Leituras de 2a Feira

Todo mundo sabe qual a imagem mais forte da Maratona Olímpica de 1984… poucos sabem que o pódio daquela prova foi espetacular porque a chegada da cambaleante Gabriele Andersen eclipsou tudo. Já ouvi mais de uma fonte dizendo que foi puro teatro. Não digo que sim, mas nem digo que não. O que parecia garra da suíça foi também um desserviço porque colocou (mais) dúvidas sobre a capacidade das mulheres de correrem 42km em um mundo que ainda não as aceitava correndo tanto. Aqui entrevista dela ao Rodolfo Lucena na Folha de SP na ocasião de 30 anos do episódio. Em tempo, aos que não viram, aqui a chegada dramática da atleta da Namíbia na maratona do Commonwealth Games dias atrás. Recomendo!

Exatamente um dia depois de ver pela TV a prata de Joaquim Cruz em Seul (1988) procurei um local para treinar atletismo pela 1ª vez na vida. Muitos anos depois, após tomar uma surra dele num 10km, parei igual a uma criança na sua frente, com ele ainda sentado trocando de sapatilha, e olhando de cima para baixo deixei escapar um: “Joaquim Cruz!?”. Ele então olhou pra mim e me cumprimentou como quem sabia que era um fã. Sim, ele é meu maior ídolo. Domingo dia 03 o Esporte Espetacular prestou uma homenagem a um dos maiores corredores de 800m de todos os tempos.

Maurren Maggi, agora oficialmente também comentarista de atletismo na TV Globo, fala brevemente das perspectivas brasileiras de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. Assino embaixo!

Fico ao lado do editor da Track & Field News em seu editorial favorável à volta da antiga regra de largada nas provas de velocidade do atletismo. Por mim já teria voltado desde o episódio com Usain Bolt em 2011.

O comediante Fabio Porchat em coluna bem-humorada no Estadão fala de uma corridinha típica na esteira.

A associação “Atletas pelo Brasil” lança uma carta aberta aos candidatos à presidência da República.

Em uma apresentação assustadora (veja aqui!), Usain Bolt varreu a reta do 4x100m da final do fortíssimo Commonwealth Games na escocesa Glasgow, fazendo a incrível marca de 37.58. Isso porque ele está fora de forma! Como ele consegue? Não sei, mas sei que o aquecimento não tem nada de especial. Aliás, o aquecimento dele foi MUITO especial! Veja abaixo!

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8 pensamentos sobre “Leituras de 2a Feira

  1. Tadeu Góes disse:

    Belo gesto do Rafael Maioral nos posicionando sobre o sorteio do tênis. Nem lembrava!

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  2. Em 26/08/1984 Joaquim Cruz fez nos 800m 1:41:77…….
    Nas Olimpíadas de Londres os tempos dos medalhistas nos 800m foram:
    David Rudisha 1:40.91 Recorde mundial
    Nijel Amos 1:41.73 Recorde nacional
    Timothy Kitum 1:42.53
    Sabemos da diferença na competição dentro de uma Olimpíada e em provas que se busca recorde mas podemos ver que o recorde de Joaquim Cruz continua bem atual depois de quase 30 anos.

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  3. Estevam disse:

    Homenagem mais que merecida para o Joaquim Cruz. Lembro que, ainda com 9 anos, saí para correr feito um louco na rua depois de assitir a sua belísima vitória, como fazia depois de ver os episódios de super-man e Hulk. Aquele sim era um herói de carne e osso. Por que será que depois de tanto tempo não surgiu um outro atleta brasileiro com destaque internacional nas pistas?

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  4. Adriana Piza disse:

    Concordo que a Gabriele Andersen eclipsou tudo, mas acho que quem tem menos culpa é ela mesma! Não acho que tenha sido teatro. Meses atrás comentei no “corrida no ar” (no post sobre o Eliud Magut em Pádova) sobre ela, tinha visto uma entrevista com ela uns 20 anos depois e ela diz que mesmo hoje quando revê a cena, não se orgulha de nada, se sente envergonhada… ( http://youtu.be/jx6XCo9-Uus ). O problema é que o ocorrido é um prato cheio para matérias sobre superação….etc., (como é inclusive mostrado nessa matéria da globo), é o que as pessoas gostam de ver, não dá para competir com uma simples vitória da Joan Benoit! Ela, Gabriele, poderia ter usado muito mais o episódio para “aparecer” , não parece que foi o que ela fez.

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    • Adriana Piza disse:

      Que fique claro que quando disse “simples vitória” da Joan Benoit fui irônica! Sou fã dela! Mas essas coisas como força, coragem superação…é isso que as pessoas gostam de ler e ver, infelizmente, por isso esse vídeo dela chegando é tão lembrado até hoje! No fim tenho mais é pena da Gabriele, que acho só quis mesmo é terminar….nem imaginava o que estava por vir…

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  5. Marcelo Hideki disse:

    Acredito que Joaquim Cruz ainda é o maior corredor brasileiro de todos os tempos,mesmo sem ter conseguido recorde mundial,na história dos 800 metros acho que cabe em uma mão o número de atletas que correram abaixo de 1;42:00.
    E sobre a Gabriele Andersen,concordo plenamente com a Adriana Piza,era a única chance da moça completar uma Olimpíada e só faltava 400 metros,se ela tivesse desistido dentro do estádio iriam crucificá-la.

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