Leituras de 6a e um pouco mais de São Silvestre

Quais foram os melhores do ano de 2013 em suas especialidades no atletismo? Confira aqui a lista feita pela Track & Field News!

Dave Hunter fala sobre ideias de como tornar o atletismo mais atrativo na TV. Quando mais gente “que manda” vai ler o que ele e Nick Symmonds vêm repetindo sobre o assunto?

Não gosto muito de futurologia. Aqui no Recorrido você não leu uma linha sequer sobre o duelo de Kenenisa Bekele e Mo Farah na maratona de Londres porque isso é transformar o espaço em Mesa Redonda – Corrida Debate com o pior desse folclore. Bem diferente é esta lista da Spikes com 11 coisas a prestarmos atenção no ano de 2014.

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Ainda sobre a São Silvestre da qual falei aqui na 3ª feira, recebi o texto do sempre muito lúcido Erich Beting. Em seu belo blog Negócios do Esporte no UOL, Beting voltou a falar da SS. Mas derrapou rude, como raríssimas vezes ele faz. Ele aposta numa lenta agonia, mesmo que os números apontem o oposto.

Como todo ser humano (sem exceção), Beting prevê mal. 2 anos atrás ele previu “a morte da São Silvestre”. Não acontecendo, ele fez o que qualquer um de nós faria: foi buscar números que tentem mostrar algum acerto em seu erro. Porém, a prova só cresce, como você pode ver aqui. Mas isso por si só não é garantia de sucesso, nisso estamos muito de acordo.

O que muita gente não entende é que a Globo nem organiza corridas, nem faz a SS para “corredores”. Não se pode partir da premissa errada para avaliar a maior corrida do país que – atenção – ao contrário do que foi dito, não é nem nunca foi “a prova mais popular do mundo” (ou ainda “teria ganhado o mundo”). A empresa é uma emissora que trabalha com pontos de audiência e geração de conteúdo. Você não pode falar de perda de pontos sem contar o conteúdo que entrou em seu lugar à tarde! Ao não fazer essa comparação, a análise perde o sentido.

De tudo o que foi feito até hoje na SS moderna, o grande erro a meu ver seria tirá-la da Paulista. Ponto. Avaliar a mudança de horário de olho no Ibope da SS pode confundir o olhar apressado dando a impressão que a Globo perdeu audiência, quesito, aliás, que a emissora só tem a ensinar a qualquer um de nós.

Por fim, também acho que o apelo da corrida está justamente em sua transmissão ao vivo pela maior emissora do país. Ela tem defeitos, lógico, mas é ainda maior do que sempre foi, ajudada pelo boom da corrida. Beting acerta bonito quando diz que a queda da audiência tira do não-corredor o aspecto aspiracional, mas por sua vez ele aposta no fim da corrida como ela é, e ao analisarmos os números recentes, ele irá errar mais uma vez. E rude.

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9 pensamentos sobre “Leituras de 6a e um pouco mais de São Silvestre

  1. Felipe Telles disse:

    Nenhum “não corredor” dia 07 de janeiro lembra se a última SS que viu foi a do ano passado ou a desse ano ou a de 3 anos atrás. Não faz diferença alguma. Correr a SS faz parte da cultura Brasileira… Se algum dia ela sair da programação da globo no final de ano, algumas pessoas vão perceber, mas não vão se importar. Vai valer a máxima de que voce tem de correr a SS para virar corredor…

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  2. Muitas das críticas à SS vêm direta ou indiretamente da concorrência que não conseguiu emplacar uma prova desse naipe, com 27.000 inscritos e transmissão ao vivo pela maior tv aberta do país.
    Quanto aos “corredores sérios”, não entendo o motivo de tanta crítica à SS. Atualmente existem centenas ou até milhares de provas pra se correr durante o ano, então esses “corredores sérios” não precisariam dar a mínima pra SS enquanto prova pra correr sério. Logo, eles têm duas opções: Ou correm festivamente, ou não correm. Simples.

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  3. Luis Oliveira @slowatforty disse:

    Tinha jurado não entrar em nenhuma discussão sobre a SS este ano. Vou cumprir. Mas Balu, tu não podes reclamar dos teus comentaristas aqui no blog. Vixi, só de ver o nível dos malucos lá no blog do Beting, fiquei com pena do cara. Tá louco.

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  4. Marcelo Hideki disse:

    Eu não concordo que a “São Silvestre vai morrer”,mas acredito que daria para continuar tranquilamente sendo realizada no final da tarde se isso fosse interesse da Globo,como não é,paciência…

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    • SS às 17:00 hrs não é (mais) interesse da Globo, nem da PM, nem da prefeitura, nem do comitê da festa da virada, nem da guarda municipal. Lembro Inclusive que na última edição da SS às 17:00 hrs, aquela da medalha antecipada (pq não havia espaço por conta do show da virada e de uma obra de um prédio) muita gente estava pedindo pra prova passar pra parte da manhã.

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      • Marcelo Hideki disse:

        Esse Reveillon na Paulista que eu acho estranho,em 2013 o show começou por volta da 20:00 e estava previsto acabar por volta das 2:30 da manhã,fico me perguntando como as “2 milhões de pessoas”(eu não acredito nesse número) fazem para voltar pra casa nesse horário se não tem transporte coletivo,será que é tão difícil fazer os shows começarem por volta das 22:00 e ir até umas 5:00 da manhã?
        Outro incomodo que a SS na parte da manhã é que a CET precisa interditar,desinterditar e interditar novamente as ruas.

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  5. Dei uma olhada, e o que chamamos de show da virada agora tem nome e site oficiais: “Reveillon na Paulista”, tem patrocinador master e vários patrocínios menores. não tem como a SS competir com isso:

    “Estrutura

    Palco: 1000m² de área total com 25m de altura, com telões de alta definição.
    Som: 700 mil Watts, com alcance de mais de 2 Km.
    Iluminação: 1.2 milhão de Watts de potência produzidos por equipamentos de última geração.
    Telões: 9 painéis de LED (telões) e sistema de som ao longo da avenida com transmissão ao vivo do palco.
    Efeitos especiais:
    15 minutos de espetáculo pirotécnico (100 mil tiros e 7 mil bombas multicoloridas).
    5 milhões de confetes metalizados.
    Space Cannons ao longo da avenida.
    Prédios iluminados com superprojetores coloridos.
    Trilha sonora especialmente criada para a virada.
    Limpeza: 300 pessoas, carros pipa, varredores e caminhões.
    Segurança: cerca de 2.900 homens entre PM, GCM, CET e seguranças particulares.
    Serviço médico:
    10 ambulatórios totalmente equipados para pronto-atendimento.
    10 bases comunitárias.
    10 ambulâncias com médicos, enfermeiros e UTI móvel.
    Banheiros químicos: 350 unidades em pontos estratégicos da avenida.
    Alimentação: 80 pontos de venda de bebidas e alimentos em embalagens descartáveis.
    Área para pessoas especiais: instalada à frente do palco.
    Estruturas metálicas: 250 toneladas de aço, ferro e alumínio.
    Empregos gerados: aproximadamente 4.500 empregos diretos e indiretos.
    Público estimado: mais de 2 milhões de pessoas.
    Turistas: estimativa de mais de 100 mil pessoas.
    Duração do evento: das 19h30 do dia 31/12/2013 às 2h30 do dia 01/01/2013.”

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