Arrancadas épicas

Estou com uma série de sugestões de leitores aqui que simplesmente não consigo atender (*sinal que migrar o Recorrido deu certo rsrsrs). Uma delas é do leitor Helio Shiino que queria saber quais foram as arrancadas ou chegadas mais épicas da corrida. Seria muita pretensão minha uma lista dessas. No longínquo ano de 2010 fiz para o Webrun as 10 maiores provas da década, o que dirá da história…? Aliás, você pode vê-las aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Vou tentar então trazer uma pequena lista abaixo. Mas não queria nada muito formal, acadêmico, nerd… vai sem pesquisa mesmo, vai na base do coração, do rabisco, com as que me lembrar de cabeça. E fora de ordem!

Em 1980 o irlandês John Treacy ignora atropela o favoritismo da lenda britânica Steve Ovett na chegada. Perder faz parte do jogo, comemorar antes como fez Ovett tornou a chegada inesquecível.

Na semifinal olímpica dos 400m de Los Angeles (1984) o jamaicano Bert Cameron sente uma fisgada no posterior da coxa ainda nos 120-130m de prova, fica pra trás, mas resolve seguir e tentar mesmo assim. Nunca vi nada igual!

A final olímpica de Londres (2012) pode ter sido especial pela singularidade do recorde mundial do queniano David Rudisha. Mas nenhuma final olímpica dessa especialidade foi tão surpreendente quanto à de Munique (1972) com o americano Dave Wottle. Ele e seu boné de golfe fizeram a recuperação mais espetacular possível. De último para… confira!

Qual a menor margem de vitória nos Jogos de Sidney (2000): a dos 100m ou a dos 10.000m? A lenda Haile Gebrselassie chega lesionado à final e assombra vencendo Paul Tergat na última volta. Não dá pra cansar de ver!

A universitária Heather Dorniden disputando um 600m indoor cai na pista, perde todas as posições e mesmo na última das 3 voltas decide se levantar e continuar correndo. Será? Veja!

Uma das chegadas mais incríveis aconteceu com um dos maiores azarões em uma das maiores provas da história. Billy Mills é um americano de origem humilde e com antecedentes nativos (índios). Ele corria a final olímpica dos 10.000m em Tóquio (1964) contra o campeão olímpico dos 5.000m Murray Halbert, o russo defensor do título olímpico Pyotr Bolotnikov, o recordista mundial Ron Clarke e o tunisiano Mohamed Gammoudi. O americano Mills melhora seu recorde pessoal em 47 segundos entrando na reta final em 3º. Veja abaixo a única vitória na distância de um americano!

A sensação Mary Cain ano passado bateu um dos recordes mais antigos do high school nos EUA que pertencia à Debbie Heald. As circunstâncias da marca de Heald retomam a época da Guerra Fria e um duelo que faria qualquer garota de 16 anos se borrar de medo. Ela corria a sua primeira prova internacional no extinto duelo “URSS x USA” contra a campeã americana e pentacampeã mundial de cross-country Doris Brown, a campeã europeia e recordista mundial indoor nos 1500m, a russa Tamara Pangelova e a futura campeã olímpica dos 1500m, a russa Lyudmila Bragina. Debbie se manteve em 4ª boa parte da prova até…. veja abaixo! *um dos textos mais geniais da Runner´s World é justamente sobre Debbie. Muito longo, mas ESPETACULAR.

Quais vocês acham que faltaram??

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21 pensamentos sobre “Arrancadas épicas

  1. Marcelo Hideki disse:

    Uma rivalidade de pouca duração que proporcionou belos duelos duelos foi entre Colette Besson vs Lilian Board:

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  2. Hélio Shiino disse:

    A partir de que ano ou década surgiu-se uma alta tecnologia de vídeo que pudesse auxiliar na identificação em caso de chegadas próximas entre dois ou mais competidores? Tal qual automobilismo, hipismo entre outras modalidades que envolvam velocidades.

    O uso de chip de cronometragem se restringe apenas a quais modalidades do atletismo?? Apenas em corridas de rua??

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  3. Paulo Sousa disse:

    A prova mais emocionante a que assisti pela questão patriótica também, foi a vitória de Fernanda Ribeiro, sobre a chinesa Wang Junxia, recordista mundial (sobre a qual recaíam muitas suspeitas de doping), em 1996, nos Jogos Olímpicos de Sidney… foi brutal! Aqui a prova completa…

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  4. Balu uma notícia interessante para você comentar no blog: dois médicos gêmeos idênticos testaram em si mesmos as dietas low-carb e low-fat: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140131_gemeos_dieta_acucar_ou_gordura_lgb.shtml

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  5. Bruno Gelmi disse:

    Rod. Dixon NYC marathon. Dica do antigão Marcelo Assunção. Detalhe sobre os comentários do Rod sobre correndo as tangentes e ser o caçador.

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  6. Ale.Augusto disse:

    Cacilda Balu, os videos que vc postou hoje sao pirados. Valeu mesmo.

    Eu havia selecionado a mesma chegada de Triathlon que a Paula Sousa postou logo acima (ref. ao super-sprint de Bevan Docherty) é irado.

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  7. satrijoe disse:

    Gosto dessa com o Steve Jones. As legendas são meio forçadas mas realmente reagir sabendo que vc foi ‘usado’ como coelho é fantástico.

    Abs, Shigueo

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  8. Balu, espetacular, destaque para a chegada do Steve Ovett com o Treacy. Terminei hoje de ler a biografia do Ovett, escrita em 1984, onde ele nem comenta sobre essa prova. O Ovett foi sem dúvidas um dos mais talentosos corredores de meio fundo da história. Boa parte do livro é dedicada a tentar desconstruir a imagem que a mídia fez dele, pois era fechado e não gostava de dar entrevistas, uma espécie de oposto ao igualmente grande Sebastian Coe. Além da arrogância, acho que ele era um atleta que tinha noção da grande capacidade que tinha. Ele sabia que era simplesmente muito melhor que os outros e não negava isso. Teria batido outros recordes mundiais, não fossem as lesões e os problemas respiratorios nas Olimpíadas de 1984, quando ele mesmo diz que estava na melhor forma da carreira.

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  9. Estevam disse:

    Sobre as dietas low carb vs low fat achei um link interessante sobre porque este documentário não foi conclusivo “http://www.dietdoctor.com/sugar-vs-fat-on-bbc-which-is-worse”. Talvez lhe interesse.

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  10. […] do post de 5ª feira, os leitores colaboraram com algumas “arrancadas épicas”. Como havia dito, seria muita […]

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