Leituras de 4a Feira

Dar treinos é uma arte? Também não precisa exagerar… dar treino e treinar exigem bom senso. Muito. Esse texto da Athletics Weekly talvez não tenha nenhuma novidade, mas sempre vale reler essas dicas de tempos em tempos, ainda mais quando bem embasada na prática de uma das duplas treinador/atleta mais bem sucedidas da história do atletismo.

A Spikes deu 5 razões pelas quais o Lançamento de Martelo seria a melhor das provas de arremesso/lançamento. Mas o melhor vídeo que separaram foi a “visão que o martelo tem” ao ser lançado por dezenas de metros. Veja aqui!

É bem bacana quando o The Wall Street Journal resolve falar de esporte. Dessa vez falam sobre algo que me parece meio óbvio: correr provas de 1 milha é melhor pra saúde do que correr maratona. Por quê? Intensidade ainda é melhor do que muita quantidade. Além disso, um treino adequado para encarar os 1609m cobriria de longe nossas “necessidades” de treinamento aeróbio. Boa leitura!

Até porque quero tentar algo pessoalmente “arrojado” em 2015, tenho repensado muita coisa na minha cabeça sobre os 42km. Como analisar padrões tão díspares quanto alguém correndo em 2h30 de alguém que corre pra 5h30? O split negativo (2ª metade mais rápida) é mesmo melhor? Juro que não sei mais. Treinos na base do ritmo de 10km ou Limiar? Também não sei. Jack Daniels, Owen Anderson ou Matt Fitzgerald? E por que não Hanson? Daniels é genial treinando as capacidades, de Anderson gosto muito de sua abordagem em provas mais curtas e Fitzgerald no papel é genial, mas Hanson vem parecendo minha aposta. Quer um exemplo de como 42km são provas muito diferentes? Por que falar na falácia do muro dos 36km quando um infográfico incrível da Run Keeper com a Runner´s World mostra comportamentos completamente distintos? Vale demais a visualização! Corremos muito diferentes em função de nosso tempo final!

Conhecia pouco de Marquise Goodwin antes de ele competir em Londres/2012. E pelo jeito ainda sei pouco. Cada um sabe onde o calo aperta…

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4 pensamentos sobre “Leituras de 4a Feira

  1. Não sei quantas vezes vou ter que repetir, mas este papo furado de que a ciência provou que alta intensidade é melhor do que treinos de resistência não cola. Sock Doc (que não é cientista, mas a quem respeito muito mais do que a maioria dos cientistas) já escreveu sobre isto, Ross Tucker (que é cientista) já escreveu sobre isso.

    Minha teoria: Treinar para correr milha talvez faça menos mal por uma razão muito simples: as pessoas treinam tão errado, mas tão errado, que simplesmente treinando menos se fazem menos mal. E quando digo “treinar” incluo todas as partes do treinamento: o treino mesmo, a comida (que em geral é péssima – aqui mesmo onde estou os corredores parecem amar cerveja além do razoável), o descanso, aquele troço que vai nos pés (correr de Hoka One One porque sem ele se machuca é um bom sinal). Mas mesmo treinando mal estão melhores do que os que não correm (que fazem quase tudo igual, sem correr.

    Dito isto, acho que se a pessoa treinar para 1 ou 2 maratonas por ano, sem exageros, sem ficar fazendo vários longões de 3h, sem ficar fazendo vários treinos de velocidade, alimentando-se direito (dieta lowcarb/paleo), dormindo bem, não vai fazer mal não.

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    • Que tipo de exercício é melhor pra saúde? Pra saber isso teria que ter um estudo randomizado acompanhando milhares de atletas amadores durante uns 20 anos no mínimo, regulando todas as outras variáveis (dieta, cigarro, sono, nível de stress, etc).

      Um estudo desses custaria fácil mais de um bilhão. Até lá a discussão é válida. Meu palpite resume-se em duas palavrinhas: individualidade biológica. Da mesma forma que a genética define quem é Usain Bolt e quem é Marilson dos Santos, minha impressão é que algumas pessoas reagem melhor a determinado tipo de treinamento do que outras.

      Agora o que e certo é o seguinte: quem treina pra milha ou pra maratona está muito melhor que o sedentário, mesmo que não seja o ideal. E aí vale pra cada um. Eu acho musculação chato pracacete, já tentei fazer várias vezes e não consigo manter, é chato demais. Mas acho um treino de crossfit muito divertido. E aí, é claro, o ideal pra mim é aquilo que gosto e consigo fazer com regularidade.

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  2. O “muro” realmente é algo engraçado. Eu sei que ele está lá pois já bati nele algumas vezes, inclusive em provas em que estava correndo em um ritmo mais lento que meu limite. O mais interessante é que, independente do tempo de prova, ele está no mesmo lugar. Para quem corre em 3h00´, o muro vai aparecer com 2h33´. Se seu objetivo é 3:30, com 3h00´ você vai encontrá-lo. E assim segue (4h00´/3h24´ – 4h30´/3h50´).
    Balu, vc tem conhecimento de algum gráfico AVERAGE PACE x TIME?
    Outra pergunta: para onde vai o muro nas ultramaratonas?

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