Leituras de 6a Feira

*mês de festas Juninas, mas não saí bebendo como muita gente que misturou o mês de Junho, Copa do Mundo e caipivodka com muito Quentão. Não tem jogo hoje, então vamos ao trabalho!

Aos corredores que colocam seus tênis em um altar e rezam todos os dias agradecendo por ele ignoram o básico: o índice de lesões não caiu em 30 anos de novas tecnologias. E agora, José? Belíssima matéria da The Atlantic.

A história do atual campeão mundial dos 60m indoor (sempre vale lembrar que ele é branco) Richard Kilty é fantástica! Dessa vez é a Spikes que o traz falando sobre sua condição de competir em alto nível como zebra. Sempre vale ler sobre ele!

Uma divertida lista com 28 problemas que os corredores entendem.

O Helio Shiino me mandou o link de um evento beneficente no qual Meb Keflezighi irá participar. Ele largará em último nos 10km da AJC Peachtree Road Race. Se ultrapassar 22.500 corredores, bate sua primeira meta. A segunda é arrecadar U$75.000. Outra ação parecida, mas achei mais original, é de outro corredor famoso (minha preguiça me impede de ir pesquisar) que também largou em último e doava acho que U$1 pra cada corredor que ele ultrapassasse.

A Saucony iniciou uma ação bem interessante nos EUA, o 500 Mile Challenge. Ele é um desafio e um programa de treinamento gratuito para alunos do ensino médio. Você entra no site do programa, se inscreve e pode seguir a planilha de treinamento gratuita e ir interagindo com outros estudantes postando também nas redes sociais.

Ah a estatística… o acesso a dados (tão raros no Brasil) permite estudos bem interessantes! Tempinho atrás surgiu um estudo que ignorei porque populista, joga com a torcida ao apontar que mulheres são melhores do que homens ao estabelecer um ritmo de prova nos 42km. Digo populista porque quem não tem coragem de escrever o contrário (caso fosse esse o resultado), não merece muito minha atenção. Por quê? Porque acho que você tem que estar cego ao que busca como resultado. Se quer necessariamente agradar alguém (no caso o politicamente-correto), você não é sério. Ray Charbonneau mexe num vespeiro ao perguntar se as corredoras se esforçam tanto quanto os homens na Maratona de Boston. Nesse assunto é impossível você ignorar uma premissa: a de que os homens são mais competitivos que as mulheres, é uma questão mais sociológica que fisiológica. O autor, sempre muito feliz em seus textos, faz uma análise complexa e boa dos dados (ah os dados…). Partindo da tal premissa que eu disse, eu chutaria antes do estudo que as mulheres não estão se esforçando tanto quanto os homens. Por quê? Porque são menos competitivas. Se você gosta de números, deveria ler o texto e toda uma série do autor. Se não gosta, fique com essa frase: “(…) os corredores lentos não estão se esforçando perto do seu máximo potencial com a mesma intensidade que o faz os corredores mais velozes, deixando os tais corredores mais lentos com mais fôlego disponível para acelerar no final e aparecer melhor nas fotos da chegada”. Isso dá ou não munição pra quem acha que há atualmente na corrida competição de menos e social de mais?

Essa caracterização abaixo com os diferentes tipos de corredores…. você concorda com ela? (clique para ampliar)

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7 pensamentos sobre “Leituras de 6a Feira

  1. Hélio Shiino disse:

    – Aos corredores que colocam seus tênis em um altar e rezam todos os dias agradecendo por ele ignoram o básico: o índice de lesões não caiu em 30 anos de novas tecnologias. –

    Aliás, e a propósito, qual foi o impacto no mercado de calçados de corrida com a vitória do Meb Keflezighi utilizando um calçado de marca, cuja marca não está entre as grandes “badaladas” como é a Skechers, como se todos os atletas acreditassem que a “ferradura” é que “ganha o jogo”???
    Tanto no mercado norte americano quanto no mercado brasileiro, você detectou alteração significativa nas vendas desta marca???

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    • Danilo Balu disse:

      O impacto foi: mta gente falou bobagem sem saber o que se passa, bancando ser visionário. rsrsrs
      Pra Skechers foi uma baita propaganda porque a marca não está alto no “top of mind”. Fez bem pra marca e pro modelo (Go Meb). Venda? Nada significativo… Agora o que não faltou foi gente falando que eles são visionários ao patrocinar um atleta mais velho….

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  2. Hélio Shiino disse:

    – Essa caracterização abaixo com os diferentes tipos de corredores…. você concorda com ela? –

    Sou um pouco do “Passionate player” com um pouco do “unlimited competitor”.

    Se você reparar, os tipos estão classificados, da esquerda para a direita, dentro de uma graduação que vai do mais “xiita” ao mais “católico”

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  3. Vejo muito disso: O famoso sprint final. O cara se arrasta e trota a prova inteira e no final dá um tiro fortíssimo de 100 mt. Nunca entendi direito, porque vounomáximo a maior parte do tempo e não sobra quase nada para o sprint final.

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  4. Não me encaixei em nenhuma das classificações.

    Acho que mulheres são menos competitivas e menos esforçadas mesmo. Não dá pra ficar se arrastando no dia seguinte…

    Uma frase do Charbonneau em outro post:
    “experience teaches runners what the fastest runners seem to know, that they do better when they run more aggressively, using up energy earlier instead of saving it for the sprint to the finish”
    http://y42k.wordpress.com/2014/06/25/marathon-5k-split-distribution-by-age/

    Eu sempre achei split positivo anormal…

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  5. Adriana Piza disse:

    O último parágrafo da matéria do The Atlantic é especialmente fantástico!

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