Leituras de 6a Feira

Imagine um pequeno dispositivo colocado no tênis de qualquer corredor que NÃO pese muito, NÃO interfira na pisada e que possa fornecer todo tipo de informação biomecânica relevante. Essa é a ideia genial por parte do RunScribe. É tão fantástica e tão ambiciosa que até nos faz desconfiar. Por enquanto é só um projeto, o que faltou ser reforçado em matéria da Revista O2, mas que poderia, sim, revolucionar a corrida! Demais!

Aqui a edição de setembro/outubro da revista gratuita digital LEVEL Renner.

Leitura Obrigatória - BLOGGosto demais das análises de Ray Charbonneau porque ele sabe trabalhar números e ver o que há no meio deles. Todos sabemos que o melhor jeito de correr uma Maratona é num ritmo uniforme, constante ou ainda com uma leve 2ª metade mais rápida (split negativo), certo?? Lógico!! Mas… será mesmo?? Não há uma resposta nesse debate, mas repare no gráfico abaixo. Quanto mais baixa a linha, mais rápido é o atleta. Mais: quando a linha da curva sobe, é porque o atleta desacelerou. Veja o quão diferente se comportam os atletas de acordo com seu tempo final! É pra se pensar MUITO nessa análise! Leia aqui (páginas 10 e 11) o que ele tem a dizer a respeito!

Ritmo de diferentes níveis de atletas na Maratona de Chicago 2013.

Ritmo de diferentes níveis de atletas na Maratona de Chicago 2013.

Um levantamento MUITO legal da Runner´s World feito com dados do aplicativo Run Keeper diz em quais horários do dia os diferentes países correm. Mesmo sabendo que sua validade estatística não é válida, é interessante analisar nosso comportamento como brasileiros em comparação com outras nações. Fiquei fuçando esses dados aqui. Por exemplo, mais da metade dos brasileiros (52,5%) corre entre 17h00 e 21h00! Só corredores da Malásia, Portugal e Singapura fazem parecido. É pela manhã (entre 6h00 e 9h00), que treinam 1 de cada 5 corredores brasileiros (20,4%), mas Austrália, Índia (44,3%!!), Israel, México (37,3%!), Nova Zelândia, Rússia e EUA fazem parecido ou mais. Nós ficamos (bem) abaixo da média mundial das 11h00 às 17h00. Outro dado que acho BEM interessante é nosso comportamento aos finais de semana. Os treinos de sábado em muitas assessorias, por exemplo, é das 7h00 às 11h00, e esse horário responde “só” por 46% dos treinos, bem parecido com muitos países no mundo. Você sabia que 30% dos corredores brasileiros treinam das 16h00 às 21h00?!? Sim, vale sempre lembrar a quem “””analisa””” corrida por aqui que existe (muita) vida fora da USP e da Marquise do Ibirapuera.

Que horário do dia os corredores brasileiros treinam.

Que horário do dia os corredores brasileiros treinam.

O peruano Raul Pacheco vinha liderando os metros finais da Maratona da Cidade do México quando pega a direção errada e… veja abaixo (Por volta de 2min55)! *aqui um relato bem humorado feito pelo meu amigo Sergio Rocha.

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10 pensamentos sobre “Leituras de 6a Feira

  1. Sobre o “mundinho” da USP ou do Ibirapuera acho que é só reflexo da tendência de cariocas e paulistas (e eu sou carioca) de pensar tudo no Brasil a partir do ponto de vista das metrópoles. Isso, que era uma intuição minha, passou a certeza depois que fui morar no interior. A realidade daqui é simplesmente ignorada pelos grandes jornais e revistas (e os articulistas que escrevem ali) que, não por acaso, tem cada vez menos leitores a medida que o eixo Morumbi-Ipanema vai perdendo importância.

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  2. Que trecho final horrível este da Maratona da Cidade do México! Água, subidas, pouca gente, má sinalização. Vergonhoso.

    E acho que ele quis fazer uma homenagem ao German Silva, grande corredor mexicano que fez o mesmo (errou o caminho) e mesmo assim venceu a Maratona de Nova Iorque.

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  3. Breno disse:

    Balu, trocando em miúdos a análise do Charbonneau, ele considera que vale a pena forçar um pouco mais no início da maratona, ele considera exatamente o conceito de “gordura de tempo”, para no final fechar com o que der. Não acha que pra grande maioria dos amadores esse conceito é beeem arriscado, sendo vital pensar em “gordura de energia” na primeira parte da prova?

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    • Danilo Balu disse:

      Ele sugere isso sem saber se está certo ou não. É arriscado? Depende. Se o cara corre pra 4h20, correr em 4h10 ou 4h30 faz mta diferença? E pra quem corre 2h48? Será que arriscar não seja a chance de conseguir algo especial pra ele? Cada um é cada um… Não acho que haja uma só resposta qdo o exemplo abraça do corredor de 2h30 a 5h30.

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  4. Enrico Canali disse:

    Sobre esse RunScribe, me parece bem interessante mesmo, embora muito mais como ideia inicial do que como produto acabado. O fato de ele ir preso ao tênis invariavelmente acarretará menor precisão na produção dos dados. Tenho sérias dúvidas de que um dispositivo como esse consiga aferir com uma precisão minimamente útil dados como pronação, por exemplo, que é um movimento que acontece na articulação subtalar (e não no cabedal do tênis). Da forma como é mostrado, o sensor capta mais o movimento do tênis do que o do pé. Imagino que um sensor como esse possa ter maior utilidade se fosse afixado mais próximo ao pé, ou a outra parte do corpo. Da mesma forma como, por exemplo, um sensor em forma de palmilha fornece dados mais úteis do que uma plataforma de força, por exemplo, ao medir força de reação do solo.

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  5. […] em 2h30 de alguém que corre pra 5h30? O split negativo (2ª metade mais rápida) é mesmo melhor? Juro que não sei mais. Treinos na base do ritmo de 10km ou Limiar? Também não sei. Jack Daniels, Owen Anderson ou Matt […]

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  6. […] gente nunca entra na conta da maioria dos e s p e c i a l i s t a s. Um próprio levantamento que postei aqui tempos atrás mostrava quanta gente treina fora dos horários padrões de assessorias. Não há comunicação de uma pessoa sozinha ou empresa que seja que alcance esse […]

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  7. […] for de elite e quiser correr uma major é bom você investir em um split negativo. Mas lembre-se, já falei aqui de um texto incrível do Ray Charbonneau sobre splits em amadores de diferentes […]

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