do Alex Sant’Anna lá de Cingapura não é nova, mas é muito boa: regras para uso de camisetas de eventos de corrida.

Na chegada dos 25km da Maratona de SP eu não pensei duas vezes: acabei e fiquei em pé em uma tina de água com gelo por 4 minutos. Por quê? Eu tenho um calcanhar frágil como uma taça de vidro, a ponto de ter que operá-lo fazendo uma raspagem do osso ano passado. É impossível pra mim atualmente correr duas vezes por dia ou mesmo fazer provas de revezamento com mais de um trecho no dia. Impossível. O gelo tira muito da dor. Foi a melhor decisão domingo e eu estava sem dor no mesmo dia. Mas não há almoço grátis. Não há uma pessoa que possa comprovar que uso de meias de compressão, gelo ou qualquer outro acelerador de recuperação possa fazer somente bem. Seguindo as teorias do Nassim Taleb, que não sabe nada de treinamento, isso não é natural. Deve haver um preço a pagar. O próprio treinador Alberto Salazar aboliu tudo isso no seu milionário projeto Oregon. Por quê? O corpo conseguir se recuperar sozinho de uma leve e controlada “agressão” está nas bases do princípio do treinamento. Dar uma forcinha é como correr por ele parte do treino longo. É como pedir que um colega faça por você os últimos 2 dos seus 10 tiros. Isso não existe! Não há benefícios! Se você precisa fazer gelo depois de todo treino, um aviso: preste atenção, há algo de muito errado. “Inflamação leve” é como radicais livres, não são nossos inimigos. Aqui um texto interessante sobre o porquê você não deveria exagerar no gelo. E aqui, mais importante, um estudo que fala que se você faz aquela lambança pra fazer imersão no gelo, talvez esteja perdendo precioso tempo.

Não me sinto um graaande contribuinte, mas dá certo orgulho de saber dessa notícia aí de baixo…

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10 pensamentos sobre “Leituras de 5a Feira

  1. Gustavo disse:

    Usar gelo depois do treino é viciante. Qualquer dorzinha que eu tenho coloco gelo imediatamente. É a cisma que tenho que qualquer dor é sinal de coisa ruim.

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  2. Adriana Piza disse:

    O X da questão é saber quando considerar a inflamação algo do bem e quando considerar algo do mal! Como diz o artigo, alguma inflamação é natural, benéfica….mas quanto? Quando temos uma lesão aguda como torção de tornozelo, topada, cabeçada…a primeira coisa a se fazer é por gelo,ou fazer qualquer coisa para não inflamar! E de fato ajuda. Por que não deixamos nesses casos o corpo se recuperar sozinho? Diz-se que nesses casos o corpo exagera na resposta…Chegamos a um consenso de que o corpo não sabe o quanto inflamar? Mas e a inflamação que ocorre logo após treino forte ou prova? Essa seria melhor deixar o corpo naturalmente se recuperar….mas não seria também lógico diminuir a inflamação com gelo? Não seria como uma lesão aguda? Quem disse que não há uma resposta exagerada?

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    • Danilo Balu disse:

      Não acho errado fazer gelo após uma prova. Mas ainda continuo achando que gelo corriqueiro depois de treino não pode fazer bem…

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      • Adriana Piza disse:

        Após prova não acho errado nem tomar anti inflamatório….depois de uma prova que o esforço foi tanto que dói tudo e dá até febre às vezes! Gelo corriqueiro acho que o corpo acaba se adaptando à situação e depois nem funciona mais…ou o corpo passa a ser menos eficiente em se desinflamar sozinho.

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      • Danilo Balu disse:

        Penso mto parecido, mas acho que anti-inflamatório depois de prova apenas como último recurso, apenas se as dores atrapalharem suas obrigações (trabalho, tarefas, compromissos…)… acho que a dor é “importante”, ela te avisa que há um problema… tirá-la traz o enorme e perigoso risco de vc recrutar algo que não deveria estar trabalhando… à base de remédios vc anda, carrega peso, faz movimentos que não deveria. Nesses casos eu tomo metade da dose e fico com parte da dor… não quero a sensação de que sou Super-Homem.

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  3. Martinho disse:

    Sobre O significado da dor física na prática do esporte de rendimento e o qual essa danada é importante, li uma vez e deixei nos favoritos para ler novamente, deixo o link de um artigo para os que se interessem. Apesar de ser um pouco específica vale a pena a leitura. Trechinho do resumo: “[…]Desta forma, a dor foi apresentada pelos sujeitos como parâmetro para a origem de experiências prazerosas na prática esportiva, como resposta natural do corpo ao treinamento, que permite a identificação do alcance máximo de esforço, e também como um agente limitador e incapacitante, principalmente durante a competição.”

    Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892013000400013&lang=pt

    Mais dados nerds sobre lesões em corredores de rua: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922014000400299&lang=pt

    Outro sobre dor: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892011000200013&lang=pt

    e parei de mandar meus links do Scielo. kkkkkk

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  4. Marcos disse:

    Balu,
    Imagino que você já deve ter feito muita coisa para melhorar o calcanhar. Deve ter curtido a dor bastante antes de fazer a raspagem. Bem, tive isso por 10 meses ano passado. Não chegou a criar esporão, mas existe uma tendência. Na época da dor, virei o paranoico da bolinha de fisioterapia (tinha em casa, no trabalho, na casa da mãe e até na casa da sogra); passei um tempo andando com uma fita elástica para alongamento em tudo que é canto; também dormi um período com aquela órtese; não passava um dia sem rolar o pé numa garrafa com água congelada. Fazia fortalecimento (para o pé também). Essas coisas…
    Estou há mais de um ano sem essa dor. É óbvio que não sei explicar essa benção na minha vida de corredor. Também não tenho informação qualificada e acho que uma opinião individual às vezes ajuda, mas de verdade é o que o nome está dizendo. Só que me identifico com quem tem essa dor, não me identifico com muitas categorias de corredor, mas com os que têm dor no calcanhar eu penso: sei o que é isso meu irmão! Assim, peço permissão para uma opinião individual. Nesse período sem dor: fiz duas pausas de 3 semanas sem correr (corria sem pausa há 5 anos); estive menos estressado; fiz yoga; levei mais a sério o fortalecimento; não lembro de ter usado gelo ou medida com mesma finalidade apesar de ter treinado mais volume e em maior intensidade que em anos anteriores; não fiz longos maiores que 2h45min; talvez tenha corrido mais em terrenos “menos agressivos”. Certamente, nenhuma novidade. Então, o que aprendi mesmo foi a perguntar: Quais as besteiras que fiz? O que deveria ter feito e não fiz? O que fiz certo e que realmente faz a diferença? Além disso, tenho certeza de que quem segue em frente mais cedo ou mais tarde encontrará sua solução.
    Espero que em breve você consiga correr a hora que quiser.
    Abraço.

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    • Danilo Balu disse:

      Mto legal o seu relato! estudei MUITO corrida qdo ainda estava na faculdade e anos depois…. no frescor (e tb arrogância) dos “20 e tantos anos”, vc tem mta confiança no que faz… às vezes o excesso e raça vem e atrapalha… vc confunde dor com falta de vontade. Eu na verdade sei o que zoou o meu calcanhar… episódios seguidos de treino com dor, mta intensidade naquela época e uma mudança brusca pro minimalismo. Tenho mta segurança que foi um pouco disso tudo. Hj estou de certa forma acho que satisfeito com o que tenho (queria um pouco mais ;e verdade), mas meio que conformado… não acho que um intensivo vá ajudar mta coisa, não tenho a disciplina que tenho pra correr a mesma pra fazer preventivo… não vou fazer gelo diário, nem alongar… vou fazendo a manutenção colocando gelo qdo achar que abusei e alongando vez ou outra antes de correr pra reduzir a tensão no local, me conheço.
      Mto obrigado pelas palavras e pelo depoimento!!

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  5. Hélio Shiino disse:

    – A Psicologia de superar limites e obter novos recordes. –

    Esperava ler um conteúdo com teor diferente do que eu li.

    Uma vez, em um post bem antigo, havia comentado que, e até você concordou comigo, que quando vamos para uma prova, conseguimos sempre fazer um tempo abaixo do que treinamos, na mesma distância.
    Explicação???
    Não sabemos ao certo.
    Será que os que são competitivos e os que acreditam superar seus limites, sempre tem esta grata surpresa?
    E para isto não precisamos de Psicologia, entendo eu.
    Mas foi o que eu encontrei lendo o texto.

    Psicologia teria que entrar como forma de abastacer o atleta com ferramentas que ele possa utilizar quando as pernas começam a pesar, o cansaço começa a aparecer, o “lado negro” te diz que você tem que parar etc. De uma forma geral, como Psicologia de prevenção. Agora, como Psicologia de motivação… Se o camarada já vem treinando meses para uma prova-alvo, ele já está motivado a mil.

    Se treinou bem e se estão 100%, o cara é o Otimismo em pessoa!

    Curtido por 1 pessoa

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